Cyber Malandragem

Pra ser malandro hoje em dia, tem que saber usar a internet

Pra ser malandro hoje em dia, tem que saber usar a internet

É a cyber malandragem ponto com ponto bê-erre

O cara metido a malandro entra no supermercado

Fica enfrentando fila, ainda sai com um embrulho pendurado

Enquanto o cyber malabdro, que não fica de bobeira

Resolve tudo num clique sem sair da sua cadeira

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Na Gualin do Tetecá

1987, faltou luz, está chovendo canivetes

um cenário perfeito para a detonação, nada alem do que auto afirmação

De uma comunidade sem lenço e sem documento, que também pretendem demonstrar o seu talento

Talvez se eles tivessem uma oportunidade, de demonstrar o seu valor para a sociedade

Não precisariam arriscar a própria vida, investindo numa arte proibida

Se a sociedade é incapaz de te reconhecer, você sobe mais alto onde todo mundo possa ver

Se liga morou compadre no que eu te digo agora, se você se acha esperto não morra antes da hora

Mas quando agente é moleque não está nem aí, porque a noite chegou e a molecada quer se divertir

Eu sei que a noite chegou, não ema meu amor, não sei pra onde vou, yeah

A noite chegou, não sei pra onde vou, vou pegar o 638 porque no tem tudo sujou

Mas em que direção, Saes Pena ou Marechal, Zona Norte, Zona Oeste, Suburbana e tal

A noite vai ser longa porque aqui ninguém desiste, 5 moleques cada um com uma coralite

No decorrer da noite detonando a cidade, o mais velho 15 anos de idade

Na escola da rua a gente ganha malícia, adquirida no contato com a polícia

E no contato com os outros menores também, Padre Severino, DSPM ou Funabem

A sua Segunda casa ou escola de marginal, se você tem sangue quente vai se dar muito mal

Se está tudo contra você e não te deixam em paz, se ligue, se toque meu chapa não de um motivo a mais

Para os homens fardados arrancarem sua cabeça, se é que você me entende então cresça e apareça

O dia foi muito duro, mas agora acabou, todo mundo está contente, a noite chegou

Eu sei que a noite chegou, não ema meu amor, não sei pra onde vou, yeah

Eu queria dar um toque pra molecada,

é que quando eu olho pra vocês eu me vejo a 10 anos atrás

No tempo que eu queria ser o cara mais famoso do mundo,

mas graças ao Pai de todos que colocou o hip hop no meu caminho

eu consegui sair desse buraco sem fundo

E é por isso que eu queria colocar o hip hop no caminho de vocês

Pra vocês poderem Ter acesso a uma arte que não é proibida

Seja cantando rap, seja dançando break, ou seja fazendo grafite

10 anos se passaram muita coisa mudou, muita gente parou, muita gente continuou

Dos que continuaram poucos ainda estão vivos, na calada da noite eu perdi muitos amigos

Por causa de bobeira, por querer ser famoso, afama te engole e te leva pra dentro do poço

Fama é igual a ambição e poder, quanto mais você tem, mais você quer Ter

Fica cego e não percebe o que acontece a sua volta, quando abre os olhos vê que muita gente já esta morta

Se você se deu ao luxo de estar vivo até agora, não cave mais a sua cova, não morra antes da hora

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Tecnologia

Tecnológico, tecnologia, assunto que não chega na periferia

Tecnológico, tecnologia, assunto que não chega na periferia

Tecnológico, tecnologia, assunto que não chega na periferia

Tecnológico, tecnologia

O presidente falou que se eu quisesse um emprego bom, mandasse um currículo pelo ponto com

Mas que diabos é isso? O que ele quis dizer? Será que não deu pra ele perceber?

Que eu moro do outro lado da linha avermelhada, do muro que separa o Centro da Baixada

Talvês seja vermelha pelo efeito bumerangue, o fluxo dela é Swing & Sangue

Anos-luz atrás da tecnologia, sem escola, sem emprego, sem moradia

O presidente falou que o sofrimento iria acabar, que a tecnologia veio pra facilitar

Amenizar o custo do proletário, porque a máquina não cobra salário

Dois extremos de uma realidade em retrocesso, em nome da pobreza, em nome do progresso

Duas faces da mesma moeda, da mesma tecnologia, uma no Centro, outra na periferia

Se por um lado ela automatiza e facilita o homem, por outro lado ela mata de fome

Agravando o desemprego operacional, aumentando a diferença social

Acessibilidade a uma menoria, proporcional dificuldade para a maioria

A plebe então, submetida a restrição dos que insistem em deter a informação

Ficando a mercê dos anúncios da TV, que ditam o que vestir e o que comer

As mulheres gastam tudo na formação estética e os homens em inutilidades domésticas

Dois extremos de uma realidade em retrocesso, em nome da pobreza, em nome do “progresso”

Mas de quem será a culpa? Será da tecnologia?Será do povo? Ou daquela menoria?

Que tem a mente fria, calculista, maquiavélica, vigarista

Que acham que na vida o que tem valor é estar conectado a rede de computador

Não pensam no suor de quem está te sustentando, não pensam no horror de quem está trabalhando

As custas da miséria e de um toque de sofrimento, oxigenando bem melhor a Zona Centro

Oxigenando bem melhor a Zona sul, sustentando esse bando de urubu

Eu quero que a elite se torne proletário, eu quero banda larga na Vila Centenário

Dois extremos de uma realidade em retrocesso, em nome da pobreza, em nome do progressoTecnológico, tecnologia, assunto que não chega na periferia

Tecnológico, tecnologia, assunto que não chega na periferia

Tecnológico, tecnologia, assunto que não chega na periferia

Tecnológico, tecnologia

O presidente falou que se eu quisesse um emprego bom, mandasse um currículo pelo ponto com

Mas que diabos é isso? O que ele quis dizer? Será que não deu pra ele perceber?

Que eu moro do outro lado da linha avermelhada, do muro que separa o Centro da Baixada

Talvês seja vermelha pelo efeito bumerangue, o fluxo dela é Swing & Sangue

Anos-luz atrás da tecnologia, sem escola, sem emprego, sem moradia

O presidente falou que o sofrimento iria acabar, que a tecnologia veio pra facilitar

Amenizar o custo do proletário, porque a máquina não cobra salário

Dois extremos de uma realidade em retrocesso, em nome da pobreza, em nome do progresso

Duas faces da mesma moeda, da mesma tecnologia, uma no Centro, outra na periferia

Se por um lado ela automatiza e facilita o homem, por outro lado ela mata de fome

Agravando o desemprego operacional, aumentando a diferença social

Acessibilidade a uma menoria, proporcional dificuldade para a maioria

A plebe então, submetida a restrição dos que insistem em deter a informação

Ficando a mercê dos anúncios da TV, que ditam o que vestir e o que comer

As mulheres gastam tudo na formação estética e os homens em inutilidades domésticas

Dois extremos de uma realidade em retrocesso, em nome da pobreza, em nome do “progresso”

Mas de quem será a culpa? Será da tecnologia?Será do povo? Ou daquela menoria?

Que tem a mente fria, calculista, maquiavélica, vigarista

Que acham que na vida o que tem valor é estar conectado a rede de computador

Não pensam no suor de quem está te sustentando, não pensam no horror de quem está trabalhando

As custas da miséria e de um toque de sofrimento, oxigenando bem melhor a Zona Centro

Oxigenando bem melhor a Zona sul, sustentando esse bando de urubu

Eu quero que a elite se torne proletário, eu quero banda larga na Vila Centenário

Dois extremos de uma realidade em retrocesso, em nome da pobreza, em nome do progresso

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O Pixador

Até onde você pode subir / Nosso bonde está pronto pra partir

Meu TAG é a indentidade, Meu limite é o céu / A tela é a cidade e o spray é o pincel

Lequá nemá, gachê rapá quiá, cassar nhami tralê, uê usô da GPA

Já zfá um pãotem desde que uê reipá, só que ragoá uê teivou rapá larfá

Rapá larfá rapá cevô que vacafi dolabô / doquan avi a dacalemô dorrencô da cialipô

E dolanfá dolaboem, tojei que guemnin detenen / é quepor tegená valafá de stra rapá tefren

Nhati zedo noâ doquan ceimecô / chapi a sequimar e rrecô da cialipô

Quelemô de detutiá doajanvi no busniô / rapá liá, rapá quiá, doranti daon

Quelemô de detutiá que desde noquepi / ifô pra aru e deuprena a vervi

Uê vatá na vachu pra se lharmó / Uê lofá rapá cevo… A rragué soumecô

A noite chegou, não sei pra onde vou, pegar o 638, no Tem Tudo sujou

Mas em que direção, Saes Pena ou Marechal, Zona Norte, Zona Sul, Suburbana e tal

A noite vai ser longa porque aqui ninguém desiste, 5 moleques cada um com uma coralite

No decorrer da noite colorindo a cidade, o mais velho 15 anos de idade

Num cenário perfeito para a escalação, muito além do que auto afirmação

Na nossa comunidade o tag é o documento / simbologia do nosso talento

Sua sociedade é incapaz de me reconhecer / subo mais alto, quebra o pescoço pra me ver

Vou pro baile esperar você dormir / e se quiser me alcançar… há há… vai ter que subirAté onde você pode subir / Nosso bonde está pronto pra partir

Meu TAG é a indentidade, Meu limite é o céu / A tela é a cidade e o spray é o pincel

Lequá nemá, gachê rapá quiá, cassar nhami tralê, uê usô da GPA

Já zfá um pãotem desde que uê reipá, só que ragoá uê teivou rapá larfá

Rapá larfá rapá cevô que vacafi dolabô / doquan avi a dacalemô dorrencô da cialipô

E dolanfá dolaboem, tojei que guemnin detenen / é quepor tegená valafá de stra rapá tefren

Nhati zedo noâ doquan ceimecô / chapi a sequimar e rrecô da cialipô

Quelemô de detutiá doajanvi no busniô / rapá liá, rapá quiá, doranti daon

Quelemô de detutiá que desde noquepi / ifô pra aru e deuprena a vervi

Uê vatá na vachu pra se lharmó / Uê lofá rapá cevo… A rragué soumecô

A noite chegou, não sei pra onde vou, pegar o 638, no Tem Tudo sujou

Mas em que direção, Saes Pena ou Marechal, Zona Norte, Zona Sul, Suburbana e tal

A noite vai ser longa porque aqui ninguém desiste, 5 moleques cada um com uma coralite

No decorrer da noite colorindo a cidade, o mais velho 15 anos de idade

Num cenário perfeito para a escalação, muito além do que auto afirmação

Na nossa comunidade o tag é o documento / simbologia do nosso talento

Sua sociedade é incapaz de me reconhecer / subo mais alto, quebra o pescoço pra me ver

Vou pro baile esperar você dormir / e se quiser me alcançar… há há… vai ter que subir

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Eh tudo obra

O que vem de cima é obra de jah / O que vem de cima é obra de jah

O que vem de cima é obra de jah / O que vem de baixo… É obra do diabo

Lembra aquela obra em que te conheci / Naquela manobra quando me feri

Não resta mais dúvida, virei um problema / Não adianta mais súplica, eu saio de cena

Eu saio daqui, eu sujo seu carro / O que sai de mim, vermelho amargo

Lembra aquela obra que te construí? / Com olhar de baixo, pois nunca me iludi

Na casa que eu não poderia morar / Agora não entro… Nem mais pra trabalhar

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Melhor pra mim

Vou pedir pra ela me ignorar

Vou sair com meus manos

Pra nunca, nunca voltar

Vou vacilar à vera

Ver se ela larga de mim

Vai ser bem melhor assim

Esse papo de que ela ainda está afim

Parece interessante

Mas às vezes atrapalha

Tô tentando uma overdose

Uma morte

Vai ser bem melhor assim

Vai ser bem melhor pra mim

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Artista sozinho

Solidão, você bateu na minha porta

Solidão, eu não passei o trinco na minha porta

E virei um cara sozinho, e atuei como um astro sozinho

Solidão, você bateu na porta da minha vizinha

Solidão, você bateu na porta da minha vizinha

Que virou uma vizinha sozinha, e estrelou em uma trama sozinha

Vizinha sozinha, um cara sozinho

Atriz sozinha, escrivão sozinho

Peão sozinho, motorista sozinha

Astro sozinho, estrela sozinha

Como podemos ser tão sós, se entre nós existem vários sósSolidão, você bateu na minha porta

Solidão, eu não passei o trinco na minha porta

E virei um cara sozinho, e atuei como um astro sozinho

Solidão, você bateu na porta da minha vizinha

Solidão, você bateu na porta da minha vizinha

Que virou uma vizinha sozinha, e estrelou em uma trama sozinha

Vizinha sozinha, um cara sozinho

Atriz sozinha, escrivão sozinho

Peão sozinho, motorista sozinha

Astro sozinho, estrela sozinha

Como podemos ser tão sós, se entre nós existem vários sós

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Filma eu aí

Filma eu aí

Essa noite eu só quero sorrir

Pode me filmar

Essa noite eu só quero brincar

Pode me filmar

Essa noite eu não quero parar de dançar

Essa noite eu só quero

me divertir

Então filma eu aí

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Samba pra Parar de Beber

Você sabe que ultimamente eu ando meio frustrado

Vivo chorando pra tudo que é lado

Por causa desse meu maldito coração

Você sabe que ele faz nada direito

Machuca o meu peito

Mas eu acho que agora descobri um jeito

E resolvi rabiscar essa nova canção

Quem sabe assim amor

Você pode me compreender

Pode até me ajudar a parar de sofrer

De chorar, de morrer, conviver com aflição

Quem sabe assim você resolve voltar

Resolve até me amar

Prometo que vou mudar

E só pra começar

Eu quero registrar em forma de refrão

Vou parar de beber

Vou parar de fumar

Vou parar de sofrer

Só não vou parar de amar

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João

João… pra que tanta exploração 

16 horas por dia na boleia de um caminhão

Diferente dos africanos quando chegaram aqui

Recebeu incentivos para investir

Empresa de transporte, empresa de comida

Mas nada deu certo em sua vida

Domina os sete mares na internet 

Navega os oceanos se esquivando dos golpistas

Whatsapp, YouTube, Facebook, telegran

TikTok, Spotify, Discord, instagran

Acredita que a culpa de todo o seu fracasso

É do nordestino que drena seu salário

Não tem olhos suficientes que possam enxergar

Que seus recursos vazam em tantos juros pra pagar

Os sites de apostas, dívidas e muito mais

Credores aplicando em paraísos fiscais

Não pode comprar uma casa porque tá pagando dívida

Não pode comprar um carro porque tá pagando dívida

Não pode mudar de vida porque tá pagando dívida

Dívida, dívida, dívida, dívida

Por que será que um cara que não tem sangue nobre

Votaria em alguém que o deixaria ainda mais pobre

Segue libertários na rede de golpista

Com pele de cordeiro e alma capitalista

Presidentes antirracistas foram derrubados

A inclusão foi reprimida por golpes de Estado

O racismo racial da colônia deixa marcas

Combatido por Getúlio Vargas

A partir dessa condição, não poderiam mais 

ofender publicamente com questões raciais

Até hoje perseguido com a voz amordaçada

Liga na TV e assiste um cara com o olho claro

Chingando uma mulher aqui um indígena ali

Fazendo monte de piada pra racista rir

Ofendendo toda menoria que pode

Se sente representado e elege esse debiloide

Não tem um sindicato para lhe orientar

Ou uma emissora pública que mostre o outro lado

Não usa o salário pra comprar coisa útil

Ao contrário, usa para pagar juros

Pra quem trafega em paraísos fiscais 

Sem deixar um centavo pra quem realmente faz

Se o rico precisa de uma geladeira

Ele paga apenas por uma geladeira

Mas se o pobre precisa de uma geladeira

Ele paga por tês geladeiras

Uma ele leva pra casa pra usar

Mas continua pagando o juro infinito

Diante dessa confusão o pobre de direita padece

E fica perguntando por que isso acontece

Uma comunicação invertida que foi criada 

pela rede social e a mídia privatizada

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