Bebê pra caramba
Nunca fala sério
PUNK VELHO
Se se machucar
Vai parar no necrotério
PUNK VELHO
Bebê pra caramba
Nunca fala sério
PUNK VELHO
Se se machucar
Vai parar no necrotério
PUNK VELHO
A segunda onda
Chegou na terra promissora
Não como a primeira
Bem mais devastadora
Matando professora
Motorista, faxineiro
Brasileiro, estrangeiro
Do último ao primeiro
Dizem por aí
Que o inimigo Não vê cor
Mas a primeira vítima
Qual era sua cor
Sem acesso
Ao isolamento social
Pra sua patroa
Seu trabalho era essencial
De lá pra cá
Qual é o novo normal
Pra qual classe
Ele seria mais letal
É só andar pela rua
E dar uma boa olhada
O que que você vê
Na calçada
Existe uma operação
De desinformação
A guerra é menos arma
E mais comunicação
Uma propaganda
Que invade nossa vida
Transforma nossos filhos
Transforma nossas filhas
Acerta o desastre
da cultura
Jovens
Reivindicando a ditadura
Eles vivem em bolhas
Específicos canais
Afogados em algoritmos
Em redes sociais
Pegando uma visão
Que não dá pra entender
Adultos que serão
Pior do que sonhamos ser
Andando pela rua
A observar
Como zumbis
Olhando pro celular
Trancados dentro de casa
Fazendo o que bem quer
Dando like no youtube
Batendo em mulher
Quando é desmascaro
Grava um vídeo da paz
Mas eu juro
Que não faço mais
Fizeram um cálculo
Pra matar 500 mil
Depois retomar
A economia do Brasil
O tempo passa
E não vemos nada melhorar
Será que acham
Que vamos acreditar
São bonecos que dominam
A comunicação
Robôs
Orientando a população
Sem oxigênio
Sem respiração
Inalando fumaça
Do nosso pulmão
Jogada de mestre
Primeiro incendiar
Depois pedir dinheiro
Pra tentar apagar
Mas o que eles apagam
De fato de toda história
Dia após dia
É a nossa memória
Educação sem cultura
Não é educação
É uma forma
De dominação
Mais uma ferramenta
De controle aos cordeirinhos
Uma nuvem de fumaça
Em Mariana e Brumadinho
Do Lítio da Bolivia
Do Chile, da Argentina
Ao bloqueio do negócio
Com a Rússia e com a China
Amigos amigos
Com um papo mancinho
Vende o que é seu
por um preço baixinho
O país que oferece
Um rifle meio assim
O país que oferece
Um rifle meio assado
Excesso de gentileza
Além do que está escrito
Qual seu estrangeiro
Favorito
Me serve ou me explora
Quem faz parte desse jogo
Me vende vacina
Ou me vende arma de fogo
Uma estratégia
De dominação
Primeiro Arrasa
pra depois vender a solução
Um projeto decente
Precisa muito mais
Do que cabeças
de intelectuais
tem ser discutido
Em nosso dia a dia
Não se apegar
a meras alegorias
Nem na retórica
Da contagem de corpos
De quem enriquece
As custas dos mortos
Um dia que jamais
Será esquecido pelo Brasil
Morreram mais de quatro mil
Em 6 de abril
Tom A
A A E D
F#m F#m D E
Quando o sol nascente já precisa acordar
Perambula pelo mundo tentando se enquadrar
Deveria aceitar, mas só que não leve a mal
A síndrome de apatia social
Sociopatas
Andando e tentando entender essa cidade
Tentando pular o muro que divide a sociedade
Deveria aceitar, mas só que não leve a mal
A síndrome de apatia social
Disponível em
SPOTIFY
https://open.spotify.com/track/0VToiQnTb2MUs4jb4FTtGk?si=bIk3ATRuQca4xvAtK5nqrw
YOUTUBE MUSIC
https://music.youtube.com/watch?v=Bpt-6OpbKY8&feature=share
DEEZER
http://www.deezer.com/album/159628372
YouTube:
https://youtu.be/Bpt-6OpbKY8
Google Play Música
https://play.google.com/music/preview/B6gzrggmltjh34qph3fgdkd7mfe
Gênero: Hip-Hop/rap
Letra e instrumental: Cacau Amaral
Drums, Mixagem e masterização: DJ Fábio ACM
Álbum: A Coisa, a Praga, a Peste – single
Somos parasitas Obrigatórios
Virus 27 Já falava de mim
Vim do latin Como uma toxina
fluido Venenoso Agente Infeccioso
Nada menos Que um Ácido nucleico
Reforçado Com Revestimento proteico
Faz muito tempo Que andava por aí
Muito antes de vocês Já estava aqui
Viajando No rabo do cometa
Aquecimento E derretimento do planeta
Perambulando por aí Em busca do primeiro
Motivo para mutação Um hospedeiro
Um animal qual quer Uma espécie específica
em pássaros Sofrendo Adaptações
Migrei à porcos Novas mutações
O tempo passa E com ele novas migrações
Ambiente rural Ambiente urbano
Até que conheci O ser humano
Especie enrolada Que não sabe o que quer
Me carrega para todo lado Me faz viajar
De carro ou avião Para onde quiser
Conhecer novas especies Novas pessoas
Que ficam insistindo Em se perguntar
Como isso Vai parar
Teste, teste, teste, teste
O vírus, a coisa, a praga, a peste
A primeira onda quase ninguem pôde ver
surgiu tão devagar que nem deu pra perceber
Chegou em hospitais com Superlotação
Cenários ideais À proliferação
Se propaga junto a nossa capacidade
Enquanto ser humano Em se deslocar
Uma nova ameaça Desembarca na cidade
com a mais alta taxa de mortalidade
Quando um infectado tossir ou espirrar
meio milhão de particulas no ar
Os médicos dedicados A ciência interessada
A mídia amordaçada Pessoas infectadas
Diante dos primeiros Casos relatados
Veio um medo danado De surgir alardes
Mas enquanto fake news Te atrapalham
Profissionais têm métodos É assim que trabalham
Dedicação de Médicos querendo ajudar
Sujeitos a condições tão complicadas
Os cientistas Estão impedidos de trabalhar
Os jornalistas Estão impedidos de trabalhar
O hip hop Tem que se ligar
Se posicionar Como referência pra informar
Repercutir E investigar
Como isso Vai parar
A F#m D E / F#m F#m D E
Nunca diga nunca
Nunca diga nunca
Nunca diga nunca
Nunca é tempo demais
Não perturbe a natureza
Deixe ela em paz
Valore isso
Sempre e jamais