PUNK VELHO

Bebê pra caramba

Nunca fala sério

PUNK VELHO

Se se machucar

Vai parar no necrotério

PUNK VELHO

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6 de abril

A segunda onda

Chegou na terra promissora

Não como a primeira

Bem mais devastadora

Matando professora

Motorista, faxineiro

Brasileiro, estrangeiro

Do último ao primeiro

Dizem por aí

Que o inimigo Não vê cor

Mas a primeira vítima

Qual era sua cor

Sem acesso

Ao isolamento social

Pra sua patroa

Seu trabalho era essencial

De lá pra cá

Qual é o novo normal

Pra qual classe

Ele seria mais letal

É só andar pela rua

E dar uma boa olhada

O que que você vê

Na calçada

Existe uma operação

De desinformação

A guerra é menos arma

E mais comunicação

Uma propaganda

Que invade nossa vida

Transforma nossos filhos

Transforma nossas filhas

Acerta o desastre

da cultura

Jovens

Reivindicando a ditadura

Eles vivem em bolhas

Específicos canais

Afogados em algoritmos

Em redes sociais

Pegando uma visão

Que não dá pra entender

Adultos que serão

Pior do que sonhamos ser

Andando pela rua

A observar

Como zumbis

Olhando pro celular

Trancados dentro de casa

Fazendo o que bem quer

Dando like no youtube

Batendo em mulher

Quando é desmascaro

Grava um vídeo da paz

Mas eu juro

Que não faço mais

Fizeram um cálculo

Pra matar 500 mil

Depois retomar

A economia do Brasil

O tempo passa

E não vemos nada melhorar

Será que acham

Que vamos acreditar

São bonecos que dominam

A comunicação

Robôs

Orientando a população

Sem oxigênio

Sem respiração

Inalando fumaça

Do nosso pulmão

Jogada de mestre

Primeiro incendiar

Depois pedir dinheiro

Pra tentar apagar

Mas o que eles apagam

De fato de toda história

Dia após dia

É a nossa memória

Educação sem cultura

Não é educação

É uma forma

De dominação

Mais uma ferramenta

De controle aos cordeirinhos

Uma nuvem de fumaça

Em Mariana e Brumadinho

Do Lítio da Bolivia

Do Chile, da Argentina

Ao bloqueio do negócio

Com a Rússia e com a China

Amigos amigos

Com um papo mancinho

Vende o que é seu

por um preço baixinho

O país que oferece

Um rifle meio assim

O país que oferece

Um rifle meio assado

Excesso de gentileza

Além do que está escrito

Qual seu estrangeiro

Favorito

Me serve ou me explora

Quem faz parte desse jogo

Me vende vacina

Ou me vende arma de fogo

Uma estratégia

De dominação

Primeiro Arrasa

pra depois vender a solução

Um projeto decente

Precisa muito mais

Do que cabeças

de intelectuais

tem ser discutido

Em nosso dia a dia

Não se apegar

a meras alegorias

Nem na retórica

Da contagem de corpos

De quem enriquece

As custas dos mortos

Um dia que jamais

Será esquecido pelo Brasil

Morreram mais de quatro mil

Em 6 de abril

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Sociopatas 2

Tom A   

A A E D

F#m F#m D E

Quando o sol nascente já precisa acordar

Perambula pelo mundo tentando se enquadrar

Deveria aceitar, mas só que não leve a mal

A síndrome de apatia social

Sociopatas

Andando e tentando entender essa cidade

Tentando pular o muro que divide a sociedade

Deveria aceitar, mas só que não leve a mal

A síndrome de apatia social

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a coisa, a praga, a peste – Lyric Video

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A Coisa, a Praga, a Peste – lançamento



Disponível em

SPOTIFY

https://open.spotify.com/track/0VToiQnTb2MUs4jb4FTtGk?si=bIk3ATRuQca4xvAtK5nqrw

YOUTUBE MUSIC

https://music.youtube.com/watch?v=Bpt-6OpbKY8&feature=share

DEEZER

http://www.deezer.com/album/159628372

YouTube:
https://youtu.be/Bpt-6OpbKY8


Google Play Música
https://play.google.com/music/preview/B6gzrggmltjh34qph3fgdkd7mfe

 

Gênero: Hip-Hop/rap

Letra e instrumental: Cacau Amaral

Drums, Mixagem e masterização: DJ Fábio ACM

Álbum: A Coisa, a Praga, a Peste – single

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A coisa, a praga, a peste – letra

Somos parasitas Obrigatórios
Virus 27 Já falava de mim
Vim do latin Como uma toxina
fluido Venenoso Agente Infeccioso
Nada menos Que um Ácido nucleico
Reforçado Com Revestimento proteico
Faz muito tempo Que andava por aí
Muito antes de vocês Já estava aqui
Viajando No rabo do cometa
Aquecimento E derretimento do planeta
Perambulando por aí Em busca do primeiro
Motivo para mutação Um hospedeiro
Um animal qual quer Uma espécie específica
em pássaros Sofrendo Adaptações
Migrei à porcos Novas mutações
O tempo passa E com ele novas migrações
Ambiente rural Ambiente urbano
Até que conheci O ser humano
Especie enrolada Que não sabe o que quer
Me carrega para todo lado Me faz viajar
De carro ou avião Para onde quiser
Conhecer novas especies Novas pessoas
Que ficam insistindo Em se perguntar
Como isso Vai parar

Teste, teste, teste, teste
O vírus, a coisa, a praga, a peste

A primeira onda quase ninguem pôde ver
surgiu tão devagar que nem deu pra perceber
Chegou em hospitais com Superlotação
Cenários ideais À proliferação
Se propaga junto a nossa capacidade
Enquanto ser humano Em se deslocar
Uma nova ameaça Desembarca na cidade
com a mais alta taxa de mortalidade
Quando um infectado tossir ou espirrar
meio milhão de particulas no ar
Os médicos dedicados A ciência interessada
A mídia amordaçada Pessoas infectadas
Diante dos primeiros Casos relatados
Veio um medo danado De surgir alardes
Mas enquanto fake news Te atrapalham
Profissionais têm métodos É assim que trabalham
Dedicação de Médicos querendo ajudar
Sujeitos a condições tão complicadas
Os cientistas Estão impedidos de trabalhar
Os jornalistas Estão impedidos de trabalhar
O hip hop Tem que se ligar
Se posicionar Como referência pra informar
Repercutir E investigar
Como isso Vai parar

A F#m D E / F#m F#m D E

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Nunca diga nunca

Nunca diga nunca

Nunca diga nunca

Nunca diga nunca

Nunca é tempo demais

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O inseticida

 

  1. Você viu o que esses pelasaco fizeram com a minha bebida. 
  2. A gente não pode cochilar que eles jogam qualquer coisa no nosso copo. 
  3. Depois não adianta vir com esse papo de cerca lourenço
  4. Não adianta dizer que caiu só um pouquinho. 
  5. Ou que vai levar 100 mil anos para nos fazer mal. 
  6. Aê! Pimenta nos olhos dos outros é refresco. 
  7. Qual a diferença entre o veneno e o remédio. 
  1. Quero cerveja sem agrotóxico
  2. Quero cerveja sem in-se-ti-ci-da.  
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O ET

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A natureza

Não perturbe a natureza

Deixe ela em paz

Valore isso

Sempre e jamais

  1. Uma planta
  2. Cresce contraditória
  3. E isso incomoda
  4. Parece aleatória
  5. Diferente
  6. De nosso apartamento
  7. Quadrado, quadrado
  8. Tão controlado
  9. Uma árvore
  10. É suficiente
  11. Não pode melhorar
  12. Não adianta condicionar
  13. Toda vez
  14. Que ela é melhorada
  15. No fundo, no fundo
  16. É mutilada
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