Solidão

Tom G

Bm Bm G Am

Bm D Am G

Solitário não há nada por perto

Desesperado perdido no deserto

Deserto de utopia de sua imaginação

A sua companhia agora é a solidão 

Solidão

Não existe mais ninguém 

Está sozinho em seu mundo

Acorrentado trancado

Num silêncio profundo

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Boletim do caos #10

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Esse trem

de cima desse trem
a vida aparece tão bem
a rua reflete
além

pessoas em baixo
desligadas
olhando pra baixo
apressadas

elas caminham
parecem tão seguras
difícil se equilibrar
em cima desse trem

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Donana na Mostra do Filme Livre

Publicado em: mostradofilmelivre.com

Donana
SELECIONADO
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Sinopse: A partir da história do Centro Cultural Donana, em Belford Roxo, o filme apresenta um rico painel que envolve música, moda, dança, artes plásticas e muitas histórias emocionantes sobre a Baixada Fluminense no final dos anos 80 e início dos 90. Desse cenário efervescente surgem várias bandas de projeção como Cidade Negra, KMD-5, O Rappa, Cabeça de Nego, Nocaute, entre outras.

PROGRAMAÇÃO

• Dia 12-03-2015 (Quinta-feira)
18:00 – Curta Rio 2 (CCBB – Cinema I /RJ)
• Dia 25-03-2015 (Quarta-feira)
19:30 – Curta Rio 2 (CCBB – Cinema II /RJ)

Direção: Cacau Amaral
Duração: 27min
UF/Ano: RJ/2014
Equipe: Direção, Roteiro e Edição: Cacau Amaral Produção: André de Oliveira e Fabíola Trinca Assistente de Direção: Heraldo HB Fotografia: Bruno Martins, Cavi Borges, Márcio Bertoni, Michel Messer, Rafael Mazza, Thiago Conceição Som direto: DMC, Flávio Maravilha Arte: Diego Jovanholi Correção de Cores: Josinaldo Medeiros Mixagem: Ricardo Mansur

Publicado em: http://mostradofilmelivre.com/15/info.php?c=9284. Acesso 6/3/2015

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Donana selecionado para Mostra do Filme Livre

Publicado em: mostradofilmelivre.com

FILMES SELECIONADOS MFL 2015
Programação em breve
Donana
SELECIONADO
Sinopse: A partir da história do Centro Cultural Donana, em Belford Roxo, o filme apresenta um rico painel que envolve música, moda, dança, artes plásticas e muitas histórias emocionantes sobre a Baixada Fluminense no final dos anos 80 e início dos 90. Desse cenário efervescente surgem várias bandas de projeção como Cidade Negra, KMD-5, O Rappa, Cabeça de Nego, Nocaute, entre outras.

Direção: Cacau Amaral
Duração: 27min
UF/Ano: RJ/2014
Equipe: Direção, Roteiro e Edição: Cacau Amaral Produção: André de Oliveira e Fabíola Trinca Assistente de Direção: Heraldo HB Fotografia: Bruno Martins, Cavi Borges, Márcio Bertoni, Michel Messer, Rafael Mazza, Thiago Conceição Som direto: DMC, Flávio Maravilha Arte: Diego Jovanholi Correção de Cores: Josinaldo Medeiros Mixagem: Ricardo Mansur

(informações fornecidas pelos filmes no ato da inscrição online)

Publicado em: http://mostradofilmelivre.com/15/info.php?c=9284. Último acesso em 24/2/2015

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De Caligari a Shrek: as mudanças de paradigma na cultura globalizada

“O Gabinete do Dr Caligari” é um filme expressionista, realizado no início do século XX. O cenário expressionista e a maneira que o autor constrói os personagens expressam um olhar deformado da sociedade européia dos anos 1920. A história gira em torno de um show de sonambulismo e uma série de assassinatos. Algum tempo depois, o público percebe que toda história narrada não passa do delírio de um louco.

“Shrek” é um filme de animação, realizado no início do século XXI. O personagem principal é um ogro. Diferente dos contos de fadas tradicionais, onde sapos são transformados em príncipes, Shrek não busca uma transformação no sentido do padrão dominante. Ao contrário, ele reafirma sua condição de diferença e conquista seu espaço em um ambiente diverso. Mas o que os filmes “O Gabinete do Dr Caligari” e “Shrek” têm em comum? Qual a relação dessas obras com as mudanças de paradigma na cultura globalizada?

A expressão “Crise da Civilização”, que utilizamos neste ensaio, se refere, antes de mais nada, a falta – ou a inadequação – de um projeto ético que garanta a igualdade entre os seres humanos, no Brasil e no mundo. As oligarquias continuam patrocinando projetos políticos, mesmo diante da desaprovação social, e aumentando seu poder de barganha para manipular as ações dentro dos governos.

Estamos diante de uma mudança de paradigma cultural, que se inicia com diretrizes trazidas por estas oligarquias. O patrocínio de políticas públicas, a partir da iniciativa privada, nos trás vínculos que são difíceis de se desfazerem na busca da garantia dos ideais republicanos. O que nos parece valer, de fato, são propostas específicas de empresas, que elegem candidatos para posteriormente cobrar aumentos de lucros.

A globalização aproxima os países, tanto às vantagens como às desvantagens. A diferença proporcional entre esses países trás consigo o desequilíbrio destas relações, tendendo a agregar as vantagens apenas aos países mais fortes. Seria bastante ingenuidade de nossa parte, acreditar que uma relação comercial com potentes economias trariam benefícios para países em desenvolvimento.

Alguns acordos entre o México e Estados Unidos, por exemplo, em um primeiro momento aparentavam ser de igual interesse para ambas as partes, com boas possibilidades de integração econômica. Mas com o passar do tempo, diversas ações judiciais demonstraram que o México não estava satisfeito com os resultados dos acordos. O país se viu obrigado a indenizar empresas norte-americanas que se instalaram em seu território e não obtiveram os lucros almejados.

A interação entre os países possibilita acesso a várias culturas diferentes. Esse acesso é viabilizado a partir do estreitamento das fronteiras globais, e causa inteirações que transformam cada uma dessas culturas. Agregam valores que podem tanto lhes trazer avanços como também agravar ainda mais as diferenças. Mesmo os países mais ricos vivenciam experiências indesejáveis para sua população, em consequência do capitalismo selvagem, e buscam soluções tradicionais em lugares que ainda não foram impactados pela modernização.

Essas populações vivem em países ricos, mas nem sempre são capazes de se beneficiar com as vantagens conquistadas pelas oligarquias. Esses grupos são, nada menos, que elites hegemônicas que conduzem a sociedade desde que o capitalismo é capitalismo. A tecnologia aumenta os lucros das empresas e a vida passa a ter menos valor. O “ter” é mais importante que o “ser”.

A ética deixa de ser importante e cede espaço ao objetivo de lucro, nos moldes do capitalismo global. Fraudes e especulações vêm a reboque neste cenário. Instala-se um ambiente onde a honestidade é um valor menos nobre. O modelo ideal de indivíduo passa a ser um cidadão desonesto. Que lucra as custas dos menos favorecidos. Uma minoria se beneficia desse modelo, porém a grande maioria das pessoas se sente mais e mais usurpada. E questiona essa usurpação.

Fóruns internacionais são objetos de dicotomias. A Declaração dos Direitos Humanos, por exemplo, se constitui como uma das iniciativas interessadas em universalizar as culturas, em busca de um melhor entendimento no que diz respeito aos direitos humanos. Mas nos vemos diante de um impasse. Se por um lado existe o interesse em difundir a cultura desses direitos, por outro lado o relativismo ético põe em xeque as verdades difundidas no universalismo.

Culturas orientais questionam a “boa vontade” do ocidente em tentar homogeneizar a cultura em todo mundo. Propõem-se que por trás dessa ideia estaria um plano de imposição da cultura global, em detrimento das culturas locais. Que a cultura ocidental, onde prevalece o capitalismo, seria difundida em países que têm valores diferentes das propostas liberais do ocidente.

Os valores morais são colocados em xeque desde as duas grandes guerras, ocasião em que surge uma transformação a respeito de valores estanques. O expressionismo alemão, no início do século XX, é uma resposta ao positivismo, trazendo a visão interior do artista em oposição ao impressionismo, que remete a mera observação. Acontece uma relação do expressionismo e a artes plásticas, sobretudo a xilogravura.

Surge uma preocupação em relatar o cotidiano que revela o lado obscuro do ser. O pessimismo diante da modernidade, da industrialização e da alienação. Edvard Munch pode ser o maior expoente do expressionismo alemão. Sua obra “O Grito” mostra a tragicidade da vida humana. Após a primeira guerra, o expressionismo foi perseguido pelo regime alemão e criticado como “arte degenerada”. Somente depois da segunda guerra, volta com força total e impõem severas críticas ao fascismo.

“Guernica”, de Picasso, é um exemplo dessa crítica. A obra remete a deformação da realidade através do massacre da guerra. No cinema, “O Gabinete do Dr Caligari” trás a deformação da realidade ilustrada no cenário e na construção dos personagens. Mesmo atualmente percebemos essas mudanças de paradigma no cinema. Em “Shrek” o protagonista não se transforma em um príncipe idealizado pela cultura do outro, mas reafirma sua condição mais próxima à realidade.

Poderia ser interessante citar muitos outros exemplos onde a arte contribui com a cidadania, mas ficaremos restritos a esses aspectos para ilustrar o interesse da sociedade pela ética. Vivemos uma época de constantes mudanças. Distorções na vida cotidiana. Por exemplo, o lavrador que é preso por descascar uma árvore em busca do remédio para cura da doença de sua mulher.

As legislações foram criadas para proteger o ser humano, mas ao mesmo tempo podem puni-lo em nome da proteção das árvores. A arte acompanha o comportamento da sociedade através dos tempos. As mudanças de paradigma cultural em um mundo globalizado acontecem em nosso dia a dia e substituem a soberania de cada país por um governo mundial. A sociedade deve estar atenta a isso.

Paira no ar uma ideia de que o cidadão menos favorecido é ingênuo. Que ele não teria a capacidade de perceber a diferença social e a exploração. Mas o que acontece de fato é o aumento das cobranças. E essa questão pode ser percebida em todas as classes sociais. Uma multidão de insatisfeitos, pobres e ricos, percebe que a tão sonhada modernização através da tecnologia não aumenta a qualidade de vida, mas sim os lucros das empresas.

Modernizar por modernizar, nem sempre representa benefícios ao país. Grandes empresas podem aumentar seus lucros, mas a população de uma maneira geral tem poucas melhorias, sobretudo nas regiões mais periféricas. A modernização não depende apenas da tecnologia para acontecer, mas também de seu oposto. Assim como o hegemônico depende do subalterno. Como o culto depende do popular.

As expectativas de uma vida cada vez melhor, aos poucos se transformam em indignação. O discurso político do progresso fica cada vez mais ligado ao estado. Porém deixa de fazer sentido ao passo que está vinculado à engenharia social das oligarquias. O otimismo se transformou em uma grande luta pela sobrevivência das camadas menos abastadas no planeta.

Mesmo em países ricos, o cidadão busca alternativas na cultura oriental, como acupuntura, ioga, etc. São pessoas cansadas das malesas inerentes ao capitalismo. Essa mudança de paradigma deflagra uma nova possibilidade de arranjo social. As crises se transformam em oportunidades para a criação de um novo raciocínio. Não centrado em um grupo que detenha o maior poder aquisitivo, mas na preocupação com o bem estar de todos.

Assuntos, como a falta de recursos naturais enquanto impedimento para todos os países se industrializarem, poderiam fazer parte da pauta social com mais frequência. Poderia ser discutida, por exemplo, a possibilidade de esse impedimento não ter sua origem na falta de recursos, mas sim no interesse político. Sobretudo, no interesse econômico dos países mais ricos.

caligari

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Guerreiras do Brasil, indicado ao Prêmio Hutúz 2008

Publicado em: rapnacionaldownload.com.br

Prêmio Hutúz, a mais importante premiação do Hip Hop no Brasil, volta em 2015
28 de novembro de 2014
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Após 4 anos de hiato, a principal premiação do Hip Hop no Brasil anunciou seu retorno para o ano de 2015.

A notícia saiu de Celso Athayde, o mentor da Central ùnica das Favelas, CUFA, e também do Festival Hutúz, que já foi considerado o maior festival de Hip-Hop da América Latina.

O Prêmio Hutúz acontecia dentro deste festival, que estreou no ano de 2000 e se findou em 2009; durante este período, dezenas de nomes que trabalharam pela cultura hip-hop foram prestigiados.

Entre 2000 e 2003, o evento foi realizado no Teatro Carlos Gomes, na cidade do Rio de Janeiro. A partir de 2004, passou a ser realizado no Canecão. Em 2009 foi realizada a última edição, chamada “Prêmio Hutúz 10 Anos”

Página oficial do Festival Hutúz no Facebook

Após o declínio da MTV e seu VMB e as galhofas do Multishow, certamente o Hutúz não poderia voltar em melhor momento.

Em breve atualizaremos vocês com a programação de 2015 e mais informações sobre o retorno do festival, enquanto isso, veja quem levou o caneco em todas as categorias de todos os anos de evento.
[tabs type=”vertical”][tabs_head][tab_title]2000[/tab_title][tab_title]2001[/tab_title][tab_title]2002[/tab_title][tab_title]2003[/tab_title][tab_title]2004[/tab_title][tab_title]2005[/tab_title][tab_title]2006[/tab_title][tab_title]2007[/tab_title][tab_title]2008[/tab_title][tab_title]2009[/tab_title][/tabs_head][tab]
Categoria Vencedor Indicados
Veículo de Comunicação Rap Brasil (revista)
DJ de Grupo DJ Hum (Thaíde & DJ Hum)
Álbum do Ano Traficando Informação (MV Bill)
Grupo ou Artista Solo Thaíde & DJ Hum
Grupo ou Artista Solo Feminino Visão de Rua
Revelação 509-E Da Guedes
Música do Ano Soldado do Morro (MV Bill)
Gravadora ou Selo Trama
Produtor Musical DJ Raffa
Personalidade do Ano KL Jay
Demo Juízo Crítico Rapzodo
Slow da BF
[/tab][tab]
Categoria Vencedor Indicados
Veículo de Comunicação Bocada Forte (site)
DJ de Grupo DJ Cia (RZO)
Álbum do Ano 2ª Vinda, a Cura (Apocalipse 16)
Grupo ou Artista Solo SNJ
Grupo ou Artista Solo Feminino Visão de Rua
Revelação Rappin’ Hood Slow da BF
Música do Ano Camisa de Força (MV Bill)
Gravadora ou Selo Trama
Produtor Musical KL Jay
Grupo ou Artista Solo Gospel Apocalipse 16
Personalidade do Ano Thaíde
Demo Prostituta (Nega Gizza)
Videoclipe Soldado do Morro (MV Bill)
[/tab][tab]
Categoria Vencedor Indicados
Veículo de Comunicação Rap Brasil (revista) Real Hip Hop (site)
Yo! MTV Raps (programa de TV)
Estação Hip Hop (jornal)
Bocada Forte (site)
DJ de Grupo KL Jay (Racionais MC’s) DJ Cia (RZO)
King (Xis)
Marco (Posse Mente Zulu)
Slick (DMN)
Álbum do Ano Nada Como Um Dia Após o Outro Dia(Racionais MC’s) Declaração de Guerra (MV Bill)
Rap é Compromisso! (Sabotage)
Antigamente Quilombos, Hoje Periferia (Z’África Brasil)
Saída de Emergência (DMN)
Grupo ou Artista Solo Racionais MC’s MV Bill
Xis
Sabotage
DMN
Grupo ou Artista Solo Feminino Nega Gizza Visão de Rua
La Bella Máfia
Tina
Negra Li
Revelação Sabotage Quinto Andar
Z’África Brasil
Jamal
Lito Atalaia
Música do Ano Negro Drama (Racionais MC’s) Só Deus Pode me Julgar (MV Bill)
Um Bom Lugar (Sabotage)
Sonho Meu (Xis)
Dr. Destino (Da Guedes)
Gravadora ou Selo 7 Taças Trama
4P
Cosa Nostra
Zâmbia
Produtor Musical KL Jay Zé Gonzales
DJ Raffa
Daniel Ganjaman
DJ Luciano
Grupo ou Artista Solo Gospel Apocalipse 16 Lito Atalaia
Professor Pablo
Tina
Provérbio X
Personalidade do Ano Sabotage Xis
Thaíde
MV Bill
Nelson Triunfo
Demo Consequência Ciência Rimática
Fator Ético
Imaginários
P,10
Videoclipe Só Deus Pode me Julgar (MV Bill) Mente Engatilhada (Visão de Rua)
Suburbano (Rappin’ Hood)
Prostituta ‘(Nega Gizza)
Chapa o Côco (Xis)
[/tab][tab]
Categoria Vencedor Indicados
DJ de Grupo DJ Cia (RZO) DJ Ka (Alvos da Lei)
DJ Primo (Marcelo D2)
DJ Suissac (Mzuri Sana)
DJ Tony (509-E)
Álbum do Ano Direto do Campo de Extermínio (Facção Central) Evolução é Uma Coisa (RZO)
A Procura da Batida Perfeita (Marcelo D2)
MMII DC (2002 Depois de Cristo) (509-E)
Sombra & Bastardo (Sombra & Bastardo)
Grupo ou Artista Solo RZO 509-E
Sombra & Bastardo
Facção Central
Marcelo D2
Revelação Clã Nordestino C.T.B.A
DBS e a Quadrilha
Mzuri Sana
Trilha Sonora do Gueto
Música do Ano O Menino do Morro (Facção Central) Amor Sentimento Abstrato (Sombra & Bastardo)
Favela Sinistra (Trilha Sonora do Gueto)
Pirituba Parte 2 (RZO)
Qual É? (Marcelo D2)
Produtor Musical Fábio Macari DJ Cia
DJ Raffa
Erick 12
Duck Jam (Pato)
Grupo ou Artista Solo Gospel DJ Alpiste Conceito Sagrado
Consciência e Verdade
O Pregador
Relato Bíblico
Personalidade do Ano Rappin’ Hood Eazy Nylon
Nino Brown
Paulo Brown
Professor Pablo
Videoclipe Respeito é pra Quem Tem (Sabotage) Depressão (Nega Gizza)
DJ que é DJ (DJ Marcelinho)
Qual É? (Marcelo D2)
Se Virá Virô (De Conceito)
Demo Masculina Matemáticos Don Negrone
Pentágono
Pânico Brutal
Tito
Demo Feminina Anastácias Harmatã
Edd Wheeler
Lívia Cruz
Livre Ameaça
Crew de Break Back Spin Crew Black Spin Crew
DF Zulu Breakers
Sampa Masters
Street Breakers Crew
Trabalho de Graffiti Ment (RJ) Bozer
Jef
S-Rir
Nove
[/tab][tab]
Categoria Vencedor Indicados
DJ de Grupo Wjay (SNJ) Cabeça (Estilo da Crítica)
Fjay (Ao Cubo)
DJ Hadji (Pregador Luo)
Slick (DMN)
Álbum do Ano Tarja Preta (GOG) DG vs a Luz Falsa Que Hipnotiza o Bobo (Da Guedes)
Essa é a Cena (DMN)
A Noiva do Thock (Visão de Rua)
O Show Deve Continuar (SNJ)
Grupo ou Artista Solo Da Guedes GOG
Pregador Luo
Visão de Rua
SNJ
Revelação C4bal Ao Cubo
Pentágono
Slim Rimografia
Inumanos
Música do Ano O Show Deve Continuar (SNJ) Noiva do Thock (Visão de Rua)
É o Crime (GOG)
Jogo da Vida (Da Guedes)
Senhorita (Motirô)
Produtor Musical DJ Raffa Erick 12
DJ Cia
Bastardo
Diogo Santos
Destaque Gospel Ao Cubo Alternativa C
X-Barão
Relato Bíblico
Sexto Sello
Videoclipe Vida Loka 2 (Racionais MC’s) Dogão é Mau (Dogão)
Guerreiro, Guerreira (Helião e Negra Li)
Loadeando (Marcelo D2)
Senhorita (Motirô)
Demo Masculina NegroAtivo A Família
Resistência
ObandO
Odisséia
Demo Feminina Livre Ameaça Alessa
Ana Paula
Manu Valdez
Odo Iyá
Vera Veronika
Destaque do Break Die Hard Crew Estilo de Rua
Stil Contact Break
Street Som
Style Crew
Destaque do Graffiti Eco Boca de Fumo (RJ)
Grupo Norte-Nordeste Comunidade da Rima Agregados
Plano B e Brigada Sonora de Rua
Júri Racional
Testemunhaz
Hip Hop Social Casa do Hip Hop de Diadema Cedeca
Gangue de Break Consciente da Rocinha
Nação Hip Hop
Zulu Nation Brasil
[/tab][tab]
Categoria Vencedor Indicados
DJ de Grupo Negro Rico (Helião e Negra Li) Dee Lay (Da Guedes)
Fabiano (Viela 17)
DJ Marola (Voz Sem Medo)
DJ Negrito (Apocalipse 16)
Álbum do Ano Exilado Sim, Preso Não (Dexter) D’Alma (Apocalipse 16)
Guerreiro, Guerreira (Helião e Negra Li)
Renascendo das Cinzas (Sistema Negro)
Sujeito Homem 2 (Rappin’ Hood)
Grupo ou Artista Solo Helião e Negra Li Apocalipse 16
Black Alien
Rappin’ Hood
Viela 17
Revelação Parteum A Família
Black Alien
Polêmica
Voz Sem Medo
Música do Ano Castelo de Madeira (A Família) Babylon by Gus (Black Alien)
Exército do Rap (Helião e Negra Li)
Fênix (Dexter)
Us Guerreiro (Rappin’ Hood)
Produtor Revelação Nitro Di Basa
DJ Dico
Parteum
Rodrigo Loli
Destaque Gospel Sexto Sello Antídoto
Banca D’K
Gênesis
Parábola
Videoclipe Us Guerreiros (Rappin’ Hood) Exército do Rap (Helião e Negra Li)
Babylon by Gus (Black Alien)
Caboclinho Comum (Thaíde)
Sangue Bom do Gueto (Vinimax)
Demo Masculina Lazer (ObandO) 3D, Desista de Desistir (Gírias Nacionais)
Ao Caminho da Paz (Tribo do Gueto)
Procurando Respostas (Matéria Rima)
Vim, Vi e Venci (Simples)
Demo Feminina Rosas (Atitude Feminina) e Vem com A-Tal (A-TAL) Nunca Mais (Poetizas)
Oração Subordinada (Tuninha Mc)
Rio Sul (Fly)
Sobrevivendo nos Guetos (Vocábulário D’Blu)
Destaque do Break Street Dance Cristo Vive Aliados Force Crew
Crazy Family
Cia Hackers Crew
New Crew B.boys
Destaque do Graffiti Derf (SP) Akuma (RJ)
Dalata (MG)
Presto (SP)
Trampo (RS)
Grupo Norte-Nordeste Afrogueto Facção Oeste
Flagrante
Justiceiros
Hip Hop Ciência e Conhecimento Manual Prático do Ódio (Ferréz) Hip-Hop a Lápis (Toni C.)
Suburbano Convicto (Alessandro Buzo)
Hip Hop Consciência e Atitude (Big Richard)
Rap Grande do Sul (Grupo dos 9)
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Categoria Vencedor Indicados
DJ de Grupo DJ Will (Simples) DJ Celo (Função RHK)
DJ Tony (MV Bill)
DJ Babão (Inumanos)
DJ Regis (Provérbio X)
Álbum do Ano O Espetáculo do Circo dos Horrores (Facção Central) Mais Loco que o Barato (Inquérito)
PROva Cabal (Cabal)
Eu Amo Você (Função RHK)
Tá pra Nóiz (SP Funk)
Grupo ou Artista Solo Facção Central Inquérito
Cabal
Provérbio X
Nitro Di
Revelação Atitude Feminina Inquérito
Função RHK
Simples
Nitro Di
Música do Ano Dia dos Pais (Inquérito) O Espetáculo do Circo dos Horrores (Facção Central)
Eu Amo Você (Função RHK)
Rosas ‘(Atitude Feminina)
Quem Vai? (Cabal)
Produtor Musical Erick 12 DJ Regis
DJ Cia
Parteum
DJ Luciano
Destaque Gospel 3RG Banca D’K
Parábola
Manuscritos
Saqueadores
Videoclipe Polegar Opositor (Inumanos) Dia de Visita (Realidade Cruel)
Castelo de Madeira (A Família)
Gimme Tha Power (Pavilhão 9)
Rap é o Som da Paz (Rappin’ Hood)
Chegou o Verão (Motirô)
Demo Masculina Todos Iguais (Rafuagi) Fé em Cristo (Manuscritos)
Castelo dos Loucos (Kapella)
Aprendiz de Partideiro (Maloka)
Onde For (Gasper)
Demo Feminina Cada Dia (Lica) Sobreviventes (JC)
Erga a Cabeça (Legítimas)
Eu Digo Não (Mariana Rangel)
Minha Cor (Vera Veronika)
Destaque do Break New Crew B.boys Pelezinho
Quebra de Movimento
Super Sonic B.boys
Vitória Break
Destaque do Graffiti Graphis (SP) Bonga (SP)
Anarkia (RJ)
Acme (RJ)
Snupi (DF)
Grupo Norte-Nordeste Costa a Costa Flagrante
T.A.Calibre 1
Inquilinos
Sacal
Hip Hop Ciência e Conhecimento Cooperifa (Sérgio Vaz) Suburbano Convicto (Alessandro Buzo)
Rap Canto da Ceilândia
Notícias Jugulares (Dugueto)
Grupo Cultural NUC
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Categoria Vencedor Indicados
DJ de Grupo DJ Bola 8 (Realidade Cruel) DJ Ajamu (U-Time)
DJ Marola (Voz Sem Medo)
DJ Spaiq (Thaíde)
DJ Tiago (GOG)
Álbum do Ano Aviso às Gerações (GOG) Jogar pra Ganhar (Rosana Bronk’s)
Num Dá Nada… Se Der é Pouca Coisa (Cirurgia Moral)
Tem Cor Age (Z’África Brasil)
Trutas e Quebradas (U-Time)
Grupo ou Artista Solo GOG C4bal
Cirurgia Moral
DBS e a Quadrilha
U-Time
Revelação U-Time C4bal
Realistas NPN
Relatos da Invasão
Rosana Bronk’s
Música do Ano Quando o Pai se Vai (GOG) Inimigo é de Graça (U-Time)
Jaçanã Picadilly (Relatos da Invasão)
É de Minha Autoria (Mano Reco)
Num Dá Nada… Se Der é Pouca Coisa (Cirurgia Moral)
Produtor Revelação DJ Jamaika Ariel Feitosa
Capo (ObandO)
DJ Nato
Jimmy Luv
Destaque Gospel Relato Bíblico Atalaias
Mano Reco
R.E.P
Tina
Videoclipe Respeito Oriental (Sandrão) Cavalo Sem Dono Selvagem (GOG)
Grito de Liberdade (Nação Maré)
Pra Cima (Thaíde)
Tem Cor Age (Z’Africa Brasil)
Demo Masculina Neguin (Contenção) Assim que as Pretas Gosta (Visão da Favela)
De Sanca à Sampa (Liu Mr)
Discípulo Sem Cerimônia (Mc Adikto)
Negro (TM Clã)
Demo Feminina Afronordestinas (AfroNordestinas) Mel e Dendê (Livia Cruz)
Tira o Zóio (Minas de Ouro)
Viemos pra Vencer (Sagrada Profecia)
Você Pode Sentir (Dama Lu)
Destaque do Break Estilo de Rua Big Fields Break
Daniel QDM
Tsunami Allstars Crew
Ultimate B.boys
Destaque do Graffiti Anarkia (RJ) Frank (MG)
Nick TK (SP)
Shock (SP)
Nitcho (RJ)
Grupo Norte-Nordeste Rapadura Consciência Nordestina
Opção Verídica
Preta Iaiá
Hip Hop Ciência e Conhecimento Guerreira (Alessandro Buzo) Favela no Ar (Ivan Vale Ferreira)
Noite a Dentro (Robson Canto)
É Tudo Nosso! (Toni C.)
Um Presente para o Gueto (Fuzzil)
Site de Grupo de Rap Rappin’ Hood Ao Cubo
A Família
Sandrão
Facção Central
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Categoria Vencedor Indicados
DJ de Grupo DJ Rodrigo (Inquérito) DJ Batman (Viela 17)
DJ Bira (A Família)
DJ Erick Jay (X-Barão)
DJ Tiago (GOG)
Álbum do Ano Dos Barracos de Madeirite… aos Palácios de Platina(Realidade Cruel) Com o Poder nas Mãos (Dina Di)
Mais Romântico (A Família)
Non Ducor Duco (Kamau)
Um Segundo é Pouco (Inquérito)
Grupo ou Artista Solo C4bal Dina Di
A Família
Kamau
Inquérito
Revelação A286 e Renegado Kamau
Lindomar 3L
3 Um Só
Música do Ano Poesia de Concreto (Kamau) Pequenos Grandes Homens (Viela 17)
Prepare as Algemas (A286)
Tsunami (Realidade Cruel)
Um Segundo é Pouco (Inquérito)
Produtor Revelação Ariel Feitosa Duck Jay
DJ Regis
Daniel Ganjaman
Munhoz (Prof. M. Stereo)
Destaque Gospel Márcio Attack Versos D´Cristo
Isaias Júnior
Manuscritos
Soldados de Cristo
Videoclipe Brasil com P (GOG) Chapa Lupa (Sandrão)
Desabafo do Trabalhador (Império Negro)
Jazz DJango (Higo Melo)
78 (Retrato Radical)
Demo Masculina Amizade é Coisa Séria (Vozes do Gueto) Ausência de um Pai (Elemento S)
Brasilidade (Dyskreto)
Gueto (Paradigma)
La Raza Brasil (Los Hombres)
Demo Feminina Mulher de Atitude (Mulheres de Atitude) Me Garanto (Karol Conká)
Memória (Ideologia Feminina)
Pode ser (Dacal)
Repara+Ações (Negras Ativas)
Destaque do Break Amazon B.boy Afro Break
Atos Crew
Mega Break Crew
Muxibinha
Destaque do Graffiti Vespa (SP) Insane (SP)
DMS (MG)
Nick (SP)
Arab (AM)
Shock (SP)
Kajaman (RJ)
Ric (RJ)
Grupo Norte-Nordeste Consciência Nordestina Agregados
Mano Robson
Nordeste S.A
O Quadro
Hip Hop Ciência e Conhecimento Pelas Periferias do Brasil – Volume 2 (Alessandro Buzo) Freestyle: Um Estilo de Vida (Pedro Gomes)
L.A.P.A (Cavi Borges e Emílio Domingos)
Guerreiras do Brasil (Cacau Amaral)
Trajetória de um Guerreiro (DJ Raffa)
Site de Grupo de Rap Renegado Consciência Tranqüila
DBS e a Quadrilha
Hannah Lima
SNJ
[/tab][tab]
Categoria Vencedor Indicados
Melhores grupos ou artistas solo gospel da década Ao Cubo
Apocalipse 16
DJ Alpiste Eclesiastes
Mano Reco
Márcio Attack Versos
Parábola
Provérbio X
Relato Biblico
Sexto Sello
Tina
Melhores produtores musicais da década Erick 12
KL Jay
DJ Raffa Ariel Feitosa
Daniel Ganjaman
Diogo Santos
DJ Cia
DJ Hum
Duck Jam (Pato)
Zé Gonzalez
Melhores Crew’s de Break da década Athos Crew
Die Hard Crew
DF Zulu Aliados Force Crew
Back Spin Crew
Muxibinha
Street Breakers Crew
Style Crew
Super Sonic B. Boys
Tsunami All-Stars
Melhores DJ’s da década DJ Cia
DJ Hum
KL Jay DjJ Ajamu
Eric Jay
DJ Hadji
DJ Primo
Fjay
Negro Rico
Wjay
Melhores Grupos ou Artistas Solo Feminino da década Nega Gizza
Negra Li
Dina Di Edd Wheeler
Hannah Lima
La Bella Máfia
M.I.N.A
Negaativa
Rúbia
Tina
Melhores do Graffiti da década Anarkia
Graphis
Ment Eco
Derf
Vespa
Melhores Demos Masculino da década ADikto
OBando
Rafuagi A Família
Visão de Favela
Don Negrone
Manuscritos
Gasper
P,10
Pentágono
Melhores Grupos Norte Nordeste da década Comunidade da Rima
Costa e Costa
Rapadura Afrogueto
Agregados
Inquilinus
Kbssa
Plano B e Brigada Sonora de Rua
Sacal
Testemunhaz
Maiores Revelações da década Atitude Feminina
Inquérito
Sabotage (in memoriam) A Família
A286
Ao Cubo
Criolo Doido
DBS e a Quadrilha
Pentágono
Slim Rimografia
U-Time
Melhores Demos Feminino da década Afro Nordestinas
Livia Cruz
Nega Gizza Lica
Edd Wheeler
Mulheres de Atitude
Poetizas
Negras Ativas
Atitude Feminina
Sagrada Profecia
Melhores álbuns da década Provérbios 13 (509-E)
Declaração de Guerra (MV Bill)
Nada como um Dia após o Outro Dia (Racionais MC’s)
Dos Barracos de Madeirite… Aos Palácios de Platina(Realidade Cruel) 2ª Vinda, A Cura (Apocalipse 16)
Exilado Sim, Preso Não(Dexter)
Tarja Preta (GOG)
Sujeito Homem (Rappin’ Hood)
Evolução é uma Coisa(RZO)
Rap é Compromisso!(Sabotage)
Melhores videoclipes da década Brasil com P (GOG)
Soldado do Morro (MV Bill)
Vida Loka 2 (Racionais MC’s)
Suburbano (Rappin’ Hood) Depressão (Nega Gizza)
Loadeando (Marcelo D2)
Qui Nem Judeu (DBS e a Quadrilha)
Respeito é pra quem Tem (Sabotage)
Respeito Oriental (Sandrão)
Só os Fortes (509-E)
Melhores músicas da década H Aço (DMN)
É o Terror (GOG)
Soldado do Morro (MV Bill)
Negro Drama (Racionais MC’s) Fênix (Dexter)
O Menino do Morro (Facção Central)
Pirituba Parte 2 (RZO)
Qual É? (Marcelo D2)
Sou Negrão (Rappin’ Hood)
Um Bom Lugar (Sabotage
Melhores grupos ou artistas solo da década Facção Central
MV Bill
Racionais MC’s
Sabotage (in memoriam) Apocalipse 16
Dina Di
GOG
Marcelo D2
Rappin’ Hood
RZO
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Fonte das premiações: Wikpédia

Publicado em: http://www.rapnacionaldownload.com.br/novidades/premio-hutuz-a-mais-importante-premiacao-de-hip-hop-no-brasil-volta-em-2015/. Acesso em 4/3/2015

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Setenta e dois

Setenta e dois
Foi o ano em que nasci
Eu e outros que conheci
Mas deles falo depois

Quem não conheceu
Heraldo, HB
Antônio, DMC
Que viveram assim como eu

Conheceram o patinete
O Bozo, Emanuele e a Gretchin
Comeram ovo e arroz

Ticket do leite, sopão
A fila do feijão
Mil novessentos e setenta e dois

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Donana em Ipanema

   Nosso filme “Donana” foi exibido nesta sexta-feira, no OI Futuro, Ipanema, onde acontece o Festival Visões Periféricas. O filme foi apresentado dentro da Mostra Fronteiras Imaginárias, junto com os filmes “Uma casa Uma vida”, “Desdobráveis” e “ÓNA”. Depois da projeção fizemos um belo bate papo com participação de todos os realizadores, do público presente e o público da internet.

   O primeiro filme a ser exibido foi Uma casa Uma vida. O documentário aborda a transição cultural em algumas tribos indígenas. As casas dos ancestrais, as casas de hoje e as casas do futuro. O segundo filme foi Desdobráveis. Uma bela abordagem no cotidiano da arte na rua. Depois veio o Donana e para finalizar o ÓNA, que aborda a questão do negro no Rio de Janeiro.

   Uma coisa em comum em dois dos filmes foi a ausência de diálogos. Textos de Solano Trindade e Abdias do Nascimento dão ritmo às imagens de ÓNA, enquanto Desdobráveis discorre performances extremamente imagéticas, que interagem com a trilha sonora. Um casamento perfeito do cinema com o teatro vivo. Uma grande contribuição à mostra.

   Logo após às projeções, começou o bate papo. Iniciou-se uma reflexão sobre os caminhos possíveis aos filmes. A distribuição ainda é um grande gargalo. Festivais, TV, DVD e internet são algumas das opções colocadas na conversa. Principalmente porque o Visões Periféricas trouxe uma novidade, pelo menos para mim, que é a interação dos internautas com as projeções e principalmente com o debate.

   A surpresa e alegria com esse processo acabou se transformando em um belo presente: a primeira pergunta de um internauta. Interessante testemunhar essa ferramenta funcionando, porque a feitura de um filme está muito relacionada com o fato de ele poder viajar territórios onde os autores não poderiam estar presentes.

   Trazer essa figura do internauta, que nem mesmo sabemos de onde se comunica, agrega um grande valor à conversa. Uma das perguntas feitas pelo público, se refere à preocupação em dialogar com o território em que se filma. Principalmente no Donana e Uma casa Uma vida. Donana nasceu a partir dessa preocupação. A vontade dos personagens em retratar seu território através da música, foi um dos principais motivos que nos levou a realizar o filme.

   Uma casa Uma vida registra no próprio filme essa preocupação. Os realizadores relatam que fizeram o filme principalmente para que outros índios tivessem acesso àquela abordagem às mudanças na cultura. Mas apesar disso, me senti muito absorvido pela história. Mesmo sem ser índio. Às vezes fazemos os filmes apenas para mostrar a vizinhos e parentes. Mas o danado toma vida e viaja por todo país, por todo mundo.

DONANA EM IPANEMA

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Donana na Tijuca: Cinema, Música, Poesia

Logo ao adentrar o SESC Tijuca, neste sábado, para projeção de nosso filme “Donana”, senti um ótimo clima, onde, aos poucos, os acontecimentos alimentaram uma vontade danada de escrever sobre esse grande dia. A cada momento percebia mais e mais uma série de coincidências que mais tarde foram sabiamente compiladas por Paulo Lins, em seu bate papo com o público.

No elevador, encontrei Viviane Sales, do Sarau Poesia na Esquina, da Cidade de Deus. Conheci essa menina, acho que há dois anos, em um bate papo a respeito de meu primeiro longa, 5X Favela. Naquela época, ela estava prestes a assumir a maior responsa na TV aberta, com outro parceiro, meu, de teatro, cinema, TV; o Kadinho. Na tarde de hoje; Viviane manipulava o microfone com maestria, apresentando o sarau junto com Ivone Landim, do Coletivo Pó de Poesia.

Ivone, outra figura. Fui conectado a ela por Dida Nascimento, personagem do filme Donana. Assim como Lauro Farias, Da Ghama, Ras Bernardo, Marcelo Yuka… Todos peças- quebra cabeças. Ivone é linha de frente no Sarau Donana, em Belford Roxo. Hoje conheci uma porrada de projetos dela. O que mais se fixou em minha cabeça foi o livro de pano. Genial. Viajo nessa mina e agora com essa história de livro de pano, fico pensando a respeito da era digital. Como nos tornamos dependentes de certas máquinas e como o tempo nos mostra que independente de acesso, a periferia sempre busca e encontra linguagens para se manifestar.

Bem… Após escrever um parágrafo apresentando a Vivi e outro a Ivone… O que essas duas mulheres estão fazendo, juntas, nesse evento, na Tijuca? Essa conexão, Cidade de Deus, Belford Roxo, me instiga. Talvez porque esse foi um dos principais motivos que nos inspirou a realizar o filme Donana. A conexão com esse universo, de Bel, bem antes de o conceito de rede social se restringir ao mundo virtual. Costumamos dizer que o Cineclube Mate com Angu poderia ter nascido em Bel, no Donana. Estávamos lá.

Mas apenas alguns anos depois nos encontramos e fundamos o coletivo que mudaria nossas vidas. Nessa ocasião, pensamos a respeito de essa coisa de conexão. De rede social. De pegar três ônibus para ouvir o som que você gosta. E como uma… duas… décadas depois, essa história fica restrita a quem “estava lá”. Podemos contá-la de voz em voz; nos bares, nas esquinas, nos saraus; ou podemos contá-las através de um filme.

Durante o bate papo, após o público assistir o filme, a reação de quem não conhecia a história me faz refletir a respeito do elo construído pelo filme. Não pelo Donana. Pelo cinema para ser mais específico. Percebo que de alguma maneira, a conexão que me levou a conhecer Dida Nascimento e sua trupe é a mesma que leva o público, hoje, conhecer aquela história. Que é a mesma história contada por Paulo Lins, Yuka, Nelson Sargento… A história da periferia.

Da mesma maneira que o Centro Cultural Donana foi meu elo de ligação com Belford Roxo; também foi o elo que ligou Yuka. Hoje, observando essa conexão entre Belford Roxo e Cidade de Deus, o carinho que a Viviane tem com Paulo Lins e ele com ela. Como tudo está acontecendo aqui, na Tijuca, e como Marcelo Yuka, esse tijucano genial, personagem do filme, diversas vezes citado por Paulo Lins no bate papo a respeito de sua trajetória com cinema, poesia e música. Viajo ao momento que estava na Cidade de Deus, discutindo com Rodrigo Felha como seria o filme 5X Favela.

Paulo Lins dispensa apresentações. Não o conhecia pessoalmente, mas nossa conexão é forte. Seu principal livro inspirou meu principal filme. 5X Favela. Ele produziu várias paradas com Yuka, que também é personagem do Donana. Paulo falou bastante a respeito de sua ligação com a poesia. Seu primeiro livro foi de poesias. Também sobre Cidade de Deus, que nasceu como relatos cronológicos e depois teve que ser adaptado para um romance.

Essa ligação entre o cinema e a literatura é forte. O roteiro de Donana também nasceu como uma sucessão de fatos cronológicos, que mais tarde foi tomando cara de roteiro e cedendo espaço à dramaturgia. As vezes fica até difícil decifrar se um livro é produzido através de fatos que aconteceram ou ações inventadas. Quando li “Suburbano Convicto”, de Alessandro Buzo, escrevi ao autor e perguntei se suas histórias eram inventadas ou não. Achava muito parecidas com as que aconteciam no meu bairro. Talvez nunca tenha essa resposta. Nem mesmo o Buzo deve ter. Depois que vai pro papel, ferrou. Vira verdade.

Paulo Lins citou o sucesso dos Sarau Suburbano, organizado pelo Buzo. Que assim como o Sarau Cooperiferia, criado pelo Ségio Vaz, e Sarau do Binho; parecem até shows com mais de mil pessoas por evento. O clima aqui da Tijuca estava bem mais light, mas perceber esses crescimento de público, sobretudo o público que não lia, em eventos como Sarau Donana e Poesia na Esquina é um grande prazer.

DONANA NA TIJUCA

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