Cacau Amaral recebe Prêmio Baixada 2011

Publicado em: revistaqueimados.blogspot.com.br

Por: Sergio Ricardo Silveira

O Cineasta Cacau Amaral recebeu mais um prêmio para a sua coleção. Desta vez Cacau ganhou o prêmio Baixada 2011. Em uma cerimônia realizada em Itaguaí, cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, na última sexta feira, dia 26 de Agosto.

O Troféu do 10º prêmio Baixada 2011.

Com o teatro municipal lotado, a cerimônia contou com a presença de várias autoridades entre elas a deputada estadual Andréia Cristina, do prefeito Charlinho entre outros.

Cacau Amaral recebendo seu prêmio das mãos do Prefeito Charlinho.

Cacau recebeu o prêmio na categoria Imagem das mãos do prefeito que participou de todo o evento e fez questão de entregar a premiação ao cineasta que já recebeu várias premiações em sua carreira.

Cacau Amaral recebeu três prêmios e três menções honrosas por suas curtas metragens; dirigiu o filme “5x Favela, Agora Por Nós Mesmos”, vencedor de dez prêmios no Brasil e no exterior. É um dos diretores do Cineclube Mate Com Angú e do Programa Espelho de Lázaro Ramos, no Canal Brasil. Na CUFA atuou como professor e orientador de projetos do curso de audiovisual e coordenador de dramaturgia da Cia de Teatro Tumulto.

Lista dos Contemplados:

O Fórum Cultural da Baixada Fluminense, orgulhosamente, vem a público divulgar a lista dos agraciados com a 10ª Edição do Prêmio Baixada.
NOME NOME ARTÍSTICO CATEGORIA MUNICÍPIO
Grupo Sócio Cultural Código Cia Código de Artes Cênicas Artes Cênicas Japeri
Maria Celeste Conceição da Silva Celeste Conceição Artes Plásticas Nova Iguaçu
Centro de Integração Social Ia Nzambi Afoxé Maxambomba Artes Populares Nova Iguaçu
Maria Inês Baggio Vianna Lôi Artesanato Magé
Circo Baixada Circo Baixada Cidadania Queimados
André Redine André Redine Ciência Itaguaí
Portal Baixada Fácil Baixada Fácil Comunicação Duque de Caxias
Instituto de Arqueologia Brasileira IAB Educação Belford Roxo
Antonio Lacerda de Meneses Antonio Lacerda História Nova Iguaçu
Antonio Carlos Amaral Nazareth Cacau Amaral Imagem Duque de Caxias
João Correia Prado João Prado Literatura Mesquita
Charles Lopes da Silva Charles Lopes,o reciclador Meio Ambiente Nova Iguaçu
Mauro da Motta Lemos Mauro Motta Musica Guapimirim
André Luis Silva de Oliveira André Oliveira Produção Cultural Duque de Caxias

Publicado em: http://revistaqueimados.blogspot.com.br/2011/09/cacau-amaral-recebe-premio-baixada-2011.html. Último acesso: 23/11/2012

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5x Favela no Canadá

5xFavela: Agora por nós mesmos
Directors: Cacau Amaral, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Manaira Carneiro, Rodrigo Felha, Wagner Novais, Luciano Vidigal Producers: Carlos Diegues, Renata Almeida Magalhães Script coordinator: Rafael Dragaud Cinematographer: Alexandre Ramos Editor: Quito Ribeiro Music: MV Bill and AfroReggae Principal Cast: Silvio Guindane, Juan Paiva, Thiago Martins, Vitor Carvalho, Marcio Vito

This time we do it by ourselves.

In 1961, five middle-class filmmakers who belonged to the student movement collaborated to make a film called Five Times Favela. After four decades, the idea has been revisited although this time the cameras have been taken up by the residents themselves of favelas in Rio de Janeiro. 5xFavela: Agora por nós mesmos is entirely written, directed and produced by young filmmakers mentored in professional workshops administered by big names in Brazilian cinema like Daniel Filho, Walter Salles, Fernando Meirelles and others. Composed of five different stories that achieve the feat of dialogue among each other, these films show the realities of honest families who are in need, whose lives can’t help but intersect with the complex life of the favela and the wider world outside.

The films: Fonte de renda by Manaíra Carneiro (age 22, Higienópolis favela) and Wagner Novais (age 26, City of God favela). Arroz com feijão by Rodrigo Felha (age 30, City of God favela) and Cacau Amaral (age 37, Suburb Caxias favela). Solo de violino by Luciano Vidigal (age 32, Vidigal favela). Deixa voar by Cadu Barcellos (age 23, Complexo de Maré favela). Acende a Luz by Luciana Bezerra (age 35, Vidigal favela).

5xFavela premiered in the Official Selection at the 2010 Cannes Film Festival. It won the Audience Award at the Biarritz Festival and Best Film at the Paulina Film Festival in Brazil.

Publicado em: http://www.vlaff.org/en/node/4624

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5x Favela no CCBB – com recursos de acessibilidade

Publicado em desculpenaoouvi

“5X Favela, Agora por nós mesmos” é exibido em versão com recursos de acessibilidade para cegos e surdos, de graça, no CCBB
Inspirado no filme da década de 1960 e considerado o estopim para a criação do Cinema Novo Brasileiro, a produção “5X Favela, Agora por nós mesmos” será exibida nos dias 3 e 4 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, com legenda (closed caption) e audiodescrição para o público com deficiência visual ou auditiva.
A sessão faz parte do projeto Cinema Nacional Legendado e Audiodescrito (CNLA) que conta com uma sala de cinema acessível aberta para o público em geral, e, em especial, para ao público cego e surdo. Os filmes têm recursos de legendagem (closed caption) e audiodescrição. O padrão closed caption transcreve através de legendas o que está sendo falado (informações literais), assim como sons não literais que ajudam ao espectador a compreender melhor o filme (música, risos, aplausos, chuva etc). Na audiodescrição, o sistema descreve, em paralelo ao som original e quando não existe fala dos personagens, ações relevantes, mudança de cena, expressões faciais, com o objetivo de informar ao cego o que está acontecendo.

O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Álvares Penteado, 112, São Paulo, e conta com acesso e facilidades para pessoas com deficiências físicas e transporte gratuito até as proximidades.
SETEMBRO 2011 (SP: 03 e 04/09 às 15h) e (RJ: 10 e 11/09 às 16h)

Mais informações:
Trixe Comunicação Empresarial
http://www.trixe.com.br
(11) 5052 4072
Patrícia TTeixeira
patricia@trixe.com.br
(11) 9962 6992
Raphaella Rodrigues
atendimento@trixe.com.br
(11) 8178 4269
Mais informações à imprensa sobre o CCBB:
Alexandre Yokoi – (11) 3113-3613 – alexandreyokoi@bb.com.br
Eduardo Vasconcelos – (11) 3113-3628 – eudu@bb.com.br
 
Publicado em: http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2011/08/29/espetaculos-acessiveis-5x-favela/

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Prêmio Baixada Fluminense – 2011



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10º Prêmio baixada Fluminense

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5x Favela em Xerém

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Mate com Angu no Canal Futura

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Entrevista – Cacau Amaral: de Caxias para o mundo

Publicado em Polifonia Periférica

Natural de Duque de Caxias – RJ, cineasta, rapper e escritor. Cacau Amaral. Ligado à CUFA (Central Única de Favelas), participou de curta metragens e videoclipes realizados pela ela. Foi um dos realizadores do documentário Um ano e um dia, premiado em diversos festivais, inclusive no de Jovens Realizadores do Mercosul e na Mostra do Filme.Dirigiu, juntamente com Rodrigo Felha, o curta Arroz com Feijão, um dos episódios do aclamado 5x Favela – Agora por nós mesmos.

PP – Como e quando surgiu o seu interesse pela linguagem do cinema?
CACAU – Quando integrava o grupo de hip hop “Baixada Brothers”. A gente queria fazer um videoclipe e convidamos a Cia de Teatro Lomboko pra ajudar. Não sabíamos nada sobre filmagens, nem eles. Aí tivemos que aprender tudo juntos. Na ocasião, comecei a assistir o cinema russo e me apaixonei. Fiz meu primeiro filme, “1 Ano e 1 Dia”, e ganhei três prêmios, no Rio, Paraná e Ceará. Daí em diante foram mais seis curtas e um longa, o “5x Favela, agora por Nós Mesmos”.

PP – O que representa para você a linguagem do cinema?
CACAU – Mais uma forma de se expressar. Nos manifestamos de várias maneiras, através da música, do teatro, até mesmo escrevendo um email. O cinema veio pra somar nesse caldeirão, pois ele dialoga com qualquer língua, qualquer povo, qualquer cultura.

PP – Como foi a sua trajetória de sua primeira direção “1 ano e 1 dia” em 2004 até “5x Favela” em 2010? O que mais te marcou? Quais as principais lições?
CACAU – Realizamos “1 Ano e 1 Dia” apenas para agradar nossos vizinhos. Costumamos dizer que não dirigimos esse filme, só apontamos a câmera para onde os moradores nos indicavam. É claro que tem a mão pesada do editor, mas nessa época pouco sabíamos sobre cinema. Os prêmios foram uma grande surpresa, pois nem inscreveríamos o filme em festivais. As pessoas assistiam e diziam que era pra inscrever, mas a gente achava o filme muito pessoal pra gente e pros moradores, não imaginávamos que dialogaria tão bem com o público. Passamos o ano viajando pelo Brasil inteiro para participar dos festivais e no ano seguinte senti saudades dessa rotina. Fiz o “Melhor que um poema”, que não gostei do resultado na época. Ficava comparando com “1 Ano e 1 Dia” e achava que estava faltando algo. O “Guerreiras do Brasil” foi o terceiro filme. Veio no ano seguinte e ganhou uma menção honrosa em Minas Gerais, no Festival Favela é Isso Aí. Começaram a me chamar de documentarista. Adorava o tipo, mas queria fazer ficção. Fiz a animação “As aventuras de Agente 77” e recebi mais uma menção honrosa no Festival Visões Periféricas. O filme que eu acreditava não ter dado certo acabou recebendo uma menção honrosa em São Paulo, no Festival de Itu. Daí eu percebi que esse negócio de filme ruim é muito relativo. A gente faz o filme primeiro pensando na gente. Se o bairro gostar, é o momento de levar pra cidade. Depois pro estado e isso não pára nunca. Sempre tem alguém que se identifica com a sua ideia. Fiz outra ficção “À meia-noite morrerei três vezes”. Até que o Cacá Diegues me convidou para dirigir o “5x Favela”.

PP – Como surgiu o Cineclube Mate com Angu?
CACAU – A gente saía pra assistir os filmes que a gente gostava e não achava nada pela Baixada. Tínhamos que pegar dois, três ônibus pra assistir o que queria e acabava encontrando um monte de gente que morava no mesmo lugar e tinha a mesma dificuldade de locomoção. Daí surgiu a ideia: por que não se juntar e passar os filmes pra nós mesmos assistirmos em Caxias. Isso foi há nove anos. No início a ideia era essa, só pra gente, mas o público foi aumentando e tivemos que procurar um espaço maior. Ocupamos a Sociedade Musical Lira de Ouro e não saímos de lá nunca mais. Hoje temos três cineclubistas na direção da Lira, inclusive na presidência. Naquele tempo não tinha nenhuma atividade cineclubista na Baixada, hoje somos mais de dez cineclubes. Às vezes me perguntam por que a Baixada tem tanto cineclube e a gente sempre responde. Nada disso seria possível se não fosse a má distribuição dos filmes na periferia. Agradecemos a morte do cinema na década de 1990. Sem ela não existiria Mate com Angu. Há males que vêm para bem!

PP – Há várias organizações, que atuam na periferia, desenvolvendo oficinas de audiovisual que vem se tornando uma importante linguagem para periferia. Como você analisa essa apropriação do audiovisual pela periferia?
CACAU -Não me canso de repetir. Sou agradecido a todos aqueles que isolaram a gente da cultura. A gente perambulou, perambulou, deu um monte de cabeçada uns nos outros, mas depois percebemos que não precisamos de modelos alienígenas para caminhar. Olhamos à nossa volta e vemos a cultura brotar de dentro da pedra. Usamos essa cultura da maneira que podemos, a princípio com máquinas simples e a cada dia que passa mais e mais integrados ao aparato tecnológico. Quanto mais fomentamos cultura, mais entendemos que os recursos são nossos. Hoje além de projetar os filmes dos outros, produzimos nossos próprios filmes. E não fazemos isso apenas para a periferia. Fazemos porque acreditamos que todos devem ter acesso à cultura de qualidade, seja nas periferias ou nos centros. Não vamos repetir o equívoco do passado, onde se produzia conteúdo para poucos. O que é produzido na periferia é para o mundo.

PP – A periferia nunca produziu tanta literatura, poesia, CDs, filmes, documentários e etc. Como você analisa essa produção e o retorno que tem trazido para as periferias?
CACAU – É um momento. Viemos de um passado muito pobre de produção e hoje estamos entrando, meio que, na base do pé na porta. Estamos distribuindo o conteúdo, mas ainda é embrionário. Ainda não referendamos uma forma de ganhar dinheiro com isso. Ainda dependemos das grandes corporações para fazer distribuições relevantes de livros, filmes, discos. Assistimos o samba virar referência nacional, mas isso não impulsionou a ascensão econômica dos criadores do samba. O funk carioca virou a grande galinha dos ovos de ouro. Saiu do Rio pra São Paulo, pra Europa; e daí? Como estão nossos MCs? Precisamos impulsionar uma economia inteligente onde não vamos falir novamente e, em consequência, limitar nosso fluxo produtivo como no passado.

PP – Novos projetos?
CACAU – “Donana” é um documentário que interrompi pra fazer o “5x Favela”. Ele conta a história de gente que pensou o cenário musical brasileiro desde os anos 1980. Hoje assistimos as bandas consagradas no cenário musical brasileiro, Cidade Negra, O Rappa, KMD5, Nocaute, Cabeça de Nego. Mas pouca gente sabe que todo esse trabalho teve uma semente germinada na casa de Dona Ana. Onde a capoeira, o reggae e a moda expulsaram o estigma de cidade mais violenta do mundo, construído em favor da especulação imobiliária de Belford Roxo.

PP – Uma mensagem final.
CACAU – A gente tem muita riqueza nesse país, cara. Não era pra discriminar as pessoas assim como fazemos. Pra que essa coisa de poucos pretos em toda instituição que a gente chega? Por que as mulheres têm que ganhar menos que os homens se fazem o mesmo trabalho? Alguma coisa tem ser feita. Vamos fazer um filme!

Acesse o blog do cineasta e conheça mais seus trabalhos
https://cacauamaral.wordpress.com/

Entrevista publicada em: http://www.polifoniaperiferica.com.br/?p=473

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Mate com Angu no Jornal O Dia

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5x Favela na UFRJ

Fui convidado, pela minha ex-professora Shirley Torquato, a proferir uma das aulas do curso de pós-graduação “A favela filmada e cantada”, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais IFCS- UFRJ; que faz parte do pacote “As favelas cariocas e seu lugar na cidade. Aproximações ao debate”.

Exibimos o “5x Favela, agora por nós mesmos” e fizemos um amplo bate papo com os alunos sobre a realização do filme, acompanhados dos professores Luiz Antonio Machado da Silva, Márcia da Silva Pereira Leite, Marco Antonio da Silva Mello.

11/5/2011

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