Autor Cacau Amaral. Tom G
G C
o amor é inseguro quando desce de cima desse muro
Em D C
o amor
G C
o amor causa medo aperta e escorre por entre os dedos
Autor Cacau Amaral. Tom G
G C
o amor é inseguro quando desce de cima desse muro
Em D C
o amor
G C
o amor causa medo aperta e escorre por entre os dedos
Autor Cacau Amaral. Tom D
A D Bm A G
Eu não sei se posso dizer que vivo em um mundo justo a valer
A D Bm A G
Correr pular e pensar livre dos que querem me manipular
A D Bm A G
Eu não sei se posso decidir o que fazer com quem andar e pra onde ir
A D Bm A G
Talvez o que eu sempre quis eu posso conquistar o direito de ser feliz
Bm A G A Bm A G A
Eu sei eu sei e posso te dizer o que fazer pra ser feliz
Bm A G A Bm A G A
Lutar lutar e nunca mais parar conquistar o que eu sempre quis
A D Bm A G
O ensino convencional me trata como um marginal
A D Bm A G
Devido a minha classe econômica e social
A D Bm A G
Pra sempre excluído aprendendo a ser bandido
A D Bm A G
Aprendendo o que não presta é o que me resta
Eu não sei se posso dizer que vivo em um mundo justo a valer
Correr pular e pensar livre dos que querem me manipular
Eu não sei se posso decidir o que fazer com quem andar e pra onde ir
Talvez o que eu sempre quis eu posso conquistar o direito de ser feliz
Eu sei eu sei e posso te dizer o que fazer pra ser feliz
Lutar lutar e nunca mais parar conquistar o que eu sempre quis
O ensino convencional me trata como um marginal
Devido a minha classe econômica e social
Pra sempre excluído aprendendo a ser bandido
Aprendendo o que não presta é o que me resta
o amor é inseguro quando desce de cima desse muro
o amor
o amor causa medo aperta e escorre por entre os dedos
o amor
O concreto arde como brasa
Muros viadutos pela cidade
Asfalto na mesma velocidade
Em último campo poucas casas
Vejo muitas outras nesse momento
Algumas destas emboladas
Por cima de outras amontoadas
Tremem rígidas em tijolo e cimento
Refletindo um calor de matar
Parece que o vejo se propagar
Balançar sobre o campo queimado
Concreto concreto concreto
Vira-e-mexe tem uma árvore perto
Pra aliviar esse calor danado
Tom Am. 181018
Am Em
Às vezes acho que o mundo padece por muita coisa que a gente já conhece
Vovó dizia pra tomar cuidado com o troço certo qe no fundo está errado
Pra mirar no espelho de nossos ancestrais, sem nenhum problema em meio a animais
Mas hoje em dia parece não haver bastante para anões caminhando entre gigantes
C Am G Em
Vovó dizia contente pra mim que nossa vida não tem que ser assim
C Am G Em C Am G Em
Vovó dizia contente pra mim que nossa vida não tem que ser assim
Às vezes acho que a gente padece por não entender como as coisas acontecem
Am Em Dm
São tantas barreiras pra gente viver que foram criadas pra nos defender
Am Em
Nos sofisticamos construímos cidades não precisamos mais viver entre selvagens
Desenvolvemos vários Brasis simbolizados por fronteiras imbecis
C Am G Em
Vovó dizia contente pra mim que nossa vida não tem que ser assim
C Am G Em C Am G Em
Vovó dizia contente pra mim que nossa vida não tem que ser assim
Ha muito tempo
Eu tentei entender
Como as coisas acontecem
E ainda vão acontecer
Agressões intensas
Consederadas normais
Ataques e ofensas
Em redes sociais
E digo mais
Que por trás dessas verdades
Se escondem os cordeiros
De coração covarde
Uma fuga do debate
Só que um pouco tardia
Existem muitos detalhes
Escondidos entre linhas
Não são palavras só minhas
Mas de alguns muitos parceiros
Que escrevem tantas rimas
Pelo mundo inteiro
Ganhando dinheiro
Sustentando seus filhos
Construindo mundo diferente
Pros filhos de outros filhos
Não enxergar os trilhos
Deve ter uma consequência
Causada pela rajada
Sem nenhuma consciência
Atirar pra todo lado
Pode ser uma solução
Mas planejar os passos
Amplifica a visão
Não quero explicar
Só quero conhecer
Poder dialogar
Sobre o que vai acontecer
A molecada
Que entrou pela janela
Reclamou dessa politica
E agora tem saudade dela
Bateu panela
E caiu de cima do muro
Na armadilha
Da rede para o futuro
A faculdade acabou
Salubridade acabou
Vinte anos depois
O que foi que sobrou
Congelou
O que já era duro
Petrificou
Resíduos de nosso futuro
E eu te juro
Ainda pode piorar
Enquanto esse muro
Continuar a aumentar
Uma fronteira simbólica
E um tanto mítica
Fundada pela retórica
Da estatística
Uma multidão
De pessoas excluídas
Tomando porrada
E piorando de vida
Qual é a saída
Tambem quero saber
Uma trilha interrompida
É difícil de reverter
Tom C
C F G
Vou te falar sobre o Rio de Janeiro,
C F G
40º, carnaval o ano inteiro
C F G
Praia de manhã, futebol durante a tarde,
F
a noite é badalada na cidade
Am
Quero confessar que nasci foi para ganhar,
Em
caminho subindo o degrau dessa vida e não posso parar
Am
Às vezes o caminho é complicado me deixando louco,
G
porque o mundo está se direcionando para o fundo do poço
Seu moço, eu só quero me divertir.
A sua farda não interfere o meu direito de ir e vir
Aqui pra sair não precisa ter dinheiro,
isso não funciona no Rio de Janeiro
Uns jogando futebol, outros se bronzeando em baixo do sol,
outros em baixo da ponte se esquivando do cerol
Todos nós sabemos que a diversão é uma coisa essencial;
independente de cor, religião ou classe social
Pra compensar o dia a dia que por aí é um terror,
como uma bateria que recarrega o bom humor
Após uma semana de trabalho para aliviar a tensão,
após uma semana de estudo só a diversão
As vezes acho
Que o mundo padece
Por muita coisa
Que a gente já conhece
Vovó dizia
Pra tomar cuidado
Com o troço certo
Que no fundo está errado
Pra mirar no espelho
De nossos ancestrais
Sem nenhum problema
Em meio a animais
Mas hoje em dia
Parece não haver bastante
Tantos anões
Correndo entre gigantes
Vovó dizia
Contente pra mim
Que nossa vida
Não tem que ser assim
As vezes acho
Que a gente padece
Por não entender
Como as coisas acontecem
São tantas barreiras
Pra gente viver
Que foram criadas
Pra nos defender
Nos sofisticamos
Pra fazer cidades
Não precisamos mais
Viver entre selvagens
Desenvolvemos
Vários brasis
Simbolizados
Com fronteiras imbecis
Hoje eu pensei
Que não faria nada
Seria um dia vazio
Até em vão
Mas acordei
Com uma vontade danada
De propor
Uma reflexão
Uma reflexão
Começa com um devaneio
Talvez a ilusão
De um mundo perfeito
É desse jeito
Que vamos começar
Partindo de um princípio
De algum lugar
“Um bom lugar”
Onde todos tem humildade
Como dizia
A filosofia Sabotagem
Com a caneta na mão
Escrevo o mundo que quero
Tradicional
Ao mesmo tempo moderno
Um mundo idealizado
Sem defeitos
Sem vícios
Ou seja um mundo perfeito
Um projeto tão simples
Que só existe em um papel
Cuspido e escarrado
Como se fosse um céu
Bem diferente
Do mundo de verdade
Que pula de um ideal
Direto à realidade
Nao quero dar porrada
Só um empurrão
Nao peço quase nada
Só uma reflexão
Uma reflexão
Pode construir a verdade
A partir de um sonho
Que se torna realidade
Entendendo
Como funciona a sociedade
Eliminando a causa
Da desigualdade
Trazendo consequências
Pro racista FDP
E pra aquele cara
Que defende a tortura
Pro político engomado
Que estorque a cada momento
É processado
Mas adia o julgamento
Alimenta um sistema
Que eu não aguento
Pro empresário que lucra
Com superfaturamento
Prender toda essa corja
Apagar do mapa
Escrever uma nova história
Um levante a quem trabalha
Não sei se falei demais
Nesse momento
Estamos atrás
De um outro elemento
Conhecimento
Talvez seja o tal empurrão
Do movimento
De reflexão