A Mosca
Inversão de valores
A Mosca
Inversão de valores
Inversão de valores
Propaganda enganosa
Rap de uma nota só
Inversão de valores
Inversão de valores
Rap de uma nota só
Filme documentário brasileiro de curta-metragem de 2004, dirigido por Cacau Amaral, João Xavi e Rafael Mazza.
Prêmios
Prêmio Cara Liberdade – Mostra do Filme Livre – RJ (2005)
Prêmio Melhor curta pelo júri popular – Jovens Realizadores do Mercosul – CE (2005)
Prêmio Melhor curta – Festival de Curtas da UNIOESTE – PR (2005)
Festivais
1ª Festival NOSSAS NOVAS, Paris, França (2008)
4ª edição de BRÉSIL EN MOUVEMENTS, Paris, França (2008)
1º FRI Cine, RJ (2008)
5º Festival de Cinema de Maringá (2008)
Cine Social do Festival de Gramado, RS (2007)
Cine Cufa, O Cinema na Tela da Favela, RJ (2007)
Cine Cufa, Periferia Criativa, DF (2007)
Festival do Rio (2005)
I CINEPORT, Festival de Cinema dos Países de Língua Portuguesa, MG (2005)
10ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico, RJ (2005)
II Mostra Cinema Popular Brasileiro em São Pedro da Serra, RJ (2005)
Festival Curta-SE V, SE (2005)
Festival Cine Ceará, CE (2005)
10º Festival Brasileiro de Cinema Universitário, RJ (2005)
Mostra Tangolomango, RJ (2005)
Hutúz Filme Festival, RJ (2005)
Referências
Curtagora
A História do cinema brasileiro
Curta o curta
Observatório da Imprensa
Menino de rua
A Cultura
Publicado em: favelatomaconta.blogspot.com.br

Texto: Alessandro Buzo
Fotos: Luciano Moura

Buzo no primeiro “Favela Toma Conta”
– Aquele dia de 2004 não imaginava onde iriamos chegar.
As fotos abaixo trouxe muita saudade, são de 2004 quando realizei na rua da minha casa no Itaim Paulista, a 1a edição do Evento “Favela Toma Conta”, era para ter sido: – Apenas uma festa.
Mas a partir do dia seguinte passaram a me perguntar: – Quando acontece a proxima festa.
E não parou, nunca mais deixei de fazer o evento e nem as pessoas deixam de perguntar: – Quando é a proxima festa ??
Estamos proximos da 22a edição (agora dia 22/05) e é uma satisfação ver que a gente não parou, mesmo com tudo contra.
Vi pelas fotos algumas atrações presentes, Ferréz, Nino Brown, Tribunal Mc´s, MC Tabaco, Baixada Brothers que venho do Rio de Janeiro, exclusivamente para a festa, EXL, entre outros.
Bom saber que a gente não desistiu mesmo com tudo contra.
Bom saber que vários outros aliados chegou nas várias outras edições dessa que é uma das festas de Hip Hop na Rua, mais tradicional do país.
Hoje o “Favela Toma Conta” cresceu, principalmente em prestígio, mas a luta é a mesma dessa primeira vez.

EXL, composto pelos jovens que moram na mesma rua de casa, local das duas primeiras edições do evento “Favela Toma Conta”.
Av José Borges do Canto….Itaim Paulista (SP)

Buzo divulgando a Revista Literatura Marginal – ATO III

Da Baixada Fluminense ao Itaim Paulista….Baixada Brothers (na minha casa, o evento foi na rua)

Ferrez, Buzo e DJ Zóio (primeiro DJ Residente do evento)

Buzo com o Tribunal Mcs, pouco antes de subir ao palco

Ferréz, do Capão Redondo ao Itaim Paulista

Ferrez e Nino Brown no palco da 1a edição do “Favela Toma Conta”

Baixada Brothers (RJ) e ao centro….Luciano Moura que me presenteou com essas fotos

Buzo e mestre Picola da Santa Barbará
www.favelatomaconta.blogspot.com

Unidos de Santa Barbara – Itaim Paulista

Santa Barbará, a direita (Casa amarelo)……….minha casa

Manos da quebrada, o de amarelo foi assassinado….quantos não foram assim

Guilherme Azevedo entre outros amigos, Ferréz e esposa, Robson Canto, Zumbão…

Manos do Capão, eu e o Evandro (pequeno), a direira, Negru (Itaim Pta, velhos tempos do trenzão)
O grupo Baixada Brothers, formado por Cacau e pelo DJ DMC, surgiu em 1999. O nome da banda decorre do fato dos seus componentes morarem na Baixada Fluminense.
Em 2000, o BB foi indicado ao prêmio Hutúz de melhor fita demo. Em 2001, produziu a coletânea Rio com Indignação, que foi lançada em vinyl. No mesmo ano, participou da fundação da ONG CEACH2 – Centro de Estudos e Apoio à Cultura Hip-Hop. Pensando na divulgacão da ideologia do movimento Hip-Hop e na possibilidade de multiplicar a conscientização das pessoas em relação à realidade social do Brasil, o grupo diversificou seus trabalhos: em 2002, DMC inicou aulas de DJ em projetos sociais, e Cacau passou a escrever para o site Real Hip-Hop (www.realhiphop.com.br), do qual ainda é colunista. Em 2003, o grupo gravou ao vivo um vídeo com seis músicas durante o show realizado no Armazém 5 do Cais do Porto.
Os próximos projetos da banda são o lançamento do clipe Ataque Verbal e a finalização documentário Cidade Dormitório, em fase de produção. No momento, estão envolvidos com o cineclube Mate com Angu, também na Baixada Fluminense, que tem como objetivo viabilizar a exibição de filmes para a população que não tem acesso aos cinemas da zona sul do Rio de Janeiro e fomentar a produção audiovisual da região.
Publicado no portal realhiphop
Baixada Fluminense. Sexta feira, 21 de maio de 2004. Oito horas da noite. Estou em frente a UNIG (Universidade Iguaçu). Acabei de encontrar com um camarada, ele vai me levar até o acampamento 17 de maio.
17 de maio de 2003 foi à data da ocupação, data esta que serviu de nome de batismo para o bairro que está sendo criado.
Logo quando chegamos ao acampamento, fomos conhecer a cozinha comunitária, lugar onde Paloma tem sempre uma refeição disponível para quem não tem como cozinhar ainda. Como eu também não tenho como cozinhar, aceitei um belo dum rango caseiro. A essa altura o Dmc já estava com o estômago roncando de fome e não perdoamos, traçamos aquela comida e ainda pedimos mais (he he he). À noite de sexta serviu pra gente se integrar com a comunidade, pois o que estava por vir no dia seguinte (sábado), é que era a alma do negócio, a festa de um ano e um dia de ocupação. Então ficamos até umas 2h da manhã trocando idéia com os moradores, bebendo um limãozinho para espantar o frio e ouvindo as histórias de todos os obstáculos que eles tiveram nesses um ano e um dia. A dificuldade de construir, a repressão policial, a falta de compromisso do governo. Só pra vocês terem uma idéia, o acampamento foi incendiado 5 vezes. Vocês conseguem visualizar o que seria você construir um barraco e a polícia queimar? Você construir de novo e a polícia queimar de novo? Você construir pela terceira, pela quarta e pela quinta vez e a polícia queimar 3, 4, 5 vezes? É, isso aconteceu. E essas pessoas têm mais do que 5 motivos para comemorar um ano e um dia de resistência.
Sábado, já pelas 7h da manhã a galera começava os preparativos da festa. Aliás! Esses preparativos já vinham se desenrolando desde sexta. Demos um rolé pela ocupação, entrevistamos alguns moradores, ouvimos umas letras de rap da molecada e às 9h começou a apresentação das crianças. O Márcio recitava uma historinha e a criançada repetia. Foi difícil conter as lágrimas na conversa com as crianças, onde a maioria dizia querer ser médico para salvar o país. Essa é a visão da criançada, um país doente. Essa é a realidade deles, pois eles não têm acesso às riquezas de um país que se entrega a cada dia para os estrangeiros.
Depois da apresentação das crianças chegou o som da festa. A galera da cozinha começou a queimar uma carne enquanto do outro lado se confeitava um bolo gigantesco, afinal, não é todo dia que você comemora um ano e um dia.
Você deve estar se perguntando: Que diabos é isso de um ano e um dia?
O mais importante nessa história, ou seja, o objetivo desse texto é mostrar pra vocês que existem pessoas que não concordam com esse modelo que o sistema impõe pra gente. E que essas pessoas, além de não concordarem, tomam providências para fazer valer o seu direito, nesse caso, direito a terra.
Cacau Amaral
23/5/2004
Relíquias, essas fotos. Valeu Luciano. Valeu Buzo!!!
Publicado em: http://favelatomaconta.blogspot.com.br/2010/05/1a-edicao-do-favela-toma-conta2004-no.html?showComment=1444830428071#c8582799560052460417. Último acesso em 14/10/2015.