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Queria compor um poema
Não tinha por onde começar
Talvez falar sobre amar
Ou qualquer outro tema
Criei foi um belo problema
Situação complicada
Como falar sobre nada
Inventar um esquema
Amor, saudade, morte
Vida, azar, sorte…
Tristeza ou alegria
Parece disperso, mas é intuitivo
Pois não precisa motivo
Pra se fazer poesia
Publicado em Poesia
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A filmagem do “Clipe Baixada” – Por Cacau Amaral
A equipe do Mate com Angu madrugou para fazer jus à máxima que toda filmagem deve começar bem cedo. Nem tão cedo assim, mas 8 da manhã o sol de domingo já rachava o coco, quando cheguei à feira de Caxias e todos já estavam no ponto de encontro. Anne na produção, Cabral e Samitri na fotografia, Bia na arte e Igor comigo na equipe de direção. E é claro, nosso artista, Slow.
Soltei nosso jargão: “Vamos fazer um filme?” O dia realmente estava lindo. Pra ficar melhor ainda, só faltavam os convidados à figuração. Um estava ocupado, o outro em São Paulo… A primeira surpresa do dia já nos convidava a queimar a mufa e pensar uma solução, antes mesmo do rec ser apertado. Em contra partida, Kajá – nosso grafiteiro de plantão – estava somando com o bonde.
Combinamos que em cada locação, começaríamos pelos os planos de ações cotidianas, como comer pastel, beber caldo de cana. Só depois disso, faríamos os planos do Slow rimando. Nessa hora começa uma agitação no entorno que muitas vezes pode inviabilizar a conclusão das tomadas. Por outro lado, essa movimentação torna o quadro bem dinâmico.
A feira é muito louca. Gente passando pra lá e pra cá, perspectivas maravilhosas, que nos permitem compor vários campos em movimento. Enquanto o MC canta bem próximo à câmera, passantes interagem num campo próximo e ações cotidianas acontecem numa distância maior. Vendedoras oferecendo produtos, cozinheiros mexendo panelas; uma grande vantagem de locações tão agitadas.
Já na segunda sequência, o som que usávamos para tocar a música a ser cantada pifa. Uma caixinha daquelas que nos incomodam no dia a dia das lotações, hoje reconfigurada para salvar o trampo, nos deixou na mão. Enquanto a produção solucionava a coisa, partimos pra fazer as cenas que não precisavam do aparelho de som. Nova surpresa. O trio de forró só começaria a tocar mais tarde.
Partimos para outras locações do cotidiano da feira. Gente caminhando, comendo, bebendo, comprando, dançando. Coisas que não estavam em nosso plano, mas nos foram entregues de bandeja pela dinâmica do dia, ou pelos problemas do dia. Essas duas ocorrências nos fizeram tomar uma decisão difícil, mas importante. Eliminamos uma sequência inteira. Caso contrário, não atenderíamos o cronograma até o final da diária.
A presença do Kajá também foi essencial. Ficamos na maior sinuca de bico. A ideia seria colocá-lo na figuração junto com a galera do Mate com Angu – Sabrina e Heraldo – que não necessariamente estava na equipe, mas foi acionada assim que soubemos da ausência dos figurantes. Kajá seria uma peça importante nessa composição, mas preferimos que ele dirigisse seu carro numa outra sequência. Isso o impediria de estar presente dentro da van para figurar.
Com o som consertado, concluímos os planos da feira que faltavam e confirmamos como essa locação é maneira. Tudo que precisávamos, foi comprado na própria feira. Os vendedores não apenas vendem, mas nos ajudam a consertar as coisas, carregar bateria e tudo que for necessário. Quando fomos filmar o plano do forró, Slow encontrou vários amigos no caminho. Cada encontro se transformava numa nova cena. Estas, de longe, superariam a falta que poderia ser causada pela sequência que derrubamos.
Almoçamos na própria locação do trio de forró, uma barraca de carne de sol na brasa. Isso contribuiu para a equipe absorver ainda mais o espírito desse lugar tão empolgante e nos inspirar para o próximo desafio: Como estamos em época de campanha política, milhares de bandeiras, divulgadores, um tumulto do cacete! Mais sequências derrubadas. A ideia agora seria encontrar um espaço tranquilo, mas que não fugisse do clima da feira. Missão impossível.
Impossível nada. Como as barracas são instaladas de frente umas para as outras, focando no meio da rua, todos passam nesse centro nervoso e as calçadas que ficam atrás das barracas, são verdadeiros velhos oestes. Ninguém, ninguém, ninguém. Só espaço e barracas ao fundo. Cenário perfeito para planos de cobertura. Assistimos o que captamos para ter certeza que o material seria suficiente para substituir o que não foi feito. Luz maravilhosa. Tão boa que resolvemos fazer mais planos ali, mesmo que isso nos custasse novo atraso adiante.
Concluímos o dia de feira com alguns planos do Slow cantando em cima da passarela. Nela podemos ver a feira em sua totalidade, vista de cima. Um ângulo diferente de todos que fizemos até agora. Outro presente foi a vista da Escola Álvaro Alberto, musa inspiradora de nosso cineclube, o Mate com Angu. Fizemos uma foto memorável, de cima da passarela, com toda equipe e o Original Mate com Angu ao fundo.
Todas essas aventuras nos custaram apenas uma hora de atraso. Consideramos um preço justo. O custo, provavelmente, seria uma luz mais escura na última locação. Nova uma ameaça a ser pensada ao longo dessa tarde. Aliás, que tarde. O sol da Washinton Luís, uma via expressa danada de expressiva para Baixada, estava escaldante. Foi difícil conciliar planos na calçada, com chegada da van, entrada da van, planos dentro da van, planos dentro da van filmados de fora da van.
Tudo isso expôs a equipe a uma insolação insuportável. Esse é o momento de refletir sobre a real necessidade de tantos planos em um único dia e divagar sobre a velha balança desse custo-benefício. Terminamos as sequências da van, mortos de cansaço. Como queria ter nascido em berço de ouro ou pelo menos fazer um orçamento mais folgado. Maldito cinema de guerrilha!
Como previsto, chegamos à locação final com o sol meio-barro-meio-tijolo. Tínhamos a opção de filmar outro dia, pois esse evento acontece todo domingo. Um encontro de vinyl com vários DJ da Baixada e vizinhanças. Outra opção seria assumir essa luz, pois a sequência é para o final do clipe e pode dar certo com uma luz mais fim de tarde. E aqui entre nós. Essa luz é bonita pra caramba. Pronto. Filmamos.
O feeling do show não teve preço. A presença do DJ Nino, Kajá e tantas figuras, trouxe para o clipe uma ideia de confraternização; de convergência, que mesmo no instinto foi construída ao longo de toda produção. Bebemos uma cerveja pra comemorar: todos soldados mortos, mas com o filme na lata. Kajá foi embora, levando todo equipamento na mala de seu carro, sem querer, e nossa pequena festa teve que ser interrompida. Descanso merecido para alguns e mais trabalho para produção.
O Mate com Angu estava precisando de mais esse dia para somar com nossa festa de aniversário. Afinal, 10 anos não são 10 dias. Aprendo muito com esse bonde e acredito ainda mais que um diretor não deve olhar o erro como um problema, mas sim uma oportunidade de construir uma coisa única e intransferível.
Publicado em Diário, Oficina de cinema
1 Comentário
Haicai do dia
Caminhando / /
Calado e apressado / /
Pro trabalho.
Publicado em Poesia
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Haicai do dia
Que dia lindo /
Merece cinema e rep /
Hoje é domingo.
Publicado em Poesia
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Haicai do dia
Domingo é dia /
Amar, comer e filmar /
Viva Caxias.
Publicado em Poesia
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Haicai do dia
Agosto, trinta e um /
Vidrados namorados /
À lua azul.
Publicado em Poesia
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Dez anos em dez dias
Dez anos não são dez dias
Repressão pós ditadura
Inércia e ignorância da cultura
Não passava nada em Caxias
Você tem noção?
Olhar o cinema e não ver
Querer um filme e não ter
Pegar três buzão
Dormir e acordar, dormir e acordar…
Quarenta quilômetros pra chegar
Da Baixada à Zona Sul
Mastigar e engolir o problema
Digerir e cuspir cinema
Dez anos de Mate com Angu
Haicai do dia
Vida vazia? /
Fala contra quem te cala /
E ganhe o dia.
Publicado em Poesia
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Por um punhado de sonetos
Trago um punhado de sonetos
Que versam meu dia a dia
No centro da periferia
Enriquecido nos guetos
Falo da minha vida
Partindo de um ponto
Com crônica, conto…
Feliz ou sofrida
Fodida e mal paga
Pobre, desgraçada
Mas que fabrica alegria
Dou a volta por cima
A escassez vira matéria prima
Pros sonetos da periferia
Publicado em Poesia
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