Programa Espelho – Pedro Cardoso (Parte 1)

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Programa da semana: Pedro Cardoso (Parte 1) – Direção Cacau Amaral

Um engarrafamento foi o responsável pela entrevista de Lázaro Ramos com Pedro Cardoso render não apenas um, mas dois episódios do programa Espelho, apresentado por Lázaro no Canal Brasil. A conversa, que vai ao ar nos dias 05 e 12 (de abril), aconteceu parte dentro do carro, no bem vindo engarrafamento, e parte do Teatro Oi Futuro. Pedro falou de sua relação com a televisão, do papel do diretor e sobre preparação de elenco, dentre muitos outros assuntos. Aliás, assunto é o que não falta.

Publicado em: http://programaespelho.blogspot.com/2010/04/pedro-cardoso-parte-1-direcao-cacau.html

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Programa Espelho – Pedro Cardoso

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1 Ano e 1 Dia – Maison de l’Amérique Latine

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Projection-débat « Favelas, urbanisation et réforme urbaine au Brésil » (Maison de l’Amérique Latine, 25 février 2011)
25 février 2010

Vendredi 25 février de 19h à 22h à la Maison de l’Amérique Latine

Autour de plusieurs films documentaires sur le sujet de l’urbanisation, des favelas et des mouvements sociaux au Brésil, cette soirée vise à réfléchir aux enjeux de l’accès à la terre et du droit au logement au Brésil. Un panorama varié pour faire un point sur la situation de nombreux brésiliens et ouvrir le débat sur le thème des réformes urbaines.

Films :

Rocinha de Civa de Gandillac : déambulation dans Rocinha, une des plus importantes favelas de Rio de Janeiro. (20’)

City of Favelas de Adrian Mengay (sous-titré en anglais) : Un documentaire sur les favelas, les mouvements sociaux et leur lutte pour faire valoir le « droit à la ville » au Brésil. (43’)

Um ano, Um dia de Cacau Amaral, Rafael da Costa et Joao Xavier : Après 366 jours, les occupants du campement 17 Mai (Rio) deviennent légalement propriétaires des lieux. Autour des préparatifs d’une fête, ils évoquent l’année écoulée avec émotion. (16’)

→ Débat animé par Autres Brésils en présence du réalisateur Civa de Gandillac, de Samuel Jablon de l’AITEC (Association International de Techniciens, Experts et Chercheurs) et de Douglas Estevam du MST (Mouvement des Sans-Terre) (sous réserve).

Participation libre

Où ? Maison de l’Amérique Latine (Auditorium)

217 Boulevard Saint-Germain – 75007 PARIS

Tel : 01 49 54 75 00 / Mail : culturel@mal217.org

Plus d’infos : bresilsATautresbresils.net

Publicado em: http://www.autresbresils.net/nos-actions/favelas-urbanisation-et-reforme/article/projection-debat-favelas. Acesso em: 18/9/2013

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Qual a função política do documentário?

A maior referência cinematográfica de minha infância são os filmes dos Trapalhões que minha mãe me levava para assistir todo final de ano nos Cinemas de rua em Duque de Caxias. Hoje, 99% desses cinemas não existem mais, pois deram lugar a grandes magazines ou templos religiosos. O primeiro deles foi o Cine Brasil, seguido do Cine Caxias, Cine Paz, Cine Central, Cine River… É… Caxias era bem servido de cinemas.

Uma vez fomos assistir O Mundo Mágico dos trapalhões. Poxa! Se os trapalhões já eram sinistros, imaginem O MUNDO MÁGICO dos trapalhões. Numa das primeiras cenas o Zacarias passa de terno, gravata, carregando uma mala e sem peruca, olha para a câmera e cumprimenta-a. Fiquei ali parado, pensando… Alguma coisa muito estranha estava acontecendo em minha cabeça de oito anos de idade. Olhei para minha mãe com um olhar meio tímido, meio medroso, e ela nada.

Quando saímos do cinema, percebi que não era a única criança apavorada. Tinha neguinho chorando e o cacete. Olhei novamente para minha mãe, mas desta vez com um olhar penetrante, como quem perguntasse… E aí?

– Desculpe meu filho… Eu não sabia que era um DOCUMENTÁRIO.

A partir deste dia a palavra, documentário, não foi mais esquecida por mim. Passei a associá-la a uma coisa muito ruim. Ao único motivo capaz de fazer minha mãe me pedir desculpas. Quinze anos depois, quando fui apresentado ao Silvio Tendler, diretor do filme, fiz questão de contar essa história e ele adorou.

– Eureka. Era isso que eu queria. Quando aceitei esse trabalho, a primeira coisa que eu pensei foi em ver a família reunida dentro do cinema para assistir um documentário. Era meu sonho.

Pela primeira vez em minha vida vi alguém se referir ao documentário como uma coisa produtiva. E a partir daí comecei a pensar sobre o tempo que tinha perdido. Imediatamente me uni ao Rafael da Costa e João Xavier para realizar o 1 Ano e 1 Dia. Captamos cinco horas de imagens e sons para montar um roteiro na ilha durante oito meses. Nesse período conversei com diversos mestres do audiovisual da Cufa, inclusive o Sílvio Tendler e o João Salles, e minha maior guerra foi decidir que plano fica e que plano sai da história.

Esses dias o João Salles falou da ética no documentário em sua palestra do Cinco Vezes Favela. Isso me fez voltar ao período da edição do meu filme. Onde cortar? Onde colar? Quem pode prever as conseqüências de um filme na tela? Principalmente por que quatro anos depois do filme receber três prêmios, o mentor da história foi assassinado. Daí uma questão: Ele faleceu quatro anos depois por causa do filme? Ou se manteve vivo por quatro anos por causa do filme? Ou por causa da militância? Ou por causa da violência? Nunca teremos essas respostas.

Pra finalizar não vou concluir meu raciocínio, pois não tenho essa conclusão dentro de mim. Hoje tenho mais dúvidas do que ontem e acredito que será assim até o fim de minha carreira. Mas mesmo assim torço para estar correto nos pontos de vistas que resolver mostrar e em acreditar que o cinema não deve ser 100% político e nem 100% estético, mas algo entre esses dois extremos. Para uns diretores mais ou menos isso, para uns expectadores mais ou menos aquilo. O importante é não parar de fazer filmes.

É noise!

o mundo magico dos trapalhoes

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O dia em que Maria veio morar com a gente

Maria tentava se concentrar em sua leitura, mesmo com o balanço do ônibus. Lendo, quase não vê o tempo passar, pois a viagem é longa até o Assentamento Paraíso, onde faz pesquisa sobre os moradores de lá. Ainda bem que tem uma bolsa de estudos. O dinheiro que ganha com as pesquisas mal dá pra pagar o aluguel de seu apartamento na zona rica do Rio. Não sobra nada pra frequentar os mesmos lugares que suas vizinhas ou se vestir igual a elas. Isso causa um pequeno desconforto em Maria, que às vezes se sente melhor no assentamento, onde é paparicada pelas crianças que fazem a maior festa quando ela chega. Também, não é todo dia que eles têm a oportunidade de manipular uma máquina digital. Fingem que são modelos famosas e Maria nem se preocupa se o seu instrumento de trabalho vai estragar ou não, afinal, uma máquina nova daquelas não custa tanto, mas ver as crianças se transformando é danado de bom.

Alexandre, líder do assentamento, pergunta por que ela não sai da zona rica e vem morar aqui, mas Maria morre de medo de não conseguir se formar na faculdade devido à distância, já que foi tão difícil arrumar essa bolsa. Todas as tentativas de mudar para um apartamento mais barato não funcionaram e Maria fica cada dia mais frustrada. Na verdade, ela sabe que parte desse desânimo em continuar na zona rica vem da possibilidade de ter sua própria casa no assentamento e, além do mais, morar aqui ajudaria muito em sua pesquisa.

Maria toma uma decisão. O dinheiro que deixou de pagar o aluguel é suficiente para levantar sua casa. Alexandre comandou o mutirão pra virar a laje e em poucos dias a casa estava pronta pra morar. Maria se identifica muito com a roda de poesias que acontece quase toda semana. Se por um lado conhece tudo sobre a literatura mais formal, por outro se deleita com o que é escrito pelos próprios moradores.

O duro é acordar três horas mais cedo do que estava acostumada.
E a condução? Vixi! Se antes dormia dez, onze da noite, agora uma da manhã é pouco pra chegar em casa. Na última terça chegou preocupada, pois não havia tido tempo de adiantar a janta. Lembrou-se dos vários vizinhos que sempre lhe convidam pra uma boquinha e dessa vez resolveu aceitar. Primeiro foi na casa de dona Gertrudes e depois na laje do Jeremias. A solidão da zona rica era substituída pelo carinho da zona pobre.

A madrugada de hoje parece barulhenta. Tem um movimento estranho na vila ao lado. Os poucos vizinhos que estão acordados correm pra dentro de suas casas e Maria faz o mesmo. Ela não sabe se deve se esconder ou ficar na rua. É difícil ficar em casa ouvindo os gritos quem vêm lá de fora. Podem estar precisando de ajuda. Ela sai e a cena que vê é dura. Metade dos barracos da parte baixa está ardendo em chamas. Os adultos gritam e as crianças choram. Maria corre em direção ao tumulto. Uns dizem que foi a polícia, outros os bandidos, outros ainda, que a polícia é os bandidos. Maria não entende o que está acontecendo, mas oferece abrigo para os que tiveram seus barracos queimados.

Quando acorda no dia seguinte, os vizinhos já estão construindo novos barracos. Muitas famílias vão embora. Talvez realmente não valesse a pena arriscar tanto assim a vida, mas Maria estava completamente levada pela emoção e pedia, quase que implorando, pra que eles não desistissem. Fraca, quem acaba desistindo é ela, que vai morar com uma amiga da faculdade.
Alguns dias depois Maria volta e traz sua amiga Amanda, que está quase se formando em direito. Elas se reúnem com os moradores e os orientam na forma como proceder pra denunciar os policiais criminosos. As queimadas são interrompidas. Muitos acham que foi a série de denúncias, outros, que os policiais desistiram pela resistência do povo. Seja lá o que houve, Maria nunca mais foi a mesma. Uma sensação de satisfação a domina, por ter se transformado numa pessoa viva… Viva como são os personagens que tanto pesquisou.

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O Cinema é igual o rap

Amanhece mais um dia na periferia. Como toda manhã, Juca caminha sonolento pelas ruas da Baixada Fluminense. A imensa fila do trem quase não o incomoda mais. A rotina de estar um dia após o outro dia ali, transforma esse esperar numa coisa tão mecânica que Juca já nem percebe. Poucos imaginam o porquê de ele sempre pegar o trem no sentido oposto ao do centro. É que prefere acordar mais cedo e voltar duas estações até o ponto final, só para ter o privilégio de viajar sentado. Empurrões, dores nas pernas e sarradas não são problemas pra Juca. Nem mesmo o perigo de cair nos trilhos por conta da porta estar aberta.

Marcelinho, o dono da barraca onde Juca trabalha no camelódromo do centro, vira-e-mexe chama sua atenção, por ele não fazer a propaganda, gritando, como os outros camelôs fazem. É que Juca é tímido e prefere usar o intervalo entre um cliente e outro pra escrever seus raps. Sabe muito bem que não leva jeito para o ofício das vendas e desde que descobriu seu dom para a arte, vê no rap uma chance de ganhar dinheiro fazendo o que gosta.

Após muitas tentativas frustradas de descobrir o caminho do sucesso, Juca decide que um videoclipe seria um ótimo impulso, afinal, num país televisivo como o Brasil, não precisa ser nenhum estrategista pra perceber isso. Ele tem uma conversa com o Mc Cabrito e toma um tremendo susto, ao saber como o custo é alto. Levaria pelo menos três anos trabalhando no camelódromo para juntar o dinheiro necessário.

Quase todo mundo no rap faz outra coisa pra sobreviver. O Luiz é motoboy, Raimundo corta cabelo, Paçoca trafica, Cezar é ator… O Cezar acha que Juca deveria produzir esse clipe de forma independente. Afinal, não foi sempre assim que o hip hop batalhou, no independente?

Planejou tudo com a Cia de teatro de Cezar, tim-tim por tim-tim. Rabicó pede a câmera de sua escola, Piolho transporta o equipamento, Mariana usa o telefone de seu trabalho: em dois fins de semana, tudo filmado. Juca ficou surpreso ao descobrir que a edição de um vídeo é tão parecida com a de um rap. Valeu a pena passar parte de sua vida em frente a seu computador, editando raps.

Vídeo pronto… Mas o que fazer com ele? O cara da MTV, que havia prometido exibi-lo, não está mais no programa. Todo o dinheiro se foi com transporte e alimentação. Não sobrou nem mesmo pra comprar a fita de finalização. O sonho do protagonismo parecia perdido, mas pra não deixar o vídeo parado, Juca começou a inscrevê-lo em festivais de cinema.

Uns achavam que festivais são para filmes, não para clipes. Outros, que isso é coisa de playboy, que não terá a menor chance. Foi difícil receber um comentário de apoio a suas ideias, mas pra surpresa de todos, até mesmo de Juca, o clipe começou a ser elogiado. Ele conheceu todo o país através dos festivais que participou e o que é melhor, sempre com sua mix-tape debaixo do braço, conseguia vender várias cópias e difundir ainda mais o seu trabalho de rap.

Os colegas do camelódromo gostaram muito de ver o amigo fazendo tanto sucesso. Só quem não gostou nadinha foi o Marcelinho, seu chefe. Se antes Juca perdia clientes escrevendo raps, agora ele quase não atendia mais na barraca. Enquanto os outros camelôs traziam ideias pra Juca fazer um documentário sobre o camelódromo, Marcelinho o ameaçava de demissão, caso as vendas não voltassem ao normal. Juca não pensava em outra coisa a não ser sair do camelódromo e viver só de cinema. Os outros camelôs fizeram uma vaquinha para o tal documentário, mas ainda não era suficiente. Juca convidou a galera da escola e pediu uns dias de folga ao Marcelinho, mas ele disse que Juca precisa decidir: , ou vende ou faz filmes.

O primeiro festival foi decepcionante. Ninguém aplaudiu ou votou em seu documentário. Talvez nem valesse a pena insistir mais. Se não fosse pelos amigos da escola que continuaram a inscrever o filme, Juca nem participaria mais de festivais de cinema. Quando recebeu uma menção honrosa, Juca foi aos céus. Todos os grupos de rap lhe homenagearam e mais uma vez se viu com aquela sensação de missão cumprida. Sua alegria só não se prolongou até o dia seguinte, devido aos comentários da crítica, que não poupou sua obra, mas uma coisa era: os camelôs ficaram emocionados em ver suas caras, belas caras, caras pretas na telona do cinema e perceberem que a partir daquele dia não seriam mais anônimos. Até mesmo Marcelinho parou de chatear Juca, toda vez que um cliente vinha pedir para ele autografar um DVD.

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Melhor que um poema – Soirée Ciné-Débat au Cinéma le Royal, Le Mans

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Soirée Ciné-Débat (Le Mans)
6 novembre 1996

Soirée Ciné-Débat au Cinéma le Royal, Le Mans

RDV avec « Hip Hop do Brasil » à 20h30

Projection de films documentaires autour du hip-hop et des initiatives solidaires et artistiques à travers les cultures urbaines brésiliennes (VOST). En présence de l’un des réalisateurs, et des artistes du projet « Hip-hop do Brasil ».

Projection suivie d’une discussion.

Les films présentés (sous réserve de modifications) :

Melhor que um poema (Mieux qu’un poème) – Cacau Amaral – 2006 – 15 minutes [Rio de Janeiro] : Le documentaire relate le parcours de jeunes des quartiers périphériques de Rio de Janeiro. Privés de l’accès à la culture et aux loisirs, ils ont trouvé dans le hip-hop leur moyen d’expression.

(Film visible au local d’Autres Brésils)

Freestyle : um estilo de vida (Freestyle, un style de vie) – Pedro Gomes – 2008 – 15 minutes [São Paulo] : Le petit monde du freestyle dans l’univers du hip-hop : l’improvisation, l’art de la rime. Portrait de quelques artistes, DJ’s et MC’s : leurs états d’âme, leur relation avec le rap et la force de leur volonté pour améliorer leur quotidien. Mais le fil conducteur du film reste les battles : ces matchs d’improvisation, ces batailles de rimes décident de qui sera le meilleur freestyler. Style, technique, originalité ? A vos marques, prêts, rimez !

De Casa em casa (De maison en Maison) – Laura Guimaraes et Fernando Marron – 2005 – 14 minutes [Recife] : Dans la périphérie de Recife, le collectif de Résistance Solidaire développe une réflexion collective qui amène à discuter des moyens de rendre les quartiers périphériques auto-suffisants. L’arrière-plan de ces discussions : une rencontre de graffiti, qui chaque mois mobilise l’art, la musique et les débats d’idées : pour un quartier différent. Le court-métrage « De Casa em Casa » fait partie d’un travail développé depuis 6 ans par les réalisateurs, de recherche, débats et promotion des travaux socio-culturels réalisés par les habitants des quartiers périphériques des villes brésiliennes. Le collectif de Résistance Solidaire de Recife est un projet exemplaire qui a fait du hip-hop un instrument de développement et de transformation pour les populations.

Rap de saia (le rap s’habille en jupe) –Janaína Oliveira – 18 min [Rio de Janeiro] : Pour ces jeunes femmes des banlieues de Rio de Janeiro, le hip-hop est une arme pour informer et protester contre toute forme de violence de discrimination sexuelle, une manière d’exprimer son indignation vis à vis d’une société où les droits de la femme ne sont pas respectés, surtout ceux des « afro-descendantes ». Le Documentaire « le rap s’habille en jupe » nous amène à travers diverses trajectoires à une discussion plus profonde sur l’égalité des droits.

Hip-hop com Dendê – Fabiola Aquino et Lilian Machado – 2006 – 15 min [Salvador de bahia] : Le mélange des éléments qui composent le hip-hop (graffiti, danse hip-hop, rap…) a gagné de nouvelles couleurs dans la capitale bahianaise. Né aux USA, le mouvement hip-hop subit une relecture quand il arrive au Brésil, et particulièrement à Salvador, ville fortement marquée par les tambours africains et par la culture africaine en général. Dans sa fusion avec la culture locale, le mouvement s’est enrichi et a trouvé des formes alternatives de s’exprimer. Le mouvement hip-hop bahianais haut en couleurs est aussi un manifeste contre les violences raciales et policières.

(Film visible au local d’Autres Brésils)

Publicado em: http://www.autresbresils.net/agenda/article/soiree-cine-debat-le-mans. Acesso: 18/9/2013

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Tensão, agressão, reconciliação

Era uma vez
Uma vida que começou a mudar
No belo dia que cruzei aquele olhar
Sem esperar, me apaixonei
Ela era muito mais do que um dia eu sonhei
Me casei
Seu pai me trouxe sua mão
Me incumbiu da missão de lhe dar proteção
A possuí em meus braços e cumpri o ritual
Minha princesa de cristal

Até que um belo dia houve a primeira briga
Nada demais, uma pequena intriga
Mas como dor de barriga, não foi só uma vez
Em menos de um mês foram duas…
Três…
Era conversando que a gente se resolvia
Gritava
Mas só que nunca batia
Desculpe
Nunca mais vou te xingar
A partir de hoje vou apenas te amar

Mas a danada da rotina só trazia mais tensão
E dessa vez não foi só um palavrão
Ingenuamente ela tentou revidar
Empurrei-lhe uma vez
E voltei empurrar
Com o corpo mais frágil
Cada vez mais acuada
Foi ficando agressiva
Não media as palavras
Fui criado para não aceitar desaforo
O sangue encheu meu olho e…
Capotei-lhe um soco

Os vizinhos achavam que aquilo era normal
Não meteriam a colher em briga de casal
Prometo melhorar
Aconteça o que aconteça, me perdoe.
Onde estava com a cabeça?
Fui parar na delegacia algemado
Mas não foi nada difícil convencer o delegado
Foi ele mesmo quem propôs a solução
Um novo perdão
E conseqüente reconciliação…

Preferia que tivesse me trancado
Não teria voltado
E te estrangulado
Não extrapolaria os limites do jogo
Entre um buquê de rosas e uma arma de fogo
O que foi que eu fiz?
Onde isso começou?
Nunca desejei atirar em meu amor
Quem foi o mentiroso que escreveu esse roteiro?
E me transformou num assassinou traiçoeiro

Se pudesse voltar atrás
Não faria mais
É indescritível a falta que você me faz
Confesso que não sei quem foi que mais perdeu…
Mas sei quem ofendeu…
Mas sei quem foi que bateu…
Mas sei que quem matou fui eu

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Tensão, agressão, reconciliação

Era uma vez
Uma vida que começou a mudar
No belo dia que cruzei aquele olhar
Sem esperar, me apaixonei
Ela era muito mais do que um dia eu sonhei
Me casei
Seu pai me trouxe sua mão
Me incumbiu da missão de lhe dar proteção
A possuí em meus braços e cumpri o ritual
Minha princesa de cristal

Até que um belo dia houve a primeira briga
Nada demais, uma pequena intriga
Mas como dor de barriga, não foi só uma vez
Em menos de um mês foram duas…
Três…
Era conversando que a gente se resolvia
Gritava
Mas só que nunca batia
Desculpe
Nunca mais vou te xingar
A partir de hoje vou apenas te amar

Mas a danada da rotina só trazia mais tensão
E dessa vez não foi só um palavrão
Ingenuamente ela tentou revidar
Empurrei-lhe uma vez
E voltei empurrar
Com o corpo mais frágil
Cada vez mais acuada
Foi ficando agressiva
Não media as palavras
Fui criado para não aceitar desaforo
O sangue encheu meu olho e…
Capotei-lhe um soco

Os vizinhos achavam que aquilo era normal
Não meteriam a colher em briga de casal
Prometo melhorar
Aconteça o que aconteça, me perdoe.
Onde estava com a cabeça?
Fui parar na delegacia algemado
Mas não foi nada difícil convencer o delegado
Foi ele mesmo quem propôs a solução
Um novo perdão
E conseqüente reconciliação…

Preferia que tivesse me trancado
Não teria voltado
E te estrangulado
Não extrapolaria os limites do jogo
Entre um buquê de rosas e uma arma de fogo
O que foi que eu fiz?
Onde isso começou?
Nunca desejei atirar em meu amor
Quem foi o mentiroso que escreveu esse roteiro?
E me transformou num assassinou traiçoeiro

Se pudesse voltar atrás
Não faria mais
É indescritível a falta que você me faz
Confesso que não sei quem foi que mais perdeu…
Mas sei quem ofendeu…
Mas sei quem foi que bateu…
Mas sei que quem matou fui eu.

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5X Favela – Jornal O Globo – Segundo Caderno – Agora por eles mesmos

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