1 année et 1 jour [1 ano 1 dia] , de Cacau Amaral, Rafael da Costa et João Xavier

Publicado em: autresbresils.net

Mercredi 4 juin :
Face aux inégalités : occuper, résister, vivre !
19h
Décalés [Desfocados]
, de David Gomes et Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTF
r
Des sans-domicile de Juiz de Fora, état de Minas Ge
rais, évoquent leur histoire, leur parcours, leurs
perspectives et leurs rêves.
Etat de sécheresse [Estado de Seca]
, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr
João squatte une école publique abandonnée, dans la
Vale da Seca, (Minas Gerais). Il a résisté au
riche fermier qui voulait l’en expulser et est rest
é sur place, se proclamant concierge. Il y vit avec
sa
femme et ses quatre enfants. João révèle une vison
du monde très particulière, une philosophie
intuitive de la vie.
Rencontre
avec Adriana Cursino
20h
Des droits oubliés – Logement dans la banlieue [Dir
eitos esquecidos]
,
de Brigada de Guerrilha
Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr
Occupation, organisation et vie quotidienne dans le
campement Chico Mendes (São Paulo).
1 année et 1 jour [1 ano 1 dia]
, de Cacau Amaral, Rafael da Costa et João Xavier,
15’, 2004, VOSTFr
Après 366 jours d’occupation, les habitants du camp
ement 17 Mai (Baixada Fluminense, Rio de
Janeiro) deviennent légalement les propriétaires de
s lieux, et se réjouissent autour des préparatifs
d’une fête. Ils évoquent l’année écoulée avec émoti
on.
21h
Débat
Droit au logement, droit à la terre, droit à la vil
le… Ces droits, dont dépend la vie de millions de
gens,
aussi bien au Brésil qu’en France, sont bafoués. Co
mment lutter contre ces inégalités et enrayer
l’exclusion des pauvres, premières victimes des spé
culations foncières et des discriminations ?
Intervenants
: Douglas Estevam (MST – Mouvement des Sans Terre
); Bruno SIX (Fondation Abbé
Pierre) ; Kaïssa Titous (Coordination anti-démoliti
on) ; Cacau Amaral (Collectif Mate com Angu)
Modérateur
: Ivan du Roy (journaliste à Témoignage Chrétien e
t Bastamag.org)

Publicado em: http://www.autresbresils.net/IMG/pdf/COMMUNIQUE_DE_PRESSE_BEM_30mai.pdf. Último acesso em: 18/8/2013

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BRÉSIL EN MOUVEMENTS

Publicado em: observatoriodaimprensa.com.br

 

Trabalho escravo, biocombustíveis e resistência indígena Por em 03/06/2008 na edição 488

 

O trabalho escravo, o desafio dos biocombustíveis e a resistência nas aldeias indígenas são alguns dos temas da 4ª edição da mostra “Brésil en Mouvements”, a partir da próxima semana, em Paris. O ciclo de documentários sobre direitos humanos e questões sociais no Brasil vai exibir 28 produções brasileiras, entre curtas, médias e longas-metragens. O evento é realizado anualmente pela ONG francesa Autres Brésils.

De 2 a 8 de junho, no espaço Confluences (Paris 20ème), o público poderá assistir a documentários e participar dos debates sobre os diversos desafios para a sociedade brasileira. Na pauta da “Brésil en Mouvements”, questões urgentes, como os biocombustíveis ou a violência policial, presentes nos filmes Açúcar e flores em nossos motores e Atos dos homens, a precariedade das moradias nas regiões pobres e o trabalho escravo, em 1 ano e 1 dia e Nas terras do Bem Virá. Também serão exibidas obras sem espaço em circuitos comerciais, como Migrantes, de Beto Novaes, e A gente luta mas come fruta, do grupo Vídeo nas Aldeias.

Nesta 4ª edição, participam dos debates Xavier Plassat (frei dominicano francês que luta contra o trabalho escravo no Brasil através da Comissão Pastoral da Terra), Alain Lipietz (economista e deputado europeu), Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem-Terra), Gustave Massiah (CEDETIM – Centro de Estudos e Iniciativas de Solidariedade Internacional) e Jérôme Frignet (Greenpeace). Também estarão presentes diretores como Pascale Hannoyer (A casa engraçada) e Pierre-Yves Dougnac (Amapá).

Programação

Segunda, 2 de junho: Desenvolvimento sustentável : ficção ou realidade?

19h

Amapá, de Pierre-Yves Dougnac, 50’, 2005

Entre 1994 e 2002, o estado do Amapá deu início a uma experiência inédita de desenvolvimento sustentável, a fim de reconciliar homem e natureza e preservar a floresta amazônica. Políticos, especialistas, policiais e comerciantes dão um testemunho de esperança a partir da abordagem de administração pública.

Lutzenberger – For ever Gaïa, de Franck Coe e Otto Guerra, 52’, 2007

Uma obra em defesa pela vida e pelo desenvolvimento sustentável que apresenta a filosofia e as realizações do ecologista José Lutzenberger. As seqüências filmadas por Franck Coe se alternam com animações de Otto Guerra, revelando o universo da infância de Lutz.

21h – Debate

Taxa de crescimento, PIB e indicadores da Bolsa de Valores ditam o ritmo da economia e influenciam diretamente as decisões dos governantes. No entanto, deixam de lado o que interessa ao desenvolvimento de uma sociedade: bem-estar, respeito ao meio ambiente, acesso à saúde e à educação. Como podemos encarar o desenvolvimento, colocando-o a serviço do homem?

Debatedores: Pierre-Yves Dougnac (diretor de Amapá); Collectif Richesses*

Moderador: Eros Sana (Association Veto, Réseau ZEP – Zona de Ecologia Popular)

Terça, 3 de junho: Biocombustíveis : energia da desesperança?

19h: Migrantes, de Beto Novaes, 50’, 2007, VOSTFr

Um retrato das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores do Nordeste brasileiro nas plantações de cana de açúcar do estado de São Paulo. Que circunstâncias os levam a deixar suas casas para trabalhar em condições de risco?

Açúcar e flores e nossos motores (Du sucre et des fleurs dans nos moteurs), de Jean-Michel Rodrigo, 52’, 2006, VF

Tratado de Kyoto, aumento do consumo de combustíveis, diminuição das reservas, aumento vertiginoso do preço do barril de petróleo. O surgimento dos biocombustíveis é uma realidade inegável. Os setores industrial e bancário investem massivamente na produção. Preocupada com sua independência energética, a Europa entra na corrida…

21hs.: Debate

O Brasil se destaca como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis à base de cana de açúcar. O ouro verde provoca a concorrência: os Estados Unidos se lançam e a Europa também já se mexe. Mas usar alimentos para abastecer carros e indústrias não é uma aberração? O entusiasmo atual encontra alguns limites: a questão agrária, o consumo de água, as condições de trabalho rural e um modo de consumo que se torna mundial.

Debatedores: André Pereira (CIRED – Centro Internacional de Pesquisa sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento) ; Jérome Frignet (Greenpeace); e Alain Lipietz (economista e deputado europeu)

Moderador: Patrick Piro (jornalista da revista Politis)

Quarta, 4 de junho: Ocupar, resistir e viver!

19h.: Desfocados, de David Gomes e Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTFr

Os sem-teto de Juiz de Fora (MG) contam suas histórias, seus percursos, suas perspectivas e seus sonhos.

Estado de Seca, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr

João ocupa uma escola pública abandonada em Vale da Seca (MG). Quando um rico fazendeiro quer sua expulsão, ele resiste e se proclama guardião do local, onde vive com a esposa e quatro filhos. Neste documentário, João revela sua visão de mundo e uma filosofia intuitiva da vida.

Encontro com a diretora Adriana Cursino

20h.: Direitos esquecidos, da Brigada de Guerrilha Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr

Ocupação, organização e dia-a-dia no acampamento Chico Mendes (São Paulo).

1 ano e 1 dia, de Cacau Amaral, Rafael da Costa e João Xavier, 15’, 2004, VOSTFr

Depois de 366 dias de ocupação, os habitantes do acampamento 17 de maio, na Baixada Fluminense (RJ), tornam-se proprietários legais do local e se encontram nos preparativos para uma festa, lembrando, com emoção, do ano de resistência.

21h: – Debate

Direito à moradia, direito à terra, direito às cidades… Direitos de milhões de pessoas que são deixados de lado. Como lutar contra as desigualdades e impedir a exclusão dos mais pobres, primeiras vítimas da especulação imobiliária e da discriminação?

Debatedores: Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem Terra); Bruno Six (Fundação Abbé Pierre); um representante da Aitec (Associação Internacional de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Cacau Amaral (Coletivo Mate com Angu)

Moderador: Ivan du Roy (jornalista do Témoignage Chrétien e Bastamag.org)

Quinta, 5 de junho: Escravos no século XXI

19h: Aprisionados por promessas, de Xavier Plassat, Tamaryn Nelson e Beatriz Afonso, 17’, 2006, VOSTFr

Exploração agrícola, minas, o trabalho escravo no Brasil continua vivo. A cada ano, a lei da bala mantém mais de 25 mil trabalhadores sob o jugo da exploração. Em condições degradantes, eles trabalham para comprar a liberdade.

Nas terras do Bem-Virá, de Alexandre Rampazzo et Tatiana Polastri, 110’, 2007, VOSTFr

Em busca da terra prometida, milhares de “severinos” abandonam suas casas e partem para a Amazônia, levando somente a esperança como bagagem. Mas a realidade logo se mostra hostil: trabalho escravo, assassinato, espoliação da terra… O filme denuncia o modelo de colonização da Amazônia e o ciclo do trabalho escravo na região.

21h30 – Encontro com Xavier Plassat; Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri

Sexta, 6 de junho: A imagem a serviço do engajamento

19h: Carta branca à Kinoforum

Tele Visões, de L. Oliveira, N. Gouvêa, T. de Brito, 14’, 2003, VOSTFr

Armando o Barraco, de R. Valadares, D. Barreto, F. Oliveira, A. Freitas, G. Dantas, F. Dantas, 7’, 2003, VOSTFr

Gestando, de F. Mendes, F. Felix, M. B. Dos Santos, E. Borges, E. Almeida, M. Silva, 6’, 2003, VOSTFr

Aqui Fora, de C. Nunes, J. C. Penha, 8’, 2004, VOSTFr

Filhos do trem, de F. Benichio, M. Domingues, R. Silva, L. Rodrigues, 5’, 2005, VOSTFr

O lado B da periferia, de A. R. da Conceiçao, B. V. do Nascimiento, F. Reite da Silva, J. Sousa Guedes, J. Saraiva, 5’,2005

Jardim Ângela, de Evaldo Mocarzel, 71’, 2007, VOSTFr

No Jardim Ângela, periferia de São Paulo, a associação cultural Kinoforum organiza cursos de realização de vídeo, permitindo aos jovens moradores filmar a própria comunidade. Mesmo numa região marcada pelo tráfico de drogas, o local pode ser visto de maneira positiva, é a mensagem dos participantes do ateliê.

21h: Debate

As imagens invadiram nosso mundo e trazem com elas implicações estéticas e sociais sobre nossa realidade e nosso modo de viver. Diante disso, é importante aprender a abordar os desafios sociais e os espaços para divulgação da produção e de difusão das imagens.

Debatedores: Luciano Oliveira (Kinoforum); Claudie Le Bissonais (Arcadi – Passeurs d’Images); Cacau Amaral (Mate com Angu)

Moderadora: Erika Campelo (Autres Brésils)

Sábado 7 de junho: Ao encontro dos índios do Brasil

16h: Pirinop – Meu primero contato, de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, 83’, 2007, VOSTFr

O ano de 1964 marca o primeiro encontro entre os índios Ikpeng e o povo branco no rio Xingu, Mato Grosso. Ameaçados pela invasão dos garimpeiros em busca do ouro, eles são transferidos para o Parque Indígena de Xingu, onde vivem até hoje. Os Ikpeng alternam tristeza e humor quando lembram os momentos em que tiveram que mudar radicalmente de vida.

A gente luta mas come fruta, de Bebito Piãko et Isaac Piãko, 40’, 2006, VOSTFr

No vilarejo APIWTXA, próximo ao rio Amônia (AC), a gestão agroflorestal dos índios Ashaninka desenvolve um trabalho de recuperação e preservação dos recursos naturais da reserva ao mesmo tempo em que resiste aos madeireiros que invadem seu território, junto à fronteira do Peru.

Encontro com Janine Vidal (CSIA – Comitê de Apoio aos Índios da América)

Mulheres na prisão

19h: O cárcere e a rua, de Liliana Sulzbach, 81’, 2004, VOSTFr

Cláudia é a presidiária mais antiga e respeitada da penitenciária Madre Pelletier. A que dá ordens e protege. Protege, por exemplo, a jovem Daniela, que corre risco de vida por ser acusada de ter matado o próprio filho. Mas Cláudia, assim como Betânia, deve deixar a penitenciária em breve. Daniela terá que se defender sozinha. Cláudia sai em busca do filho. Betânia sente a tentação de deixar de lado as regras do regime semi-aberto para viver a liberdade em companhia de um novo amor.

Violência policial

21h: Atos dos Homens, de Kiko Goifman, 75’, 2006, VOSTFr

Um raio X da Baixada Fluminense (RJ). O cotidiano dos moradores da região, que convivem com a desigualdade social e a banalização da morte, que se torna corriqueira para a solução de conflitos.

Domingo, 8 de junho : Brasiliatypique

16h: O Homem da Árvore, de Paula Mercedes, 19’, 2007, VOSTFr

Mario, ex-presidiário, vive do alto da árvore que escolheu como casa, em frente ao Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, em Brasília. Para ganhar dinheiro, ele separa o lixo das embaixadas… E luta para provar sua inocência e retomar sua honra.

Oficina Perdiz, de Marcelo Díaz, 20’, 2006, VOSTFr

SCRN 708/9, entre os blocos C e D, área pública, Brasília-DF. Na Oficina Perdiz, o espaço é dividido entre carros e peças de teatro.

Novos modelos de organização social

17h: É tudo mentira, de Jaco Galdino e João Paulo Saraiva, 11’, 2007, VOSTFr

É tudo mentira é resultado de uma campanha local contra o desenvolvimento a qualquer preço, movido simplesmente por ambição.

Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho 15’, 2006, VOSTFr

A cultura do grafite é reconhecida como uma ferramenta de integração social. Os muros cinzas da exclusão caem graças ao jogo colorido das latas de tinta utilizadas pelos jovens como um símbolo de reconhecimento social.

A casa engraçada, de Pascale Hannoyer, 56’, 2007, VOSTFr

A ONG carioca “Se essa rua fosse minha” acolhe crianças de rua e jovens moradores de favelas em oficinas circenses. A esperança trazida por este projeto é contada através de três testemunhos.

Ajuste, de Daniel Veloso, Marcelo Berg, Robert Cabanes, Zé Cesar Magalhaes, 57’, 2005/06, VOSTFr

A partir dos depoimentos de líderes sociais da periferia de São Paulo, este documentário confronta diferentes experiências de trabalho e intervenção social.

Encontro com Pascale Hannoyer, Robert Cabanes et Renato Martins

Estado de lutas

20h: Movimento, de Marcello Lunière, 53’, 2008, VF

Frei Betto é um homem engajado. Torturado na prisão durante a ditadura militar, ele se dedica a ensinar sua “educação popular” aos companheiros de cela. Posteriormente, Frei Betto também participará do desenvolvimento de grandes movimentos sociais no Brasil, incitando os menos favorecidos a se organizarem para lutar por justiça social.

21h: Debate

O Brasil conta com movimentos sociais participantes e uma sociedade civil ativa, tanto que o Fórum Social Mundial nasceu em Porto Alegre (RS). As experiências e a prática de luta nos países do hemisfério Sul poderão servir como inspiração para os novos movimentos sociais que começam a surgir no hemisfério Norte?

Debatedores: Marcello Lunière; Xavier Plassat (CPT – Comissão Pastoral da Terra); Yves Cabannes (Aitec – Associação de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Gustave Massiah (Cedetim – Centre de Estudos e de Iniciativa de Solidariedade Internacional); Douglas Estevam (MST – Movimentos dos Sem Terra)

Moderadora: Suzanne Humberset (Ritimo – Rede de centros de documentação e de informação pelo desenvolvimento e pela solidariedade internacional)

Autres Brésils

A associação Autres Brésils permite ao público francófono descobrir a realidade social, cultural e política da sociedade brasileira, combatendo a visão distorcida provocada pelos clichês comuns em diversos países. No seu site, a ONG apresenta informações, análises, reportagens e conteúdos de parceiros franceses e brasileiros (mídia, universitários, professores e outros atores sociais). Regularmente, a Autres Brésils organiza eventos culturais, como projeções de documentários, debates e exposições fotográficas sobre experiências inovadoras em matéria social.

 

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/trabalho-escravo-biocombustiveis-e-resistencia-indigena

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Trabalho escravo, biocombustíveis e resistência indígena

Publicado em: observatoriodaimprensa.com.br

O trabalho escravo, o desafio dos biocombustíveis e a resistência nas aldeias indígenas são alguns dos temas da 4ª edição da mostra “Brésil en Mouvements”, a partir da próxima semana, em Paris. O ciclo de documentários sobre direitos humanos e questões sociais no Brasil vai exibir 28 produções brasileiras, entre curtas, médias e longas-metragens. O evento é realizado anualmente pela ONG francesa Autres Brésils.

De 2 a 8 de junho, no espaço Confluences (Paris 20ème), o público poderá assistir a documentários e participar dos debates sobre os diversos desafios para a sociedade brasileira. Na pauta da “Brésil en Mouvements”, questões urgentes, como os biocombustíveis ou a violência policial, presentes nos filmes Açúcar e flores em nossos motores e Atos dos homens, a precariedade das moradias nas regiões pobres e o trabalho escravo, em 1 ano e 1 dia e Nas terras do Bem Virá. Também serão exibidas obras sem espaço em circuitos comerciais, como Migrantes, de Beto Novaes, e A gente luta mas come fruta, do grupo Vídeo nas Aldeias.

Nesta 4ª edição, participam dos debates Xavier Plassat (frei dominicano francês que luta contra o trabalho escravo no Brasil através da Comissão Pastoral da Terra), Alain Lipietz(economista e deputado europeu), Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem-Terra), Gustave Massiah (CEDETIM – Centro de Estudos e Iniciativas de Solidariedade Internacional) e Jérôme Frignet (Greenpeace). Também estarão presentes diretores como Pascale Hannoyer (A casa engraçada) e Pierre-Yves Dougnac (Amapá).

Programação

Segunda, 2 de junho: Desenvolvimento sustentável : ficção ou realidade?

19h

Amapá,de Pierre-Yves Dougnac, 50’, 2005

Entre 1994 e 2002, o estado do Amapá deu início a uma experiência inédita de desenvolvimento sustentável, a fim de reconciliar homem e natureza e preservar a floresta amazônica. Políticos, especialistas, policiais e comerciantes dão um testemunho de esperança a partir da abordagem de administração pública.

Lutzenberger – For ever Gaïa, de Franck Coe e Otto Guerra, 52’, 2007

Uma obra em defesa pela vida e pelo desenvolvimento sustentável que apresenta a filosofia e as realizações do ecologista José Lutzenberger. As seqüências filmadas por Franck Coe se alternam com animações de Otto Guerra, revelando o universo da infância de Lutz.

21h – Debate

Taxa de crescimento, PIB e indicadores da Bolsa de Valores ditam o ritmo da economia e influenciam diretamente as decisões dos governantes. No entanto, deixam de lado o que interessa ao desenvolvimento de uma sociedade: bem-estar, respeito ao meio ambiente, acesso à saúde e à educação. Como podemos encarar o desenvolvimento, colocando-o a serviço do homem?

Debatedores: Pierre-Yves Dougnac (diretor de Amapá); Collectif Richesses*

Moderador: Eros Sana (Association Veto, Réseau ZEP – Zona de Ecologia Popular)

Terça, 3 de junho: Biocombustíveis : energia da desesperança?

19h: Migrantes, de Beto Novaes, 50’, 2007, VOSTFr

Um retrato das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores do Nordeste brasileiro nas plantações de cana de açúcar do estado de São Paulo. Que circunstâncias os levam a deixar suas casas para trabalhar em condições de risco?

Açúcar e flores e nossos motores (Du sucre et des fleurs dans nos moteurs), de Jean-Michel Rodrigo, 52’, 2006, VF

Tratado de Kyoto, aumento do consumo de combustíveis, diminuição das reservas, aumento vertiginoso do preço do barril de petróleo. O surgimento dos biocombustíveis é uma realidade inegável. Os setores industrial e bancário investem massivamente na produção. Preocupada com sua independência energética, a Europa entra na corrida…

21hs.: Debate

O Brasil se destaca como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis à base de cana de açúcar. O ouro verde provoca a concorrência: os Estados Unidos se lançam e a Europa também já se mexe. Mas usar alimentos para abastecer carros e indústrias não é uma aberração? O entusiasmo atual encontra alguns limites: a questão agrária, o consumo de água, as condições de trabalho rural e um modo de consumo que se torna mundial.

Debatedores: André Pereira (CIRED – Centro Internacional de Pesquisa sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento) ; Jérome Frignet (Greenpeace); e Alain Lipietz (economista e deputado europeu)

Moderador: Patrick Piro (jornalista da revista Politis)

Quarta, 4 de junho: Ocupar, resistir e viver!

19h.: Desfocados, de David Gomes e Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTFr

Os sem-teto de Juiz de Fora (MG) contam suas histórias, seus percursos, suas perspectivas e seus sonhos.

Estado de Seca, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr

João ocupa uma escola pública abandonada em Vale da Seca (MG). Quando um rico fazendeiro quer sua expulsão, ele resiste e se proclama guardião do local, onde vive com a esposa e quatro filhos. Neste documentário, João revela sua visão de mundo e uma filosofia intuitiva da vida.

Encontro com a diretora Adriana Cursino

20h.: Direitos esquecidos, da Brigada de Guerrilha Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr

Ocupação, organização e dia-a-dia no acampamento Chico Mendes (São Paulo).

1 ano e 1 dia, de Cacau Amaral, Rafael da Costa e João Xavier, 15’, 2004, VOSTFr

Depois de 366 dias de ocupação, os habitantes do acampamento 17 de maio, na Baixada Fluminense (RJ), tornam-se proprietários legais do local e se encontram nos preparativos para uma festa, lembrando, com emoção, do ano de resistência.

21h: – Debate

Direito à moradia, direito à terra, direito às cidades… Direitos de milhões de pessoas que são deixados de lado. Como lutar contra as desigualdades e impedir a exclusão dos mais pobres, primeiras vítimas da especulação imobiliária e da discriminação?

Debatedores: Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem Terra); Bruno Six (Fundação Abbé Pierre); um representante da Aitec (Associação Internacional de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Cacau Amaral (Coletivo Mate com Angu)

Moderador: Ivan du Roy (jornalista do Témoignage Chrétien e Bastamag.org)

Quinta, 5 de junho: Escravos no século XXI

19h: Aprisionados por promessas, de Xavier Plassat, Tamaryn Nelson e Beatriz Afonso, 17’, 2006, VOSTFr

Exploração agrícola, minas, o trabalho escravo no Brasil continua vivo. A cada ano, a lei da bala mantém mais de 25 mil trabalhadores sob o jugo da exploração. Em condições degradantes, eles trabalham para comprar a liberdade.

Nas terras do Bem-Virá, de Alexandre Rampazzo et Tatiana Polastri, 110’, 2007, VOSTFr

Em busca da terra prometida, milhares de “severinos” abandonam suas casas e partem para a Amazônia, levando somente a esperança como bagagem. Mas a realidade logo se mostra hostil: trabalho escravo, assassinato, espoliação da terra… O filme denuncia o modelo de colonização da Amazônia e o ciclo do trabalho escravo na região.

21h30 – Encontro com Xavier Plassat; Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri

Sexta, 6 de junho: A imagem a serviço do engajamento

19h: Carta branca à Kinoforum

Tele Visões, de L. Oliveira, N. Gouvêa, T. de Brito, 14’, 2003, VOSTFr

Armando o Barraco, deR. Valadares, D. Barreto, F. Oliveira, A. Freitas, G. Dantas, F. Dantas, 7’, 2003, VOSTFr

Gestando, de F. Mendes, F. Felix, M. B. Dos Santos, E. Borges, E. Almeida, M. Silva, 6’, 2003, VOSTFr

Aqui Fora, de C. Nunes, J. C. Penha, 8’, 2004, VOSTFr

Filhos do trem, de F. Benichio, M. Domingues, R. Silva, L. Rodrigues, 5’, 2005, VOSTFr

O lado B da periferia, de A. R. da Conceiçao, B. V. do Nascimiento, F. Reite da Silva, J. Sousa Guedes, J. Saraiva, 5’,2005

Jardim Ângela, de Evaldo Mocarzel, 71’, 2007, VOSTFr

No Jardim Ângela, periferia de São Paulo, a associação cultural Kinoforum organiza cursos de realização de vídeo, permitindo aos jovens moradores filmar a própria comunidade. Mesmo numa região marcada pelo tráfico de drogas, o local pode ser visto de maneira positiva, é a mensagem dos participantes do ateliê.

21h: Debate

As imagens invadiram nosso mundo e trazem com elas implicações estéticas e sociais sobre nossa realidade e nosso modo de viver. Diante disso, é importante aprender a abordar os desafios sociais e os espaços para divulgação da produção e de difusão das imagens.

Debatedores: Luciano Oliveira (Kinoforum); Claudie Le Bissonais (Arcadi – Passeurs d’Images); Cacau Amaral (Mate com Angu)

Moderadora: Erika Campelo (Autres Brésils)

Sábado 7 de junho: Ao encontro dos índios do Brasil

16h: Pirinop – Meu primero contato, de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, 83’, 2007, VOSTFr

O ano de 1964 marca o primeiro encontro entre os índios Ikpeng e o povo branco no rio Xingu, Mato Grosso. Ameaçados pela invasão dos garimpeiros em busca do ouro, eles são transferidos para o Parque Indígena de Xingu, onde vivem até hoje. Os Ikpeng alternam tristeza e humor quando lembram os momentos em que tiveram que mudar radicalmente de vida.

A gente luta mas come fruta, de Bebito Piãko et Isaac Piãko, 40’, 2006, VOSTFr

No vilarejo APIWTXA, próximo ao rio Amônia (AC), a gestão agroflorestal dos índios Ashaninka desenvolve um trabalho de recuperação e preservação dos recursos naturais da reserva ao mesmo tempo em que resiste aos madeireiros que invadem seu território, junto à fronteira do Peru.

Encontro com Janine Vidal (CSIA – Comitê de Apoio aos Índios da América)

Mulheres na prisão

19h: O cárcere e a rua, de Liliana Sulzbach, 81’, 2004, VOSTFr

Cláudia é a presidiária mais antiga e respeitada da penitenciária Madre Pelletier. A que dá ordens e protege. Protege, por exemplo, a jovem Daniela, que corre risco de vida por ser acusada de ter matado o próprio filho. Mas Cláudia, assim como Betânia, deve deixar a penitenciária em breve. Daniela terá que se defender sozinha. Cláudia sai em busca do filho. Betânia sente a tentação de deixar de lado as regras do regime semi-aberto para viver a liberdade em companhia de um novo amor.

Violência policial

21h: Atos dos Homens, de Kiko Goifman, 75’, 2006, VOSTFr

Um raio X da Baixada Fluminense (RJ). O cotidiano dos moradores da região, que convivem com a desigualdade social e a banalização da morte, que se torna corriqueira para a solução de conflitos.

Domingo, 8 de junho : Brasiliatypique

16h: O Homem da Árvore, de Paula Mercedes, 19’, 2007, VOSTFr

Mario, ex-presidiário, vive do alto da árvore que escolheu como casa, em frente ao Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, em Brasília. Para ganhar dinheiro, ele separa o lixo das embaixadas… E luta para provar sua inocência e retomar sua honra.

Oficina Perdiz, de Marcelo Díaz, 20’, 2006, VOSTFr

SCRN 708/9, entre os blocos C e D, área pública, Brasília-DF. Na Oficina Perdiz, o espaço é dividido entre carros e peças de teatro.

Novos modelos de organização social

17h: É tudo mentira, de Jaco Galdino e João Paulo Saraiva, 11’, 2007, VOSTFr

É tudo mentira é resultado de uma campanha local contra o desenvolvimento a qualquer preço, movido simplesmente por ambição.

Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho 15’, 2006, VOSTFr

A cultura do grafite é reconhecida como uma ferramenta de integração social. Os muros cinzas da exclusão caem graças ao jogo colorido das latas de tinta utilizadas pelos jovens como um símbolo de reconhecimento social.

A casa engraçada, de Pascale Hannoyer, 56’, 2007, VOSTFr

A ONG carioca “Se essa rua fosse minha” acolhe crianças de rua e jovens moradores de favelas em oficinas circenses. A esperança trazida por este projeto é contada através de três testemunhos.

Ajuste, de Daniel Veloso, Marcelo Berg, Robert Cabanes, Zé Cesar Magalhaes, 57’, 2005/06, VOSTFr

A partir dos depoimentos de líderes sociais da periferia de São Paulo, este documentário confronta diferentes experiências de trabalho e intervenção social.

Encontro com Pascale Hannoyer, Robert Cabanes et Renato Martins

Estado de lutas

20h: Movimento, de Marcello Lunière, 53’, 2008, VF

Frei Betto é um homem engajado. Torturado na prisão durante a ditadura militar, ele se dedica a ensinar sua “educação popular” aos companheiros de cela. Posteriormente, Frei Betto também participará do desenvolvimento de grandes movimentos sociais no Brasil, incitando os menos favorecidos a se organizarem para lutar por justiça social.

21h: Debate

O Brasil conta com movimentos sociais participantes e uma sociedade civil ativa, tanto que o Fórum Social Mundial nasceu em Porto Alegre (RS). As experiências e a prática de luta nos países do hemisfério Sul poderão servir como inspiração para os novos movimentos sociais que começam a surgir no hemisfério Norte?

Debatedores: Marcello Lunière; Xavier Plassat (CPT – Comissão Pastoral da Terra); Yves Cabannes (Aitec – Associação de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Gustave Massiah (Cedetim – Centre de Estudos e de Iniciativa de Solidariedade Internacional); Douglas Estevam (MST – Movimentos dos Sem Terra)

Moderadora: Suzanne Humberset (Ritimo – Rede de centros de documentação e de informação pelo desenvolvimento e pela solidariedade internacional)

Autres Brésils

A associação Autres Brésils permite ao público francófono descobrir a realidade social, cultural e política da sociedade brasileira, combatendo a visão distorcida provocada pelos clichês comuns em diversos países. No seu site, a ONG apresenta informações, análises, reportagens e conteúdos de parceiros franceses e brasileiros (mídia, universitários, professores e outros atores sociais). Regularmente, a Autres Brésils organiza eventos culturais, como projeções de documentários, debates e exposições fotográficas sobre experiências inovadoras em matéria social.

 

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/trabalho-escravo-biocombustiveis-e-resistencia-indigena. Último acesso: 23/11/2012

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1 Ano e 1 Dia no Observatório da Imprensa

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br

“BRÉSIL EN MOUVEMENTS”
Trabalho escravo, biocombustíveis e resistência indígena

03/06/2008 na edição 488

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O trabalho escravo, o desafio dos biocombustíveis e a resistência nas aldeias indígenas são alguns dos temas da 4ª edição da mostra “Brésil en Mouvements”, a partir da próxima semana, em Paris. O ciclo de documentários sobre direitos humanos e questões sociais no Brasil vai exibir 28 produções brasileiras, entre curtas, médias e longas-metragens. O evento é realizado anualmente pela ONG francesa Autres Brésils.

De 2 a 8 de junho, no espaço Confluences (Paris 20ème), o público poderá assistir a documentários e participar dos debates sobre os diversos desafios para a sociedade brasileira. Na pauta da “Brésil en Mouvements”, questões urgentes, como os biocombustíveis ou a violência policial, presentes nos filmes Açúcar e flores em nossos motores e Atos dos homens, a precariedade das moradias nas regiões pobres e o trabalho escravo, em 1 ano e 1 dia e Nas terras do Bem Virá. Também serão exibidas obras sem espaço em circuitos comerciais, como Migrantes, de Beto Novaes, e A gente luta mas come fruta, do grupo Vídeo nas Aldeias.

Nesta 4ª edição, participam dos debates Xavier Plassat (frei dominicano francês que luta contra o trabalho escravo no Brasil através da Comissão Pastoral da Terra), Alain Lipietz (economista e deputado europeu), Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem-Terra), Gustave Massiah (CEDETIM – Centro de Estudos e Iniciativas de Solidariedade Internacional) e Jérôme Frignet (Greenpeace). Também estarão presentes diretores como Pascale Hannoyer (A casa engraçada) e Pierre-Yves Dougnac (Amapá).

Programação

Segunda, 2 de junho: Desenvolvimento sustentável : ficção ou realidade?

19h

Amapá, de Pierre-Yves Dougnac, 50’, 2005

Entre 1994 e 2002, o estado do Amapá deu início a uma experiência inédita de desenvolvimento sustentável, a fim de reconciliar homem e natureza e preservar a floresta amazônica. Políticos, especialistas, policiais e comerciantes dão um testemunho de esperança a partir da abordagem de administração pública.

Lutzenberger – For ever Gaïa, de Franck Coe e Otto Guerra, 52’, 2007

Uma obra em defesa pela vida e pelo desenvolvimento sustentável que apresenta a filosofia e as realizações do ecologista José Lutzenberger. As seqüências filmadas por Franck Coe se alternam com animações de Otto Guerra, revelando o universo da infância de Lutz.

21h – Debate

Taxa de crescimento, PIB e indicadores da Bolsa de Valores ditam o ritmo da economia e influenciam diretamente as decisões dos governantes. No entanto, deixam de lado o que interessa ao desenvolvimento de uma sociedade: bem-estar, respeito ao meio ambiente, acesso à saúde e à educação. Como podemos encarar o desenvolvimento, colocando-o a serviço do homem?

Debatedores: Pierre-Yves Dougnac (diretor de Amapá); Collectif Richesses*

Moderador: Eros Sana (Association Veto, Réseau ZEP – Zona de Ecologia Popular)

Terça, 3 de junho: Biocombustíveis : energia da desesperança?

19h: Migrantes, de Beto Novaes, 50’, 2007, VOSTFr

Um retrato das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores do Nordeste brasileiro nas plantações de cana de açúcar do estado de São Paulo. Que circunstâncias os levam a deixar suas casas para trabalhar em condições de risco?

Açúcar e flores e nossos motores (Du sucre et des fleurs dans nos moteurs), de Jean-Michel Rodrigo, 52’, 2006, VF

Tratado de Kyoto, aumento do consumo de combustíveis, diminuição das reservas, aumento vertiginoso do preço do barril de petróleo. O surgimento dos biocombustíveis é uma realidade inegável. Os setores industrial e bancário investem massivamente na produção. Preocupada com sua independência energética, a Europa entra na corrida…

21hs.: Debate

O Brasil se destaca como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis à base de cana de açúcar. O ouro verde provoca a concorrência: os Estados Unidos se lançam e a Europa também já se mexe. Mas usar alimentos para abastecer carros e indústrias não é uma aberração? O entusiasmo atual encontra alguns limites: a questão agrária, o consumo de água, as condições de trabalho rural e um modo de consumo que se torna mundial.

Debatedores: André Pereira (CIRED – Centro Internacional de Pesquisa sobre Meio-Ambiente e Desenvolvimento) ; Jérome Frignet (Greenpeace); e Alain Lipietz (economista e deputado europeu)

Moderador: Patrick Piro (jornalista da revista Politis)

Quarta, 4 de junho: Ocupar, resistir e viver!

19h.: Desfocados, de David Gomes e Rodrigo Lobão, 12’, 2007, VOSTFr

Os sem-teto de Juiz de Fora (MG) contam suas histórias, seus percursos, suas perspectivas e seus sonhos.

Estado de Seca, de Adriana Cursino, 18’, 2007, VOSTFr

João ocupa uma escola pública abandonada em Vale da Seca (MG). Quando um rico fazendeiro quer sua expulsão, ele resiste e se proclama guardião do local, onde vive com a esposa e quatro filhos. Neste documentário, João revela sua visão de mundo e uma filosofia intuitiva da vida.

Encontro com a diretora Adriana Cursino

20h.: Direitos esquecidos, da Brigada de Guerrilha Cultural do MTST, 16’, 2005 VOSTFr

Ocupação, organização e dia-a-dia no acampamento Chico Mendes (São Paulo).

1 ano e 1 dia, de Cacau Amaral, Rafael da Costa e João Xavier, 15’, 2004, VOSTFr

Depois de 366 dias de ocupação, os habitantes do acampamento 17 de maio, na Baixada Fluminense (RJ), tornam-se proprietários legais do local e se encontram nos preparativos para uma festa, lembrando, com emoção, do ano de resistência.

21h: – Debate

Direito à moradia, direito à terra, direito às cidades… Direitos de milhões de pessoas que são deixados de lado. Como lutar contra as desigualdades e impedir a exclusão dos mais pobres, primeiras vítimas da especulação imobiliária e da discriminação?

Debatedores: Douglas Estevam (MST – Movimento dos Sem Terra); Bruno Six (Fundação Abbé Pierre); um representante da Aitec (Associação Internacional de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Cacau Amaral (Coletivo Mate com Angu)

Moderador: Ivan du Roy (jornalista do Témoignage Chrétien e Bastamag.org)

Quinta, 5 de junho: Escravos no século XXI

19h: Aprisionados por promessas, de Xavier Plassat, Tamaryn Nelson e Beatriz Afonso, 17’, 2006, VOSTFr

Exploração agrícola, minas, o trabalho escravo no Brasil continua vivo. A cada ano, a lei da bala mantém mais de 25 mil trabalhadores sob o jugo da exploração. Em condições degradantes, eles trabalham para comprar a liberdade.

Nas terras do Bem-Virá, de Alexandre Rampazzo et Tatiana Polastri, 110’, 2007, VOSTFr

Em busca da terra prometida, milhares de “severinos” abandonam suas casas e partem para a Amazônia, levando somente a esperança como bagagem. Mas a realidade logo se mostra hostil: trabalho escravo, assassinato, espoliação da terra… O filme denuncia o modelo de colonização da Amazônia e o ciclo do trabalho escravo na região.

21h30 – Encontro com Xavier Plassat; Alexandre Rampazzo e Tatiana Polastri

Sexta, 6 de junho: A imagem a serviço do engajamento

19h: Carta branca à Kinoforum

Tele Visões, de L. Oliveira, N. Gouvêa, T. de Brito, 14’, 2003, VOSTFr

Armando o Barraco, de R. Valadares, D. Barreto, F. Oliveira, A. Freitas, G. Dantas, F. Dantas, 7’, 2003, VOSTFr

Gestando, de F. Mendes, F. Felix, M. B. Dos Santos, E. Borges, E. Almeida, M. Silva, 6’, 2003, VOSTFr

Aqui Fora, de C. Nunes, J. C. Penha, 8’, 2004, VOSTFr

Filhos do trem, de F. Benichio, M. Domingues, R. Silva, L. Rodrigues, 5’, 2005, VOSTFr

O lado B da periferia, de A. R. da Conceiçao, B. V. do Nascimiento, F. Reite da Silva, J. Sousa Guedes, J. Saraiva, 5’,2005

Jardim Ângela, de Evaldo Mocarzel, 71’, 2007, VOSTFr

No Jardim Ângela, periferia de São Paulo, a associação cultural Kinoforum organiza cursos de realização de vídeo, permitindo aos jovens moradores filmar a própria comunidade. Mesmo numa região marcada pelo tráfico de drogas, o local pode ser visto de maneira positiva, é a mensagem dos participantes do ateliê.

21h: Debate

As imagens invadiram nosso mundo e trazem com elas implicações estéticas e sociais sobre nossa realidade e nosso modo de viver. Diante disso, é importante aprender a abordar os desafios sociais e os espaços para divulgação da produção e de difusão das imagens.

Debatedores: Luciano Oliveira (Kinoforum); Claudie Le Bissonais (Arcadi – Passeurs d’Images); Cacau Amaral (Mate com Angu)

Moderadora: Erika Campelo (Autres Brésils)

Sábado 7 de junho: Ao encontro dos índios do Brasil

16h: Pirinop – Meu primero contato, de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, 83’, 2007, VOSTFr

O ano de 1964 marca o primeiro encontro entre os índios Ikpeng e o povo branco no rio Xingu, Mato Grosso. Ameaçados pela invasão dos garimpeiros em busca do ouro, eles são transferidos para o Parque Indígena de Xingu, onde vivem até hoje. Os Ikpeng alternam tristeza e humor quando lembram os momentos em que tiveram que mudar radicalmente de vida.

A gente luta mas come fruta, de Bebito Piãko et Isaac Piãko, 40’, 2006, VOSTFr

No vilarejo APIWTXA, próximo ao rio Amônia (AC), a gestão agroflorestal dos índios Ashaninka desenvolve um trabalho de recuperação e preservação dos recursos naturais da reserva ao mesmo tempo em que resiste aos madeireiros que invadem seu território, junto à fronteira do Peru.

Encontro com Janine Vidal (CSIA – Comitê de Apoio aos Índios da América)

Mulheres na prisão

19h: O cárcere e a rua, de Liliana Sulzbach, 81’, 2004, VOSTFr

Cláudia é a presidiária mais antiga e respeitada da penitenciária Madre Pelletier. A que dá ordens e protege. Protege, por exemplo, a jovem Daniela, que corre risco de vida por ser acusada de ter matado o próprio filho. Mas Cláudia, assim como Betânia, deve deixar a penitenciária em breve. Daniela terá que se defender sozinha. Cláudia sai em busca do filho. Betânia sente a tentação de deixar de lado as regras do regime semi-aberto para viver a liberdade em companhia de um novo amor.

Violência policial

21h: Atos dos Homens, de Kiko Goifman, 75’, 2006, VOSTFr

Um raio X da Baixada Fluminense (RJ). O cotidiano dos moradores da região, que convivem com a desigualdade social e a banalização da morte, que se torna corriqueira para a solução de conflitos.

Domingo, 8 de junho : Brasiliatypique

16h: O Homem da Árvore, de Paula Mercedes, 19’, 2007, VOSTFr

Mario, ex-presidiário, vive do alto da árvore que escolheu como casa, em frente ao Palácio do Planalto, sede do governo brasileiro, em Brasília. Para ganhar dinheiro, ele separa o lixo das embaixadas… E luta para provar sua inocência e retomar sua honra.

Oficina Perdiz, de Marcelo Díaz, 20’, 2006, VOSTFr

SCRN 708/9, entre os blocos C e D, área pública, Brasília-DF. Na Oficina Perdiz, o espaço é dividido entre carros e peças de teatro.

Novos modelos de organização social

17h: É tudo mentira, de Jaco Galdino e João Paulo Saraiva, 11’, 2007, VOSTFr

É tudo mentira é resultado de uma campanha local contra o desenvolvimento a qualquer preço, movido simplesmente por ambição.

Multiplicadores, de Renato Martins e Lula Carvalho 15’, 2006, VOSTFr

A cultura do grafite é reconhecida como uma ferramenta de integração social. Os muros cinzas da exclusão caem graças ao jogo colorido das latas de tinta utilizadas pelos jovens como um símbolo de reconhecimento social.

A casa engraçada, de Pascale Hannoyer, 56’, 2007, VOSTFr

A ONG carioca “Se essa rua fosse minha” acolhe crianças de rua e jovens moradores de favelas em oficinas circenses. A esperança trazida por este projeto é contada através de três testemunhos.

Ajuste, de Daniel Veloso, Marcelo Berg, Robert Cabanes, Zé Cesar Magalhaes, 57’, 2005/06, VOSTFr

A partir dos depoimentos de líderes sociais da periferia de São Paulo, este documentário confronta diferentes experiências de trabalho e intervenção social.

Encontro com Pascale Hannoyer, Robert Cabanes et Renato Martins

Estado de lutas

20h: Movimento, de Marcello Lunière, 53’, 2008, VF

Frei Betto é um homem engajado. Torturado na prisão durante a ditadura militar, ele se dedica a ensinar sua “educação popular” aos companheiros de cela. Posteriormente, Frei Betto também participará do desenvolvimento de grandes movimentos sociais no Brasil, incitando os menos favorecidos a se organizarem para lutar por justiça social.

21h: Debate

O Brasil conta com movimentos sociais participantes e uma sociedade civil ativa, tanto que o Fórum Social Mundial nasceu em Porto Alegre (RS). As experiências e a prática de luta nos países do hemisfério Sul poderão servir como inspiração para os novos movimentos sociais que começam a surgir no hemisfério Norte?

Debatedores: Marcello Lunière; Xavier Plassat (CPT – Comissão Pastoral da Terra); Yves Cabannes (Aitec – Associação de Técnicos, Especialistas e Pesquisadores); Gustave Massiah (Cedetim – Centre de Estudos e de Iniciativa de Solidariedade Internacional); Douglas Estevam (MST – Movimentos dos Sem Terra)

Moderadora: Suzanne Humberset (Ritimo – Rede de centros de documentação e de informação pelo desenvolvimento e pela solidariedade internacional)

Autres Brésils

A associação Autres Brésils permite ao público francófono descobrir a realidade social, cultural e política da sociedade brasileira, combatendo a visão distorcida provocada pelos clichês comuns em diversos países. No seu site, a ONG apresenta informações, análises, reportagens e conteúdos de parceiros franceses e brasileiros (mídia, universitários, professores e outros atores sociais). Regularmente, a Autres Brésils organiza eventos culturais, como projeções de documentários, debates e exposições fotográficas sobre experiências inovadoras em matéria social.

Publicado em: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/trabalho-escravo-biocombustiveis-e-resistencia-indigena

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1 ano e 1 dia – Brésil en Mouvements 2008 (Paris, documentaires, débats)

Publicado em: autresbresils.net

Pour la 4ème année consécutive, l’association Autres Brésils vous présente « Brésil en Mouvements », un cycle de projections-débats sur les droits de l’Homme, les questions sociales et l’environnement du plus grand pays d’Amérique du Sud.

Du 2 au 8 juin, à l’espace Confluences, Paris 20ème, le public pourra visionner une vingtaine de documentaires. Quelques-unes des problématiques les plus importantes de la société brésilienne comme le logement ou le travail esclave seront abordées, à travers des films comme « 1 ano e 1 dia » (« 1 année et 1 jour ») et « Nas terras do Bem Virá » (« Sur les terres du Bem Virá »).

Brésil en Mouvements cherche aussi à informer et à sensibiliser sur les questions actuelles et leurs répercussions au niveau global telles que les agrocarburants ou la violence policière, thèmes présentés dans « Du sucre et des fleurs dans nos moteurs » et « Atos dos Homens » (« Les Actes des Hommes »).

Pendant Brésil en Mouvements, vous pourrez également découvrir des films en marge des circuits uniformisés, provenant de réalisateurs indépendants ou de collectifs talentueux. C’est le cas de « Migrantes » (« Migrants »), de Beto Novaes et « A gente luta mas come fruta » (« On lutte mais on mange des fruits »), réalisé par Video nas Aldeias.

Des rencontres avec des réalisateurs tels que Cacau Amaral (« 1 année et 1 jour ») ou encore Xavier Plassat (« Enchaînés par les promesses ») suivront les projections.

Des représentants de mouvements sociaux et associations, comme Douglas Estevam, du Mouvements des sans terre (MST) et Gustave Massiah, du Centre d’Etudes et d’Initiatives de Solidarité Internationale (CEDETIM) compteront parmi les invités aux débats.

A noter également la présence d’Alain Lipietz (économiste et député européen) ainsi que d’un représentant du gouvernement brésilien lors du débat sur les agrocarburants.

Publicado em: http://www.autresbresils.net/agenda/article/bresil-en-mouvements-2008-paris. Acesso em: 18/9/2013

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O cinema é igual o rap

Se o Spike Lee está fazendo scratch

O cinema é igual o rap

Encontro o Chuck D dirigindo um set

O cinema é igual o rap

A gente começou fazendo videoclipe

E abalou as estruturas de elite

Falando do cotidiano da nossa gente

Fazendo uma espécie de cinema urgente

Da mesma maneira que pegava um papel e caneta

Dentro do buzão escrevia uma letra

Se pra fazer rap não precisa dinheiro

Qual a diferença pra fazer um roteiro

Com uma câmera na mão seja qual plataforma filmar

Mini DV, fotográfica ou celular

Saindo do papel direto à prática

Cada artista de rap é um cineasta

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Melhor que um poema – Programação do Festival Internacional de Cinema

Dia 13 de novembro (terça-feira), na Sala Quartel (Regimento Deodoro)
> 19h – Cerimônia de Abertura – Homenagem a Anselmo Duarte
> 20h – Exibição do Filme de Abertura, Pagador de Promessas – Brasil, 95 minutos – De Anselmo Duarte.
 
Dia 14 de novembro (quarta-feira), naSala Vermelha (Unishopping)
> 09h – Mostra Infantil – Filme: O Saci – Brasil, 64 minutos – Direção de Rodolfo Nanni.
 
> 17h – Competitiva de Curtas-metragens:
Ficção 1 – Filmes:
– O Bilhete – Direção de Letícia Tonon;
– … (Reticências) – Direção de Juliano Gomes e Leonardo Bittencourt;
– Transtorno – Direção de Fernanda Teixeira
 
> 18h30 – Competitiva de Curtas-metragens:
Documentário. 1 – Filmes:
– No Chão da Cidade – Descartáveis e Descartados – Direção Coletiva;
– Doc.8 – Direção de Christian Schneider;
– Na Vila e no Samba – Orgulho de ser Nenê – Direção de Elaine Cruz e Raquel De Martin.
 
> 21h – Panorama Internacional – filme: Até Já – França, 95 minutos – Direção de Benoit Jacquot.
 
Na Sala Azul (Unishopping)
> 11h – Mostra Universitária (programa 1);
 
> 12h30 – Mostra Universitária (programa 2);
 
> 15h – Encontro em Foco (programa 1) Sem legendas em português- filmes:
Al Otro Lado Del Mar – Cuba – Direção de Patricia Ortega;
El Año Del Cerdo – Cuba – Direção de Claudia Calderón Pacheco;
Perolita – Cuba – Direção de Patrícia Ortega;
Strawberry – Dinamarca – Direção de Kasper Dahl Verner;
El Matrimonio – Dinamarca – Direção de  Gonzalo Arnal;
Snatch And Kittie – Dinamarca – Direção de Nicolas Steiner;
13 ans – França – Direção de Rudi Rosenberg;
–  Redeemer – França – Direção de Bartosz Kowalski;
Sign Here – França – Direção de Nini Castañeda.
 
> 18h – Sessão Especial – Natal da Portela – Brasil, 93 minutos – Direção Paulo Cezar Saraceni – 35mim – cor – 1988
 
> 21h – Panorama Nacional – Cartola – Brasil, 85 minutos (Leg. Em Inglês) – Direção de Hilton Lacerda e Lirio Ferreira – digital – 2007.
 
Dia 15 de novembro (quinta-feira), naSala Vermelha (Unishopping)
> 9h – Curtas Infantis – Programa 1
> 17h – Competitiva de Curtas metragens – Ficção 2 – Filmes:
– Sete Minutos – Direção de Cavi Borges;
– Revés – Direção de Christian Schneider;
– O Clube dos Suicidas – Direção de Caue Angeli;
– Náufragos – Direção de Leandro Pinto.
 
> 18h30 – Competitiva de Curtas metragens – Documentário. 2 – Filmes:
– Meu Nome é Yuba – Direção de Bruno Barbosa de Mello Castanho e Juliana Kirihata;
– De Repente Santa Helena – Direção de Isabel Ramalho;
– Reforma Universitária – O que é que eu tenho a ver com isso? – Direção de Felipe Peres Calheiros;
– Através das Grades – Direção de Renato Cavalcanti.
 
> 21h – Encontro em Foco (programa 1) Com legendas em português – filmes:
– Al Otro Lado Del Mar – Cuba – Direção de Patricia Ortega;
El Año Del Cerdo – Cuba – Direção de Claudia Calderón Pacheco;
Perolita – Cuba – Direção de Patrícia Ortega;
Strawberry – Dinamarca – Direção de Kasper Dahl Verner;
El Matrimonio – Dinamarca – Direção deGonzalo Arnal;
Snatch And Kittie – Dinamarca – Direção de Nicolas Steiner;
13 ans – França – Direção de Rudi Rosenberg;
Redeemer – França – Direção de Bartosz Kowalski;
Sign Here – França – Direção de Nini Casatñeda.
 
Na Sala Azul (Unishopping)
> 11h – Competitiva de Curtas metragens – Ficção 1 (reprise)
– O Bilhete – Direção de Letícia Tonon;
– … (Reticências) – Direção de Juliano Gomes e Leonardo Bittencourt;
– Transtorno – Direção de Fernanda Teixeira
 
> 12h30 – Competitiva de Curtas-metragens – Documentário 1 – Filmes:(reprise)
– No Chão da Cidade – Descartáveis e Descartados – Direção Coletiva;
– Doc.8 – Direção de Christian Schneider;
– Na Vila e no Samba – Orgulho de ser Nenê – Direção de Elaine Cruz e Raquel De Martin.
 
> 15h – Encontro em Foco (programa 2) Sem legendas em português – filmes:
Mais uma história de amor ou As incríveis aventuras do audacioso
– Telepatoman – Brasil – Direção de Vitor Leobons;
O Vôo – Brasil – Direção de Daniel Paiva e Gustavo Bragança;
Mon Amour – Alemanha – Direção de Alexander Costea;
Morgengrauen – Alemanha – Direção de Johanna Thalmann;
Fair Trade – Alemanha – Direção de Michael Dreher;
Julio & Bill – Argentina;
El secreto de la sangre – Argentina;
Los visitantes – Argentina.
 
> 18h – Panorama Internacional – filme: II Fare Política – Crônica da Toscana Vermelha – Bélgica/França, 86 minutos – Direção de Hugues Le Paige.
 
> 21h – Panorama Nacional – filme: Banda de Ipanema – Brasil, 86 minutos – Direção de Paulo Cezar Saraceni.
 
No CEUNSP
> 15h – Mesa: Da Universidade ao Mercado de Trabalho
 
Dia 16 de novembro (sexta-feira), naSala Vermelha (Unishopping)
> 9h – Curtas Infantis – Programa 2
 
> 17h – Competitiva de Curtas metragens – Ficção 3 – Filmes:
– Forasteiro – Direção de Thiago Fogaça;
– 14 Bis – Direção de André Ristum;
– O Brilho dos Meus Olhos – Direção deAllan Ribeiro.
 
> 18h30h – Competitiva de Curtas metragens – Documentário. 3 – Filmes:…
– Vai Indo Que Eu Já Vou – Direção de Rubem Barros e Marcelo Perez;
– Mestre Babalu – Direção de Clarissa Rebouças e Carine Barreto;
– Melhor Que Um Poema – Direção de Cacau Amaral.
 
> 21h – Encontro em Foco (programa 2) Com legendas em português – filmes:
– Mais uma história de amor ou As incríveis aventuras do audacioso
– Telepatoman – Brasil – Direção de Vitor Leobons;
O Vôo – Brasil – Direção de Daniel Paiva e Gustavo Bragança;
Mon Amour – Alemanha – Direção de Alexander Costea;
Morgengrauen – Alemanha – Direção de Johanna Thalmann;
Fair Trade – Alemanha – Direção de Michael Dreher;
Julio & Bill – Argentina;
El secreto de la sangre – Argentina;
Los visitantes – Argentina.
 
Na Sala Azul (Unishopping)
> 11h – Competitiva de Curtas metragens – Ficção 2. (reprise):
– Sete Minutos – Direção de Cavi Borges;
– Revés – Direção de Christian Schneider;
– O Clube dos Suicidas – Direção de Caue Angeli;
– Náufragos – Direção de Leandro Pinto.
 
> 12h30 – Competitiva de Curtas metragens – Documentário 2.(reprise):
– Meu Nome é Yuba – Direção de Bruno Barbosa de Mello Castanho e Juliana Kirihata;
– De Repente Santa Helena – Direção de Isabel Ramalho;
– Reforma Universitária – O que é que eu tenho a ver com isso? – Direção de Felipe Peres Calheiros;
– Através das Grades – Direção de Renato Cavalcanti.
 
> 15h – Panorama Nacional – Serra da Desordem – Brasil, 135 minutos – 35mm – Direção Andrea Tonacci.
 
> 18h – Panorama Internacional – filme: Nha-Fala – França/Guiné Bissau/ Luxemburgo/ Portugal, 90 minutos – 35mm – Direção de Flora Gomes
 
> 21h – Panorama Nacional – Etnografia da Amizade – Brasil, 86 minutos – digital – Direção de Ricardo Miranda.
 
No CEUNSP
> 15h – Mesa – Intercâmbio Audiovisual
 
Dia 17 de novembro (sábado), na Sala Vermelha (Unishopping)
> 17h – Panorama Nacional – filme: Conceição – Autor Bom é Autor morto – Brasil, 78 minutos – 35mm – Direção de André Sampaio, Cynthia Sims, Daniel Caetano, Guilherme Sarmiento, Samantha Ribeiro.
 
> 21h – Filme de encerramento – Vereda da Salvação – Brasil, 100 minutos – 35mm – Direção de Anselmo Duarte.
  
Na Sala Azul (Unishopping)
> 11h – Competitiva de Curtas-metragens – Ficção 3 (reprise):
– Forasteiro – Direção de Thiago Fogaça;
– 14 Bis – Direção de André Ristum;
– O Brilho dos Meus Olhos – Direção deAllan Ribeiro.
 
> 12h30 – Competitiva de Curtas-metragens – Documentário 3 (reprise):
– Vai Indo Que Eu Já Vou – Direção de Rubem Barros e Marcelo Perez;
– Mestre Babalu – Direção de Clarissa Rebouças e Carine Barreto;
– Melhor Que Um Poema – Direção de Cacau Amaral.
 
No CEUNSP
> 15h – Mesa: Estéticas e Meios de Produção na prática no Cinema Novo e Dogma 95.
 
No Espaço Fábrica
> 19h – Cerimônia de Encerramento e Premiação da Mostra Competitiva de Curtas-Metragens.
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Melhor que um poema – Bresil en mouvements

Publicado em: autresbresils.net

Programme détaillé et actualisé
3 juin 2007

Lundi 4 juin : Histoires de Femmes

19h30

Une histoire Severina – [Uma História Severina] – Debora Diniz & Eliane Brum – 2005 – 23’ – vostf

Le récit des douloureuses pérégrinations de Severina, ouvrière agricole de l’intérieur du Pernambouc, enceinte d’un foetus sans cerveau. Severina se rend à l’hôpital pour interrompre sa grossesse de quatre mois. Mais le Tribunal Fédéral Suprême refuse de l’autoriser à pratiquer une IVG. Un calvaire commence pour elle et son mari, à la recherche de qui abrègera leurs souffrances.

De l’autre côté – [Do Lado de Fora] – Paula Zanettini & Monica Marques – 55’ – vostf

D’infranchissables murs les séparent de leurs maris, compagnons, enfants ou frères. De l’autre côté décrit les obstacles que doivent franchir quelques-unes des 50 000 femmes visitant leurs proches, prisonniers dans l’État de Rio. Heures d’attentes, fouilles, humiliations, pour quelques instants avec l’être aimé.

21h00

DEBAT : La condition de la femme au Brésil

Trois axes de discussion : les violences faites aux femmes brésiliennes, le rôle des femmes en politique, les combats féministes d’aujourd’hui.

Intervenants : Geneviève Garrigos (Amnesty International) ; Marilza de Melo Foucher (Economiste, consultante pour la coopération internationale et développement, membre du conseil scientifique d’Attac) ; Monique Crinon (Cedetim – Resisting Women)

Médiatrice : Erika Campelo (Autres Brésils)

Mardi 5 juin : Indiens du Brésil

19h30

Nguné Elü – Le jour où la lune a eu ses règles – [O Dia em que a Lua Menstruou] – Takumã & Maricá Kuikuro – 2004 – 28’ – vostf

Une éclipse se produit au village kuikoro (Alto Xingu). Soudain, tout est bouleversé : les animaux se transforment, il pleut des gouttes de sang, le chant des flûtes sacrées anime l’obscurité. Il n’y a plus de temps à perdre. Il faut danser, chanter, et réveiller le monde. Les réalisateurs kuikuro nous content ce qui est arrivé ce jour-là, le jour où la lune a eu ses règles.

Shomõtsi – Valdete Pinhanta Ashaninka – 2001 – 42’ – vostf

Chronique du quotidien de Shomõtsi, un Indien Ashaninka vivant à la frontière entre le Pérou et le Brésil. Le réalisateur, lui-même Indien, dresse un portrait de son oncle, mordant et drôle.

21h00

DEBAT : La situation des Indiens

En quoi consiste le projet « Vídeo nas aldeias » ? Quelle est la situation des Indiens du Brésil aujourd’hui ? Comment les soutenir ?

Intervenants : Valdete Pinhanta (Indien Ashaninka, réalisateur) ; Leonardo Sette (“Video Nas Aldeias”) ; Maria Alexandrina da Silva Pinhanta (Indienne Ashaninka) ; Danielle Mitterrand (Présidente de la Fondation France Libertés)

Médiateur : Frédéric Pagès (chanteur-compositeur)

Mercredi 6 juin : Identité sexuelle et religion

20h00

Les filles de Chiquita – [As Filhas da Chiquita] – Priscilla Brasil – 2002 – 51’ – vostf

La plus grande fête catholique au Brésil et l’une des plus importantes au monde – la procession du Círio de Nazaré – côtoie la traditionnelle rencontre homosexuelle de l’Etat d’Amazonie (la Fête de Chiquita). Deux millions de fervents catholiques d’une part, et plusieurs dizaines de milliers d’homosexuels de l’autre. Le film révèle la relation symbiotique entre le sacré et le profane.

21h00

Rencontre musicale (sous-réserve)

Pour finir la soirée en musique.

Jeudi 7 juin : Vie et musique dans les favelas

19h30

Vie nouvelle dans les favelas – [Vida Nova com Favela] – Luis Carlos Nascimento – 2005 – 15’ – vostf

Le film établit un parallèle entre différentes visions et personnalités des favelas. Il retrace un bref historique du rôle des Noirs dans la formation de ces communautés et dans leur fonctionnement au quotidien, de l’abolition de l’esclavage à nos jours. En mêlant images d’archives et actuelles, le film interroge la vision stéréotypée de ceux qui vivent en-dehors des favelas.

Mieux qu’un poème – [Melhor que um poema] – Cacau Amaral – 2006 – 15’ – vostf

Portrait de jeunes des quartiers périphériques de la ville de Rio de Janeiro. Privés d’espaces d’expression, ils s’investissent dans le hip-hop, leur propre et leur seule opportunité d’accéder à la culture et aux loisirs.

Rap, chant de Ceilândia – [Rap, O Canto da Ceilândia] – Adirley Queirós de Andrade – 2005 – 15’ – vostf

Dialogue avec quatre artistes consacrés du rap brésilien (X, Jamaika, Marquim et Japão), tous natifs de Ceilândia, banlieue de Brasília, capitale du pays. Le film présente la trajectoire de ces personnages dans l’univers de la musique et fait un parallèle avec la construction de la ville où ils habitent. Ces artistes voient dans le rap le seul moyen de révéler leurs sentiments et de se réaffirmer comme habitants de la périphérie.

Quatro Varas : la force d’une favela – Benoit Théau & Christina Auxéméry – 2002 – 26’ – vostf

Fortaleza, Nord-Est du Brésil. La ville abrite la deuxième plus grande favela du Brésil. Certains des habitants de ces bidonvilles se sont organisés en associations afin d’améliorer leurs conditions de vie. Quatro Varas, l’une de ces associations, travaille surtout à donner aux habitants une meilleure image d’eux-mêmes et à tisser des liens sociaux.

21H00

DÉBAT : Vie et musique dans les favelas

La place et le rôle de la musique dans les favelas, Afro-descendants et favelas… Deux axes de discussion et de comparaison avec nos banlieues.

Intervenants : Jacques Pasquier (Association Gamins de l’art rue) ; Livio Sansone (Université Fédérale de Bahia – Professeur invité à l’IHEAL) ; Valério da Silva (Fondation Bento Rubião).

Médiateur : Eros SANA (Association Veto, Réseau ZEP – Zone d’Ecologie Populaire).

Vendredi 8 juin : Droit au logement

19h00

En marge des toits – [A Margem do Concreto] – Evaldo Mocarzel – 2005 – 85’ – vostf

Opérations de dénonciation et occupations d’immeubles vides dans la ville de São Paulo : des citoyens luttent ensemble pour plus de justice et d’intégration sociales, pour la reconquête de leur droit fondamental d’accès à la ville. Témoignage d’une situation devenue insupportable pour une population modeste, le film suit le Mouvement des Sans Toit de São Paulo et dresse le portrait de quelques-unes de ses figures marquantes. Second volet d’un tétralogie pauliste, amorcée avec le film « En marge de l’image ».

RENCONTRE avec le réalisateur Evaldo Mocarzel

21h00

DEBAT : Droit au logement

Un panorama des actions menées au Brésil pour l’accès à un logement digne.

Intervenants : Verônica Kroll (Mouvement des Sans Toit) ; Evaldo Mocarzel (réalisateur) ; Dominique-Cécile Varnat (fondation Abbé Pierre)

Médiateur : Ivan Du Roy (journaliste à Témoignage Chrétien et Bastamag.org).

Samedi 9 juin 1ère partie : Eduardo Coutinho

15h00

Edificio Master – Eduardo Coutinho – 2002 – 110’ – vostf

Ce film suit, au quotidien, les habitants de l’immeuble « Edifício Master », à Copacabana, Rio de Janeiro. 12 étages de 23 appartements chacun. En tout, 276 logements où vivent près de 500 personnes dans la décadence, l’espoir et la solitude. Prostituées, trafiquants, domestiques, retraités, tous racontent leur histoire simplement et dignement.

17h00

Une vérité à vivre – [Verdade marcada pra viver] – João Novaes – 2004 – 29’ – vostf

Un documentaire métalinguistique qui célèbre les 40 ans du classique Un Homme à abattre (Cabra marcado pra morrer), oeuvre majeure d’Eduardo Coutinho. Le film traite des différences entre le cinéma direct et le cinéma vérité.

17h30

DEBAT : Eduardo Coutinho et le documentaire brésilien

Quelle est la situation du documentaire brésilien aujourd’hui ? En quoi Eduardo Coutinho est-il particulier ?

Intervenantes : Anna Glogowski (Conseiller de Programmes Documentaires à France 3), Mônica Araujo (documentariste)

Médiateur : Carim Azeddine (réalisateur et critique cinéma pour Infos Brésil)

Samedi 9 juin 2è partie : Lutte pour la Terre

19h00

Zé Pureza – Marcelo Ernandez – 2006 – 97’ – vostf

Le film retrace le parcours d’un groupe de familles du Mouvement des Sans Terre (MST), installé au Nord de l’État de Rio de Janeiro. L’équipe de tournage a suivi pendant 4 ans les réunions, les mobilisations, les occupations, les évacuations, les manifestations publiques et les drames sociaux vécus par ces familles dans les divers endroits où elles ont installé leurs campements.

21h00

Expedito – [Expedito – Em Busca de Outros Nortes] – Beto Novaes & Aida Marques – 2006 – 70’ – vostf

Un tableau de la colonisation de l’Amazonie dans les années 70, époque où le gouvernement brésilien favorise l’avancée de larges fronts d’exploitation dans la région. Expedito Ribeiro de Souza, paysan et poète, part alors avec sa famille pour la forêt, à la recherche d’un lot de terre à cultiver. Son engagement politique et syndical lui attire la haine de grands propriétaires terriens qui finissent par mettre sa tête à prix. Participation du chanteur et compositeur Chico Buarque comme narrateur des poèmes du leader rural.

RENCONTRE avec les réalisateurs Aida Marques et Beto Novaes

(Expedito sera projeté une 2è fois, également en présence du réalisateur, le lundi 11 juin à 20h15 au CINÉ 104 à Pantin. Plus de détails ICI)

Dimanche 10 juin : Travail Esclave

15h00

Chaînes – [Correntes] – Caio Cavechini & Ivan Paganotti – 2005 – 58’ – vostf

Aujourd’hui, les fers aux bras et aux chevilles des ouvriers asservis ont été remplacés par les jougs symboliques de la dette et de la violence, l’assujettissement par la misère, la migration, les leurres, le travail. Le film témoigne de ces changements dans la continuation, à travers les expériences de lutte quotidienne des abolitionnistes modernes – des inspecteurs du travail et autres militants des droits de l’homme.

RENCONTRE avec le réalisateur Caio Cavechini

17h00

La légende de la terre dorée – Stéphane Brasey – 2007 – 55’ – vostf

État du Pará, sud de l’Amazonie brésilienne : terre de lumière, terre de violence. Séduits par de fausses promesses, des centaines de travailleurs affluent jour après jour dans d’immenses exploitations, où ils sont réduits en esclaves : retenus, mal nourris et mal logés, endettés artificiellement, privés de salaire.

RENCONTRE avec le réalisateur Stéphane Brasey

19h00

DEBAT : Lutter contre le travail esclave

Depuis 2003, le gouvernement brésilien reconnaît officiellement la pratique de l’esclavage sur son territoire et intensifie la lutte pour l’éradiquer. Qu’en est-il aujourd’hui ?

Intervenants : Caio Cavechini (Agence Repórter Brasil) ; Stéphane Brasey (réalisateur) ; Beto Novaes (réalisateur) ; Debora Lerrer (Doctorante à l’EHESS, journaliste)

Médiateur : Georges da Costa (Autres Brésils)

Publicado em: http://www.autresbresils.net/bresil-en-mouvements-brasil-em/bresil-en-mouvements-2007/le-programme/article/programme-detaille-et-actualise. Acesso em: 18/9/2013

Publicado em Clipping, Internacional, Na rede | Deixe um comentário

Mieux qu’un poème – [Melhor que um poema]

Publicado em: autresbresils.net

Programme détaillé et actualisé
3 juin 2007

Lundi 4 juin : Histoires de Femmes

19h30

Une histoire Severina – [Uma História Severina] – Debora Diniz & Eliane Brum – 2005 – 23’ – vostf

Le récit des douloureuses pérégrinations de Severina, ouvrière agricole de l’intérieur du Pernambouc, enceinte d’un foetus sans cerveau. Severina se rend à l’hôpital pour interrompre sa grossesse de quatre mois. Mais le Tribunal Fédéral Suprême refuse de l’autoriser à pratiquer une IVG. Un calvaire commence pour elle et son mari, à la recherche de qui abrègera leurs souffrances.

De l’autre côté – [Do Lado de Fora] – Paula Zanettini & Monica Marques – 55’ – vostf

D’infranchissables murs les séparent de leurs maris, compagnons, enfants ou frères. De l’autre côté décrit les obstacles que doivent franchir quelques-unes des 50 000 femmes visitant leurs proches, prisonniers dans l’État de Rio. Heures d’attentes, fouilles, humiliations, pour quelques instants avec l’être aimé.

21h00

DEBAT : La condition de la femme au Brésil

Trois axes de discussion : les violences faites aux femmes brésiliennes, le rôle des femmes en politique, les combats féministes d’aujourd’hui.

Intervenants : Geneviève Garrigos (Amnesty International) ; Marilza de Melo Foucher (Economiste, consultante pour la coopération internationale et développement, membre du conseil scientifique d’Attac) ; Monique Crinon (Cedetim – Resisting Women)

Médiatrice : Erika Campelo (Autres Brésils)

Mardi 5 juin : Indiens du Brésil

19h30

Nguné Elü – Le jour où la lune a eu ses règles – [O Dia em que a Lua Menstruou] – Takumã & Maricá Kuikuro – 2004 – 28’ – vostf

Une éclipse se produit au village kuikoro (Alto Xingu). Soudain, tout est bouleversé : les animaux se transforment, il pleut des gouttes de sang, le chant des flûtes sacrées anime l’obscurité. Il n’y a plus de temps à perdre. Il faut danser, chanter, et réveiller le monde. Les réalisateurs kuikuro nous content ce qui est arrivé ce jour-là, le jour où la lune a eu ses règles.

Shomõtsi – Valdete Pinhanta Ashaninka – 2001 – 42’ – vostf

Chronique du quotidien de Shomõtsi, un Indien Ashaninka vivant à la frontière entre le Pérou et le Brésil. Le réalisateur, lui-même Indien, dresse un portrait de son oncle, mordant et drôle.

21h00

DEBAT : La situation des Indiens

En quoi consiste le projet « Vídeo nas aldeias » ? Quelle est la situation des Indiens du Brésil aujourd’hui ? Comment les soutenir ?

Intervenants : Valdete Pinhanta (Indien Ashaninka, réalisateur) ; Leonardo Sette (“Video Nas Aldeias”) ; Maria Alexandrina da Silva Pinhanta (Indienne Ashaninka) ; Danielle Mitterrand (Présidente de la Fondation France Libertés)

Médiateur : Frédéric Pagès (chanteur-compositeur)

Mercredi 6 juin : Identité sexuelle et religion

20h00

Les filles de Chiquita – [As Filhas da Chiquita] – Priscilla Brasil – 2002 – 51’ – vostf

La plus grande fête catholique au Brésil et l’une des plus importantes au monde – la procession du Círio de Nazaré – côtoie la traditionnelle rencontre homosexuelle de l’Etat d’Amazonie (la Fête de Chiquita). Deux millions de fervents catholiques d’une part, et plusieurs dizaines de milliers d’homosexuels de l’autre. Le film révèle la relation symbiotique entre le sacré et le profane.

21h00

Rencontre musicale (sous-réserve)

Pour finir la soirée en musique.

Jeudi 7 juin : Vie et musique dans les favelas

19h30

Vie nouvelle dans les favelas – [Vida Nova com Favela] – Luis Carlos Nascimento – 2005 – 15’ – vostf

Le film établit un parallèle entre différentes visions et personnalités des favelas. Il retrace un bref historique du rôle des Noirs dans la formation de ces communautés et dans leur fonctionnement au quotidien, de l’abolition de l’esclavage à nos jours. En mêlant images d’archives et actuelles, le film interroge la vision stéréotypée de ceux qui vivent en-dehors des favelas.

Mieux qu’un poème – [Melhor que um poema] – Cacau Amaral – 2006 – 15’ – vostf

Portrait de jeunes des quartiers périphériques de la ville de Rio de Janeiro. Privés d’espaces d’expression, ils s’investissent dans le hip-hop, leur propre et leur seule opportunité d’accéder à la culture et aux loisirs.

Rap, chant de Ceilândia – [Rap, O Canto da Ceilândia] – Adirley Queirós de Andrade – 2005 – 15’ – vostf

Dialogue avec quatre artistes consacrés du rap brésilien (X, Jamaika, Marquim et Japão), tous natifs de Ceilândia, banlieue de Brasília, capitale du pays. Le film présente la trajectoire de ces personnages dans l’univers de la musique et fait un parallèle avec la construction de la ville où ils habitent. Ces artistes voient dans le rap le seul moyen de révéler leurs sentiments et de se réaffirmer comme habitants de la périphérie.

Quatro Varas : la force d’une favela – Benoit Théau & Christina Auxéméry – 2002 – 26’ – vostf

Fortaleza, Nord-Est du Brésil. La ville abrite la deuxième plus grande favela du Brésil. Certains des habitants de ces bidonvilles se sont organisés en associations afin d’améliorer leurs conditions de vie. Quatro Varas, l’une de ces associations, travaille surtout à donner aux habitants une meilleure image d’eux-mêmes et à tisser des liens sociaux.

21H00

DÉBAT : Vie et musique dans les favelas

La place et le rôle de la musique dans les favelas, Afro-descendants et favelas… Deux axes de discussion et de comparaison avec nos banlieues.

Intervenants : Jacques Pasquier (Association Gamins de l’art rue) ; Livio Sansone (Université Fédérale de Bahia – Professeur invité à l’IHEAL) ; Valério da Silva (Fondation Bento Rubião).

Médiateur : Eros SANA (Association Veto, Réseau ZEP – Zone d’Ecologie Populaire).

Vendredi 8 juin : Droit au logement

19h00

En marge des toits – [A Margem do Concreto] – Evaldo Mocarzel – 2005 – 85’ – vostf

Opérations de dénonciation et occupations d’immeubles vides dans la ville de São Paulo : des citoyens luttent ensemble pour plus de justice et d’intégration sociales, pour la reconquête de leur droit fondamental d’accès à la ville. Témoignage d’une situation devenue insupportable pour une population modeste, le film suit le Mouvement des Sans Toit de São Paulo et dresse le portrait de quelques-unes de ses figures marquantes. Second volet d’un tétralogie pauliste, amorcée avec le film « En marge de l’image ».

RENCONTRE avec le réalisateur Evaldo Mocarzel

21h00

DEBAT : Droit au logement

Un panorama des actions menées au Brésil pour l’accès à un logement digne.

Intervenants : Verônica Kroll (Mouvement des Sans Toit) ; Evaldo Mocarzel (réalisateur) ; Dominique-Cécile Varnat (fondation Abbé Pierre)

Médiateur : Ivan Du Roy (journaliste à Témoignage Chrétien et Bastamag.org).

Samedi 9 juin 1ère partie : Eduardo Coutinho

15h00

Edificio Master – Eduardo Coutinho – 2002 – 110’ – vostf

Ce film suit, au quotidien, les habitants de l’immeuble « Edifício Master », à Copacabana, Rio de Janeiro. 12 étages de 23 appartements chacun. En tout, 276 logements où vivent près de 500 personnes dans la décadence, l’espoir et la solitude. Prostituées, trafiquants, domestiques, retraités, tous racontent leur histoire simplement et dignement.

17h00

Une vérité à vivre – [Verdade marcada pra viver] – João Novaes – 2004 – 29’ – vostf

Un documentaire métalinguistique qui célèbre les 40 ans du classique Un Homme à abattre (Cabra marcado pra morrer), oeuvre majeure d’Eduardo Coutinho. Le film traite des différences entre le cinéma direct et le cinéma vérité.

17h30

DEBAT : Eduardo Coutinho et le documentaire brésilien

Quelle est la situation du documentaire brésilien aujourd’hui ? En quoi Eduardo Coutinho est-il particulier ?

Intervenantes : Anna Glogowski (Conseiller de Programmes Documentaires à France 3), Mônica Araujo (documentariste)

Médiateur : Carim Azeddine (réalisateur et critique cinéma pour Infos Brésil)

Samedi 9 juin 2è partie : Lutte pour la Terre

19h00

Zé Pureza – Marcelo Ernandez – 2006 – 97’ – vostf

Le film retrace le parcours d’un groupe de familles du Mouvement des Sans Terre (MST), installé au Nord de l’État de Rio de Janeiro. L’équipe de tournage a suivi pendant 4 ans les réunions, les mobilisations, les occupations, les évacuations, les manifestations publiques et les drames sociaux vécus par ces familles dans les divers endroits où elles ont installé leurs campements.

21h00

Expedito – [Expedito – Em Busca de Outros Nortes] – Beto Novaes & Aida Marques – 2006 – 70’ – vostf

Un tableau de la colonisation de l’Amazonie dans les années 70, époque où le gouvernement brésilien favorise l’avancée de larges fronts d’exploitation dans la région. Expedito Ribeiro de Souza, paysan et poète, part alors avec sa famille pour la forêt, à la recherche d’un lot de terre à cultiver. Son engagement politique et syndical lui attire la haine de grands propriétaires terriens qui finissent par mettre sa tête à prix. Participation du chanteur et compositeur Chico Buarque comme narrateur des poèmes du leader rural.

RENCONTRE avec les réalisateurs Aida Marques et Beto Novaes

(Expedito sera projeté une 2è fois, également en présence du réalisateur, le lundi 11 juin à 20h15 au CINÉ 104 à Pantin. Plus de détails ICI)

Dimanche 10 juin : Travail Esclave

15h00

Chaînes – [Correntes] – Caio Cavechini & Ivan Paganotti – 2005 – 58’ – vostf

Aujourd’hui, les fers aux bras et aux chevilles des ouvriers asservis ont été remplacés par les jougs symboliques de la dette et de la violence, l’assujettissement par la misère, la migration, les leurres, le travail. Le film témoigne de ces changements dans la continuation, à travers les expériences de lutte quotidienne des abolitionnistes modernes – des inspecteurs du travail et autres militants des droits de l’homme.

RENCONTRE avec le réalisateur Caio Cavechini

17h00

La légende de la terre dorée – Stéphane Brasey – 2007 – 55’ – vostf

État du Pará, sud de l’Amazonie brésilienne : terre de lumière, terre de violence. Séduits par de fausses promesses, des centaines de travailleurs affluent jour après jour dans d’immenses exploitations, où ils sont réduits en esclaves : retenus, mal nourris et mal logés, endettés artificiellement, privés de salaire.

RENCONTRE avec le réalisateur Stéphane Brasey

19h00

DEBAT : Lutter contre le travail esclave

Depuis 2003, le gouvernement brésilien reconnaît officiellement la pratique de l’esclavage sur son territoire et intensifie la lutte pour l’éradiquer. Qu’en est-il aujourd’hui ?

Intervenants : Caio Cavechini (Agence Repórter Brasil) ; Stéphane Brasey (réalisateur) ; Beto Novaes (réalisateur) ; Debora Lerrer (Doctorante à l’EHESS, journaliste)

Médiateur : Georges da Costa (Autres Brésils)

Publicado em: http://www.autresbresils.net/bresil-en-mouvements-brasil-em/bresil-en-mouvements-2007/le-programme/article/programme-detaille-et-actualise. Ultimo acesso em: 18/8/2013

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Guerreiras do Brasil – o filme

Filme documentário brasileiro de curta-metragem, de 2007, dirigido por Cacau Amaral.

Prêmios

Menção Honrosa pela relevância no Festival Favela é Isso Aí – MG (2008).

Sinopse

40 mulheres, das cinco regiões brasileiras, se reúnem em uma ilha no Rio de Janeiro e usam o hip hop para gritar pela eliminação da violência contra a mulher.

Elenco

Rúbia, Lica, Tulane, Negra Rô, Soul Cris, Refem e outras

Festivais

– IN-EDIT – Festival internacional do documentário musical, SP, 2010
– Indicado ao Prêmio Hutúz na categoria Hip Hop Ciência e Conhecimento, RJ, 2008
– 1ª Festival NOSSAS NOVAS, Paris, França, 2008
– 7ª Mostra do Filme Livre, RJ, 2008
– Festival Audiovisual Visões Periféricas, RJ, 2008
– Cine Cufa, RJ, 2008
– Web Cine Banana, WEB, 2008
– 12ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico, RJ, 2007
– Hutúz Filme Festival, RJ, 2007

Ficha técnica

Formato: DIGITAL
Ano de Produção: 2007
Duração: 13min
Direção: CACAU AMARAL
Roteiro: CACAU AMARAL
Produtor: CACAU AMARAL e FÁBIO ACM
Imagens: FÁBIO ACM, ANDRÉ LAVAQUIAL e BRUNO MARTINS
Montagem/Edição: MARCELLE CASTRO
Trilha Sonora: CACAU AMARAL
Som Direto: CAUÊ LEAL

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