5X Favela – Jornal O Globo – Segundo Caderno – À meia-noite morrerei

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Cinecufa 2008

Abertura do CINECUFA movimenta segunda-feira carioca

Fonte: http://www.cinecufa.com.br

Nesta segunda-feira, 08 de setembro, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), foi palco da abertura da segunda edição do CINECUFA, um festival de cinema independente organizado pela Central Única das Favelas, que irá acontecer até o próximo dia 21.O evento tem o objetivo de democratizar as produções audiovisuais feitas por moradores de favelas de todo o mundo. “São produções feitas de dentro da periferia, expressões de quem vive aquela realidade”, ressalta o rapper MV Bill, que comandou a festa junto com Nega Gizza. Este ano o festival conta com uma novidade. O prêmio Governo do Rio – Na Tela da Favela, uma iniciativa do Governo do Rio através da Secretaria de Cultura do Estado, em parceria com a CUFA, premiará os dois melhores filmes exibidos. Isso mostra que produções feitas por moradores de comunidade podem ser feitas com qualidade.

Nesta segunda edição, a Central Única das Favelas homenageou ex-alunos do curso de Audiovisual, oferecido pela CUFA, e que receberam prêmios por festivais de todo o País, dentre eles, DMC e Cacau Amaral, Bender Arruda, Pablo Cunha, Paulo Silva e Júlio Pecly.“Cine Cufa são produções de quem está dentro da comunidade pra fora, por meio de cursos como os que a Cufa oferece, as pessoas da comunidade passam a ter um olhar cinematográfico, mais crítico”, comenta Paulo. “ E isso não quer dizer que na favela só tem história triste, e só existe felicidade na zona sul”, acrescenta Júlio.

O evento contou com parceiros importantes, que ajudam, para que tudo aconteça, “É importante que além de apoiar as produções, os espaços de exibições existam, isso faz com que elas cheguem a todos”, afirma Eliane Costa, gerente de patrocínio da Petrobras. O que mostra que essa atitude dá visibilidade ao projeto, e incentiva novas criações, o que vai além dos limites da comunidade.

Quem marcou presença também foi Maxuel Nascimento, o jovem ator de Malhação foi prestigiar o trabalho dos amigos de Santos, que desenvolvem um projeto intitulado Oficinas Querô, “Esse tipo de produção é a visão que o jovem de periferia tem do lugar onde vive, mostrando que também existe talento nesses lugares”, comenta.

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Publicado em: http://cufasinop.blogspot.com/2008/09/abertura-do-cinecufa-movimenta-segunda.html

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O mundo na lente da Favela – RJ

Publicado em: revistaraiz.uol.com.br

Filmes das periferias do mundo estão em cartaz no 2º CineCufa

Com intuito de valorizar as obras audiovisuais produzidas por cineastas de diferentes favelas do mundo, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro realiza a partir do dia 9 de setembro, com entrada franca, a segunda edição do CINECUFA. Organizado pela Central Única das Favelas as obras exibidas não abordam necessariamente o tema ?favela? mas têm por trás das lentes o ponto de vista da periferia e de seus legítimos representantes.

Além dos filmes,o CINECUFA trás a tona questões importantes que serão discutidas em mesas de debate sempre às terças e quintas-feiras com destaque para a função social dos filmes, o mercado de trabalho e as novas mídias digitais (programação abaixo).Nesses encontros, o público é convidado a pensar junto com personalidades cinematográficas, atores, representantes do movimento do cinema das periferias e outros formadores de opinião. ? A proposta é incentivar essa nova ordem cultural e artística, favorecendo a atuação da periferia não somente como personagem à frente das câmeras, mas também como protagonista por trás delas?, ressalta uma das curadoras do evento, a rapper Nega Gizza.

Nesta segunda edição, a Central Única das Favelas homenagea ex-alunos do curso de Audiovisual, oferecido pela CUFA, e que receberam prêmios por festivais de todo o País. Devido ao barateamento dos equipamentos audiovisuais, deu-se, nos últimos anos, uma intensa produção vinda das comunidades, que proporcionou mais acesso aos meios de produção audiovisual, mas ainda com locais restritos de exibição que atendam essa crescente demanda.

Em 2008, a segunda edição do CINECUFA vai apresentar na tela do CCBB filmes de periferias do mundo, como as da França, Itália, Cuba, Estados Unidos e do continente africano, entre outros. A partir da seleção dos filmes, a proposta é traçar um paralelo entre a diversidade e a peculiaridade deste segmento de produção, abordando diferentes temáticas através de ficções, documentários e animações, de curta, média e longa metragem um amplo panorama das obras cinematográficas das periferias ao redor do globo. A segunda edição do CineCufa conta com as parcerias da Petrobras, Banco do Brasil, MinC e Rede Globo.

?No CINECUFA os cineastas das periferias encontram a oportunidade de exibir suas obras e percepções sobre variados assuntos. E o público que aprecia cinema tem um ponto de encontro para trocar idéias e se informar sobre o que está sendo produzido nos recantos menos privilegiados e pelos habitantes das camadas mais populacionais do planeta?, avalia o coordenador da Cufa, Anderson Quak.

Serviço:
2º CINECUFA
De 9 a 21 de setembro

Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Primeiro de Março ,66, Centro, Rio de Janeiro, RJ
Telefone: (21) 3808-2020
Entrada Gratuita
Mais informações sobre os filmes no site oficial:
www.cinecufa.com.br

Programação Debates
Terça dia 9 de setembro às 19:30h
Tema: Mercado de trabalho na área audiovisual

Não é recente a luta dos jovens por vagas na área de audiovisual, para atuarem como profissionais e mesmo como aprendizes. Há necessidade, no mercado cinematográfico, de uma renovação em termos de profissionais, pois embora o mercado apresente sinais de expansão, são sempre os mesmos profissionais que trabalham nas atuais produções. Com isso, entramos no círculo vicioso, onde ONGs, pontos de cultura e núcleos de audiovisual formam profissionais capacitados, porém sem oportunidades na área almejada. Pra onde vão os jovens profissionais? Quem são os responsáveis por abrir caminhos profissionais na área cinematográfica? Dá pra ganhar dinheiro na área audiovisual? Anderson Quack (cineasta e coordenador da Cia. de Teatro Tumulto, da CUFA), Karina Tavares (produtora responsável pelo Festival Internacional Génération Court, realizado na França, no Mali, na Algéria, no Senegal e no Brasil) e Elder Vieira dos Santos (representante da ANCINE), discutirão essas e outras questões com o público do Cine Cufa.

Quinta dia 11 de setembro às 19:30h
Tema: A função social e política dos filmes de favela

A era das grandes produções nas quais a favela era o cenário e os moradores eram os bandidos atingiu seu ponto mais alto com o lançamento do filme ?Cidade de Deus?. Desde esse brilhante lançamento, dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, a produção audiovisual oriundas das favelas de todo o Brasil começou a crescer. Junto com esse crescimento, veio a necessidade de escoar essas produções para a sociedade brasileira. Porque abrir espaço para a exibição desses filmes? Qual o objetivo dessas produções? Existe algum canal destinado à exibição das produções de favela? Qual a diferença entre essas produções e os filmes de “asfalto”? Questões como essas e outras serão tratadas pelo secretário de cultura do município do Rio de Janeiro, Sr. Ricardo Macieira; pelo coordenador do ponto de cultura Hip Hop a Lápis, de São Paulo, Sr. Toni C; e pelo cineasta Cacau Amaral, que mediará a mesa.

Terça dia 16 de setembro às 19:30h
Tema: A função das novas mídias

O século XXI chegou com força total, potencializando cada vez mais as ciências tecnológicas. Diante da globalização e das aceleradas mudanças sociais que a tecnologia nos proporciona, vimos a necessidade de elaborar uma mesa de discussão através da qual profissionais da área possam abordar esse assunto junto com o público do Cine Cufa. Qual será a verdadeira função dessas tecnologias? Para que servem? Podemos viver sem elas? Pode acontecer uma ?revolução das mídias?? Existe algum canal de escoamento para as produções feitas em celulares e similares? Essas e outras questões serão discutidas com Adriana Rattes (secretária de cultura do Estado do Rio de Janeiro), Eliane Costa (diretora de patrocínio da Petrobras) e Adriana Carneiro (estudante de novas mídias, pela Universidade Federal Fluminense).

Quinta dia 18 de setembro às 19:30h
Tema: A televisão e os canais de cinema nacional

Uma vez que o acesso a mecanismos de produção ? tais como cursos e oficinas gratuitos de audiovisual em ONGs, pontos de cultura e núcleos escolares ? foi possibilitado a uma grande parcela de brasileiros, visamos a democratização dos meios de comunicação. Queremos discutir a possibilidade de transmissão das obras audiovisuais feitas por jovens oriundos de iniciativas como as supracitadas. No entanto, embora as leis brasileiras afirmem que as emissoras de televisão precisam abrir espaços para escoar as informações comunitárias e sociais, não existe nenhum órgão que possa fiscalizar e lutar junto com a população por esses espaços, que devem ser satisfatórios para as camadas mais desfavorecidas e carentes de canais onde possam propagar seus conhecimentos, sejam eles cinematográficos, radiofônicos, teatrais etc. Por que falta esse espaço, tanto na TV privada quanto na TV pública e na TV por assinatura? Será que a demanda desses produtos está maior do que a capacidade de absorção dos meios de comunicação? A exibição desses materiais é interessante para as TVs? Esses são apenas alguns dos pontos que serão abordados nessa mesa, composta por Cavi Borges (cineasta), Tiago Gomes (ator, cineasta e coordenador do Núcleo de Audiovisual da CUFA) e Ivana Bentes (professora e pesquisadora da Escola de Comunicação da UFRJ).

 

Publicado em: http://revistaraiz.uol.com.br/portal-raiz/portalraiz.php?cod=132&rel=1. Último acesso: 21/11/2012

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5X Favela – Jornal O Globo – Baixada – Contribuição melódica

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1 année et 1 jour [1 ano 1 dia] , de Cacau Amaral, Rafael da Costa et João Xavier

Publicado em: autresbresils.net

Mercredi 4 juin :
Face aux inégalités : occuper, résister, vivre !
19h
Décalés [Desfocados]
, de David Gomes et Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTF
r
Des sans-domicile de Juiz de Fora, état de Minas Ge
rais, évoquent leur histoire, leur parcours, leurs
perspectives et leurs rêves.
Etat de sécheresse [Estado de Seca]
, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr
João squatte une école publique abandonnée, dans la
Vale da Seca, (Minas Gerais). Il a résisté au
riche fermier qui voulait l’en expulser et est rest
é sur place, se proclamant concierge. Il y vit avec
sa
femme et ses quatre enfants. João révèle une vison
du monde très particulière, une philosophie
intuitive de la vie.
Rencontre
avec Adriana Cursino
20h
Des droits oubliés – Logement dans la banlieue [Dir
eitos esquecidos]
,
de Brigada de Guerrilha
Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr
Occupation, organisation et vie quotidienne dans le
campement Chico Mendes (São Paulo).
1 année et 1 jour [1 ano 1 dia]
, de Cacau Amaral, Rafael da Costa et João Xavier,
15’, 2004, VOSTFr
Après 366 jours d’occupation, les habitants du camp
ement 17 Mai (Baixada Fluminense, Rio de
Janeiro) deviennent légalement les propriétaires de
s lieux, et se réjouissent autour des préparatifs
d’une fête. Ils évoquent l’année écoulée avec émoti
on.
21h
Débat
Droit au logement, droit à la terre, droit à la vil
le… Ces droits, dont dépend la vie de millions de
gens,
aussi bien au Brésil qu’en France, sont bafoués. Co
mment lutter contre ces inégalités et enrayer
l’exclusion des pauvres, premières victimes des spé
culations foncières et des discriminations ?
Intervenants
: Douglas Estevam (MST – Mouvement des Sans Terre
); Bruno SIX (Fondation Abbé
Pierre) ; Kaïssa Titous (Coordination anti-démoliti
on) ; Cacau Amaral (Collectif Mate com Angu)
Modérateur
: Ivan du Roy (journaliste à Témoignage Chrétien e
t Bastamag.org)

Publicado em: http://www.autresbresils.net/IMG/pdf/COMMUNIQUE_DE_PRESSE_BEM_30mai.pdf. Último acesso em: 18/8/2013

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BRÉSIL EN MOUVEMENTS

Publicado em: observatoriodaimprensa.com.br

 

Trabalho escravo, biocombustíveis e resistência indígena Por em 03/06/2008 na edição 488

 

O trabalho escravo, o desafio dos biocombustíveis e a resistência nas aldeias indígenas são alguns dos temas da 4ª edição da mostra “Brésil en Mouvements”, a partir da próxima semana, em Paris. O ciclo de documentários sobre direitos humanos e questões sociais no Brasil vai exibir 28 produções brasileiras, entre curtas, médias e longas-metragens. O evento é realizado anualmente pela ONG francesa Autres Brésils.

De 2 a 8 de junho, no espaço Confluences (Paris 20ème), o público poderá assistir a documentários e participar dos debates sobre os diversos desafios para a sociedade brasileira. Na pauta da “Brésil en Mouvements”, questões urgentes, como os biocombustíveis ou a violência policial, presentes nos filmes Açúcar e flores em nossos motores e Atos dos homens, a precariedade das moradias nas regiões pobres e o trabalho escravo, em 1 ano e 1 dia e Nas terras do Bem Virá. Também serão exibidas obras sem espaço em circuitos comerciais, como Migrantes, de Beto Novaes, e A gente luta mas come fruta, do grupo Vídeo nas Aldeias.

Nesta 4ª edição, participam dos debates Xavier Plassat (frei dominicano francês que luta contra o trabalho escravo no Brasil através da Comissão Pastoral da Terra), Alain Lipietz (economista e deputado europeu), Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem-Terra), Gustave Massiah (CEDETIM – Centro de Estudos e Iniciativas de Solidariedade Internacional) e Jérôme Frignet (Greenpeace). Também estarão presentes diretores como Pascale Hannoyer (A casa engraçada) e Pierre-Yves Dougnac (Amapá).

Programação

Segunda, 2 de junho: Desenvolvimento sustentável : ficção ou realidade?

19h

Amapá, de Pierre-Yves Dougnac, 50’, 2005

Entre 1994 e 2002, o estado do Amapá deu início a uma experiência inédita de desenvolvimento sustentável, a fim de reconciliar homem e natureza e preservar a floresta amazônica. Políticos, especialistas, policiais e comerciantes dão um testemunho de esperança a partir da abordagem de administração pública.

Lutzenberger – For ever Gaïa, de Franck Coe e Otto Guerra, 52’, 2007

Uma obra em defesa pela vida e pelo desenvolvimento sustentável que apresenta a filosofia e as realizações do ecologista José Lutzenberger. As seqüências filmadas por Franck Coe se alternam com animações de Otto Guerra, revelando o universo da infância de Lutz.

21h – Debate

Taxa de crescimento, PIB e indicadores da Bolsa de Valores ditam o ritmo da economia e influenciam diretamente as decisões dos governantes. No entanto, deixam de lado o que interessa ao desenvolvimento de uma sociedade: bem-estar, respeito ao meio ambiente, acesso à saúde e à educação. Como podemos encarar o desenvolvimento, colocando-o a serviço do homem?

Debatedores: Pierre-Yves Dougnac (diretor de Amapá); Collectif Richesses*

Moderador: Eros Sana (Association Veto, Réseau ZEP – Zona de Ecologia Popular)

Terça, 3 de junho: Biocombustíveis : energia da desesperança?

19h: Migrantes, de Beto Novaes, 50’, 2007, VOSTFr

Um retrato das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores do Nordeste brasileiro nas plantações de cana de açúcar do estado de São Paulo. Que circunstâncias os levam a deixar suas casas para trabalhar em condições de risco?

Açúcar e flores e nossos motores (Du sucre et des fleurs dans nos moteurs), de Jean-Michel Rodrigo, 52’, 2006, VF

Tratado de Kyoto, aumento do consumo de combustíveis, diminuição das reservas, aumento vertiginoso do preço do barril de petróleo. O surgimento dos biocombustíveis é uma realidade inegável. Os setores industrial e bancário investem massivamente na produção. Preocupada com sua independência energética, a Europa entra na corrida…

21hs.: Debate

O Brasil se destaca como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis à base de cana de açúcar. O ouro verde provoca a concorrência: os Estados Unidos se lançam e a Europa também já se mexe. Mas usar alimentos para abastecer carros e indústrias não é uma aberração? O entusiasmo atual encontra alguns limites: a questão agrária, o consumo de água, as condições de trabalho rural e um modo de consumo que se torna mundial.

Debatedores: André Pereira (CIRED – Centro Internacional de Pesquisa sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento) ; Jérome Frignet (Greenpeace); e Alain Lipietz (economista e deputado europeu)

Moderador: Patrick Piro (jornalista da revista Politis)

Quarta, 4 de junho: Ocupar, resistir e viver!

19h.: Desfocados, de David Gomes e Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTFr

Os sem-teto de Juiz de Fora (MG) contam suas histórias, seus percursos, suas perspectivas e seus sonhos.

Estado de Seca, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr

João ocupa uma escola pública abandonada em Vale da Seca (MG). Quando um rico fazendeiro quer sua expulsão, ele resiste e se proclama guardião do local, onde vive com a esposa e quatro filhos. Neste documentário, João revela sua visão de mundo e uma filosofia intuitiva da vida.

Encontro com a diretora Adriana Cursino

20h.: Direitos esquecidos, da Brigada de Guerrilha Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr

Ocupação, organização e dia-a-dia no acampamento Chico Mendes (São Paulo).

1 ano e 1 dia, de Cacau Amaral, Rafael da Costa e João Xavier, 15’, 2004, VOSTFr

Depois de 366 dias de ocupação, os habitantes do acampamento 17 de maio, na Baixada Fluminense (RJ), tornam-se proprietários legais do local e se encontram nos preparativos para uma festa, lembrando, com emoção, do ano de resistência.

21h: – Debate

Direito à moradia, direito à terra, direito às cidades… Direitos de milhões de pessoas que são deixados de lado. Como lutar contra as desigualdades e impedir a exclusão dos mais pobres, primeiras vítimas da especulação imobiliária e da discriminação?

Debatedores: Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem Terra); Bruno Six (Fundação Abbé Pierre); um representante da Aitec (Associação Internacional de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Cacau Amaral (Coletivo Mate com Angu)

Moderador: Ivan du Roy (jornalista do Témoignage Chrétien e Bastamag.org)

Quinta, 5 de junho: Escravos no século XXI

19h: Aprisionados por promessas, de Xavier Plassat, Tamaryn Nelson e Beatriz Afonso, 17’, 2006, VOSTFr

Exploração agrícola, minas, o trabalho escravo no Brasil continua vivo. A cada ano, a lei da bala mantém mais de 25 mil trabalhadores sob o jugo da exploração. Em condições degradantes, eles trabalham para comprar a liberdade.

Nas terras do Bem-Virá, de Alexandre Rampazzo et Tatiana Polastri, 110’, 2007, VOSTFr

Em busca da terra prometida, milhares de “severinos” abandonam suas casas e partem para a Amazônia, levando somente a esperança como bagagem. Mas a realidade logo se mostra hostil: trabalho escravo, assassinato, espoliação da terra… O filme denuncia o modelo de colonização da Amazônia e o ciclo do trabalho escravo na região.

21h30 – Encontro com Xavier Plassat; Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri

Sexta, 6 de junho: A imagem a serviço do engajamento

19h: Carta branca à Kinoforum

Tele Visões, de L. Oliveira, N. Gouvêa, T. de Brito, 14’, 2003, VOSTFr

Armando o Barraco, de R. Valadares, D. Barreto, F. Oliveira, A. Freitas, G. Dantas, F. Dantas, 7’, 2003, VOSTFr

Gestando, de F. Mendes, F. Felix, M. B. Dos Santos, E. Borges, E. Almeida, M. Silva, 6’, 2003, VOSTFr

Aqui Fora, de C. Nunes, J. C. Penha, 8’, 2004, VOSTFr

Filhos do trem, de F. Benichio, M. Domingues, R. Silva, L. Rodrigues, 5’, 2005, VOSTFr

O lado B da periferia, de A. R. da Conceiçao, B. V. do Nascimiento, F. Reite da Silva, J. Sousa Guedes, J. Saraiva, 5’,2005

Jardim Ângela, de Evaldo Mocarzel, 71’, 2007, VOSTFr

No Jardim Ângela, periferia de São Paulo, a associação cultural Kinoforum organiza cursos de realização de vídeo, permitindo aos jovens moradores filmar a própria comunidade. Mesmo numa região marcada pelo tráfico de drogas, o local pode ser visto de maneira positiva, é a mensagem dos participantes do ateliê.

21h: Debate

As imagens invadiram nosso mundo e trazem com elas implicações estéticas e sociais sobre nossa realidade e nosso modo de viver. Diante disso, é importante aprender a abordar os desafios sociais e os espaços para divulgação da produção e de difusão das imagens.

Debatedores: Luciano Oliveira (Kinoforum); Claudie Le Bissonais (Arcadi – Passeurs d’Images); Cacau Amaral (Mate com Angu)

Moderadora: Erika Campelo (Autres Brésils)

Sábado 7 de junho: Ao encontro dos índios do Brasil

16h: Pirinop – Meu primero contato, de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, 83’, 2007, VOSTFr

O ano de 1964 marca o primeiro encontro entre os índios Ikpeng e o povo branco no rio Xingu, Mato Grosso. Ameaçados pela invasão dos garimpeiros em busca do ouro, eles são transferidos para o Parque Indígena de Xingu, onde vivem até hoje. Os Ikpeng alternam tristeza e humor quando lembram os momentos em que tiveram que mudar radicalmente de vida.

A gente luta mas come fruta, de Bebito Piãko et Isaac Piãko, 40’, 2006, VOSTFr

No vilarejo APIWTXA, próximo ao rio Amônia (AC), a gestão agroflorestal dos índios Ashaninka desenvolve um trabalho de recuperação e preservação dos recursos naturais da reserva ao mesmo tempo em que resiste aos madeireiros que invadem seu território, junto à fronteira do Peru.

Encontro com Janine Vidal (CSIA – Comitê de Apoio aos Índios da América)

Mulheres na prisão

19h: O cárcere e a rua, de Liliana Sulzbach, 81’, 2004, VOSTFr

Cláudia é a presidiária mais antiga e respeitada da penitenciária Madre Pelletier. A que dá ordens e protege. Protege, por exemplo, a jovem Daniela, que corre risco de vida por ser acusada de ter matado o próprio filho. Mas Cláudia, assim como Betânia, deve deixar a penitenciária em breve. Daniela terá que se defender sozinha. Cláudia sai em busca do filho. Betânia sente a tentação de deixar de lado as regras do regime semi-aberto para viver a liberdade em companhia de um novo amor.

Violência policial

21h: Atos dos Homens, de Kiko Goifman, 75’, 2006, VOSTFr

Um raio X da Baixada Fluminense (RJ). O cotidiano dos moradores da região, que convivem com a desigualdade social e a banalização da morte, que se torna corriqueira para a solução de conflitos.

Domingo, 8 de junho : Brasiliatypique

16h: O Homem da Árvore, de Paula Mercedes, 19’, 2007, VOSTFr

Mario, ex-presidiário, vive do alto da árvore que escolheu como casa, em frente ao Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, em Brasília. Para ganhar dinheiro, ele separa o lixo das embaixadas… E luta para provar sua inocência e retomar sua honra.

Oficina Perdiz, de Marcelo Díaz, 20’, 2006, VOSTFr

SCRN 708/9, entre os blocos C e D, área pública, Brasília-DF. Na Oficina Perdiz, o espaço é dividido entre carros e peças de teatro.

Novos modelos de organização social

17h: É tudo mentira, de Jaco Galdino e João Paulo Saraiva, 11’, 2007, VOSTFr

É tudo mentira é resultado de uma campanha local contra o desenvolvimento a qualquer preço, movido simplesmente por ambição.

Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho 15’, 2006, VOSTFr

A cultura do grafite é reconhecida como uma ferramenta de integração social. Os muros cinzas da exclusão caem graças ao jogo colorido das latas de tinta utilizadas pelos jovens como um símbolo de reconhecimento social.

A casa engraçada, de Pascale Hannoyer, 56’, 2007, VOSTFr

A ONG carioca “Se essa rua fosse minha” acolhe crianças de rua e jovens moradores de favelas em oficinas circenses. A esperança trazida por este projeto é contada através de três testemunhos.

Ajuste, de Daniel Veloso, Marcelo Berg, Robert Cabanes, Zé Cesar Magalhaes, 57’, 2005/06, VOSTFr

A partir dos depoimentos de líderes sociais da periferia de São Paulo, este documentário confronta diferentes experiências de trabalho e intervenção social.

Encontro com Pascale Hannoyer, Robert Cabanes et Renato Martins

Estado de lutas

20h: Movimento, de Marcello Lunière, 53’, 2008, VF

Frei Betto é um homem engajado. Torturado na prisão durante a ditadura militar, ele se dedica a ensinar sua “educação popular” aos companheiros de cela. Posteriormente, Frei Betto também participará do desenvolvimento de grandes movimentos sociais no Brasil, incitando os menos favorecidos a se organizarem para lutar por justiça social.

21h: Debate

O Brasil conta com movimentos sociais participantes e uma sociedade civil ativa, tanto que o Fórum Social Mundial nasceu em Porto Alegre (RS). As experiências e a prática de luta nos países do hemisfério Sul poderão servir como inspiração para os novos movimentos sociais que começam a surgir no hemisfério Norte?

Debatedores: Marcello Lunière; Xavier Plassat (CPT – Comissão Pastoral da Terra); Yves Cabannes (Aitec – Associação de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Gustave Massiah (Cedetim – Centre de Estudos e de Iniciativa de Solidariedade Internacional); Douglas Estevam (MST – Movimentos dos Sem Terra)

Moderadora: Suzanne Humberset (Ritimo – Rede de centros de documentação e de informação pelo desenvolvimento e pela solidariedade internacional)

Autres Brésils

A associação Autres Brésils permite ao público francófono descobrir a realidade social, cultural e política da sociedade brasileira, combatendo a visão distorcida provocada pelos clichês comuns em diversos países. No seu site, a ONG apresenta informações, análises, reportagens e conteúdos de parceiros franceses e brasileiros (mídia, universitários, professores e outros atores sociais). Regularmente, a Autres Brésils organiza eventos culturais, como projeções de documentários, debates e exposições fotográficas sobre experiências inovadoras em matéria social.

 

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/trabalho-escravo-biocombustiveis-e-resistencia-indigena

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Trabalho escravo, biocombustíveis e resistência indígena

Publicado em: observatoriodaimprensa.com.br

O trabalho escravo, o desafio dos biocombustíveis e a resistência nas aldeias indígenas são alguns dos temas da 4ª edição da mostra “Brésil en Mouvements”, a partir da próxima semana, em Paris. O ciclo de documentários sobre direitos humanos e questões sociais no Brasil vai exibir 28 produções brasileiras, entre curtas, médias e longas-metragens. O evento é realizado anualmente pela ONG francesa Autres Brésils.

De 2 a 8 de junho, no espaço Confluences (Paris 20ème), o público poderá assistir a documentários e participar dos debates sobre os diversos desafios para a sociedade brasileira. Na pauta da “Brésil en Mouvements”, questões urgentes, como os biocombustíveis ou a violência policial, presentes nos filmes Açúcar e flores em nossos motores e Atos dos homens, a precariedade das moradias nas regiões pobres e o trabalho escravo, em 1 ano e 1 dia e Nas terras do Bem Virá. Também serão exibidas obras sem espaço em circuitos comerciais, como Migrantes, de Beto Novaes, e A gente luta mas come fruta, do grupo Vídeo nas Aldeias.

Nesta 4ª edição, participam dos debates Xavier Plassat (frei dominicano francês que luta contra o trabalho escravo no Brasil através da Comissão Pastoral da Terra), Alain Lipietz(economista e deputado europeu), Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem-Terra), Gustave Massiah (CEDETIM – Centro de Estudos e Iniciativas de Solidariedade Internacional) e Jérôme Frignet (Greenpeace). Também estarão presentes diretores como Pascale Hannoyer (A casa engraçada) e Pierre-Yves Dougnac (Amapá).

Programação

Segunda, 2 de junho: Desenvolvimento sustentável : ficção ou realidade?

19h

Amapá,de Pierre-Yves Dougnac, 50’, 2005

Entre 1994 e 2002, o estado do Amapá deu início a uma experiência inédita de desenvolvimento sustentável, a fim de reconciliar homem e natureza e preservar a floresta amazônica. Políticos, especialistas, policiais e comerciantes dão um testemunho de esperança a partir da abordagem de administração pública.

Lutzenberger – For ever Gaïa, de Franck Coe e Otto Guerra, 52’, 2007

Uma obra em defesa pela vida e pelo desenvolvimento sustentável que apresenta a filosofia e as realizações do ecologista José Lutzenberger. As seqüências filmadas por Franck Coe se alternam com animações de Otto Guerra, revelando o universo da infância de Lutz.

21h – Debate

Taxa de crescimento, PIB e indicadores da Bolsa de Valores ditam o ritmo da economia e influenciam diretamente as decisões dos governantes. No entanto, deixam de lado o que interessa ao desenvolvimento de uma sociedade: bem-estar, respeito ao meio ambiente, acesso à saúde e à educação. Como podemos encarar o desenvolvimento, colocando-o a serviço do homem?

Debatedores: Pierre-Yves Dougnac (diretor de Amapá); Collectif Richesses*

Moderador: Eros Sana (Association Veto, Réseau ZEP – Zona de Ecologia Popular)

Terça, 3 de junho: Biocombustíveis : energia da desesperança?

19h: Migrantes, de Beto Novaes, 50’, 2007, VOSTFr

Um retrato das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores do Nordeste brasileiro nas plantações de cana de açúcar do estado de São Paulo. Que circunstâncias os levam a deixar suas casas para trabalhar em condições de risco?

Açúcar e flores e nossos motores (Du sucre et des fleurs dans nos moteurs), de Jean-Michel Rodrigo, 52’, 2006, VF

Tratado de Kyoto, aumento do consumo de combustíveis, diminuição das reservas, aumento vertiginoso do preço do barril de petróleo. O surgimento dos biocombustíveis é uma realidade inegável. Os setores industrial e bancário investem massivamente na produção. Preocupada com sua independência energética, a Europa entra na corrida…

21hs.: Debate

O Brasil se destaca como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis à base de cana de açúcar. O ouro verde provoca a concorrência: os Estados Unidos se lançam e a Europa também já se mexe. Mas usar alimentos para abastecer carros e indústrias não é uma aberração? O entusiasmo atual encontra alguns limites: a questão agrária, o consumo de água, as condições de trabalho rural e um modo de consumo que se torna mundial.

Debatedores: André Pereira (CIRED – Centro Internacional de Pesquisa sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento) ; Jérome Frignet (Greenpeace); e Alain Lipietz (economista e deputado europeu)

Moderador: Patrick Piro (jornalista da revista Politis)

Quarta, 4 de junho: Ocupar, resistir e viver!

19h.: Desfocados, de David Gomes e Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTFr

Os sem-teto de Juiz de Fora (MG) contam suas histórias, seus percursos, suas perspectivas e seus sonhos.

Estado de Seca, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr

João ocupa uma escola pública abandonada em Vale da Seca (MG). Quando um rico fazendeiro quer sua expulsão, ele resiste e se proclama guardião do local, onde vive com a esposa e quatro filhos. Neste documentário, João revela sua visão de mundo e uma filosofia intuitiva da vida.

Encontro com a diretora Adriana Cursino

20h.: Direitos esquecidos, da Brigada de Guerrilha Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr

Ocupação, organização e dia-a-dia no acampamento Chico Mendes (São Paulo).

1 ano e 1 dia, de Cacau Amaral, Rafael da Costa e João Xavier, 15’, 2004, VOSTFr

Depois de 366 dias de ocupação, os habitantes do acampamento 17 de maio, na Baixada Fluminense (RJ), tornam-se proprietários legais do local e se encontram nos preparativos para uma festa, lembrando, com emoção, do ano de resistência.

21h: – Debate

Direito à moradia, direito à terra, direito às cidades… Direitos de milhões de pessoas que são deixados de lado. Como lutar contra as desigualdades e impedir a exclusão dos mais pobres, primeiras vítimas da especulação imobiliária e da discriminação?

Debatedores: Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem Terra); Bruno Six (Fundação Abbé Pierre); um representante da Aitec (Associação Internacional de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Cacau Amaral (Coletivo Mate com Angu)

Moderador: Ivan du Roy (jornalista do Témoignage Chrétien e Bastamag.org)

Quinta, 5 de junho: Escravos no século XXI

19h: Aprisionados por promessas, de Xavier Plassat, Tamaryn Nelson e Beatriz Afonso, 17’, 2006, VOSTFr

Exploração agrícola, minas, o trabalho escravo no Brasil continua vivo. A cada ano, a lei da bala mantém mais de 25 mil trabalhadores sob o jugo da exploração. Em condições degradantes, eles trabalham para comprar a liberdade.

Nas terras do Bem-Virá, de Alexandre Rampazzo et Tatiana Polastri, 110’, 2007, VOSTFr

Em busca da terra prometida, milhares de “severinos” abandonam suas casas e partem para a Amazônia, levando somente a esperança como bagagem. Mas a realidade logo se mostra hostil: trabalho escravo, assassinato, espoliação da terra… O filme denuncia o modelo de colonização da Amazônia e o ciclo do trabalho escravo na região.

21h30 – Encontro com Xavier Plassat; Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri

Sexta, 6 de junho: A imagem a serviço do engajamento

19h: Carta branca à Kinoforum

Tele Visões, de L. Oliveira, N. Gouvêa, T. de Brito, 14’, 2003, VOSTFr

Armando o Barraco, deR. Valadares, D. Barreto, F. Oliveira, A. Freitas, G. Dantas, F. Dantas, 7’, 2003, VOSTFr

Gestando, de F. Mendes, F. Felix, M. B. Dos Santos, E. Borges, E. Almeida, M. Silva, 6’, 2003, VOSTFr

Aqui Fora, de C. Nunes, J. C. Penha, 8’, 2004, VOSTFr

Filhos do trem, de F. Benichio, M. Domingues, R. Silva, L. Rodrigues, 5’, 2005, VOSTFr

O lado B da periferia, de A. R. da Conceiçao, B. V. do Nascimiento, F. Reite da Silva, J. Sousa Guedes, J. Saraiva, 5’,2005

Jardim Ângela, de Evaldo Mocarzel, 71’, 2007, VOSTFr

No Jardim Ângela, periferia de São Paulo, a associação cultural Kinoforum organiza cursos de realização de vídeo, permitindo aos jovens moradores filmar a própria comunidade. Mesmo numa região marcada pelo tráfico de drogas, o local pode ser visto de maneira positiva, é a mensagem dos participantes do ateliê.

21h: Debate

As imagens invadiram nosso mundo e trazem com elas implicações estéticas e sociais sobre nossa realidade e nosso modo de viver. Diante disso, é importante aprender a abordar os desafios sociais e os espaços para divulgação da produção e de difusão das imagens.

Debatedores: Luciano Oliveira (Kinoforum); Claudie Le Bissonais (Arcadi – Passeurs d’Images); Cacau Amaral (Mate com Angu)

Moderadora: Erika Campelo (Autres Brésils)

Sábado 7 de junho: Ao encontro dos índios do Brasil

16h: Pirinop – Meu primero contato, de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, 83’, 2007, VOSTFr

O ano de 1964 marca o primeiro encontro entre os índios Ikpeng e o povo branco no rio Xingu, Mato Grosso. Ameaçados pela invasão dos garimpeiros em busca do ouro, eles são transferidos para o Parque Indígena de Xingu, onde vivem até hoje. Os Ikpeng alternam tristeza e humor quando lembram os momentos em que tiveram que mudar radicalmente de vida.

A gente luta mas come fruta, de Bebito Piãko et Isaac Piãko, 40’, 2006, VOSTFr

No vilarejo APIWTXA, próximo ao rio Amônia (AC), a gestão agroflorestal dos índios Ashaninka desenvolve um trabalho de recuperação e preservação dos recursos naturais da reserva ao mesmo tempo em que resiste aos madeireiros que invadem seu território, junto à fronteira do Peru.

Encontro com Janine Vidal (CSIA – Comitê de Apoio aos Índios da América)

Mulheres na prisão

19h: O cárcere e a rua, de Liliana Sulzbach, 81’, 2004, VOSTFr

Cláudia é a presidiária mais antiga e respeitada da penitenciária Madre Pelletier. A que dá ordens e protege. Protege, por exemplo, a jovem Daniela, que corre risco de vida por ser acusada de ter matado o próprio filho. Mas Cláudia, assim como Betânia, deve deixar a penitenciária em breve. Daniela terá que se defender sozinha. Cláudia sai em busca do filho. Betânia sente a tentação de deixar de lado as regras do regime semi-aberto para viver a liberdade em companhia de um novo amor.

Violência policial

21h: Atos dos Homens, de Kiko Goifman, 75’, 2006, VOSTFr

Um raio X da Baixada Fluminense (RJ). O cotidiano dos moradores da região, que convivem com a desigualdade social e a banalização da morte, que se torna corriqueira para a solução de conflitos.

Domingo, 8 de junho : Brasiliatypique

16h: O Homem da Árvore, de Paula Mercedes, 19’, 2007, VOSTFr

Mario, ex-presidiário, vive do alto da árvore que escolheu como casa, em frente ao Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, em Brasília. Para ganhar dinheiro, ele separa o lixo das embaixadas… E luta para provar sua inocência e retomar sua honra.

Oficina Perdiz, de Marcelo Díaz, 20’, 2006, VOSTFr

SCRN 708/9, entre os blocos C e D, área pública, Brasília-DF. Na Oficina Perdiz, o espaço é dividido entre carros e peças de teatro.

Novos modelos de organização social

17h: É tudo mentira, de Jaco Galdino e João Paulo Saraiva, 11’, 2007, VOSTFr

É tudo mentira é resultado de uma campanha local contra o desenvolvimento a qualquer preço, movido simplesmente por ambição.

Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho 15’, 2006, VOSTFr

A cultura do grafite é reconhecida como uma ferramenta de integração social. Os muros cinzas da exclusão caem graças ao jogo colorido das latas de tinta utilizadas pelos jovens como um símbolo de reconhecimento social.

A casa engraçada, de Pascale Hannoyer, 56’, 2007, VOSTFr

A ONG carioca “Se essa rua fosse minha” acolhe crianças de rua e jovens moradores de favelas em oficinas circenses. A esperança trazida por este projeto é contada através de três testemunhos.

Ajuste, de Daniel Veloso, Marcelo Berg, Robert Cabanes, Zé Cesar Magalhaes, 57’, 2005/06, VOSTFr

A partir dos depoimentos de líderes sociais da periferia de São Paulo, este documentário confronta diferentes experiências de trabalho e intervenção social.

Encontro com Pascale Hannoyer, Robert Cabanes et Renato Martins

Estado de lutas

20h: Movimento, de Marcello Lunière, 53’, 2008, VF

Frei Betto é um homem engajado. Torturado na prisão durante a ditadura militar, ele se dedica a ensinar sua “educação popular” aos companheiros de cela. Posteriormente, Frei Betto também participará do desenvolvimento de grandes movimentos sociais no Brasil, incitando os menos favorecidos a se organizarem para lutar por justiça social.

21h: Debate

O Brasil conta com movimentos sociais participantes e uma sociedade civil ativa, tanto que o Fórum Social Mundial nasceu em Porto Alegre (RS). As experiências e a prática de luta nos países do hemisfério Sul poderão servir como inspiração para os novos movimentos sociais que começam a surgir no hemisfério Norte?

Debatedores: Marcello Lunière; Xavier Plassat (CPT – Comissão Pastoral da Terra); Yves Cabannes (Aitec – Associação de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Gustave Massiah (Cedetim – Centre de Estudos e de Iniciativa de Solidariedade Internacional); Douglas Estevam (MST – Movimentos dos Sem Terra)

Moderadora: Suzanne Humberset (Ritimo – Rede de centros de documentação e de informação pelo desenvolvimento e pela solidariedade internacional)

Autres Brésils

A associação Autres Brésils permite ao público francófono descobrir a realidade social, cultural e política da sociedade brasileira, combatendo a visão distorcida provocada pelos clichês comuns em diversos países. No seu site, a ONG apresenta informações, análises, reportagens e conteúdos de parceiros franceses e brasileiros (mídia, universitários, professores e outros atores sociais). Regularmente, a Autres Brésils organiza eventos culturais, como projeções de documentários, debates e exposições fotográficas sobre experiências inovadoras em matéria social.

 

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/trabalho-escravo-biocombustiveis-e-resistencia-indigena. Último acesso: 23/11/2012

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1 Ano e 1 Dia no Observatório da Imprensa

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br

“BRÉSIL EN MOUVEMENTS”
Trabalho escravo, biocombustíveis e resistência indígena

03/06/2008 na edição 488

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O trabalho escravo, o desafio dos biocombustíveis e a resistência nas aldeias indígenas são alguns dos temas da 4ª edição da mostra “Brésil en Mouvements”, a partir da próxima semana, em Paris. O ciclo de documentários sobre direitos humanos e questões sociais no Brasil vai exibir 28 produções brasileiras, entre curtas, médias e longas-metragens. O evento é realizado anualmente pela ONG francesa Autres Brésils.

De 2 a 8 de junho, no espaço Confluences (Paris 20ème), o público poderá assistir a documentários e participar dos debates sobre os diversos desafios para a sociedade brasileira. Na pauta da “Brésil en Mouvements”, questões urgentes, como os biocombustíveis ou a violência policial, presentes nos filmes Açúcar e flores em nossos motores e Atos dos homens, a precariedade das moradias nas regiões pobres e o trabalho escravo, em 1 ano e 1 dia e Nas terras do Bem Virá. Também serão exibidas obras sem espaço em circuitos comerciais, como Migrantes, de Beto Novaes, e A gente luta mas come fruta, do grupo Vídeo nas Aldeias.

Nesta 4ª edição, participam dos debates Xavier Plassat (frei dominicano francês que luta contra o trabalho escravo no Brasil através da Comissão Pastoral da Terra), Alain Lipietz (economista e deputado europeu), Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem-Terra), Gustave Massiah (CEDETIM – Centro de Estudos e Iniciativas de Solidariedade Internacional) e Jérôme Frignet (Greenpeace). Também estarão presentes diretores como Pascale Hannoyer (A casa engraçada) e Pierre-Yves Dougnac (Amapá).

Programação

Segunda, 2 de junho: Desenvolvimento sustentável : ficção ou realidade?

19h

Amapá, de Pierre-Yves Dougnac, 50’, 2005

Entre 1994 e 2002, o estado do Amapá deu início a uma experiência inédita de desenvolvimento sustentável, a fim de reconciliar homem e natureza e preservar a floresta amazônica. Políticos, especialistas, policiais e comerciantes dão um testemunho de esperança a partir da abordagem de administração pública.

Lutzenberger – For ever Gaïa, de Franck Coe e Otto Guerra, 52’, 2007

Uma obra em defesa pela vida e pelo desenvolvimento sustentável que apresenta a filosofia e as realizações do ecologista José Lutzenberger. As seqüências filmadas por Franck Coe se alternam com animações de Otto Guerra, revelando o universo da infância de Lutz.

21h – Debate

Taxa de crescimento, PIB e indicadores da Bolsa de Valores ditam o ritmo da economia e influenciam diretamente as decisões dos governantes. No entanto, deixam de lado o que interessa ao desenvolvimento de uma sociedade: bem-estar, respeito ao meio ambiente, acesso à saúde e à educação. Como podemos encarar o desenvolvimento, colocando-o a serviço do homem?

Debatedores: Pierre-Yves Dougnac (diretor de Amapá); Collectif Richesses*

Moderador: Eros Sana (Association Veto, Réseau ZEP – Zona de Ecologia Popular)

Terça, 3 de junho: Biocombustíveis : energia da desesperança?

19h: Migrantes, de Beto Novaes, 50’, 2007, VOSTFr

Um retrato das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores do Nordeste brasileiro nas plantações de cana de açúcar do estado de São Paulo. Que circunstâncias os levam a deixar suas casas para trabalhar em condições de risco?

Açúcar e flores e nossos motores (Du sucre et des fleurs dans nos moteurs), de Jean-Michel Rodrigo, 52’, 2006, VF

Tratado de Kyoto, aumento do consumo de combustíveis, diminuição das reservas, aumento vertiginoso do preço do barril de petróleo. O surgimento dos biocombustíveis é uma realidade inegável. Os setores industrial e bancário investem massivamente na produção. Preocupada com sua independência energética, a Europa entra na corrida…

21hs.: Debate

O Brasil se destaca como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis à base de cana de açúcar. O ouro verde provoca a concorrência: os Estados Unidos se lançam e a Europa também já se mexe. Mas usar alimentos para abastecer carros e indústrias não é uma aberração? O entusiasmo atual encontra alguns limites: a questão agrária, o consumo de água, as condições de trabalho rural e um modo de consumo que se torna mundial.

Debatedores: André Pereira (CIRED – Centro Internacional de Pesquisa sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento) ; Jérome Frignet (Greenpeace); e Alain Lipietz (economista e deputado europeu)

Moderador: Patrick Piro (jornalista da revista Politis)

Quarta, 4 de junho: Ocupar, resistir e viver!

19h.: Desfocados, de David Gomes e Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTFr

Os sem-teto de Juiz de Fora (MG) contam suas histórias, seus percursos, suas perspectivas e seus sonhos.

Estado de Seca, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr

João ocupa uma escola pública abandonada em Vale da Seca (MG). Quando um rico fazendeiro quer sua expulsão, ele resiste e se proclama guardião do local, onde vive com a esposa e quatro filhos. Neste documentário, João revela sua visão de mundo e uma filosofia intuitiva da vida.

Encontro com a diretora Adriana Cursino

20h.: Direitos esquecidos, da Brigada de Guerrilha Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr

Ocupação, organização e dia-a-dia no acampamento Chico Mendes (São Paulo).

1 ano e 1 dia, de Cacau Amaral, Rafael da Costa e João Xavier, 15’, 2004, VOSTFr

Depois de 366 dias de ocupação, os habitantes do acampamento 17 de maio, na Baixada Fluminense (RJ), tornam-se proprietários legais do local e se encontram nos preparativos para uma festa, lembrando, com emoção, do ano de resistência.

21h: – Debate

Direito à moradia, direito à terra, direito às cidades… Direitos de milhões de pessoas que são deixados de lado. Como lutar contra as desigualdades e impedir a exclusão dos mais pobres, primeiras vítimas da especulação imobiliária e da discriminação?

Debatedores: Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem Terra); Bruno Six (Fundação Abbé Pierre); um representante da Aitec (Associação Internacional de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Cacau Amaral (Coletivo Mate com Angu)

Moderador: Ivan du Roy (jornalista do Témoignage Chrétien e Bastamag.org)

Quinta, 5 de junho: Escravos no século XXI

19h: Aprisionados por promessas, de Xavier Plassat, Tamaryn Nelson e Beatriz Afonso, 17’, 2006, VOSTFr

Exploração agrícola, minas, o trabalho escravo no Brasil continua vivo. A cada ano, a lei da bala mantém mais de 25 mil trabalhadores sob o jugo da exploração. Em condições degradantes, eles trabalham para comprar a liberdade.

Nas terras do Bem-Virá, de Alexandre Rampazzo et Tatiana Polastri, 110’, 2007, VOSTFr

Em busca da terra prometida, milhares de “severinos” abandonam suas casas e partem para a Amazônia, levando somente a esperança como bagagem. Mas a realidade logo se mostra hostil: trabalho escravo, assassinato, espoliação da terra… O filme denuncia o modelo de colonização da Amazônia e o ciclo do trabalho escravo na região.

21h30 – Encontro com Xavier Plassat; Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri

Sexta, 6 de junho: A imagem a serviço do engajamento

19h: Carta branca à Kinoforum

Tele Visões, de L. Oliveira, N. Gouvêa, T. de Brito, 14’, 2003, VOSTFr

Armando o Barraco, de R. Valadares, D. Barreto, F. Oliveira, A. Freitas, G. Dantas, F. Dantas, 7’, 2003, VOSTFr

Gestando, de F. Mendes, F. Felix, M. B. Dos Santos, E. Borges, E. Almeida, M. Silva, 6’, 2003, VOSTFr

Aqui Fora, de C. Nunes, J. C. Penha, 8’, 2004, VOSTFr

Filhos do trem, de F. Benichio, M. Domingues, R. Silva, L. Rodrigues, 5’, 2005, VOSTFr

O lado B da periferia, de A. R. da Conceiçao, B. V. do Nascimiento, F. Reite da Silva, J. Sousa Guedes, J. Saraiva, 5’,2005

Jardim Ângela, de Evaldo Mocarzel, 71’, 2007, VOSTFr

No Jardim Ângela, periferia de São Paulo, a associação cultural Kinoforum organiza cursos de realização de vídeo, permitindo aos jovens moradores filmar a própria comunidade. Mesmo numa região marcada pelo tráfico de drogas, o local pode ser visto de maneira positiva, é a mensagem dos participantes do ateliê.

21h: Debate

As imagens invadiram nosso mundo e trazem com elas implicações estéticas e sociais sobre nossa realidade e nosso modo de viver. Diante disso, é importante aprender a abordar os desafios sociais e os espaços para divulgação da produção e de difusão das imagens.

Debatedores: Luciano Oliveira (Kinoforum); Claudie Le Bissonais (Arcadi – Passeurs d’Images); Cacau Amaral (Mate com Angu)

Moderadora: Erika Campelo (Autres Brésils)

Sábado 7 de junho: Ao encontro dos índios do Brasil

16h: Pirinop – Meu primero contato, de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, 83’, 2007, VOSTFr

O ano de 1964 marca o primeiro encontro entre os índios Ikpeng e o povo branco no rio Xingu, Mato Grosso. Ameaçados pela invasão dos garimpeiros em busca do ouro, eles são transferidos para o Parque Indígena de Xingu, onde vivem até hoje. Os Ikpeng alternam tristeza e humor quando lembram os momentos em que tiveram que mudar radicalmente de vida.

A gente luta mas come fruta, de Bebito Piãko et Isaac Piãko, 40’, 2006, VOSTFr

No vilarejo APIWTXA, próximo ao rio Amônia (AC), a gestão agroflorestal dos índios Ashaninka desenvolve um trabalho de recuperação e preservação dos recursos naturais da reserva ao mesmo tempo em que resiste aos madeireiros que invadem seu território, junto à fronteira do Peru.

Encontro com Janine Vidal (CSIA – Comitê de Apoio aos Índios da América)

Mulheres na prisão

19h: O cárcere e a rua, de Liliana Sulzbach, 81’, 2004, VOSTFr

Cláudia é a presidiária mais antiga e respeitada da penitenciária Madre Pelletier. A que dá ordens e protege. Protege, por exemplo, a jovem Daniela, que corre risco de vida por ser acusada de ter matado o próprio filho. Mas Cláudia, assim como Betânia, deve deixar a penitenciária em breve. Daniela terá que se defender sozinha. Cláudia sai em busca do filho. Betânia sente a tentação de deixar de lado as regras do regime semi-aberto para viver a liberdade em companhia de um novo amor.

Violência policial

21h: Atos dos Homens, de Kiko Goifman, 75’, 2006, VOSTFr

Um raio X da Baixada Fluminense (RJ). O cotidiano dos moradores da região, que convivem com a desigualdade social e a banalização da morte, que se torna corriqueira para a solução de conflitos.

Domingo, 8 de junho : Brasiliatypique

16h: O Homem da Árvore, de Paula Mercedes, 19’, 2007, VOSTFr

Mario, ex-presidiário, vive do alto da árvore que escolheu como casa, em frente ao Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, em Brasília. Para ganhar dinheiro, ele separa o lixo das embaixadas… E luta para provar sua inocência e retomar sua honra.

Oficina Perdiz, de Marcelo Díaz, 20’, 2006, VOSTFr

SCRN 708/9, entre os blocos C e D, área pública, Brasília-DF. Na Oficina Perdiz, o espaço é dividido entre carros e peças de teatro.

Novos modelos de organização social

17h: É tudo mentira, de Jaco Galdino e João Paulo Saraiva, 11’, 2007, VOSTFr

É tudo mentira é resultado de uma campanha local contra o desenvolvimento a qualquer preço, movido simplesmente por ambição.

Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho 15’, 2006, VOSTFr

A cultura do grafite é reconhecida como uma ferramenta de integração social. Os muros cinzas da exclusão caem graças ao jogo colorido das latas de tinta utilizadas pelos jovens como um símbolo de reconhecimento social.

A casa engraçada, de Pascale Hannoyer, 56’, 2007, VOSTFr

A ONG carioca “Se essa rua fosse minha” acolhe crianças de rua e jovens moradores de favelas em oficinas circenses. A esperança trazida por este projeto é contada através de três testemunhos.

Ajuste, de Daniel Veloso, Marcelo Berg, Robert Cabanes, Zé Cesar Magalhaes, 57’, 2005/06, VOSTFr

A partir dos depoimentos de líderes sociais da periferia de São Paulo, este documentário confronta diferentes experiências de trabalho e intervenção social.

Encontro com Pascale Hannoyer, Robert Cabanes et Renato Martins

Estado de lutas

20h: Movimento, de Marcello Lunière, 53’, 2008, VF

Frei Betto é um homem engajado. Torturado na prisão durante a ditadura militar, ele se dedica a ensinar sua “educação popular” aos companheiros de cela. Posteriormente, Frei Betto também participará do desenvolvimento de grandes movimentos sociais no Brasil, incitando os menos favorecidos a se organizarem para lutar por justiça social.

21h: Debate

O Brasil conta com movimentos sociais participantes e uma sociedade civil ativa, tanto que o Fórum Social Mundial nasceu em Porto Alegre (RS). As experiências e a prática de luta nos países do hemisfério Sul poderão servir como inspiração para os novos movimentos sociais que começam a surgir no hemisfério Norte?

Debatedores: Marcello Lunière; Xavier Plassat (CPT – Comissão Pastoral da Terra); Yves Cabannes (Aitec – Associação de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Gustave Massiah (Cedetim – Centre de Estudos e de Iniciativa de Solidariedade Internacional); Douglas Estevam (MST – Movimentos dos Sem Terra)

Moderadora: Suzanne Humberset (Ritimo – Rede de centros de documentação e de informação pelo desenvolvimento e pela solidariedade internacional)

Autres Brésils

A associação Autres Brésils permite ao público francófono descobrir a realidade social, cultural e política da sociedade brasileira, combatendo a visão distorcida provocada pelos clichês comuns em diversos países. No seu site, a ONG apresenta informações, análises, reportagens e conteúdos de parceiros franceses e brasileiros (mídia, universitários, professores e outros atores sociais). Regularmente, a Autres Brésils organiza eventos culturais, como projeções de documentários, debates e exposições fotográficas sobre experiências inovadoras em matéria social.

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/trabalho-escravo-biocombustiveis-e-resistencia-indigena

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1 ano e 1 dia – Brésil en Mouvements 2008 (Paris, documentaires, débats)

Publicado em: autresbresils.net

Pour la 4ème année consécutive, l’association Autres Brésils vous présente « Brésil en Mouvements », un cycle de projections-débats sur les droits de l’Homme, les questions sociales et l’environnement du plus grand pays d’Amérique du Sud.

Du 2 au 8 juin, à l’espace Confluences, Paris 20ème, le public pourra visionner une vingtaine de documentaires. Quelques-unes des problématiques les plus importantes de la société brésilienne comme le logement ou le travail esclave seront abordées, à travers des films comme « 1 ano e 1 dia » (« 1 année et 1 jour ») et « Nas terras do Bem Virá » (« Sur les terres du Bem Virá »).

Brésil en Mouvements cherche aussi à informer et à sensibiliser sur les questions actuelles et leurs répercussions au niveau global telles que les agrocarburants ou la violence policière, thèmes présentés dans « Du sucre et des fleurs dans nos moteurs » et « Atos dos Homens » (« Les Actes des Hommes »).

Pendant Brésil en Mouvements, vous pourrez également découvrir des films en marge des circuits uniformisés, provenant de réalisateurs indépendants ou de collectifs talentueux. C’est le cas de « Migrantes » (« Migrants »), de Beto Novaes et « A gente luta mas come fruta » (« On lutte mais on mange des fruits »), réalisé par Video nas Aldeias.

Des rencontres avec des réalisateurs tels que Cacau Amaral (« 1 année et 1 jour ») ou encore Xavier Plassat (« Enchaînés par les promesses ») suivront les projections.

Des représentants de mouvements sociaux et associations, comme Douglas Estevam, du Mouvements des sans terre (MST) et Gustave Massiah, du Centre d’Etudes et d’Initiatives de Solidarité Internationale (CEDETIM) compteront parmi les invités aux débats.

A noter également la présence d’Alain Lipietz (économiste et député européen) ainsi que d’un représentant du gouvernement brésilien lors du débat sur les agrocarburants.

Publicado em: http://www.autresbresils.net/agenda/article/bresil-en-mouvements-2008-paris. Acesso em: 18/9/2013

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O cinema é igual o rap

Se o Spike Lee está fazendo scratch

O cinema é igual o rap

Encontro o Chuck D dirigindo um set

O cinema é igual o rap

A gente começou fazendo videoclipe

E abalou as estruturas de elite

Falando do cotidiano da nossa gente

Fazendo uma espécie de cinema urgente

Da mesma maneira que pegava um papel e caneta

Dentro do buzão escrevia uma letra

Se pra fazer rap não precisa dinheiro

Qual a diferença pra fazer um roteiro

Com uma câmera na mão seja qual plataforma filmar

Mini DV, fotográfica ou celular

Saindo do papel direto à prática

Cada artista de rap é um cineasta

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