Festival du film brésilien de Montreal

Publicado em: brazilfilmfest.net

5X UPP
Brésil. 2010, Réal.: Cadu Barcellos, Luciano Vidigal, Rodrigo Felha, Wagner Novais. Projection numérique. 96 min. Documentaire social sur les favelas.
Version originale en portugais sous-titrée en anglais
28 Novembre à 21h15

Synopsis : Les UPPs (Unités de Police Pacificatrice) sont le premier pas vers la consolidation d’une nouvelle politique de Sécurité publique dans l’Etat de Rio de Janeiro. Elle tend à s’implanter auprès des territoires des favelas contrôlées par les narcotrafiquants, libérant ainsi ses habitants. Tout d’abord victorieuses, les UPPs deviennent à présent un objet de réflexion sociale dans tout le pays.

La série 5X UPP a été réalisée par de jeunes réalisateurs, habitants de favelas de Rio, dites communautés, qui ont participé à la réalisation du film 5X Favela, produit par Renata de Almeida Magalhães, par Luz Mágica et coordonné par Carlos Diegues.

Ces jeunes réalisateurs issus de favelas de Rio apportent au film une vision « de l’intérieur » originale, intime et sensible, sur les actions des UPPs dans leur communauté.

Chaque épisode parle des impacts de la pacification et de la présence des UPPs au sein des communautés. En quatre épisodes, chaque réalisateur adopte le point de vue d’un groupe social particulièrement impliqué dans ce processus : les trafiquants derrière la caméra de Luciano Vidigal, les habitants, par Cadu Barcellos, la police, par Rodrigo Felha et la communauté, par Wagner Novais.

Scénario : Rafael Dragaud, Cadu Barcellos, Luciano Vidigal, Rodrigo Felha, Wagner Novais | Collaboration au scénario : Cacau Amaral, Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro | Coordination de réalisation et recherche : Ana Murgel et Raoni Seixas | Directeur de production : Fabio Bruno | Montage final : Thiago Lima | Co-monteurs : Bernardo Barcellos, Eduardo Valente, Moema Pombo et Quito Ribeiro | Photographie : Arthur Sherman | Son : Carlos Sotto, Diogo Fonseca, Daniel Martins et Pedro Rodrigues | Bande son : Lucas Marcier | Montage son et mixage : Vinicius Leal, Jesse Marmo | Producteurs : Carlos Diegues et Renata A. Magalhães | Production : Luz Mágica

Biographies des Réalisateurs:

Les 4 jeunes réalisateurs de ce film documentaire sont des habitants de différentes favelas de la Ville de Rio et ont participé en tant que réalisateurs du long-métrage de fiction 5X Favela. Wagner Novais a étudié le cinéma à l’Université Estácio de Sá. Rodrigo Felha coordonne des cours d’audiovisuel pour l’ONG Central Única das Favelas. Luciano Vidigal a travaillé comme acteur dans divers films, comme la Cité des Hommes (« Cidade dos Homens ») et Il est interdit d’interdire (« É Proibido Proibir »), en plus de travailler comme auteur. Pour Cadu Barcellos, l’épisode réalisé dans ce film est son troisième court-métrage.

Publicado em: http://www.brazilfilmfest.net/2011/montreal/fra/documentary/5xupp.htm

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5X Favela na rede – 24-11-2011

Publicado em: espacoacademico.wordpress.com

ARISTÓTELES BERINO*

Para os formados em Pedagogia no segundo semestre de 2011 do Campus Nova Iguaçu da UFRRJ

Eu só não quero cantar sozinho (Eu quero apenas, Roberto Carlos)

O chamado pós-moderno é simplesmente uma maneira de realçar a ligação entre a ética e a estética (Maffesoli, 2005, p. 12)

Poeira

No Rio de Janeiro, houve um tempo em que o cinema para o grande público era poeirinha. Não todos os cinemas, porque existiam também os de tipo “palácio”, requintados e clássicos. Mas nos subúrbios, com má conservação e audiência popular, o “poeirinha” recebia uma turba que tinha gestos excessivos e gostos excêntricos. Cinema-gritaria, cinema-luta e cinema-explícito, o poeirinha era um pouco assim, comum e irracional. Viraram poeira na rua que leva até a nova igreja ou à direção dos shoppings.

Mas a poeira do tempo nunca escorre toda. Um dia desses, em um cinema mesmo de Shopping Center, em uma cidade da Baixada Fluminense, logo estranhei a inexistência da “cadeira numerada” ao comprar o ingresso. “Mas que cinema é esse, o que virá pela frente?” O filme era nacional e a sala estava lotada. Comédia e prazer popular. Um teatro, para uma experiência que julguei acabada nos cinemas. Comentários com a voz elevada, corpos agitados e aplausos, quando apareceu a cena tão esperada.

Cena que não transcorreu no espaço recortado da tela, mas em toda a sala. Então, o filme que passou não foi o “filme do diretor”, mas o filme das fantasias coletivas, das projeções que se tocam, se misturam e fraturam a linha imaginária que separa ficção e existência, produção e audiência, “fila f” e “fila g”. Não havia a privacidade de assistir, mas cumplicidades que derramavam a intimidade de cada um. No plural, foram exibições que se realizaram. O misterioso do cinema está no laço dos sonhos em comum, aquela névoa que cobre a sala escura de uma atmosfera querida por todos.

Cinco vezes

5xFavela – Agora por nós mesmos é o retorno a uma produção cinematográfica que está completando 50 anos. Em 1961/62 cinco jovens diretores realizaram curtas-metragens para o filme Cinco Vezes Favela, produzido pelo Centro Popular de Cultura, o CPC da UNE. Um destes diretores foi Cacá Diegues, agora produtor da versão atual. O propósito político do filme dos anos sessenta foi visto assim pelo crítico Jean-Claude Bernardet (2007, p. 41): “Tarefa de conscientização: deve-se ir além da descrição e da análise da realidade, a fim de levar o público a atuar; a situação não mudará se ele não agir para transformá-la”. “Atuar” tem aqui um sentido diretivo muito claro: da representação do filme à ação do público.

Filme-espelho cuja imagem foi traída pelo próprio embaraço da realidade, Cinco Vezes não reproduzia o que queria. Para Bernardet, “o espectador absolutamente não é solicitado a participar da obra; a única coisa que se exige dele é que se sente em sua poltrona e olhe para a tela, nada mais”.[1] Filme-espectro porque imobilizador das forças que dizia reunir: “Cinco Vezes”. Projeção fantasmática de ideal solidário que precisava ser exposta a contrapelo da sua pretensão original: “Agora por nós mesmos”. Retorno vivificado ética e esteticamente para o confronto com o quimérico, através de imagens predispostas à movimentação do que desenha: o cinema como sala de estar(junto) da vida comum.

Estar-junto é uma proposição presente em todos os episódios de 5xFavela. Trata-se de uma recorrência que acentua o plural da alteridade, o “nós”, em uma época de falta de firmeza a respeito da inteireza da vida social. Crispações da modernidade já indicadas por Marx e Engels (2007, p. 43), na aurora do capitalismo: “esse abalo constante de todo o sistema social, essa agitação permanente”. Então, lembrando Maffesoli (2005, p. 13), “quando o mundo fica entregue a si mesmo e vale por si mesmo, cresce o que me liga ao outro, aquilo que se pode chamar de religação”. 5xFavela é cinema-conjunção, pedagogia da imagem para uma re-união que se aproprie das agitações da vida, com motivos também para a assunção lúdica da existência humana.

Nós do morro

Um dos episódios do filme é Acende a Luz, dirigido por Luciana Bezerra, moradora da favela do Vidigal e coordenadora do Núcleo de Cinema do Nós do Morro. “Não há mais espaço para o artista que traduz para uma população desprivilegiada sua própria cultura”, nas palavras de Frederico Coelho (2010, p. 15). Não gostaria de sugerir uma relação de exclusiva legitimidade entre o pertencimento e a criação, mas apontar para um cenário de implicações que hoje impacta as realizações, inclusive cinematográficas, amplificando autorias e enriquecendo a visibilidade da constelação do que chamamos de político, mas também do que valoramos como artístico. Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça não têm mais fronteiras absolutas para se concretizar.

O enredo parece banal. E vale mesmo pelo que parece. O ordinário território dos acontecimentos sem originalidade como lugar de reparações. Reparos e retratações para os que vivem a imensidão muitas vezes subestimada do lugar e nele contradizem as imagens feitas. Novas imagens que o cinema replica e reanima até o ponto de nunca sabermos quem começou: se teve início na vida-real ou se foi invenção-ficção de um filme. Acende a Luz acontece na véspera de Natal. Toda a narrativa converge para a iluminação na noite de Natal. Luminosidade dos encontros, da festa entre amigos e familiares. A fratria da vida comum que não pode faltar à realização da existência – a supremacia do estar-junto reacendendo as oportunidades da noite e as expectativas para o próximo dia.

Acontece que a concessionária que presta o serviço da luz não distribui suas competências de modo comum por toda a cidade. A ELETRO RIO, sem maiores implicações para lidar com as condições desiguais da cidade, a variada topografia e população diversa, não pode garantir a execução do conserto em uma favela, deixando ansiosos os moradores. Pessoas chegam às casas, juntando mais gente à expectativa da reunião, que congrega música, comida e muitos afetos. Insegurança sobre a consagração comunitária de uma noite de Natal que Cimar, protagonista na fita, parece lidar com uma ácida consideração, no diálogo com uma pessoa da família sobre as condições do momento: “tudo na mais perfeita desordem”.

Imagens

Duas imagens a respeito das favelas se enfrentam ao longo do curta. Elas necessariamente não se excluem, podem servir às disputas pela sobrevivência, jogadas de acordo com as conveniências também. Se uma delas se sobressai, é porque o filme precisa restabelecer seu aspecto para o resto da cidade. A noite de Natal se aproxima e os técnicos da ELETRO RIO resolvem interromper o trabalho, deixando o local. Mas são abordados por moradores que fazem ameaças. Devem retornar, ainda na noite de natal, para realizar o conserto: “Se a luz não voltar o bagulho vai ficar doido, hein titio”. É a imagem da violência do morador da favela, que depois servirá de zoação entre eles: “Eu não ri na hora, porque eu não queria tirar tua moral”. A companhia manda, então, outra dupla, para realizar o conserto.

O poste onde precisa ser realizado o conserto é de difícil acesso. Enquanto o colega aguarda no carro, mais próximo do “asfalto”, apenas Lopes seguirá para o local. Dedicado, logo verifica que precisa de uma peça. Assediado pelos moradores para concluir o trabalho, constata que seu parceiro o deixou sozinho. Toma café, bebe uma cervejinha, olha as mulheres, conversa, vai se misturando e ficando. A música que toca é a canção de Roberto Carlos, Eu quero apenas. Com a família em Pernambuco e um “caso” terminando, Lopes está sozinho no Natal. Sua solidão conflui para a animação do lugar. Agora, a possibilidade da sua noite e a de todos é a mesma. Estão juntos na mesma situação. É a imagem da partilha do morador da favela que ganha o maior relevo.

Lopes, então, a contrapelo das normas da empresa, põe em risco seu emprego, buscando uma solução alternativa que dará um jeito para a luz acender. Iluminação que reacende o estar-junto. Lopes agora dança e beija uma moça que não conhecia, que não esperava encontrar. O desconhecido da vida e o escurinho do cinema parecem apenas aguardar a luz mágica que pode agitar e movimentar a nossa existência. É que acontece quando nos afastamos da postura cômoda de espectador e rodamos o nosso próprio filme. Não o filme autoral, mas o filme-comum. Então, a arte deixa também de ser vista como resultado da excepcionalidade do artista em favor da fruição do que é cotidiano e abundante.

Ficha técnica:

Acende a Luz, 5º. Episódio do filme 5x Favela – Agora Por Nós Mesmos
Ano: 2010
País de origem: Brasil
Direção: Luciana Bezerra
Roteiro: Oficina Nós do Morro (Vidigal)
Elenco: Márcio Vito (Lopes), João Carlos Artigos (Cimar), Dila Guerra (Lica), Fatima Domingues (Maria)

Referências

BERNARDET, Jean-Claude. Brasil em tempo de cinema: ensaio sobre o cinema brasileiro de 1958 a 1966. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

COELHO, Frederico. Cinco vezes favela: origens e permanências. In: DIEGUES, Isabel; BARRETO, Paula (Orgs.). 5x favela, agora por nós mesmos. Rio de Janeiro: Cogobó, 2010. p. 12-15.

MAFFESOLI, Michel. O mistério da conjunção: ensaios sobre comunicação, corpo e socialidade. Porto Alegre: Sulinas, 2005.

MARX, K.; ENGELS, F. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2007.

* ARISTÓTELES BERINO é Doutor em Educação (UFF). Professor Adjunto do Campus Nova Iguaçu da UFRRJ e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPGEduc-UFRRJ). Pesquisador do GRPESQ Estudos Culturais em Educação e Arte, do GRPESQ Currículos, Redes Educativas e Imagens e do LEAFRO (NEAB da UFRRJ).

[1] Importante observar que a primeira edição de Brasil em tempo de cinema foi publicada em 1967. Bernardet escreve sobre o filme num contexto histórico mais próximo da sua produção

Publicado em: http://espacoacademico.wordpress.com/2011/11/23/acende-a-luz-iluminuras-do-estar-junto-no-cinema-e-entre-amigos/

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5X Favela na China – Prêmio da Audiência

Publicado em: br.china-embassy.org

Beijing, 23 jun (Xinhua) — O longa metragem de André Klotzel, Reflexões de um Liquidificador, conquistou o prêmio do júri internacional do 2º Festival de Cinema Brasileiro na China, que terminou nesta terça-feira a exibição de 10 filmes brasileiros e se expandirá à metrópole de Shanghai em dezembro.

O prêmio da audiência foi para 5X Favela, produzido por Cacá Diegues, segundo a curadoria do evento. A menção honorosa dos jurados foi para Mãe e Filha, do cearense Petrus Cariri.

“Foi uma surpresa para mim”, comentou Klotzel, presente à cerimônia de encerramento do festival, no Moma Cinematheque, na capital chinesa, onde os filmes foram exibidos. Este foi o primeiro prêmio do longa, realizado em 2010.

O festival, uma iniciativa da BRAPEQ, organização dos brasileiros em Beijing criada em 2007, exibiu sete longa-metragens e três curtas, de 17 a 22 de novembro em Beijing, e terá uma versão mais enxuta em Shanghai, de 2 a 4 de dezembro.

O evento teve pela primeira vez um júri profissional para eleger a melhor produção do ano, além da escolha do público. Os cinco jurados incluem Xie Fei e Liu Jiayin, famosos diretores do cinema chinês, Raymond Zhou, crítico de cinema, Vicky Mohiedden, escocesa fundadora do Electric Shadows que exibe filmes das mais variadas partes do mundo pela capital chinesa, e o diretor de cinema australiano Sam Voutas.

A primeira edição do Festival de Cinema Brasileiro na China ocorreu de 20 a 25 de novembro de 2010. O documentário Além da Luz, do diretor Ivy Goulart, foi escolhido pelo público como o melhor do festival. Fim

Publicado em: http://br.china-embassy.org/por/whjl/t880481.htm

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5X Favela em Pequin

Publicado em: brapeq.com.cn

MÊS DO CINEMA BRASILEIRO

PROGRAMA

Instituto de Cultura Italiana em Pequim – Embaixada Italiana

Entrada Franca

(levar passaporte para identificação)

San Li Tun, Dong Er Jie 2 – 100600 Beijing (三里屯东二街2号 – 100600 北京 ) – Tel: 0086 10 65322187
(como chegar: taxi: seguir o terceiro anel, entre as pontes Changhong e Nongzhanguan ; ônibus linhas 701, 420, 402, 421, 974, 707 ; metro: linha N.10: estação “Tuan Jie Hu” saída A)

11/nov (Sexta-feira)

19:30 Filme: “Dzi Croquettes” (língua original português com legendas em inglês) 110 min.

12/nov (Sábado)

19:30 Filme: “Uma noite em 67” (língua original português com legendas em inglês) 85 min.

14/nov (Segunda-feira)

19:30 Filme: “Cabeça a prêmio” (língua original português com legendas em inglês) 104 min.

15/nov (Terça-feira)

19:30 Filme: “O Bandido da Luz Vermelha” (língua original português com legendas em inglês) 92 min.

Moma Cinematheque

Ingresso 40 RMB

North area of Dongzhimen MOMA, 1 Xiangheyuan Lu, Dongzhimen, Chaoyang District 朝阳区东直门香河园路1号, 万国城北区(二环路东北角)Tel: 8438 8258 Mapa: http://www.thebeijinger.com/directory/Broadway-Cinematheque-MOMA-BC-MOMA

17/nov (Quinta-feira)

19:30 Filme: “Reflexões de um Liquidificador” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 82 min.

21:00 Bate-papo com o diretor André Klotzel.

18/nov (Sexta-feira)

19:30 Exibição: “Descubra o cinema brasileiro”

* Workshop com o artista.

* Horário a ser confirmado.

19/nov (Sábado)

17:15 Filme: “Godofredo, o Interruptor” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 5 min.

17:30 Filme: “Antes que o Mundo Acabe” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 100 min.

19:30 Filme: “É Proibido Fumar” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 85 min, seguido de bate-papo e pocket show com o ator e músico André Abujamra.

20/nov (Domingo)

17:15 Filme: “O Anão que virou Gigante ” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 10 min.

17:30 Filme: “Mãe e Filha ” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 80 min.

19:30 Filme: “Família Braz: Dois Tempos ” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 82 min.

21/nov (Segunda-feira)

19:15 Filme: “Eu Queria ser um Monstro ” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 8 min.

19:30 Filme: “Malu de Bicicleta ” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 90 min.

22/nov (Terça-feira)

19:30 Filme: “5X Favela, Agora por Nós Mesmos” (língua original português e legendas em chinês e inglês) 96 min.

Instituto Cervantes de Pequim

Entrada Franca

A1,Gongti Nanlu, Distrito Chaoyang -100200 Beijing 北京市朝阳区工体南路甲一号 -Tel: +86 10 58 799 666
Mapa: http://www.thebeijinger.com/directory/Instituto-Cervantes

26/nov (Sábado)

17:30 Filme: “5X Favela, Agora por Nós Mesmos ” (língua original português com legendas em espanhol) 96 min.

19:30 Filme: “O Bandido da Luz Vermelha” (língua original português com legendas em espanhol) 92 min.

27/nov (Domingo)

17:30 Filme: “Dzi Croquettes” (língua original português com legendas em espanhol) 110 min.

19:30 Filme: “Reflexões de um Liquidificador ” (língua original português com legendas em espanhol) 82 min.

28/nov (Segunda-feira)

19:30 Filme: “Família Braz: Dois Tempos” (língua original português com legendas em espanhol) 82 min.

29/nov (Terça-feira)

19:30 Filme: “Uma noite em 67 ” (língua original português com legendas em espanhol) 85 min.
DZI CROQUETTES

Sinopse
A trajetória do irreverente grupo carioca Dzi Croquettes, que marcou o cenário artístico brasileiro nos anos 70. O conjunto contestava a ditadura por meio do deboche e da ironia e defendia a quebra de tabus sociais e sexuais. O grupo é lembrado por depoimentos de artistas e amigos como Liza Minnelli, Ron Lewis, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Claudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso e Norma Bengell.

Ficha Técnica
Direção: Raphael Alvarez / Tatiana Issa
Duração: 110 minutos /Censura: 10 anos

Festivais e prêmios
Festival Internacional do Rio de Janeiro 2009 – prêmio de melhor documentário escolhido pelo público e prêmio especial do júri de melhor documentário; Festival Internacional de São Paulo International 2009 – prêmio de melhor documentário escolhido pelo público e prêmio do Itamaraty de melhor documentário; Festival de Cinema de Miami 2010 – prêmio de melhor filme escolhido pelo público.

UMA NOITE EM 67

Sinopse
Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa – disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”’; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo, com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.

Ficha Técnica
Direção: Renato Terra e Ricardo Calil
Produção: João Moreira Salles and Maurício Andrade Ramos / Duração: 85 minutos / Censura: livre

CABEÇA A PRÊMIO

Sinopse
Após comandar uma rede de negócios ilícitos na região, os Menezes, uma família de grandes pecuaristas do Centro-Oeste, vivem aos poucos a dissolução da estrutura que os protegeu durante anos. Mirão Menezes vive as pressões do narcotráfico, o fechamento de cerco pelas autoridades e a disputa com seu irmão Abílio, partidário de um contra-ataque violento. Elaine, filha de Mirão, envolve-se com o piloto do pai, engravida e decide fugir com ele depois que seu tio Abílio passa a chantageá-los. Brito, o matador encarregado de encontrar o casal e encerrar o caso, é ele mesmo ironicamente vítima de uma história de amor.

Ficha Técnica
Direção: Marco Ricca
Roteiro: Felipe Braga, Marco Ricca / Produção: Paulo Roberto Schmidt, Marco Ricca / Duração: 104 minutos / Censura: 16 anos

Festivais e prêmios
FIESP (Federação das Industrias de São Paulo) 2011 – Melhor ator (Cassio Gabus Mendes).

O BANDIDO DA LUZ VERMELHA

Sinopse
Um assaltante misterioso usa técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas de São Paulo. Apelidado pela imprensa de “O Bandido da Luz Vermelha”, traz sempre uma lanterna vermelha e conversa longamente com suas vítimas. Debochado e cínico, este filme se transformou num dos marcos do cinema marginal.

Ficha Técnica
Direção: Rogério Sganzerla
Roteiro: Rogério Sganzerla / Produção: Urânio Filmes/ Duração: 92 minutos / Censura: 16 anos

Festivais e prêmios
Festival de Cinema de Brasília 1968 – Melhor filme, Melhor diretor, Melhor produção, Melhor figurino.

REFLEXÕES DE UM LIQUIDIFICADOR

Sinopse
A dona de casa Elvira, uma solitária mulher de meia idade que vive em São Paulo, vai à polícia dar queixa do sumiço do marido. O delegado designa um inquieto detetive para o caso – e que acaba por investigar a vida da própria Elvira. Em casa, ela começa a desabafar com o seu liquidificador, herança dos tempos em que o casal mantinha um pequeno negócio de sucos. O eletrodoméstico se transforma no confidente e cúmplice de Elvira, quando ela descobre que o marido tem um caso.

Ficha Técnica
Direção and Produção: André Klotzel
Roteiro: José Antônio de Souza
Elenco: Ana Lúcia Torre, Marcos Cesana, Hermano Hauit, Selton Mello
Duração: 82 min. / Lançado em: 2010 / Censura: 16 anos

GODOFREDO, O INTERRUPTOR

Sinopse
Godofredo é um ogro verde e desajeitado que vive em uma fantástica floresta de árvores, flores e frutas exuberantes. Age por intuição, emoção e curiosidade. Um dia Godofredo é surpreendido por um novo elemento, algo que não faz parte de seu mundo, mas da vida dos humanos: um interruptor que acende tudo o que está sem caminho.

Ficha Técnica
Direção: Eva Furnari
Duração: 5 min. / Lançado em: 2009

ANTES QUE O MUNDO ACABE

Sinopse
Daniel é um adolescente crescido na cidadezinha gaúcha de Pedra Grande. Ele acha que tem problemas insolúveis: a namorada que não sabe o que quer, como ajudar o amigo acusado de furto e como deixar o lugar onde vive. Tudo começa a mudar quando recebe uma carta do pai, que jamais conheceu. Enquanto tenta resolver todas estas questões, ele terá de fazer a sua primeira decisão adulta e então descobrirá que o mundo é muito maior do que imaginava.

Ficha Técnica
Direção: Ana Luíza Azevedo
Produção: Nora Goulart e Luciana Tomasi
Roteiro: Paulo Halm, Ana Luiza Azevedo, Jorge Furtado, Giba Assis Brasil
Elenco: Pedro Tergolina, Eduardo Cardoso, Blanca Menti, Janaína Kremer
Duração: 100 min. / Lançado em: 2009 / Censura: 10 anos

Festivais e prêmios
Paulínia Festival de Cinema 2009 – Melhor Filme (Escolha da Crítica), Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha, Melhor Figurino / 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2009 – Melhor Filme Brasileiro / XIX Festival Internacional de Cinema para Crianças e Jovens (Divercine) 2010 – Montevideu, Uruguai – Prêmio do Júri, Melhor Filme, Prêmio Opera Prima (Diretor estreante) / 15º Schlingel – Festival Internacional de Cinema para Crianças e Jovens 2010 – Alemanha – Grande Prêmio do Júri, Melhor Filme Juvenil da Competição

É PROIBIDO FUMAR

Sinopse
Em São Paulo, a professora solitária e quarentona Baby vive uma vidinha bem entendiante em um apartamento de classe média baixa, viciada em sua única companhia, o cigarro. Quando o músico Max passa a viver ao lado, Baby logo fica interessada e eles começam um romance. O amor se transforma em algo tão viciante que parar de fumar se transforma no próximo desafio. Entre outras surpresas que surgem.

Ficha Técnica
Direção: Anna Muylaert
Produção: Sara Silveira, Maria Ionescu e Anna Muylaert / Roteiro: Anna Muylaert
Elenco: Glória Pires, Paulo Miklos, Paulo César Pereio, Antônio Abujamra, Marisa Orth
Duração: 85 min. / Lançado em: 2009/ Censura: 14 anos

Festivais e prêmios
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2009 – Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Trilha / Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2010 – Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Atriz

O ANÃO QUE VIROU GIGANTE

Sinopse
A improvável – todavia autêntica – história do anão que virou gigante.

Ficha Técnica
Direção: Marcelo Marão
Duração: 10 min. / Lançado em: 2008

Festivais e prêmios
17º Anima Mundi – 3º lugar na edição 2010

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2010 – indicado para Melhor Curta de Animação

MÃE E FILHA

Sinopse
Depois de um longo tempo separadas, mãe e filha estão reunidas outra vez no sertão, junto a ruínas e memórias. O destino da filha renega os sonhos da mãe. O passado é um círculo que aprisiona os vivos e os mortos. A filha quer se desconectar daquele mundo, mas as sombras parecem espioná-la.

Ficha Técnica
Direção: Petrus Cariry
Produção: Petrus Cariry, Teta Maia, Barbara Cariry
Roteiro: Petrus Cariry, Firmino Holanda, Rosemberg Cariry
Elenco: Zezita Matos, Juliana Carvalho
Duração: 80 min. / Lançado em: 2011

Festivais e prêmios
21º Cine Ceará – Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor Som, Prêmio da Crítica

FAMÍLIA BRAZ: DOIS TEMPOS

Sinopse
O Brasil presenciou a ascensão da classe média nos últimos 10 anos. E é uma típica família desta camada social o tema do documentário. Os diretores revisitam os Braz em Brasilândia, subúrbio a leste de São Paulo, que já haviam sido os personagens centrais do trabalho anterior, A Família Braz (2000). Seu Toninho, Dona Maria e três dos quatro filhos ainda moram na mesma casa, mas seus salários e perspectivas culturais visivelmente se expandiram.

Ficha Técnica
Direção: Arthur Fontes e Dorrit Harazim
Produção: João Moreira Salles, Maurício Andrade Ramos, Eliana Soárez
Roteiro: Arthur Fontes e Dorrit Harazim
Duração: 82 min. / Lançado em: 2011 Censura: livre

Festivais e prêmios
Festival Internacional de Documentário É Tudo Verdade 2011 – Melhor Filme

EU QUERIA SER UM MONSTRO

Sinopse
O cotidiano de uma criança com bronquite.

Ficha Técnica
Direção: Marcelo Marão
Duração: 8 min. / Lançado em: 2009

Festivais e prêmios
18º Anima Mundi – Melhor Curta brasileiro

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – indicado para Melhor Curta de Animação

MALU DE BICICLETA

Sinopse
Luiz Mário, empresário da noite em São Paulo e típico boa vida, é um ávido colecionador de casos amorosos. Sempre cercado de mulheres, nunca se deixa envolver emocionalmente. Em uma visita ao Rio de Janeiro, ele cai de quatro pela maravilhosa Malu, que praticamente o atropela em sua bicicleta. O tórrido romance entra subitamente em colapso quando uma enigmática carta de amor é descoberta.

Ficha Técnica
Direção e Produção: Flávio Ramos Tambellini
Produção: Flávio Ramos Tambellini
Roteiro: Marcello Rubens Paiva, João Avelino
Elenco: Marcelo Serrado, Fernanda de Freitas, Marjorie Estiano, Otávio Martins, Daniela Galli, Maria Manoella, Marcos Cesana
Duração: 90 min. / Lançado em: 2010/ Censura: 14 anos

Festivais e prêmios
Festival do Rio 2010 (Mostra competitiva) /Paulínia Festival de Cinema 2010 – Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Atriz

5X FAVELA, AGORA POR NÓS MESMOS

Sinopse
O projeto reuniu mais de 80 jovens de favelas cariocas que criaram um filme composto por cinco histórias independentes, cômicas e trágicas, que refletem as múltiplas faces do cotidiano dos moradores e fogem dos estereótipos violentos predominantes na representação da vida nas comunidades.

Ficha Técnica
Direção: Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra, Manaíra Carneiro
Roteiro: Rafael Dragaud (coordenação), José Antônio Silva, Vilson Almeida de Oliveira, Rodrigo Cardozo, Cadu Barcellos e Luciana Bezerra
Produção: Carlos Diegues / Elenco: Juan Paiva, Pablo Vinícius, Ruy Guerra, Flavio Bauraqui
Duração: 96 min. / Lançado em: 2010 / Censura: 14 anos

Festivais e prêmios
Paulínia Festival de Cinema 2010 – Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Roteiro, Edição e Trilha Sonora

Publicado em: http://www.brapeq.com.cn/2011/Festival%20de%20cinema/festival_cinema.html

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Lázaro Ramos fala sobre família, projetos e o Dia da Consciência Negra

Publicado em: correiobraziliense.com.br

Gabriela de Almeida

Publicação: 20/11/2011 08:15 Atualização:
Difícil apagar da memória a impactante atuação de Lázaro Ramos em Madame Satã, filme que narra a vida de João Francisco dos Santos, transformista conhecido na noite marginal carioca da primeira metade do século 20. Esse foi só um dos papéis emblemáticos protagonizados por Lázaro. Ator e diretor, ele também escreve. Lázaro Ramos é autor de A velha sentada, livro dirigido ao público infantil, e está à frente de um projeto denominado Ler é Poder, que incentiva o hábito da leitura. Embaixador da Unicef, atuou no ano passado em uma importante campanha contra o racismo na infância, na qual diz: “O direito à proteção não tem etnia, mas a pobreza na infância tem cor. Atinge 32,9% das crianças brancas e 56% das crianças negras. Valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades”.

Como você enxerga o negro no universo cultural brasileiro?
Os mecanismos de produção e patrocínio precisam ficar mais atentos à questão. Acho bacana que, na dramaturgia — você vê isso no cinema e na televisão —, os personagens negros estão mais inseridos. Mas os mecanismos de patrocínio que ajudam a viabilizar projetos não estão crescendo na mesma proporção. Se você for ver, os atores negros e os personagens estão muito presentes no cinema nacional, mas quais são os cineastas negros que estão produzindo e conseguindo viabilizar seus projetos? 5x favela é um projeto muito bem-sucedido, acho que inclusive por isso. Associa o morador da favela, mas também os cineastas negros. São filmes que entretêm, que são interessantes para o público e têm algo novo para oferecer para o cinema nacional. Acho que esse é um ponto a ser trabalhado.

Existiu alguma evolução na dramaturgia nacional em relação ao negro?
Acho que sim. Sou otimista, vejo vários exemplos e uma inserção maior. A tendência é que haja mais e mais. Os produtores culturais naturalmente irão atrás disso porque o público demonstra que quer consumir isso. Notei esse fato quando fiz Da cor do pecado e Cobras e lagartos, novelas com índices enormes de audiência. Vi também em filmes como Cidade de Deus e 5x favela, que têm público relevante. Acredito que o ideal é inserir a diversidade do Brasil — ou dialogando com a realidade, ou de forma fantasiosa. A peça que dirijo (Namíbia, não!) é de uma ficção absoluta, mas é um campo aberto para uma identificação enorme. Podemos inserir a identidade na nossa produção cultural. A tevê brasileira fica muito mais rica quando ela expressa a diversidade que existe nas ruas do Brasil.

De onde surgiu a ideia de criar o Espelho?
Fui convidado pelo canal para fazer um programa diário, mas disse a eles que tinha uma ideia melhor. Havia um espetáculo do Bando de Teatro Olodum chamado Cabaré da raça, em que 16 personagens negros expressavam suas diferentes opiniões sobre os mais diversos assuntos. Sexualidade, autoestima, religião. Peguei esse espetáculo, dividi em cinco temas e fiz o que seria uma primeira temporada, o especial de um ano do canal. A audiência comprovou estar interessada no assunto. Fomos convidados a fazer um ano a mais, só que dessa vez com 26 episódios. Fizemos e já, no segundo ano, viramos a segunda maior a audiência do Canal Brasil, perdendo apenas para os filmes de pornochanchada. Acho que o sucesso significou que existe o interesse, que esse assunto está querendo ser discutido. Fomos nos libertando da fórmula e para 2012 convidamos 26 pessoas que falarão sobre a forma como a arte pode ter influenciado a vida delas. Não apenas o que elas estão produzindo, mas também o que absorvem de artístico.

Qual é a contribuição que o programa Espelho pode dar para o pensamento e a discussão da cultura brasileira?
O Canal Brasil é muito democrático e o programa é aberto para todas as pessoas. Não barro o pensamento de ninguém. Tanto é que na hora da edição eu me corto o máximo possível para o que discurso da pessoa saia inteiro. Ao longo desses anos, alguns desses programas foram fundamentais para a discussão da questão racial no país. Tenho um bom exemplo, o programa com o Ali Kamel e o Joel Zito Araújo, os dois respondendo as mesmas perguntas, cada um com um pensamento absolutamente oposto ao outro. Outra edição da qual eu me orgulho é a de que participou Celso Athayde, fundador da Cufa. Nem antes nem depois, ele foi a nenhum outro lugar. Tudo que ele falou ali de pensamento de movimento social foi muito importante. Outro emblemático foi o que convidamos uma psicanalista chamada Neusa Santos Souza, importantíssima, que, nos anos 1970, escreveu Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. A obra virou uma “bíblia” nos movimentos negros sociais. Nós a convidamos e ela falou que muito do que ela pensava na época havia mudado. Um mês depois, ela suicidou-se. De alguma maneira acredito que ela encontrou no programa um aconchego para aquilo que ela pensava para dar sua última entrevista. São programas simbólicos. Tem outros menos dramáticos, mas importantíssimos, como as entrevistas com Seu Jorge e Tom Zé.

Qual foi a importância do Bando de Teatro Olodum na sua formação?
No Bando, tive a oportunidade de experimentar vários tipos de personagens. Pude criar e, na minha formação, fiz dança, canto, interpretação. Foi minha faculdade gratuita e me ajudou no pensamento do por que eu queria ser ator. Ao longo desses 21 anos, o Bando falou muita coisa importante por meio do teatro e deixará um legado importantíssimo para a história do teatro brasileiro.

No site do filme Amanhã nunca mais, você fala sobre um Brasil anestesiado. Você sente que o país está assim?
Não, acho que esse personagem é anestesiado, é simbólico. A universalidade dele está nisso, todo mundo pode se identificar. Dizem “Poxa me identifiquei porque escolhi a profissão errada” ou “Não tô feliz na relação com a minha esposa”. O filme fala de um homem que não consegue dizer não e que vai violentando os seus desejos em nome dos outros. É uma comédia tensa.

Você se considera um exemplo?
Um exemplo não. Dizendo assim parece que fui absolutamente certo, mas para algumas pessoas meu comportamento pode não ter sido o mais adequado. Me sinto uma referência. Sei da importância que nomes como Tom Zé e Milton Gonçalves tiveram na minha vida. Toda vez que alguém vira para mim e fala “Poxa me identifiquei com alguma coisa que você falou” ou “Parabéns por determinado trabalho”, me sinto feliz porque sei da importância que isso pode ter para uma pessoa. Mas o caminho é longo, ainda estou aprendendo muito.

O que você pensa sobre o Dia da Consciência Negra?
Eu acho que o importante é que um dia essa data não precise existir. Hoje em dia ela é absolutamente necessária para a gente lembrar que a situação do negro ainda não é a melhor. Infelizmente, ainda somos maioria nos presídios, favelas e manicômios e essa data é importante porque diz assim: “Vamos prestar atenção no que está acontecendo no país”. O ideal é que daqui a alguns anos a gente tenha essa consciência todos os dias, que não exista uma data para lembrar e que, na verdade, não haja mais essa desigualdade tão grande no país.

Alguma coisa mudou no seu discurso depois que você se tornou pai?
Acho que a preocupação continua a mesma. Se o mundo estiver melhor para todo mundo, então estará melhor para o meu filho. Continuo tendo os mesmos desejos de quando entrei no Bando de Teatro Olodum e de quando me tornei embaixador da Unicef.

Publicado em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/11/20/interna_diversao_arte,279075/lazaro-ramos-fala-sobre-familia-projetos-e-o-dia-da-consciencia-negra.shtml

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5X Favela na China

Publicado em: agenciabrasil.ebc.com.br

China assistirá a Festival Brasileiro de Cinema com exibição de sete filmes
16/11/2011 – 9h58
Internacional
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os chineses poderão assistir a uma série de filmes brasileiros, de 2 a 4 de dezembro, durante o Festival Brasileiro de Cinema, em Xangai e Pequim. Os filmes terão legenda em chinês e inglês. Os filmes que serão exibidos foram produzidos nos últimos dois anos. A seleção incluiu drama, ação e comédia.

Os filmes que serão exibidos são Reflexões de um Liquidificador, de André Klotzel, que abrirá o festival; Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo; É Proibido Fumar, de Anna Muylaert; Mãe e Filha, de Petrus Cariri; o documentário Família Braz: Dois Tempos, de Dorrit Harazim e Arthur Fontes; Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini, e 5xFavela: Agora por Nós Mesmos, de Cacá Diegues.

É a segunda edição do festival, a primeira ocorreu em 2010. A mostra é organizada pela Associação de Brasileiros em Pequim, a Embaixada do Brasil na China e a administração da estatal chinesa do cinema, rádio e televisão. Um júri internacional escolherá o melhor dos sete filmes exibidos.

O músico André Abujamra, responsável pela trilha sonora do filme É Proibido Fumar, estará também no festival, e o designer Bruno Porto vai apresentar a exposição de cartazes, criados por artistas brasileiros.

Os governos da China e do Brasil intensificaram a parceria este ano, quando a presidenta Dilma Rousseff visitou algumas cidades chinesas, em abril. Durante 2010, as exportações do Brasil para a China atingiram US$ 30,7 bilhões. Em geral, as transações são baseadas em recursos minerais e soja, registrando superávit – em favor do Brasil – de US$ 5 bilhões.

De acordo com os negociadores brasileiros, uma das expectativas é aumentar a exportação de carne para a China, além de ampliar as negociações referentes aos produtos de valor agregado do Brasil.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Edição: Talita Cavalcante

Publicado em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-11-16/china-assistira-festival-brasileiro-de-cinema-com-exibicao-de-sete-filmes

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5x Favela in Northeastern University

Hoje é o último dia da mostra. 5x Favela foi muito bem recebido pelo público de Chicago nesses 8 dias de projeções, todas seguidas de debates, num total de 5 instituições de educação. Columbia College Chicago, The School of the Art Institute of Chicago, Brazil in Chicago, University of Illinois, Northeastern University.

Aos poucos vou transcrever toda essa aventura por aqui. O que posso adiantar é que já estou cheio de saudades dessa cidade tão linda. Além de trazer um pequeno aspecto de nosso cinema para mostrar, o que já seria bom demais, retorno conhecendo muito mais sobre ele e também sobre a diversidade cultural que é tão rica em tantos lugares do mundo. A experiência cinematográfica dentro da sala torna o filme eterno.

O cinema não acontece apenas no set de filmagem, mas na sala de projeção e nas discussões do fazer cinematográfico.

Wednesday November 16
Northeastern University
Recital Hall
5500 N. St. Louis Ave.
Chicago, IL 60625

1:30PM
5x Favela
Drama | 103 min. | 2010 Multiple Director
Cacau Amaral Followed by a discussion.

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5x Favela na University of Illinois

Tuesday – November 15
University of Illinois, Urbana-Champaign
501 E. Daniel Street, Room 126

4:30PM 5x Favela
Drama | 103 min. | 2010 Multiple Director Cacau Amaral in Attendance; Discussion and Reception following the screening

5:30PM Em Teu Nome
Drama | 100 min. | 2009
Director: Paulo Nascimento

Director Cacau Amaral – Followed by a discussion.

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5x Favela na Brazil in Chicago

Brazil in Chicago é uma escola de língua portuguesa, aqui em Chicago.
Após assirtir o filme J.Edgar, de Clint Eastwood; eu e Paulo Thiago chegamos à Escola Brasil in Chicago. Lá, conheci vários americanos que estão aprendendo a falar português. Pra mim foi ótimo, pois como não falo inglês a comunicação ficou fácil.

Após a projeção de 5x Favela, conversamos com os alunos e demais pessoas que estavam presentes na sessão, sobre o filme, seu processo de realização e o momento difícil que o Brasil vive com a ocupação da Rocinha. Os americanos se demonstram muito interessado em nosso processo. Depois fomos jantar na casa de meu amigo Geraldo e sua esposa Roberta.

Monday
November 14

5:30PM
Animation Shorts Program (See Film Synopsis for Details) FREE

7:00PM
5x Favela
Drama | 103 min. | 2010 Multiple Director

Cacau Amaral – Followed by a discussion.

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5x Favela in The School of the Art Institute of Chicago

Sunday – November 13
280 S. Columbus (at Jackson), 2nd
Floor, Columbus Auditorium

1:30PM
5x Favela
Drama | 103 min. | 2010 Multiple
Director Cacau Amaral in Attendance

4:00PM
A Orquestra dos Meninos
Drama | 95 min. | 2007.
Director Paulo Thiago in Attendance

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