Donana no Visões Periféricas – progamação

Publicado em: visoesperifericas.org.br

Fronteiras Imaginárias

Aqui novos olhares se fundem e a expressão estética ganha dimensões que ultrapassam as barreiras sócio-culturais, econômicas e territoriais. Mostra Competitiva. Transmissão pela Internet.

Fronteiras Imaginárias 1
Quando: Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014 às 20:00 h
Onde: OI Futuro (Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema)
Contos da Maré de Douglas Soares
A Vida de Cada Um de Vasconcelos Neto
O Muro da Vergonha de Movimento Moinho Vivo, Comboio e FabCine.
Requília de Renata Diniz

Fronteiras Imaginárias 2
Quando: Sexta-feira, 15 de Agosto de 2014 às 20:00 h
Onde: OI Futuro (Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema)
Uma casa Uma vida de Alexandre Lemos, Edu Yatri Ioschpe, Rodrigo Soares
Desdobráveis de Marcelo Díaz
Donana de Cacau Amaral
ÓNA de Coletivo CRUA

Fronteiras Imaginárias 3
Quando: Sábado, 16 de Agosto de 2014 às 16:00 h
Onde: OI Futuro (Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema)
os caminhos desconhecidos do mundo luz de Michele Diniz
Caixa d´água de Thais Scabio & Gilberto Caetano
Marina não vai à praia de Cássio Pereira dos Santos
Desencontro Marcado de Alice Bessa, Duarte Dias e Marcley de Aquino

Fronteiras Imaginárias 4
Quando: Sábado, 16 de Agosto de 2014 às 20:00 h
Onde: OI Futuro (Rua Visconde de Pirajá, 54 – Ipanema)
100% Boliviano, Mano de Luciano Onça e Alice Riff
Tejo Mar de Bernard Lessa
O Homem Beija-Flor de Alex Mello e Vitor Kruter
Casa Forte de Rodrigo Almeida

Publicado em: http://www.visoesperifericas.org.br/2014/mostra/fronteiras_imaginarias.html. Último acesso em: 4/8/2014

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Nelson Pereira dos Santos na Cinelândia de Caxias

Nelson Pereira dos Santos marca presença na comemoração dos 40 anos de seu filme “Amuleto de Ogum”, no Festival Curta Caxias organizado pelo Cineclube Mate com Angu. Após a exibição do filme; Nelson, bastante emocionado, respondeu várias perguntas no Teatro Municipal Raul Cortez, em Duque de Caxias. O bate papo discorria principalmente a respeito da realização do filme, que aconteceu em aqui mesmo na cidade tendo como locação principal a casa do lendário Tenório Cavalcanti.

A presença do cineasta no evento tem uma grande representatividade para o Cineclube Mate com Angu, por vários motivos. Nelson é considerado uma espécie de padrinho para o Mate pela maioria dos cineclubistas. Ele inventou o cinema moderno brasileiro como conhecemos hoje e o fato de ter usado Duque de Caxias como locação e inspiração para o argumento do filme, escrito originalmente por Francisco Santos, o aproxima ainda mais da cidade.

Em 1974, quando a maioria dos integrantes do Cineclube Mate com Angu ainda não havia nem nascido, Nelson Pereira dos Santos estreava “Amuleto de Ogum” na Cinelândia de Duque de Caxias. A Praça do Pacificador hoje abriga apenas o Teatro Municipal Raul Cortez, mas há poucas décadas possuía nada menos que seis cinemas de rua em um raio de poucos metros.

O Cine Paz, que passou Amuleto de Ogum em 1974, se transformou em loja de roupas. O Cine Brasil virou supermercado. Cine River e Cine Central, templos religiosos. Cine Caxias, loja de eletrodomésticos. O único que ainda insistiu mais um pouco foi o Cine Santa Rosa, que apesar das dificuldades ainda mantém as portas abertas até os dias de hoje.

Amuleto de Ogum conta a história de um não herói inspirado em Tenório Cavalcanti. Chico Santos trabalhava com Tenório e escreveu a história inspirada na rotina de Duque de Caxias, com todos os mitos e estereótipos relacionados ao personagem e a cidade, até hoje. Essa conexão com o povo caxiense transformou a projeção em um evento inesquecível.

NELSON

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Viela 17: Cinema e Hip Hop em 20 de 40

O que Portis Head e Viela 17 têm em comum? Acho que a maioria esmagadora do público de cinema e hip hop poderia dizer que nada. Mas quando apertei o play do 20 de 40, novo disco do Viela 17, viajei em uma situação que me motivou a escrever esse texto. O disco começa com uma cena realista onde o protagonista da história está em casa ouvindo Isaac Hayes, com Walk on By. Aos poucos a abordagem direta vai se transformando na música, Inimigo Oculto, e o que antes era uma trilha sonora casual se transforma em parte da composição do próprio instrumental do rap.

Hoje sou fã incondicional de Isaac Hayes, mas nem sempre foi assim. Lembro de sampleá-lo para compor a música O Julgamento; do disco Homens pelo fim da violência contra mulher, que aliás teve grande apoio do Japão, do Viela, em sua concepção. Bem antes disso, ouvi o sample da música Ike’s Rap 2 de Isaac na música Glory Box do fantástico disco de estréia do Portis Head, Dummy. Pra quem não se familiarizou, aquela que o Racionais sampleou em sua versão de Jorge da Capadócia. Piveti do Pavilhão 9 também bebeu nessa fonte em seu primeiro disco solo, sampleando Walk on By. Isaac também mandou geral no cinema. Arrebatando o Oscar de Melhor Trilha Sonora com Shaft. Mas a primeira vez que tive o prazer de ouvir Isaac, ou um sample dele, foi em um dos primeiros discos do GOG, grupo onde Japão iniciou sua carreira.

Outro dia, estava em Brasília para uma série de encontros entre o hip hop e o governo e, em um momento de relax, saímos do centrão em direção a periferia. Mas precisamente Ceilândia. Fazia uma semana que estávamos em Brasília, com sua avenidas imensas. Tive um pequeno impacto inicial que foi sentir a falta dos bares, das esquinas, das coisas que estava acostumado em meu bairro. Depois de alguns quilômetros de estrada, adentramos na Ceilândia e a identificação foi imediata. As casas, as ruas, as pessoas. Muito parecido com a Baixada Fluminense. Fomos para casa do X, ex Câmbio Negro. Fui apresentado a ele por Def Yuri e Fábio ACM. Quando chegamos, o X ligou para o GOG e viramos aquela noite ouvindo rap e contando histórias. Tive um momento mágico. Estar com duas de minhas maiores referências, musicais e políticas.

Lembrei desse momento porque é impossível pensar em Japão e não se ligar automaticamente em Ceilândia. Até porque mesmo que quisesse, que não é o caso, o disco faz questão de te lembrar a cada faixa, que a Cei é a parada. O carinho que GOG e X demonstraram a respeito de Japão, o moleque doido, contribuíram muito para aumentar minha admiração a esse grande artista. Mas voltando ao 20 de 40, Crise Sonora se apresenta como um convite ao Old School Rap. É difícil para mim conseguir manter uma distância do objeto ao qual escrevo, porque desde o início me sinto motivado e aumentar e aumentar o som. Pra falar a verdade, faz muito tempo que não ouço um disco assim. Seria a produção cirúrgica do Raffa, a causa dessa magnífica obra? O carisma do Japão? Seja lá o que for, ao término da décima oitava faixa, senti uma tremenda vontade de fazer um som.

20de40

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Donana, no Visões Periféricas

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Lista dos selecionados para o Visões Periféricas 2014

Abaixo encontra-se a lista de selecionados para o Festival Visões Periféricas 2014 que irá acontecer entre 12 e 17 de Agosto. Em breve iremos soltar a lista de filmes para as demais mostras que irão compor a programação deste ano. Agradecemos a participação de todos que se inscreveram. Foram mais de 500 inscrições, o que exigiu um trabalho difícil de seleção diante da quantidade e qualidade de filmes. Informamos que a partir da próxima semana a produção do festival irá entrar em contato com os responsáveis pelos filmes que fazem parte das mostras “Visorama” e “Fronteiras Imaginárias” para iniciar os trâmites para vinda dos realizadores ao festival.

FRONTEIRAS IMAGINÁRIAS (competitiva)

Uma casa Uma vida, Alexandre Lemos, Edu Yatri Ioschpe, Rodrigo Soares- MT

Desdobráveis, Marcelo Díaz- DF

Donana, Cacau Amaral –RJ

ÓNA, Coletivo Crua –RJ

100% Boliviano, Mano, Luciano Onça e Alice Riff-SP

Tejo Mar, Bernard Lessa – RJ

O Homem Beija-Flor, Alex Mello e Vitor Kruter – RJ

Casa Forte, Rodrigo Almeida – PE

Os caminhos desconhecidos do mundo luz, Michele Diniz- SC

Caixa d’água, Thais Scabio e Gilberto Caetano – SP

Marina não vai à praia, Cássio Pereira dos Santos –SP

Desencontro Marcado, Alice Bessa, Duarte Dias e Marcley de Aquino – CE

Contos da Maré, Douglas Soares- RJ

A Vida de Cada Um, Vasconcelos Neto – GO

O Muro da Vergonha, Caio Castor / Fábrica de Cinema (Fabcine)-SP

Requília, Renata Dinis – DF

Curadores

André Sandino – Estudante de comunicação, cineclubista e produtor audiovisual. Membro fundador do Cineclube Beco do Rato.

Emílio Domingos – Cineasta e Cientista Social formado pela UFRJ. Atua como diretor, pesquisador, roteirista e assistente de direção em documentários. Em 2009 fundou a Osmose filmes, junto com Julia Mariano.

Marcio Blanco – Cineasta, formador e mestre em Tecnologias de Comunicação e Cultura pela UERJ. Idealizador e Coordenador do Visões Periféricas e membro fundador da Associação Imaginário Digital.

Publicado em: http://www.visoesperifericas.org.br/2014/noticia/lista_dos_selecionados_para_o_visoes_perifericas_2014-168.html. Último acesso em: 22/6/2014

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palavras nunca são ditas

O poeta queria saber
Que palavras nunca são ditas
Quais quereria então dizer
Transformá-las em escritas

Seria preciso andar por aí
Se relacionar com acaso distante
E só, então, a partir daí
Talvez ele fosse interessante

Como um acaso proposital
Que nunca será esquecido
Pendurado num varal

Declamado e inserido
Na bíblia do sarau
Digno de ser lido

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a vida

A vida é muito simples
Ou pelo menos parece
Quando se torna complexa
Se resolve com uma prece

Um pedido
Que pode ser para cristo
Ou para um vizinho
Ninguém está sozinho

Esta é a norma
Na ideia ou no açoite
Na periferia

Onde tudo se transforma
Onde o dia vira noite
E a noite vira dia

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Explicar poesia

Sabe o que eu queria
Explicar a poesia
A noite e o dia
O centro e a periferia

Do sol, o por
Da poetiza, a apaixonada
Da polícia, a cacetada
Do beijo, o sabor

Tem coisas que não dá pra mudar
Que se eu fosse falar
Inventaria uma versão

O ponto da vista de quem está vendo
Tem coisas que não entendo
E não precisa explicação

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Minha casa

Construí minha casa
pela primeira vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela segunda vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela terceira vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela quarta vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela quinta vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela sexta vez
A polícia foi lá e queimou
Chato, né?

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Figurino de “Atlântico”, por Fabíola Trinca

O mar, a espreita, a leveza. Somos um mix de texturas. Essa ligação transcontinental se reflete no tambor, na dança, na ligeira expressão do olhar. A palha, o aço nos faz interpretar um laço fronteiriço e dinâmico. Quando me convidaram a fazer o figurino do Atlântico, topei na hora porque sei que parte de mim é de lá e parte de lá somos nós, na raiz, na essência. Fabíola Trinca

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Donana no Mate com Angu

A estreia do documentário “Donana”, aconteceu na sessão “Brixton, Bronx Ou Baixada”, do Cineclube Mate com Angu, nesta quarta-feira, 30 de abril de 2014, Dia da Baixada Fluminense. Era véspera de feriado e por isso a sessão foi até mais tarde, com direito a um belíssimos show de um dos personagens do filme, Dida Nascimento, além da Banda Tree, que se apresentou no palco do Bar do Luís, em frente à Lira de Ouro.

Logo no início da sessão, os apresentadores do evento, Heraldo HB e Igor Barradas, convidaram os realizadores presentes para interagir com o público a respeito dos filmes que seriam exibidos. Os videoclipes “Atlântico”, de João Xavi, “Casa de vagabundo”, de P,10; e os curtas “Alto da serra” e “Donana”, do Mate com Angu, com direção minha.

Durante o bate-papo com os realizadores, alguém gritou que a sessão foi invadida pelos moradores de Belford Roxo e lembrei que esse foi um dos principais motivos da realização do filme “Donana”. Na transição das décadas de 1980 e 1990, Belford Roxo é que foi invadida pelos caxienses. Assim como muitos outros territórios periféricos, considerávamos que havia poucas opções de entretenimento para os jovens de Caxias. Era muito comum que pegássemos dois, três ônibus para nos deslocarmos às outras cidades da Baixada ou mesmo à capital, para assistirmos os shows que desejávamos.

Alguns anos depois, quando entrei para o Cineclube Mate com Angu, descobri que outros integrantes também fizeram esse mesmo trajeto. Percebemos que poderíamos ter nos conhecido no Donana, em Belford Roxo. Percebemos também que quando muitas pessoas assistem alguns dos principais expoentes da música popular brasileira, como Cidade Negra, O Rappa, Negril. Nem sempre essas pessoas têm acesso às histórias da infância, da família, da amizade desses músicos antes do sucesso e fama.

Esses foram alguns dos principais motivos que levaram o Mate com Angu a contar essa história. Um pequeno aspecto de uma história tão rica, da Baixada Fluminense. Somados aos seis anos desde o início da realização do filme, é muito instigante assistir o resultado com a Lira de Ouro lotada e uma grande festa. Esse foi o maior presente que poderíamos receber no Dia da Baixada!

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