O pixador

Lequá nemá, gachê rapá quiá, cassar nhami tralê, uê usô da GPA

Já zfá um pãotem desde que uê reipá, só que ragoá uê teivou rapá larfá

Rapá larfá rapá cevô que vacafi dolabô / doquan avi a dacalemô dorrencô da cialipô

E dolanfá dolaboem, tojei que guemnin detenen / é quepor tegená valafá de stra rapá tefren

Nhati zedo noâ doquan ceimecô / chapi a sequimar e rrecô da cialipô

Quelemô de detutiá doajanvi no busniô / rapá liá, rapá quiá, doranti daon

Quelemô de detutiá que desde noquepi / ifô pra aru e deuprena a vervi

Uê vatá na vachu pra se lharmó / Uê lofá rapá cevo… A rragué soumecô

A noite chegou, não sei pra onde vou, pegar o 638, no Tem Tudo sujou

Mas em que direção, Saes Pena ou Marechal, Zona Norte, Zona Sul, Suburbana e tal

A noite vai ser longa porque aqui ninguém desiste, 5 moleques cada um com uma coralite

No decorrer da noite colorindo a cidade, o mais velho 15 anos de idade

Num cenário perfeito para a escalação, muito além do que auto afirmação

Na nossa comunidade o tag é o documento / simbologia do nosso talento

Sua sociedade é incapaz de me reconhecer / subo mais alto, quebra o pescoço pra me ver

Vou pro baile esperar você dormir / e se quiser me alcançar… há há… vai ter que subir

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1 Ano e 1 Dia no Mate

Publicado em: matecomangu

 

Estreia de 1 Ano e 1 Dia no Mate com Angu

 

Publicado em: http://issuu.com/matecomangu/docs/livro-mate-com-angu/21. Último acesso: 15/10/2012

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Licença ao rap

Neste mês recebi um convite bem diferente de tudo que costumo fazer. Bem no meio da que eu posso considerar a maior de todas as férias do Baixada Brothers, onde tenho dedicado uma boa parte do meu tempo ao cinema, me convidaram para participar de um grupo que vai concorrer ao samba da Grande Rio de 2006. Grande Rio é a escola de samba da minha cidade, Duque de Caxias e está no grupo especial do carnaval carioca desde 1991. Eu confesso que no início não entendi muito bem por que logo eu. E entre o novo disco do Baixada, ações do cineclube, festivais do “1 Ano e 1 Dia” e pré-produção de “Melhor que um poema”, meu próximo filme; fiquei por quase um segundo indeciso se aceitaria o convite ou não.
Pô, eu não tinha nem 7 anos de idade e já sonhava com uma oportunidade dessas. Sendo assim, eu peço uma licença provisória ao rap para me dedicar a mais esse desafio. Ao rap, mas não ao hip hop, por que o bagulho é doido. E o samba sempre fez parte da realidade da hiphopada do Rio. Por isso, me dedicarei a essa empreitada nos próximos 3 meses, e sem a menor dúvida voltarei desta com mais algumas histórias legais, que provavelmente serão contadas no retorno do Baixada Brothers ou aqui mesmo nesta coluna.
Por coincidência ou não, ano passado, após ler o livro do Alessandro Buzo, o “Suburbano Nato” (http://www.realhiphop.com.br/colunas/cacau/index15.htm), propus a ele que fizéssemos um disco sobre a saga do nosso herói Ricardo, protagonista deste romance periférico. O Alessandro achou ótimo. A minha idéia surgiu depois de perceber que o cotidiano do jovem da periferia de São Paulo não tinha nenhuma diferença do meu. Parecia até que o Ricardo era meu vizinho aqui na Baixada. As mesmas brincadeiras, os mesmos problemas com drogas, as mesmas prostitutas, o rock e principalmente o samba. Enfim, quem nasceu em 72 sabe qualé. Quem não nasceu sabe também. Todo mundo está careca de saber que as crianças de hoje em dia não sabem mais o que é brincar na rua, elas só ficam em casa trancadas de frente para o videogame, e os pais ficam reféns dessa desgraça, pois se por um lado eles entendem que a infância é a parte mais importante da formação do caráter das pessoas, por outro acabam concordando que é melhor as crianças abrirem mão destas brincadeiras, que realmente exercitam sua criatividade, e partirem para aventuras mais sintéticas, que supostamente lhes isentarão da violência do cotidiano urbano.
A mídia ganha muito com isso, pois se as crianças estão presas às rédeas, elas não vivenciarão estas experiências na prática. A cultura da rua perde com isso, pois essa experiência da rua agora pode facilmente ser maquiada e difundida em massa por meios eletrônicos. Não existe outra maneira das crianças terem acesso às coisas, como o samba por exemplo, se não vamos mais para a rua fazer o samba da maneira que ele era feito no passado. Hoje a mídia consegue diluir as músicas populares, como aconteceu com o samba, com o rock e com o próprio rap. Nos três casos a fórmula é colocar as mulheres na posição de submissão, servindo apenas como objeto de adoração para os desejos machistas e tantas outras proezas empregadas para desviar a atenção dos populares.
No princípio o ideal das escolas de samba era fazer músicas sobre a história do povo contada pelo próprio povo, já que as instituições responsáveis por contar estas histórias não estavam fazendo de forma imparcial. Se os institutos educacionais contavam histórias deturpadas sobre nosso povo; nós mesmos, o povo, contaríamos estas histórias a partir de então. Mas o sistema não descansa. Ele se apropria das culturas, aumenta o preço dos ingressos, elitiza o samba e paga os populares para contar histórias de prefeituras, empresas e ações provenientes do próprio sistema.
Diz, diz, diz, diz, diz.

Cacau Amaral
Texto publicado no portal Realhiphop
24/6/2005

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O primeiro filme

O primeiro filme a gente nunca esquece né?
Não sei porque escolhi essa frase para começar esse texto. Acho que é porque o primeiro filme a gente nunca esquece né?
Após o Baixada Brothers concluir e exibir o clipe da música Ataque verbal no curso de cinema, muita coisa mudou na vida da gente. A experiência com o Mate Com Angu foi crucial nesse processo. A oportunidade de exibir filmes para quem não tem acesso e de poder observar a reação das pessoas é muito gratificante.
Eu pude perceber isso nitidamente na estréia do “1 Ano e 1 Dia”, documentário que fiz juntamente o João e o Rafael, todos alunos de cinema na Cufa.
Eu sempre me seduzi pelas reações do público de uma maneira em geral. Quando você está falando para um grande público ou tocando e você enxerga nos olhos dele as inúmeras reações, você interage com aquelas reações. Elas te influenciam e acabam ditando a maneira que você vai agir dali em diante. A sensação que um dj tem quando está escolhendo a próxima música que ele vai tocar na pista, deve ilustrar melhor o que eu estou tentando explicar. A reação do público é quem determina seu próximo passo. Mas no cinema eu vi o outro lado da coisa. O filme já está pronto, você não pode mais mexer. Se alguém fizer cara de quem não gostou, você não pode mais acelerar o ritmo por exemplo. O ritmo já está lá.
E dessa maneira eu tive que aprender a aceitar as diferentes opiniões em questão, não dava mais pra voltar atrás. E essa diversidade acaba deixando de ser um problema, à medida que na verdade você está instigando a discussão. As pessoas não precisam pensar como você. E nunca vão pensar. O que elas precisam é discutir. Nós estamos impregnados de modelos e dogmas a serem seguidos; e pouquíssimas pessoas se preocupam em questionar como aquele caminho foi traçado. A que interesses estamos satisfazendo quando absorvemos esse ou aquele comportamento? Dificilmente nos questionamos nesse sentido. E é por isso que eu tenho ficado em êxtase permanente com as exibições de nosso filme. É muito maneiro ver as caras e bocas que o público faz durante as exibições. Na segunda do CCBB tinha um cara, que por coincidência estava sentado ao meu lado, que xingava o tempo todo e dizia que aquilo era tudo mentira. O mais interessante é que ele falava baixinho, como se estivesse dizendo para ele mesmo. O cara não queria incomodar, sabe qual é?
Na hora eu fiquei muito curioso em saber quem era aquele cara. Comecei a planejar a abordagem após o filme, “e aí, gostou”. Mas infelizmente ele foi embora na hora que os personagens começaram a questionar a ação dos maus policiais. Aí ficou a incógnita. Será que ele é polícia? Será que ele é um senhorio? Ou uma pessoa que está tendo problemas com um caseiro? Um grileiro é difícil.
Depois de ficar um tempão me perguntando quem seria aquele sujeito estranho que foi embora, eu tive o insite. Não interessa quem ele é. Ele é uma pessoa como eu e como você, que sofre, que chora, que ri, quando assiste uma história que te toca. E ele foi tocado por aquela história. De uma maneira geral, as pessoas têm um sentimento de satisfação quando os heróis populares exibem o prêmio por vencer o desafio que lhes foi proposto. Mas foi tocado de alguma maneira e é essa a diversidade que eu vinha procurando.

Cacau Amaral
4/4/2005

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1 Ano e 1 Dia – PREMIADOS na Mostra do Filme Livre 2005

Publicado em: curtaocurta.com.br

Saiba os filmes PREMIADOS na Mostra do Filme Livre 2005

 

Domingo, 27 de Fevereiro de 2005

Por guiwhi

Premiação da Mostra do Filme Livre 2005

A    IV   Mostra do Filme Livre premiou, através de seu júri oficial, os seguintes filmes:
(em breve mais textos e fotos do evento)


os diretores do filme ´Um ano e um dia`, vencedores do Prêmio Cara Liberdade

Prêmio Filme Livre
Concorreram filmes com mais de 30 minutos de duração.

O vencedor foi o longa-metragem

KORDA, de Marcos Andrade, pela impecável plasticidade e originalidade na linguagem.
Leia aqui o texto publicado no catálogo da MFL sobre este filme.

A MFL também concedeu uma Menção Honrosa ao filme Operação Cavalo de Tróia, de Axel Weisz, Laura Faerman e Thiago Villas Boas, pela perpetuação do espírito guerreiro.

Prêmio Curta Livre
O Prêmio Curta Livre é para filmes de até 29 minutos.
O premiado em 2005 foi o curta O ASTISTA CONTRA O CABA DO MAL, de Alder Gomes, pela naturalidade, fluidez e comunicabilidade com as quais o filme conta sua história.


Foto do Filme ´O astista contra o caba do mal`, vencedor do Prêmio Curta Livre

Também mereceram destaque, com uma Menção Honrosa, os curtas SARAVÁ, de Beto valente e Dado Amaral e OS PAULISTAS INVADEM , de João Karoauk, Regis Maximillian e Ricardo Nimtz. O primeiro pelo espírito libertário da obra e o segundo pelo espírito anarquista, demolidor e saudável do filme.

Prêmio Século XX
O Prêmio Século XX é único no Brasil e foi criado para valorizar produções feitas no século passado, filmes que por certos motivos , do político ao tecnológico, não foram muito exibidos em suas épocas e que através da mostra livre tem uma nova chance de serem vistos e até premiados.
Sendo assim, o prêmio Século XX da Mostra do Filme Livre 2005 foi  para o filme

PIGGY BANK, de Joel Pizzini.  Uma alegoria surrealista ao sistema bancário brasileiro, um filme que apesar de completar uma década continua atual.

A Mostra também concedeu uma menção honrosa ao filme Penitência, de Joel de Almeida, um documentário sem entrevistas e sem narração que retrata um aspecto medieval praticado pela igreja católica no Brasil de hoje.

Prêmio Oficinando
O Prêmio Oficinando também é único no Brasil e tem tudo a ver com a Mostra Livre já que desde a primeira edição realizamos oficinas de livre realização. Desde 2002 já produzimos 15 curtas, alguns premiados em festivais nacionais, outros exibidos em tvs e na Internet. A graça do prêmio está em valorizar filmes feitos através destes tipos de iniciativas, filmes que até poucos anos atrás não eram possíveis de serem feitos e que hoje, através de oficinas de realização, são possíveis em várias cidades brasileiras, facilitando o acesso audiovisual a pessoas que dificilmente teriam condições de praticar a realização de filmes coletivamente.

Em 2005 o Júri da Mostra do Filme Livre definiu como Melhor filme de oficina o curta NGUNÉ ELU – o dia em que a lua menstruou, de Takumã e Marika Kuikuro, do projeto Vídeo nas Aldeias.

Prêmio Rio Livre
O prêmio RIO LIVRE é para filmes realizados no Estado do Rio, independente da duração e do formato.

O vencedor em 2005 foi o curta RISCO, de Bernardo Gebara, pela originalidade e simplicidade no tratamento de uma temática tão difícil.

Prêmio Cara Liberdade
O prêmio CARA LIBERDADE também é original da Mostra do Filme Livre. Nenhum outro evento no Brasil oferece prêmios exclusivos a filmes feitos sem o apoio do Estado. É mais uma forma que a Mostra Livre encontrou de diferenciar e valorizar a filmes feitos muitas vezes na raça por pessoas que não esperam a ajuda do estado para suas realizações, antes disso, fazem filmes e, aqui, ganham prêmios.

O destaque da MFL e vencedor de tal prêmio foi o filme:

UM ANO E UM DIA, de Antônio Amaral, João Xavier e Rafael da Costa, pela relevância social e também política de um tema tão comum hoje em dia, a vida de pessoas sem um lugar para viver e das possibilidades de reverter esta situação de forma coletiva.

A MFL  também ofereceu Menção Honrosa aos filmes ENGENHO PRADO, do Acampamento Chico Mendes 2, Telephone Colorido, Centro Josué de Castro e CPT, pela importância da denúncia iminente e omitida pelos grandes meios de comunicação.

E ao filme ATENTADO, de Fernando Huck Eduardo Srur, um filme que por sí só é um ato político.

Confira aqui a relação dos prêmios de cada categoria.

Ainda esta semana os números finais da mostra, fotos do Cortejo Livre, das sessões e muito mais.

Publicado em: http://www.curtaocurta.com.br/jornal.php?c=318

Publicado em Agenda, Clipping, Diário, Festivais, Na rede, Prêmios | Deixe um comentário

1 Ano e 1 Dia – Premiação da Mostra do Filme Livre 2005

Publicado em: mostradofilmelivre.com

Premiação da Mostra do Filme Livre 2005

A IV Mostra do Filme Livre premiou, através de seu júri oficial, os seguintes filmes:

os diretores do filme ´Um ano e um dia`, vencedores do Prêmio Cara Liberdade

Prêmio Filme Livre
Concorreram filmes com mais de 30 minutos de duração.

O vencedor foi o longa-metragem

KORDA, de Marcos Andrade, pela impecável plasticidade e originalidade na linguagem.
Leia aqui o texto publicado no catálogo da MFL sobre este filme.

A MFL também concedeu uma Menção Honrosa ao filme Operação Cavalo de Tróia, de Axel Weisz, Laura Faerman e Thiago Villas Boas, pela perpetuação do espírito guerreiro.

Prêmio Curta Livre
O Prêmio Curta Livre é para filmes de até 29 minutos.
O premiado em 2005 foi o curta O ASTISTA CONTRA O CABA DO MAL, de Alder Gomes, pela naturalidade, fluidez e comunicabilidade com as quais o filme conta sua história.

Foto do Filme ´O astista contra o caba do mal`, vencedor do Prêmio Curta Livre

Também mereceram destaque, com uma Menção Honrosa, os curtas SARAVÁ, de Beto valente e Dado Amaral e OS PAULISTAS INVADEM , de João Karoauk, Regis Maximillian e Ricardo Nimtz. O primeiro pelo espírito libertário da obra e o segundo pelo espírito anarquista, demolidor e saudável do filme.

Prêmio Século XX
O Prêmio Século XX é único no Brasil e foi criado para valorizar produções feitas no século passado, filmes que por certos motivos , do político ao tecnológico, não foram muito exibidos em suas épocas e que através da mostra livre tem uma nova chance de serem vistos e até premiados.
Sendo assim, o prêmio Século XX da Mostra do Filme Livre 2005 foi para o filme

PIGGY BANK, de Joel Pizzini. Uma alegoria surrealista ao sistema bancário brasileiro, um filme que apesar de completar uma década continua atual.

A Mostra também concedeu uma menção honrosa ao filme Penitência, de Joel de Almeida, um documentário sem entrevistas e sem narração que retrata um aspecto medieval praticado pela igreja católica no Brasil de hoje.

Prêmio Oficinando
O Prêmio Oficinando também é único no Brasil e tem tudo a ver com a Mostra Livre já que desde a primeira edição realizamos oficinas de livre realização. Desde 2002 já produzimos 15 curtas, alguns premiados em festivais nacionais, outros exibidos em tvs e na Internet. A graça do prêmio está em valorizar filmes feitos através destes tipos de iniciativas, filmes que até poucos anos atrás não eram possíveis de serem feitos e que hoje, através de oficinas de realização, são possíveis em várias cidades brasileiras, facilitando o acesso audiovisual a pessoas que dificilmente teriam condições de praticar a realização de filmes coletivamente.

Em 2005 o Júri da Mostra do Filme Livre definiu como Melhor filme de oficina o curta NGUNÉ ELU – o dia em que a lua menstruou, de Takumã e Marika Kuikuro, do projeto Vídeo nas Aldeias.

Prêmio Rio Livre
O prêmio RIO LIVRE é para filmes realizados no Estado do Rio, independente da duração e do formato.

O vencedor em 2005 foi o curta RISCO, de Bernardo Gebara, pela originalidade e simplicidade no tratamento de uma temática tão difícil.

Prêmio Cara Liberdade
O prêmio CARA LIBERDADE também é original da Mostra do Filme Livre. Nenhum outro evento no Brasil oferece prêmios exclusivos a filmes feitos sem o apoio do Estado. É mais uma forma que a Mostra Livre encontrou de diferenciar e valorizar a filmes feitos muitas vezes na raça por pessoas que não esperam a ajuda do estado para suas realizações, antes disso, fazem filmes e, aqui, ganham prêmios.

O destaque da MFL e vencedor de tal prêmio foi o filme:

UM ANO E UM DIA, de Antônio Amaral, João Xavier e Rafael da Costa, pela relevância social e também política de um tema tão comum hoje em dia, a vida de pessoas sem um lugar para viver e das possibilidades de reverter esta situação de forma coletiva.

A MFL também ofereceu Menção Honrosa aos filmes ENGENHO PRADO, do Acampamento Chico Mendes 2, Telephone Colorido, Centro Josué de Castro e CPT, pela importância da denúncia iminente e omitida pelos grandes meios de comunicação.

E ao filme ATENTADO, de Fernando Huck Eduardo Srur, um filme que por sí só é um ato político.

Publicado em: http://www.mostradofilmelivre.com/07/artigos.php?t=premio_filme_livre&p=4. Último acesso 02/04/2013

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Saiba os prêmios que os destaques da IV Mostra do Filme Livre ganharão

Publicado em: curtaocurta.com.br
Domingo, 20 de Fevereiro de 2005
Por guiwhi

MFL tem premiação recorde em 2005

Em 2005 teremos 147 curtas, médias e longas em exibição nos Panoramos Livres, filmes que concorrem aos troféus Livres e a cerca de 80 mil reais em produtos e serviços audiovisuais, que ajudarão os vencedores em seus novos projetos. Saiba abaixo a descrição de cada prêmio…

Prêmio Filme Livre – Para filmes com mais de 30 minutos, inclusive
Troféu Livre + 4 diárias de câmera HDTV completa + 4 horas de downconvert HDTV para DV + 10 horas de edição on-line HDTV, oferecidos pela PANORAMA FILMES + 5 mil reais em locação de equipamentos de iluminação de cinema e vídeo oferecidos pela APEMA e + 100 reais em produtos da FNAC

Prêmio Curta Livre – Para filmes de até 29 minutos, inclusive
Troféu Livre + 3 horas de tape to tape ou telecine off line oferecidos pela LINK DIGITAL +  5 mil reais em locação de equipamentos de iluminação de cinema e vídeo oferecidos APEMA +  1 autoração em DVD-R do curta premiado (produção visual, gráfica, fotolitos e cópias não inclusos ) oferecidos pela YOULE + 10 minutos de transfer 16mm (incluído negativo e laboratório, inclusive cópia zero – não inclui mixagem e negativo de som) oferecidos pela IO Transfer e + 100 reais em produtos da FNAC

Prêmio Cara Liberdade – Para filmes realizados sem apoio estatal
Troféu Livre + 2 diárias da câmera DVCAM – DSR-500 WS e acessórios (transporte e fotográfo não inclusos ) + 30 horas sem operação em ilha de edição AVID DV PRO com Mojo em 1/1 e com produto final em Beta SP oferecidos pela YOULE + 5 mil reais em locação de equipamentos de iluminação de cinema e vídeo oferecidos pela APEMA + Gratuidade no curso ” Introdução à Linguagem e Técnica Fotográfica” oferecidos pelo ATELIÊ DA IMAGEM e + 100 reais em produtos da FNAC

Prêmio Rio Livre – Para filme realizados no estado do Rio de Janeiro
Troféu Livre + 2 diárias de 6 horas de mixagem estéreo oferecidos pela VTI + 3 horas de tape to tape ou telecine off line oferecidos pela LINK DIGITAL + 3 mil reais em locação de equipamentos de iluminação de cinema e vídeo + Autoração de um filme de até 30 minutos para DVD com menu opcional oferecidos pela ONIX + 2 diárias de câmera 16mm oferecidos pela AION Cinematográfica e + 100 reais em produtos da FNAC

Prêmio Século XX – Para filmes realizados no século passado
Troféu Livre  + 2 mil em locação de equipamentos de iluminação de cinema e vídeo oferecidos pela APEMA + 15 horas de ilha Final CUT-4 em MAC OSX com 30Gb de Disco + Operador de Final Cut-4  + Autoração de um filme de até 30 minutos para DVD com menu opcional oferecidos pela ONIX + gratuidade no curso “Leis de Incentivo Federal para Atividade Audiovisual: como Enquadrar Seus Projetos”, oferecido pelo ATELIÊ DA IMAGEM  + 100 reais de produtos da FNAC

Prêmio Oficinando – Para filmes realizados em oficinas de produção
Troféu Livre + 2 mil em serviços da APEMA + Autoração de 1 Filme de até 30 minutos para DVD com menu opcional oferecidos pela ONIX + Gratuidade no curso “Introdução à Linguagem Cinematográfica”, oferecido pelo ATELIÊ DA IMAGEM e + 100 reais em produtos da FNAC.

Tal recorde na premiação apenas foi possível  graças aos parceiros que acreditam e confiam no trabalho da Mostra do Filme Livre.

Apoio Cultural

 

Publicado em: http://www.curtaocurta.com.br/jornal.php?c=313

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O problema

baseado em trecho do livro de Alessandro Buzzo

Aquele beijo de ontem, hoje é uma briga

Nunca havia visto nada igual em dez anos de vida

O tempo passava, enquanto isso seus pais

A cada dia, brigavam mais e mais e mais

Seu pai comprou aquele tênis para lhe presentear

E disse filho, amanhã precisamos conversar

Enquanto sua curiosidade aumentava

Perguntava, mas o seu pai não falava

Tudo bem, deixa isso pra lá

Não é mesmo amanhã o tal dia de conversar?

O dia foi longo aquele teste de futebol

Com fome, cansado, correndo em baixo do sol

À noite ao sair da aula, aquela pressa

Não via a hora de chegar em casa e ter aquela conversa

Sabe meu filho, a sua mãe e eu…

Já não nos damos tão bem e você já percebeu

Não pense que com isso eu vá te abandonar

Mas debaixo do mesmo teto com ela eu não posso ficar

Não dá pra acreditar, onze anos de experiência

Eu até entendo que adultos tenham divergências

Mas lembre-se: continuamos seus pais

Já tentamos demais, mas agora não dá mais

O filho ouvia o pai enquanto ele ia falando

Tentando esconder, mas estava chorando

Tem que ter pulso forte pra sair desse esquema / Problema…

O esforço é grande. Será que vale a pena? / Problema…

O que seria da sua mãe? O que seria da sua casa?

Quem seria o homem dessa casa?

E as contas a partir de hoje: quem pagaria?

O pai continuava falando, mas ele nem ouvia

Milhares de perguntas passavam por sua cabeça

Mas se manterá em pé, aconteça o que aconteça

Todos os objetivos, planos, sonhos se acabaram

Correu pro quarto, onde a mãe chorava, e se abraçaram

A partir de hoje mudaria toda sua sorte

Sua mãe precisava de ajuda, ele tentou ser forte

Precisam um do outro pra sarar a ferida

Com certeza esse foi o dia mais difícil de sua vida

As dúvidas, problemas vieram tudo junto

Abortar a infância e se tornar um jovem adulto

Definitivamente a infância ficou pra trás

O sonho de ser criança já não existia mais 

Aquele beijo de ontem, hoje é uma briga

Nunca havia visto nada igual em dez anos de vida

O tempo passava, enquanto isso seus pais

A cada dia, brigavam mais e mais e mais

Seu pai comprou aquele tênis para lhe presentear

E disse filho, amanhã precisamos conversar

Enquanto sua curiosidade aumentava

Perguntava, mas o seu pai não falava

 

Tudo bem, deixa isso pra lá

Não é mesmo amanhã o tal dia de conversar?

O dia foi longo aquele teste de futebol

Com fome, cansado, correndo em baixo do sol

À noite ao sair da aula, aquela pressa

Não via a hora de chegar em casa e ter aquela conversa

Sabe meu filho, a sua mãe e eu…

Já não nos damos tão bem e você já percebeu

 

Não pense que com isso eu vá te abandonar

Mas debaixo do mesmo teto com ela eu não posso ficar

Não dá pra acreditar, onze anos de experiência

Eu até entendo que adultos tenham divergências

Mas lembre-se: continuamos seus pais

Já tentamos demais, mas agora não dá mais

O filho ouvia o pai enquanto ele ia falando

Tentando esconder, mas estava chorando

 

Tem que ter pulso forte pra sair desse esquema / Problema…

O esforço é grande. Será que vale a pena? / Problema…

 

O que seria da sua mãe? O que seria da sua casa?

Quem seria o homem dessa casa?

E as contas a partir de hoje: quem pagaria?

O pai continuava falando, mas ele nem ouvia

Milhares de perguntas passavam por sua cabeça

Mas se manterá em pé, aconteça o que aconteça

Todos os objetivos, planos, sonhos se acabaram

Correu pro quarto, onde a mãe chorava, e se abraçaram

 

A partir de hoje mudaria toda sua sorte

Sua mãe precisava de ajuda, ele tentou ser forte

Precisam um do outro pra sarar a ferida

Com certeza esse foi o dia mais difícil de sua vida

As dúvidas, problemas vieram tudo junto

Abortar a infância e se tornar um jovem adulto

Definitivamente a infância ficou pra trás

O sonho de ser criança já não existia mais

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Nasci em 72

baseado em trecho do livro de Alessandro Buzzo

Os gritos do goleiro ditavam o ritmo do jogo / sempre era assim, um time contra o outro

De que lado eu vou ficar? Sempre foi no par ou ímpar / e era assim que os times variavam no dia a dia

Sempre que dava, jogava com o time inteiro / mas se faltasse gente, era golzinho, sem goleiro

De um lado os de camisa, do outro lado sem camisa / o chinelo velho substitui a baliza

Peguei a bola, passei pelo primeiro / o segundo zagueiro, um lençol no goleiro

Sou artilheiro, banheira que nada / de direita, de canhota. Topo qualquer parada

Entrei com bola e tudo meu cumpadi / na hora de meter gol, não tem essa de humildade

E na realidade vou te contar uma estória / tu só tá no jogo, porque é o dono da bola

Me lembro dessa época, vitalidade pra brincar / subir nas árvores, correr e zoar

E se deixar, não quero mais saber de nada / fico na rua até de noite, até de madrugada

A gente brincava de tudo que se possa imaginar / se tivesse pipa pra soltar, pião pra rodar

Bola de gude, pique esconde e pique salva / pique tá, pique ajuda, pique bandeira, pique lata

Pique parede, pique alto, pique cola / mas o que a gente gostava mesmo, era de jogar bola

À noite, a principal brincadeira / era pique esconde ou então pique bandeira

Segundo a regra, você só poderia se esconder / na própria rua, ou então não iria valer

Um contava até 20 e os outros corriam / um contava até 20 e os outros se escondiam

O que procurasse não podia vacilar / por que todos que ele encontrasse poderiam se salvar

A molecada se escondia em qualquer quintal / pulava muros, fazia um barulho infernal

Sempre pintava uma vizinha mal humorada / que vira e mexe furava a bola da molecada

A gente fazia de tudo pra provocar ela / gritava a noite em frente o casa dela

Soltava bomba no quintal e saia correndo / é claro que na madruga e se ela não estivesse vendo

Lembro como se fosse ontem, um belo dia / estava toda a turma na rua reunida

O muro azulejado e de repente BOOM / tijolo não sobrou nenhum

A dona saiu desesperada, irada / Gritando e acusando toda molecada

Época de bola de gude, epidemia / a quantidade de bolas que cada um tinha

Não dependia da quantidade de dinheiro / mas sim da habilidade dos parceiros

Tinha moleque que comprava 20, 30 bolas / e perdia tudo em menos de uma hora

Por outro lado tinha moleque que eu nunca vi comprando / e vivia com o pote cheio, as vezes até transbordando

Tampa de panela vira carro em alta velocidade / expressão de auto-criatividade

Crianças exercitando a mente fazendo com as próprias mãos / e o que era melhor, sem gastar nenhum tostão

Mas hoje é diferente: você não pode escolher / a TV escolhe pra você

Multidão que não pensa presa entre 4 paredes / como um cardume na rede

Pique ajuda é pra já, nunca deixo pra depois / Nasci em 72

Matava a escola, só pensava em bola, quero ver depois / Nasci em 72

1972 

Os gritos do goleiro ditavam o ritmo do jogo / sempre era assim, um time contra o outro

De que lado eu vou ficar? Sempre foi no par ou ímpar / e era assim que os times variavam no dia a dia

Sempre que dava, jogava com o time inteiro / mas se faltasse gente, era golzinho, sem goleiro

De um lado os de camisa, do outro lado sem camisa / o chinelo velho substitui a baliza

Peguei a bola, passei pelo primeiro / o segundo zagueiro, um lençol no goleiro

Sou artilheiro, banheira que nada / de direita, de canhota. Topo qualquer parada

Entrei com bola e tudo meu cumpadi / na hora de meter gol, não tem essa de humildade

E na realidade vou te contar uma estória / tu só tá no jogo, porque é o dono da bola

Me lembro dessa época, vitalidade pra brincar / subir nas árvores, correr e zoar

E se deixar, não quero mais saber de nada / fico na rua até de noite, até de madrugada

A gente brincava de tudo que se possa imaginar / se tivesse pipa pra soltar, pião pra rodar

Bola de gude, pique esconde e pique salva / pique tá, pique ajuda, pique bandeira, pique lata

Pique parede, pique alto, pique cola / mas o que a gente gostava mesmo, era de jogar bola

À noite, a principal brincadeira / era pique esconde ou então pique bandeira

Segundo a regra, você só poderia se esconder / na própria rua, ou então não iria valer

Um contava até 20 e os outros corriam / um contava até 20 e os outros se escondiam

 

O que procurasse não podia vacilar / por que todos que ele encontrasse poderiam se salvar

A molecada se escondia em qualquer quintal / pulava muros, fazia um barulho infernal

Sempre pintava uma vizinha mal humorada / que vira e mexe furava a bola da molecada

A gente fazia de tudo pra provocar ela / gritava a noite em frente o casa dela

Soltava bomba no quintal e saia correndo / é claro que na madruga e se ela não estivesse vendo

Lembro como se fosse ontem, um belo dia / estava toda a turma na rua reunida

O muro azulejado e de repente BOOM / tijolo não sobrou nenhum

A dona saiu desesperada, irada / Gritando e acusando toda molecada

Época de bola de gude, epidemia / a quantidade de bolas que cada um tinha

Não dependia da quantidade de dinheiro / mas sim da habilidade dos parceiros

Tinha moleque que comprava 20, 30 bolas / e perdia tudo em menos de uma hora

Por outro lado tinha moleque que eu nunca vi comprando / e vivia com o pote cheio, as vezes até transbordando

Tampa de panela vira carro em alta velocidade / expressão de auto-criatividade

Crianças exercitando a mente fazendo com as próprias mãos / e o que era melhor, sem gastar nenhum tostão

Mas hoje é diferente: você não pode escolher / a TV escolhe pra você

Multidão que não pensa presa entre 4 paredes / como um cardume na rede

 

Pique ajuda é pra já, nunca deixo pra depois / Nasci em 72

Matava a escola, só pensava em bola, quero ver depois / Nasci em 72

1972

 

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Baixada Brothers no Trocando ideia 7

A Mosca
Com depoimento de Preto Ghoez sobre o show

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