Oficina CUFA – Ficção, Documentário, Videoclipe e Publicidade

A ideia de hoje seria discutir roteiro, mas preferimos substituir o papo pela visão dessas quatro vertentes que serão experimentadas nos projetos finais da turma. Ficção, Documentário, Videoclipe e Publicidade. Os quatro grupos apresentaram seus projetos e em cada situação discutimos o que o gênero “x” difere do “y”. Qual a diferença entre documentário e ficção? Um documentário pode ser utilizado como uma peça de publicidade? Como definimos se um vídeo é clipe ou não?

A partir dessas questões, os grupos evoluíram suas propostas em busca de um melhor resultado. As aulas que antecederam a de hoje foram ministradas pela Ivana Bentes, MV Bill e Anderson Quack. Apresentamos minha trajetória no cinema que começou nesta mesma sala de aula da CUFA, em 2002, quando utilizamos a câmera do MV Bill, uma PD-150, para realizarmos o videoclipe “Ataque Verbal”. Ivana foi nossa professora na ocasião e Quack o diretor. Interessante como o mundo dá voltas e a rede social do cinema carioca se fortalece a cada ano.

Assistimos o documentário “1 Ano e 1 Dia” e discutimos sua construção, no que diz respeito ao roteiro. O filme foi realizado em um dia de gravação e oito meses de edição. Não possuía nenhum roteiro, salvo por algumas poucas orientações formuladas em ocasião da pesquisa. Tudo foi construído na ilha de edição. Depois falamos de outros documentários que tiveram roteiro prévio e sobre a diferença desses dois tipos de produção.

Assistimos um trecho do filme “5X Favela, Agora Por Nós Mesmos”. Discutimos as diferenças entre documentário e ficção, já que o filme recebeu várias críticas que versavam sobre uma visão realista da favela e chegou a ser confundido com documentário em um festival de cinema (antes de sua projeção, é claro). Esse momento também serviu para uma reflexão sobre peças de publicidade e cinema.

Para finalizar assistimos o videoclipe “Ataque Verbal” e falamos sobre clipes onde os artistas não aparecem cantando ou mesmo onde as imagens são completamente diferentes do que está sendo dito nas letras. Que existem clipes que exercem a função de divulgar uma música de trabalho e outros que parecem filmes de ficção. Qual seria o limite? Além do universo do videoclipe outras peças fogem do arroz com feijão do início, meio e fim.

Acreditamos que a manhã tenha sido produtiva e que a decisão em substituir o tema roteiro por uma coisa mais abrangente tenha sido acertada. Desta maneira todos podemos entender melhor o momento que a turma de audiovisual vivencia e como passaremos deste ao momento da produção, que venha a projeção, até o mais esperado de todos: o mercado.

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Duma hora pra outra

Duma hora pra outra, do nada
Comecei a fazer soneto
Primeiro sobre o gueto
Depois sobre qualquer parada

Até mesmo sobre amar
Hora bolas, por que “até”
Diz aí, é ou não é
Tem coisa que é difícil falar

Em meio a toda essa correria
Ainda à noite, começa nosso dia
Condução, patrão, tocar o terror

Ainda mais eu, que sou suspeito
Amar, pra mim, só tem um jeito
Transbordando de amor

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Filmes do Mate


Dominação Bizarra (2004)
Um filme Gonzo de Matias Maxx e Zé Colméia!
Vencedor do primeiro Angu de Ouro da história do Cineclube Mate com Angu
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Flagrante de policiais sendo recebidos a bala em comunidade carente de Duque de Caxias.
Vencedor do primeiro Festival Caxias 1 Minuto da história do Cineclube Mate com Angu
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Mangue Negro (2008)
Dirigido por Rodrigo Aragão
O público ficou alvoroçado na projeção do Mate com Angu na parede do Bar do Luís, em frente a Lira de Ouro.
A maioria dos filmes exibidos pelo Mate são curtas, mas vira-e-mexe acontece uma curadoria cirúrgica com longas. Esse filme é uma prova viva que essa prática dá certo.
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Uma comédia sobre as lendas de Japeri.
Lançado na Sessão Catapulta do Mate com Angu em 2006. Esse filme é a materialização da semente matiana em Japeri, onde Pablo Cunha tocou o Cine Guandu.
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Urubucamelô, de André Sant Anna, Fernando Gerheim, Marco Oliveira , Samir Abujamra.
Exibido na Sessão Mate À Venda – Cinema em 35 vezes sem juros. 2006.
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Mieux qu’un poème

Publicado em: autresbresils.net

25 mars 2006
par Cacau Amaral

Mieux qu’un poème [Melhor que um Poema] de Cacau Amaral, 15’ (2006)

Portrait de jeunes des quartiers périphériques de la ville de Rio de Janeiro. Privés d’espaces d’expression, ils s’investissent dans le hip-hop, leur propre et leur seule opportunité d’accéder à la culture et au loisir.

Le réalisateur Cacau Amaral fait partie du collectif « Mate com Angu » qui organise un ciné-club en banlieue nord de Rio de Janeiro.

Publicado em: http://www.autresbresils.net/bresil-en-mouvements-brasil-em/bresil-en-mouvements-2007/les-films-presentes-en-savoir-plus/article/mieux-qu-un-poeme. Último acesso em: 18/8/2013

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Quando penso

Quando penso em poesia
Só penso em rimar
Às vezes eu queria, por um dia
Tentar parar

Mas minha cuca embola
De baixo pra cima
E na mesma hora
Só penso em rima

Já tentei estudar
Mas desinteresso
E de tanto pensar

Concluo e confesso
Que não posso me imaginar
Prosando sem verso

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A matemática

A matemática
Da adição e multiplicação
É nossa tática
Que na prática
Subverte a teoria
E ainda vira poesia

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o gosto

Quando toquei-a com meus lábios
Senti o gosto da outra
Não sei se estava no bar ou na cama
Bebia Antártica e pensava na Brhama

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Ciclo de Debates – Debate com Cacau Amaral – Diretor do Filme 5X Favela, Agora por Nós Mesmos

curso de pós-graduação “A favela filmada e cantada”, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais IFCS- UFRJ; que faz parte do pacote “As favelas cariocas e seu lugar na cidade. Aproximações ao debate”

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Desculpe aluna

Admito que te devo
Desculpe, aluna
Por não versar o que procura
Apenas escrevo

Esse é meu dilema
Não dispersar
Mas não consigo planejar
Ou pensar um tema

Tento coisas com início, meio…
Sei que fica feio
Às vezes bonito

Acho que a voz não é minha
A caneta mexe sozinha
Quando vejo, já tá escrito

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Doze anos

Tinha doze anos
Fazíamos um trabalho de escola
Eu poderia ter ido jogar bola
Correr por aí com meus manos

Mas preferi estar com ela
Saímos da Matemática e geografia
E partimos para biologia, anatomia …
Hum! Parecia coisa de novela

Nós dois ali sentados
Fiquei apaixonado
Minha primeira vez

Olhei penetrante em seu seio
Até que sua mãe veio:
“Fiz um lanche pra vocês”

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