Haicai do dia

Filho malvado / /
Não deixe o peixe / /
Sozinho no prato.

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Haicai do dia

Parece um galope / /
O balanço da cintura / /
Hip hop.

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Haicai do dia

Cinema não cochila //
Cinema né problema //
Cinema na mochila.

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Haicai do dia

Agora ele vem /
Pagar e só esperar /
A passagem do trem.

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Tasso

Quando cheguei à Tasso da Silveira
Essa escola emblemática
Uma questão midiática
Me machucou a moleira

Confesso que tremi
Não sabia o que dizer
Tentei conhecer
A partir do que vi

Ou do que senti
Ou do que vivi
Um vulcão na mente

Arte dentro do baralho
Feliz com mais esse trabalho
Adolescente

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Vila Operária

Hoje é domingo
Evento marcado em redes sociais
Poderia ser um dia a mais
Com a chuva caindo

Mas é uma semana lendária
Como há sete anos
Reencontro todos meus manos
Na Vila Operária

Nada de pobreza
Nada de tristeza
Nada disso pelas vielas

Mas sim, cores no morro inteiro
Um salve a todo grafiteiro
Do Meeting of Favela

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Haicai do dia

O que fazer? / /
Chuva cai como uma luva / /
Mas não dá pra correr.

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Haicai do dia

Raiva do fedor / /
Mas à beira da lixeira / /
Nasceu uma flor.

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72

Setenta e dois
Foi o ano em que nasci
Eu e outros que conheci
Mas deles falo depois

Quem não conheceu
Heraldo, HB
Antônio, DMC
Que viveram assim como eu

Conheceram o patinete
O Bozo, Emanuele e a Gretchin
Comeram ovo e arroz

Ticket do leite, sopão
A fila do feijão
Mil novessentos e setenta e dois

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20 de novembro

Uma grande amiga queria
Que fizesse um verso
Só que ao inverso
Precisava ter alegria

Né difícil não
Hoje é dia de Zumbi
Saí por aí
Em busca de inspiração

Fui à procissão
Comi feijão
Aprendi sobre povos

Mas como versar alegria?
Se concluí esse grande dia
No Cemitério dos Pretos Novos

(Cacau Amaral – 20 de novembro de 2012)

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