5 x Favela – Agora por nós mesmos – Ganha sete prêmios em Paulínia

Filme realizado por jovens cineastas arrecada 225 mil em prêmios
Publicado em 23 de julho de 2010

por Manaíra Carneiro

Com alegria, leveza e beleza, Cinco Vezes favela – Agora por nós mesmos , tirava risos que deram falta de ar e choros de soluçar, no dia de sua exibição no Festival de Paulínia , o filme fora muito bem recebido com fortes aplausos e elogios sinceros e espontâneos de espectadores. O que resultou em sete prêmios para a obra: Melhor filme ficção, ator e atriz coadjuvantes, melhor montagem, melhor trilha sonora, melhor roteiro de Ficção e Júri popular.

Sobre minutos antes da premiação o diretor do episódio Arroz com Feijão, Cacau Amaral, relatou “Mal nos sentávamos e os mestres de cerimônia anunciavam outro prêmio”.

O filme tem estréia nacional prevista para o dia 27 de Agosto com grande apelo popular e bem visto pela crítica, promete boa bilheteria. Sua Principal ferramenta de divulgação são as redes sociais e o site: http://www.5xfavela.com.br/, lá é possível encontrar um vasto material sobre o processo de realização do filme, sobre a equipe e ainda um diário a respeito da ida ao Festival de Cannes em Maio deste ano.

Publicado em: http://www.ctav.gov.br/2010/07/23/5-x-favela-agora-por-nos-mesmos-ganha-sete-premios-em-paulinia/

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Filme 5x Favela é o grande vencedor do festival de Paulínia

Publicado em: r7
Escrito e dirigido por jovens cineastas de comunidades carentes do Rio de Janeiro, sob o comando de Cacá Diegues, 5x Favela, Agora por Nós Mesmos foi o grande vencedor do festival de cinema de Paulínia, encerrado na noite desta quinta-feira (22).

O longa ganhou sete prêmios, incluindo o de melhor filme para o júri oficial e para o júri popular. 5x Favela, Agora por Nós Mesmos é uma revisão de Cinco Vezes Favela, longa de 1962 em que cinco cineastas de classe média retratavam a vida de moradores de favelas. A nova versão traz cinco episódios com uma visão positiva das comunidades.

De temática semelhante, Bróder, sobre três amigos do Capão Redondo, bairro pobre da zona sul de São Paulo, conquistou quatro troféus Menina de Ouro, entre eles o de melhor filme pela crítica.

Malu de Bicicleta levou os prêmios de melhor ator (Marcelo Serrado), de melhor atriz (Fernanda de Freitas) e de melhor diretor de longa de ficção (Flávio Tambellini).

A grande surpresa da noite foi o prêmio de melhor documentário, entregue a Leite e Ferro, sobre a amamentação na cadeia. O prêmio foi tão surpreendente que a diretora Cláudia Priscilla não estava no Theatro Municipal de Paulínia no momento em que foi anunciado. Ela estava fora da sala de espetáculos. Leite e Ferro desbancou os favoritos Lixo Extraordinário, o mais aplaudido pelo público, e Uma Noite em 67.

Entre os curtas-metragens, o grande vencedor foi Eu Não Quero Voltar Sozinho, sobre a descoberta da sexualidade por um adolescente cego. Levou quatro estatuetas, incluindo as de melhor curta nacional para o júri popular e para a crítica.

A seguir, a lista completa dos premiados, que receberam, ao todo, R$ 650 mil.

Filmes de longa-metragem

Melhor filme de ficção (R$ 150 mil): 5x Favela, Agora por Nós Mesmos

Melhor documentário (R$ 50 mil): Leite e Ferro

Melhor diretor de ficção (R$ 35 mil): Flavio Tambellini, por Malu de Bicicleta

Melhor diretor de documentário (R$ 35 mil): Claudia Priscilla, por Leite e Ferro

Melhor ator (R$ 30 mil): Marcelo Serrado, por Malu de Bicicleta

Melhor atriz (R$ 30 mil): Fernanda de Freitas, por Malu de Bicicleta

Melhor ator coadjuvante (R$ 15 mil): Marcio Vitto, por 5x Favela, Agora por Nós Mesmos

Melhor atriz coadjuvante (R$ 15 mil): Dila Guerra, por 5x Favela, Agora por Nós Mesmos

Melhor roteiro (R$ 15 mil): Rafael Dragaud, por 5x Favela, Agora por Nós Mesmos

Melhor fotografia (R$ 15 mil): Gustavo Hadba, por Bróder

Melhor montagem (R$ 15 mil): Quito Ribeiro, por 5x Favela, Agora por Nós Mesmos

Melhor som: (R$ 15 mil): Miriam Biderman e Ricardo Reis, por Bróder

Melhor direção de arte (R$ 15 mil): Alessandra Maestro, por Bróder

Melhor trilha sonora (R$ 15 mil): Guto Graça Melo, por 5x Favela, Agora por Nós Mesmos

Melhor figurino (R$ 15 mil): Marcia Tacsir, por Desenrola

Especial do Júri (R$ 35 mil): Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley

Filme de curta-metragem – Nacional

Melhor filme (R$ 25 mil): Eu Não Quero Voltar Sozinho

Melhor direção (R$ 15 mil): Cesar Cabral, por Tempestade

Melhor roteiro (R$ 10 mil): Daniel Ribeiro, por Eu Não Quero Voltar Sozinho

Filme de curta-metragem – Regional

Melhor filme (R$ 25 mil): Depois do Almoço

Melhor direção (R$ 15 mil): Jonas Brandão, por Um Lugar Comum

Melhor roteiro (R$ 10 mil): Elzemann Neves, por Depois do Almoço

Júri Popular

Melhor longa de ficção (R$ 25 mil): 5x Favela, Agora por Nós Mesmos

Melhor documentário (R$ 15 mil): Lixo Extraordinário

Melhor curta-metragem nacional (R$ 5 mil): Eu Não Quero Voltar Sozinho

Melhor curta-metragem regional (R$ 5 mil): Meu Avô e Eu

Prêmio da Crítica

Melhor curta-metragem: Eu Não Quero Voltar Sozinho

Melhor longa-metragem: Bróder

Publicado em: http://noticias.r7.com/blogs/daniel-castro/2010/07/23/filme-5x-favela-e-o-grande-vencedor-do-festival-de-paulinia/

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5x Favela é o grande vencedor do Festival de Paulínia

Publicado em: adorocinema

A terceira edição do Paulínia Festival de Cinema terminou ontem, 22 de julho, com a exibição de 400 Contra 1 – A História do Comando Vermelho, de Caco Souza, e a entrega dos prêmios.

Os filmes da Seleção Oficial concorreram a 650 mil reais em prêmios e foram exibidos entre os dias 16 e 21 de julho, no Theatro Municipal de Paulínia.

Com sete prêmios, 5x Favela – Agora por Nós Mesmos foi o grande vencedor na noite.

Confira a lista completa dos vencedores e a respectiva premiação em dinheiro:

FILMES DE LONGA-METRAGEM
Melhor Filme ficção – 5x Favela – Agora por Nós Mesmos, de Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra (R$ 150.000)
Melhor Documentário – Leite e Ferro, de Claudia Priscilla (R$ 50.000)
Melhor Diretor ficção – Flavio Tambellini, por Malu de Bicicleta (R$ 35.000)
Melhor Diretor Documentário – Claudia Priscilla, por Leite e Ferro (R$ 35.000)
Melhor Ator – Marcelo Serrado, por Malu de Bicicleta (R$ 30.000)
Melhor Atriz – Fernanda de Freitas, por Malu de Bicicleta (R$ 30.000)
Melhor Ator coadjuvante – Marcio Vitto, por 5x Favela – Agora por Nós Mesmos, episódio Acende a Luz (R$ 15.000)
Melhor Atriz coadjuvante – Dila Guerra, por 5x Favela – Agora por Nós Mesmos, episódio Acende a Luz (R$ 15.000)
Melhor Roteiro – Rafael Dragaud, por 5x Favela – Agora por Nós Mesmos (R$ 15.000)
Melhor Fotografia – Gustavo Hadba, por Bróder (R$ 15.000)
Melhor Montagem – Quito Ribeiro, por 5x Favela – Agora por Nós Mesmos (R$ 15.000)
Melhor Som – Miriam Biderman e Ricardo Reis, por Bróder (R$ 15.000)
Melhor Direção de arte – Alessandra Maestro, por Bróder (R$ 15.000)
Melhor Trilha Sonora – Guto Graça Melo, por 5x Favela – Agora por Nós Mesmos (R$ 15.000)
Melhor Figurino – Marcia Tacsir, por Desenrola – O Filme (R$ 15.000)
Especial Júri – Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley (R$ 35.000)

FILME DE CURTA-METRAGEM NACIONAL
Melhor filme – Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro (R$ 25.000)
Melhor Direção – Cesar Cabral, por Tempestade (R$ 15.000)
Melhor Roteiro – Daniel Ribeiro, por Eu não quero voltar Sozinho (R$ 10.000)

FILME DE CURTA-METRAGEM REGIONAL
Melhor filme – Depois do Almoço, de Rodrigo Diaz Diaz (R$ 25.000)
Melhor Direção – Jonas Brandão, por Um Lugar Comum (R$ 15.000)
Melhor Roteiro – Elzemann Neves, por Depois do Almoço (R$ 10.000)

JÚRI POPULAR
Melhor longa ficção – 5x Favela – Agora por Nós Mesmos, de Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra (R$ 25.000)
Melhor documentário – Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley (R$ 15.000)
Melhor curta metragem nacional – Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro (R$ 5.000)
Melhor curta-metragem regional – Meu avô e eu, de Cauê Nunes (R$ 5.000)

PRÊMIO DA CRÍTICA
Melhor longa-metragem – Bróder, de Jeferson De
Melhor curta-metragem – Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro

Publicado em: http://www.adorocinema.com/cinenews/5x-favela-e-o-grande-vencedor-do-festival-de-paulinia-4960/

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Festival de Paulínia elege 5x Favela como grande vencedor

Publicado em: rollingstone

Filme produzido por Cacá Diegues recebeu sete prêmios na maratona cinematográfica

A edição de 2010 do Festival de Cinema de Paulínia teve 5x Favela – Agora Por Nós Mesmos como o grande vencedor. O longa-metragem, que teve Cacá Diegues na produção, recebeu sete prêmios.

O projeto foi escrito e dirigido por jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro. O filme é uma espécie de segunda versão de 5x Favela, de 1962, que teve produção do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), com direção de Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges. O filme original é considerando um dos primeiros do chamado Cinema Novo.

No Festival de Paulínia, 5x Favela – Agora Por Nós Mesmos recebeu os prêmios de melhor filme ficção, melhor ator coadjuvante para Marcio Vitto, melhor atriz coadjuvante para Dila Guerra, melhor roteiro, melhor montagem, melhor trilha sonora (para Guto Graça Melo) e melhor longa de ficção em votação do júri popular.

Os prêmios de melhor direção, melhor ator e melhor atriz ficaram para o filme Malu de Bicicleta, de Flávio Tambellini. Marcelo Serrado foi honrado por sua atuação, assim com a atriz Fernanda de Freitas. Veja abaixo a lista completa de vencedores:

Filmes de longa-metragem
Melhor filme ficção: 5x Favela – Agora Por Nós Mesmos
Melhor documentário: Leite e Ferro
Melhor diretor ficção: Flavio Tambellini, por Malu de Bicicleta
Melhor diretor documentário: Claudia Priscilla, por Leite e Ferro
Melhor ator: Marcelo Serrado, por Malu de Bicicleta
Melhor atriz: Fernanda de Freitas, por Malu de Bicicleta
Melhor ator coadjuvante: Marcio Vitto, por 5 X Favela – Agora Por Nós Mesmos, episódio Acende a Luz
Melhor atriz coadjuvante: Dila Guerra, por 5 X Favela – Agora Por Nós Mesmos, episódio Acende a Luz
Melhor roteiro: Rafael Dragaud, por 5 X Favela – Agora Por Nós Mesmos
Melhor fotografia: Gustavo Hadba, por Bróder
Melhor montagem: Quito Ribeiro, por 5 X Favela – Agora Por Nós Mesmos
Melhor som: Miriam Biderman e Ricardo Reis, por Bróder
Melhor direção de arte: Alessandra Maestro, por Bróder
Melhor trilha sonora: Guto Graça Melo, por 5 X Favela – Agora Por Nós Mesmos
Melhor figurino:Marcia Tacsir, por Desenrola
Especial júri: Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley

Filme de curta-metragem – Nacional
Melhor filme: Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro
Melhor Direção: Cesar Cabral, por Tempestade
Melhor Roteiro: Daniel Ribeiro, por Eu não quero voltar Sozinho

Filme de curta-metragem – Regional
Melhor filme: Depois do Almoço, de Rodrigo Diaz Diaz
Melhor direção: Jonas Brandão, por Um Lugar Comum
Melhor roteiro: Elzemann Neves, por Depois do Almoço

Júri Popular
Melhor longa ficção: 5 X Favela – Agora Por Nós Mesmos, de Manaira Carneiro, Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral, Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra
Melhor documentário: Lixo Extraordinário, de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley
Melhor curta metragem nacional: Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro
Melhor curta-metragem regional: Meu Avô e Eu, de Cauê Nunes

Prêmio da Crítica
Melhor curta-metragem: Eu Não Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro
Melhor longa-metragem: Bróder, de Jefferson De

Publicado em: http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/8823/

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Salve ao cinema

Estamos há alguns minutos da cerimônia de encerramento do III Festival de Paulínia. Deu um tremendo frio na barriga. Senti isso pela primeira vez na Mostra do Filme Livre, no Rio, em 2005, onde recebi o prêmio de melhor curta por “1 Ano e 1 Dia”, meu primeiro curta. De lá pra cá foram 51 festivais e ainda não consigo acostumar.

Agora começou a premiação em Paulínia. Ganhamos o prêmio de melhor filme segundo o júri popular. Estou com minha filmadora ligada. Não sei se desligo, se a levo pro palco, se entrego à mina da produção. Discursos inflamados, sorrisos. Toda equipe em cima do palco. O teatro é enorme, está lotado. 1000 pessoas? Não sei. Minha perna treme. Fotos. Fotos. Nos sentamos e segue a premiação. Receber o prêmio do júri popular é o maior pagamento que poderia receber. Não me canso em repetir que não fazemos filmes pra ganhar prêmios, fazemos pro público. Se o próprio público nos premia… Não tem preço.

Mais um prêmio. Desta vez melhor trilha sonora. Mal nos sentávamos e os mestres de cerimônia anunciavam outro prêmio; melhor montagem; melhor atriz coadjuvante, Dila Guerra subiu ao palco pra receber. Melhor ator coadjuvante. Gritei para Dila “Nem volta. Já pega o do Márcio Vito”. Depois foi a vez de Rafael Dragaud subir ao palco. Melhor roteiro.

Nossos parceiros não ficavam pra trás. Vira-e-mexe Bróder subia ao palco pra receber um, dois, três, quatro prêmios. Esse filme pra mim é como se fosse o próprio 5x favela. Jeferson D é um dos caras que mais admiro no cinema brasileiro. Fora isso ainda tem dois atores que fazem ambos os filmes, a Cíntia Rosa e Sílvio Guindane. Este último me deu um monte de alegria no fim de semana ao declarar em público que Arroz com feijão parece inofensivo, mas é uma critica social dura.

Pra fechar, o prêmio maior da noite: Melhor filme segundo o júri oficial. Recebemos sete prêmios no total. Com mais quatro do Broder são onze vezes periferia.

Na festa após a cerimônia, após todos irem embora; eu, Felha e Jeferson brindamos e filosofamos sobre passado, presente e futuro do cinema brasileiro. Concordamos que vivemos um momento ímpar. Nossa geração encerra a primeira década do século XXI, desta vez por trás das câmeras. Como seria daqui a outra década? Existe um movimento iniciado por um monte de vidaloka. Cacá Diegues comprou essa briga há um tempo. Paulínia comprou a mesma briga hoje. Desejo um brinde a todos que botam a cara e quebram paradigmas. Um salve ao cinema!

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‘5X Favela’ é eleito o melhor filme de Paulínia

Publicado em: cinema.terra

O filme 5X Favela, Agora Por Nós Mesmos foi o grande vencedor do Festival de Cinema de Paulínia. O longa foi realizado por moradores de comunidades que receberam treinamento sob a coordenação do cineasta Cacá Diegues.

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O longa, que também levou o premio de melhor montagem, retoma o clássico Cinco Vezes Favela, de 1962, que tinha como um dos diretores o próprio Cacá Diegues.

Bróder, dirigido por Jeferson D, foi o vencedor do prêmio da crítica. O longa, que fala sobre o racismo nas periferias do Brasil, é protagonizado por Caio Blat e Jonathan Haagensen.

O documentário Lixo Extraordinário, da inglesa Lucy Walker e os brasileiros João Jardim e Karen Harley, levou o grande prêmio do júri. O filme, sobre o artista plástico Vik Muniz, já havia levado o prêmio de audiência em Berlim.

O festival também premiou Marcelo Serrado e Fernanda de Freitas como os melhores atores, por Malu de Bicileta. Flavio Tambelini levou o prêmio de melhor diretor pelo mesmo filme.

Publicado em: http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI4581223-EI1176,00.html

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Em Paulínia, júri premia “5X Favela” e críticos elegem “Bróder”

Gregório Duvivier e Silvio Guindane em cena do filme ''5x Favela, Agora Por Nós Mesmos''

Publicado em: cinema.uol

ALYSSON OLIVEIRA
Especial para o UOL, do Cineweb, de Paulínia

Com a exibição de “400 Contra 1 – Uma História do Crime Organizado”, de Caco Souza, e a entrega dos prêmios Menina de Ouro no Theatro Municipal de Paulínia encerrou-se nesta quinta (22) o III Paulínia Festival de Cinema. Os filmes da seleção oficial concorreram a R$ 650 mil em prêmios.

“Estão subestimando a favela. Não façam isso,por favor”. Foi com essa fala que um dos sete codiretores de “5 X Favela” Rodrigo Felha agradeceu o primeiro prêmio do filme de melhor ficção pelo voto do público no III Paulínia Festival de Cinema, na noite dessa quinta. Pouco mais de uma hora e sete prêmios Menina de Ouro mais tarde, não havia dúvidas de que eles não foram subestimados. Gritos, pulos e abraços dominaram o palco quando parte da equipe e elenco do filme consagrou-se como melhor ficção, pelo voto do júri.

A produtora Renata Magalhães de Almeida fez um apelo ao público que consagrou “5X Favela”, e deve entrar em cartaz em circuito no próximo mês. “Não é nada fácil fazer cinema no Brasil. E foi muito difícil realizar esse filme. Queria pedir a vocês que falem para todo mundo que o filme é legal”.

http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/07/22/em-paulinia-juri-premia-5x-favela-e-criticos-elegem-broder.jhtm

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5X Favela – Jornal O Dia – O Dia D – 5x conquista o festival de Paulínia

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5X Favela – Jornal O Globo – Segundo Caderno – 3° Festival de Paulínia

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Público consagra 5 x Favela

Cena de 5 x Favela

Publicado em: estadao

PAULÍNIA – 5 x Favela – Agora por Nós Mesmos foi o primeiro filme a de fato empolgar o público de Paulínia. O longa-metragem, dividido, como diz o título, em cinco episódios, foi várias vezes aplaudido durante a projeção, e terminou a sessão consagrado. O produtor – e mentor do projeto – o cineasta Cacá Diegues, apresentou a equipe no palco do Theatro Municipal antes da sessão. “Tenho muito orgulho desse filme e digo isso sem qualquer problema, pois não sou responsável por qualquer das imagens que vocês irão ver”, disse. Modéstia. Cacá e sua mulher, Renata de Almeida Magalhães, são os produtores. Mas é claro que Cacá é também um inspirador do projeto.

Essa entrega da autoria aos diretores, radicados nas favelas do Rio, é uma maneira de reafirmar o aspecto coletivo desse filme, nascido de oficinas feitas nas comunidades cariocas que, no caso, filmaram a si próprias. O título vem de um clássico do Cinema Novo, 5 x Favela, em que jovens cineastas de classe média (entre eles Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman e o próprio Cacá Diegues) filmaram o universo das favelas cariocas. Agora, quase 50 anos depois, chegou a vez de as comunidades exibirem o olhar que têm de si mesmas, e não mais filtrado pela visão da classe média. Vem daí o interesse, a espontaneidade, o frescor dessas imagens que tocaram as pessoas em Paulínia.

Há um claro lado militante na base desse projeto. Cadu Barcelos, um dos diretores – são sete para cinco episódios – representou o grupo e disse para a plateia: “Com o apoio do Cacá, falamos de nós mesmos, com o pensamento de que democracia, sem oportunidades, não é democracia.” Cadu tem 23 anos e mora no Complexo da Maré. Outros vêm de Cidade de Deus, Vidigal e Caxias.

Nesse sentido, em seus episódios, 5 x Favela procura traçar um retrato das comunidades que pouco tem a ver com os estereótipos conhecidos. Num dos episódios, o jovem universitário (Silvio Guindane) financia seus estudos vendendo drogas para seus colegas mais abonados, mas a história reserva um desfecho inesperado para os padrões convencionais. Noutra, um menino resolve roubar um frango para dar de presente ao pai, cansado de levar apenas arroz e feijão na marmita. O humor e o humanismo desse episódio são incríveis. O cineasta Ruy Guerra faz um personagem engraçado, o português pinguço, dono de um aviário.

O cotidiano das favelas, com sua violência e tráfico de drogas e gangues, não é escondido. Mas ganha relevo diferente ao que estamos habituados. Vemos também o outro lado, a solidariedade social, o humor, a irreverência, a sensualidade.

Alguns críticos se queixaram de que o filme se fixaria em estereótipos, só que de sinais contrários. Por exemplo, num dos episódios se mostra o jovem mais privilegiado induzindo o favelado a delinquir. Noutro, são os meninos brancos que tiram o dinheirinho suado ganho pelos garotos favelados para comprar o frango para o pai de um deles. Clichês, que culpam os privilegiados sociais? Talvez. Mas pode ser apenas outra maneira de perceber a complexa realidade social brasileira, e que ainda não tivéramos no cinema nacional, mesmo porque ele é majoritariamente feito pela classe privilegiada, tenha ela consciência culpada ou não.

5 x Favela está longe de ser perfeito, tanto técnica quanto conceitualmente. Quem procurar defeitos vai encontrar. Mas seria uma maneira mesquinha de ver esse filme que pode nos comover e, por que não?, ensinar alguma coisa sobre um tipo de realidade que julgamos conhecer mas só enxergamos sob o filtro do nosso preconceito.

Já o outro longa concorrente, As Doze Estrelas, de Luiz Alberto Pereira, não chegou a empolgar, para usar um termo ameno. Na história, um astrólogo, Herculano Fontes (Leonardo Brício) é contratado para trabalhar na equipe de uma novela de TV. Sua função é entrevistar as 12 atrizes candidatas aos papéis principais da novela, e cada qual de um signo do zodíaco. No elenco, belas mulheres como Leona Cavalli, Rosane Mulholland, Silvia Lourenço, Djin Sganzerla e outras. O que faz da espécie de “jornada do herói” do astrólogo Herculano uma tarefa das mais agradáveis, nada semelhante aos 12 trabalhos de Hércules, como chegou a ser comparada.

Pereira adiciona outros ingredientes ao filme, que abre com as Parcas prestes a cortar o fio da vida do protagonista. Mas, nesse instante, intervém um personagem, o Destino, vivido por Paulo Betti. Há, assim, a tentativa de falar de astrologia, vida e morte, colocando-as em diálogo com o mundo do mito e do inconsciente. Não faltarão menções a Fellini, com citações a Satyricon e A Cidade das Mulheres. Não faltará também o humor, que salva algumas situações. É engraçado quando, por exemplo, o personagem se transforma em gato ou quando assume o corpo de uma bela mulher – e talvez a alusão a Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho, não seja gratuita.

O diretor opta por visual não realista, como forma de dar uma dimensão onírica à sua fábula. O grau de estranheza de algumas situações não deixa de ter interesse. O conjunto é que não funciona e não dá liga, como se a soma das partes não fizesse sentido no todo. Um mapa astral do filme dificilmente daria bom prognóstico para sua carreira. Mas, enfim, isso só as estrelas podem saber.

O fato é que, com todos os problemas que possa ter, o filme poderia ter sido discutido com riqueza durante o debate. Pena que o tempo tenha sido empregado com futilidades, com o elenco desfiando sua crença na astrologia e as características de cada signo. Por quase duas horas, a sala de debates do festival ficou parecendo um programa de entretenimento vespertino da TV.

Publicado em: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,publico-consagra-5-x-favela,582945,0.htm

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