Explicar poesia

Sabe o que eu queria
Explicar a poesia
A noite e o dia
O centro e a periferia

Do sol, o por
Da poetiza, a apaixonada
Da polícia, a cacetada
Do beijo, o sabor

Tem coisas que não dá pra mudar
Que se eu fosse falar
Inventaria uma versão

O ponto da vista de quem está vendo
Tem coisas que não entendo
E não precisa explicação

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Minha casa

Construí minha casa
pela primeira vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela segunda vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela terceira vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela quarta vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela quinta vez
A polícia foi lá e queimou
Construí minha casa
pela sexta vez
A polícia foi lá e queimou
Chato, né?

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Figurino de “Atlântico”, por Fabíola Trinca

O mar, a espreita, a leveza. Somos um mix de texturas. Essa ligação transcontinental se reflete no tambor, na dança, na ligeira expressão do olhar. A palha, o aço nos faz interpretar um laço fronteiriço e dinâmico. Quando me convidaram a fazer o figurino do Atlântico, topei na hora porque sei que parte de mim é de lá e parte de lá somos nós, na raiz, na essência. Fabíola Trinca

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Donana no Mate com Angu

A estreia do documentário “Donana”, aconteceu na sessão “Brixton, Bronx Ou Baixada”, do Cineclube Mate com Angu, nesta quarta-feira, 30 de abril de 2014, Dia da Baixada Fluminense. Era véspera de feriado e por isso a sessão foi até mais tarde, com direito a um belíssimos show de um dos personagens do filme, Dida Nascimento, além da Banda Tree, que se apresentou no palco do Bar do Luís, em frente à Lira de Ouro.

Logo no início da sessão, os apresentadores do evento, Heraldo HB e Igor Barradas, convidaram os realizadores presentes para interagir com o público a respeito dos filmes que seriam exibidos. Os videoclipes “Atlântico”, de João Xavi, “Casa de vagabundo”, de P,10; e os curtas “Alto da serra” e “Donana”, do Mate com Angu, com direção minha.

Durante o bate-papo com os realizadores, alguém gritou que a sessão foi invadida pelos moradores de Belford Roxo e lembrei que esse foi um dos principais motivos da realização do filme “Donana”. Na transição das décadas de 1980 e 1990, Belford Roxo é que foi invadida pelos caxienses. Assim como muitos outros territórios periféricos, considerávamos que havia poucas opções de entretenimento para os jovens de Caxias. Era muito comum que pegássemos dois, três ônibus para nos deslocarmos às outras cidades da Baixada ou mesmo à capital, para assistirmos os shows que desejávamos.

Alguns anos depois, quando entrei para o Cineclube Mate com Angu, descobri que outros integrantes também fizeram esse mesmo trajeto. Percebemos que poderíamos ter nos conhecido no Donana, em Belford Roxo. Percebemos também que quando muitas pessoas assistem alguns dos principais expoentes da música popular brasileira, como Cidade Negra, O Rappa, Negril. Nem sempre essas pessoas têm acesso às histórias da infância, da família, da amizade desses músicos antes do sucesso e fama.

Esses foram alguns dos principais motivos que levaram o Mate com Angu a contar essa história. Um pequeno aspecto de uma história tão rica, da Baixada Fluminense. Somados aos seis anos desde o início da realização do filme, é muito instigante assistir o resultado com a Lira de Ouro lotada e uma grande festa. Esse foi o maior presente que poderíamos receber no Dia da Baixada!

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Haicai do dia

Se a casa cai / /
Choro. Mas não demoro / /
Faço outro haicai.

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Donana em Caxias

Publicado em: vercine.com.br

Foram selecionados para esta seguna edição do VER CINE – Festival de Cinema Brasileiro da Baixada Fluminense,
99 curtas e 6 longas-metragens. A relação dos selecionados é a seguinte:

::. C U R T A S .::

A Dama do Estácio, dir. Eduardo Ades
A Escada, dir. André Arôxa
A guerra dos Gibis, dir. Thiago B. Mendonça
A Melhor Idade, dir. Adriano Big
A Navalha do Avô, dir. Pedro Jorge
A Princesa, dir. Rafael Duarte e Taísa Ennes Marques
Abraço de Maré, dir. Victor Ciriaco
Abrigo ao Sol, dir. Emerson Evêncio
Amador, dir. Nathan Cirino
Anjo do Pelourinho, dir. César Crispim
Apague a Luz Antes de Entrar, dir. Pedro Murad
As Luzes de Benjela, dir. João Inácio
As Órbitas, dir. Pedro Américo
As Piadas Infames do Anibal, dir. Carlos Machado
Assim, dir. Keila Serruya
Atrás da História (ou no coração do filme), dir. Jarleo Barbosa
Através, dir. Amina Jorge
Bolou, dir. Rodrigo sena
Boneco de Pano, dir. Deuilton do Nascimento Barboza Júnior
Carne, dir. Carlos Nigro
Cine Centímetro, dir. Dannon Lacerda
Colostro, dir. Cainan Baladez e Fernanda Chicolet
Conceito Prévio, dir. Ana Jessica e Leandro Monteiro
Coração Magoado, dir. Juliana Sanson
De Bom Tamanho, dir. Alex Vidigal
Desdobráveis, dir. Marcelo Diaz
Detalhes, dir. Gabriel Borda
Diários Daltônicos, dir. Patricia Monegatto
Doce, Puro, Eterno, dir. Cadu Barros
Donana, dir. Cacau Amaral
Ecce Homo, dir. Clodoaldo Lino
Encontro Amigável, dir. Cristiano Requião
Encosto, dir. Joel Caetano
Enquanto Eles Não Chegam, dir. Gabriel Simi
Espantalhos, dir. Marcelo Domingues
Espelho, dir. Juliana Milheiro
Estátuas Vivas, dir. Mirrah Iañez
Eu Sou o Coração do Carnaval, dir. Gabriel de Paula, Jairo Neto, Marcel Rocha e Ricardo Devecz
EXU – Além do Bem e do Mal, dir. Werner Salles Bagetti
Falta Ela, dir. Vitor Gracciano
Filme Para Poeta Cego, dir. Gustavo Vinagre
Gericinó – Do Lado de Fora, dir. Gabriel Medeiros e Maria Clara Senra
Gigantes da Alegria, dir. Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano
Homem Completo, dir. Rui Calvo
Hotel Farrapos, dir. Lisandro Santos
Iguaria, dir. Fábio Fehrsi
Inominável, dir. Felipe Lavorato
Jean Marie, dir. Stefania Fernandes
Jessy, dir. Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge
Lua Nova do Penar, dir. Leila Jinkings
Luiz Poeta, dir. Bruno Benedetti, Fábio Eitelberg, Patrick Torres, Pedro Biava e Rafael Stedile
Mamucaba, dir. Anderson Legal
Mãos Dadas, dir. Lise Bastos
Máquina do Tempo, dir. Leandro Chernicharo
Marcelo, dir. Jéssica Lopes
Marco: o encontro de uma comunidade com um desaparecido político, dir. Marcelo Benfica Marinho
Mauá: Luz ao Redor, dir. Juliana Vicente
My Brother, dir. Raphael Gustavo da Silva
No Olho da Rua, dir. Isabella Mayer, Juliana Cordeiro e Paula Nishizima
O Assassinato de Mai Hyori, dir. Almir Correia
O Casamento de Mário e Fia, dir. Paulo Halm
O Dia Que A Terra Não Acabou, dir. Getulio Ribeiro
O Duplo, dir. Juliana Rojas
O Homem que Pintava Músicas, dir. Jackson Abacatu
O Melhor Amigo, dir. Allan Deberton
O Pacote, dir. Rafael Aidar
O Sol Pode Cegar, dir. Toti Loureiro
O Tempo Que Leva, dir. Cintia Domit Bittar
O Tradutor, dir. Grace Iwashita
Observadores de Saci, dir. Issis Valenzuela
Olhares / Africanidades, dir. João Pedro Diaz, Luã Ferreira Leal e Sérgio Pereira de Faria Junior
Olho Vivo na Natureza, dir. Cristiano Requião
Olympias, dir. Bia Medeiros
Ópio, dir. Allan Souza Lima
Os Lados da Rua, dir. Diego Zon
Pagode do Trem, dir. Joaquim Pedro Carneiro
Pet, dir. Felipe Ventura
Pety Pode Tudo, dir. Anahí Borges
Praça do Skate, A Primeira Pista da América Latina, dir. Paulo China
Prego, dir. Guilherme Dimov
Preto ou Branco!, dir. Alison Zago
Prisma, dir. Matheus Marco Moraes
Que Mico, dir. Gilberto Luiz
Quebra de Contrato, dir. Lindebergue Vieira
Quem tem Medo de Cris Negão?, dir. René Guerra
Quilombo da Familia Silva, dir. Sérgio Valentim JR
Rumo ao Muquém, dir. Santiago Dellape e Cid Queiroz
Se eu Demorar uns Meses, dir. Lívia Perez e Giovanni Francischelli
Silêncio Adentro, dir. Isabella Mayer e Paula Nishizima
Sorry, dir. The Wolfpack
Substantivo Abstrato, dir. Carlos Camacho
Subversivos, dir. Beto Oliveira
Tango, dir. Louis Roubin
Tear, dir. Taiane Linhares
Tylenol®, Jarman, Roeg & Outras Doses, dir. Kadu Burgos, Gabriel de Carvalho, Tainá Iunes & Tatiana Pérez
Um Estranho Ninho, dir. Matheus Heinz
Uma Carta para Heitor, dir. Larissa Fernandes
Uns Braços, dir. Luciano Coelho
Zé do Pedal – As Fronteiras do Mundo, dir. Bruno Lima e Fabricio Menicucci

::. L O N G A S .::

A vida não basta, dir. Caio Tozzi e Pedro Ferrarini
Anjo de Chocolate, dir. Clementino Junior
Luz, Anima, Ação,, dir. Eduardo Calvet
Margaret Mee e a Flor da Lua, dir. Malu de Martino
Nem Caroço Nem Casca, dir. Will Martins
Revelando Sebastião Salgado, dir. Betse de Paula

::. FILME CONVIDADO .::

1962 O Ano do Saque, dir. Rodrigo Dutra

Publicado em: http://www.vercine.com.br/. Último acesso em: 20/3/2014

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A Liberdade

É difícil entender
O que seria liberdade
Comecei a ler
Para matar a curiosidade

Depois a viver
Aí pela cidade
Esse é meu dever
Com toda sinceridade

Filósofos, poetas, jogadores
Vizinhos, parentes, professores
Ninguém sabia de verdade

Como é que se vive
Aprendi que não sou livre
Pois não entendo a liberdade

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Retrospectiva 2013

Percebo que este foi o ano que menos escrevi nesse blog. Não é meu objetivo fazer uma análise disso, mas é fato que não criei esse espaço para ficar sem escrever. Talvez a dinâmica das redes sociais, talvez a dedicação às outras mídias. De qualquer maneira, é o maior prazer retomar essa retrospectiva a cada ano. Principalmente quando se observa as antecessoras e dá para perceber uma espécie de continuidade.

Sem uma grande análise da coisa, um dos principais motivos pelo afastamento da escrita tem bastante haver com essa coisa de continuidade. Passei a maior parte do ano dedicado a poucos projetos, mas de grande valia. Principalmente no que diz respeito ao resgate de coisas iniciadas no passado. Um foi o Papo de Moleque. Série de trinta episódios que passa todo sábado no Programa Aglomerado, produzido pela CUFA, na TV Brasil. Outra foi a vivência com o Novos Saberes, projeto do Observatório de Favelas e da Redes da Maré. Nele, experimentamos a produção de conteúdo científico com projetos que vão dar o que falar.

Muito me instiga saber que estes poucos projetos me possibilitaram perambular pelas maiores organizações humanas do Rio de Janeiro. Isso sem citar o Cineclube Mate com Angu, que já é carta marcada em outras retrospectivas. O triângulo Caxias, Maré, Madureira. Me devolveu um ar cosmopolita ao longo desse ano. Não que não tivesse esse mesmo ar no passado, mas a cada ano se torna mais complicado estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Esse é um fenômeno bastante conhecido que se chama P.I.C. (porra da idade chegando)

Quando Anderson Quack me convidou para dirigir o Papo de Moleque foi instantâneo e inevitável as lembranças da Cia de Teatro Tumulto. Onde ele foi diretor e eu coordenador de dramaturgia há alguns poucos anos. Naquela época sonhávamos em estampar a cara de um casal de jovens negros na TV aberta, protagonizando tantas e tantas histórias de nosso cotidiano. Felizmente esse dia chegou. Orquestrado pelo casal MV Bill e Nega Giza, as histórias de Kely e Vidigal ganharam a sala de estar.

Papo de Moleque - Elenco e técnica

Papo de Moleque – Elenco e técnica

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5X Favela em Paulínia – 2013.4

Publicado em: cultflow.com

Cultura Geral

16/12/2013 – 08:12

Como vocês viram aqui acabou nessa sexta-feira, 14, o V Paulinia Film Festival.

Entre os destaques da última noite estão as homenagens feitas antes do encerramento do V Paulinia Film Festival com o filme O Lobo Atrás da Porta:

A Secretária de Cultura da cidade, Monica Trigo, fez uma bela homenagem à ex-primeira-dama Regina Moura, morta este ano. A atriz Denise Fraga e o diretor Luiz Villaça subiram ao palco para agradecer à homenagem ao filme O Contador de Histórias.

Luciana Bezerra, uma das diretoras de 5x Favela (2010) foi homenageada junto com a atriz do filme, Dila Guerra, que parabenizou a cidade “pelo que ainda está por vir”.

Trabalhar Cansa, vencedor do Prêmio Especial do Júri em 2011, foi outro longa homenageado da noite.

O crítico e idealizador do Paulinia Film Festival, Rubens Ewald Filho, foi o último homenageado da noite. “Tenho muito a agradecer a Paulínia, ao Edson, foi um privilégio”, agradeceu, saudado pelo público que encheu o Theatro Municipal Paulo Gracindo.

O festival também fez com que profissionais discutem benefícios de acordos entre países no V Paulinia Film Festival:

Responsável pelas políticas do audiovisual do governo da Catalunha, o espanhol Carlos Cuadros encontrou os produtores Leonardo de Barros (da Conspiração Filmes) e Fabiano Gullane (Gullane Entretenimento) para conversar com o público sobre coproduções internacionais para a TV e para o cinema.

Ao explicar as vantagens de coproduções entre países, Leonardo listou razões econômicas – não é preciso levantar todo o dinheiro da produção sozinho -, estratégicas – a certeza de exibição do filme em outro país, no caso de uma coprodução Brasil e França, por exemplo – e culturais, como a troca de experiências e conhecimento. “As coproduções podem gerar know-how“, pontuou. “É uma forma de aprender diretamente com quem já sabe fazer, especialmente em animação.”

“Se eu faço um produto com a Inglaterra, as chances desse produto ir para o EUA, Austrália e África do Sul, por exemplo, são maiores”, completou, lembrando que apesar do público muitas vezes desconhecer isso, filmes como Central do Brasil são coproduções – nesse caso, com a França, país com o qual o Brasil mantém um acordo de coprodução. Os americanos não assinam tais acordos.

A experiência espanhola

“Nós que não somos Hollywood precisamos nos proteger”, disse Carlos Cuadros, lembrando a política desenvolvida pelos EUA de ocupar a totalidade de salas mundo afora a partir dos anos 1920. Na Espanha, leis protecionistas e de coprodução ajudaram a diversificar as produções exibidas no país, especialmente para a TV. “Um filme com 20% de investimento espanhol já pode ser considerado uma coprodução nacional”. O que significa que, além de garantir a exibição, o filme tem acesso a todas as linhas de apoio nacionais. Uma coprodução recente entre os dois países foi Lope, de Andrucha Waddington.

“Países como os EUA e a França, que apostaram no audiovisual como uma forma de exportar seus produtos, fizeram a escolha certa anos atrás”, complementou Fabiano Gullane, coprodutor do longa português Tabu, premiado no Festival de Berlim.

Fabiano lembrou das descontinuidades das políticas audiovisuais no Brasil e analisou o momento vivido pelo país com a Lei da TV Paga, que estabelece a obrigatoriedade de exibição de uma cota de produções brasileiras e de produções independentes nas TVs por assinatura. “A lei vai ajudar a oxigenar a programação”, avalia, além de ajudar a formar profissionais – roteiristas, diretores de fotografia, montadores – que, a seu ver, são escassos. ”Não abrir os olhos para a TV seria um suicídio”, completou.

Confira as fotos do V Paulínia Film Festival por Aline Arruda: http://www.flickr.com/photos/pauliniafilmfestival/

Publicado em: http://www.cultflow.com/v-paulinia-film-festival-encerra-com-homenagens-e-debates/. Último acesso em: 3/1/2014

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5X Favela em Paulínia – 2013.3

Publicado em: revistadecinema.uol.com.br

Festival de Paulínia presta homenagens em sua 5ª edição

16 dezembro 2013
Festival de Paulínia presta homenagens em sua 5ª edição
Rubens Ewald Filho e Monica Trigo. © Aline Arruda

As homenagens marcaram o V Paulínia Film Festival na noite da última sexta-feira, no encerramento do festival. A Secretária de Cultura da cidade, Monica Trigo, prestou homenagem à ex-primeira-dama Regina Moura, morta este ano.

A atriz Denise Fraga e o diretor Luiz Villaça subiram ao palco para agradecer à homenagem ao filme O Contador de Histórias, premiado no festival em 2009.

Luciana Bezerra, uma das diretoras de 5x Favela (2010) também saudou a retomada, e o filme Trabalhar Cansa, vencedor do Prêmio Especial do Júri do festival, em 2011, foi outro longa homenageado da noite. Sara Silveira, produtora do filme, lembrou que o longa, que recebeu incentivo da cidade, ajudou a difundi-la mundo afora.

Daniel Ribeiro, vencedor de prêmios com os curtas Café com Leite (2008) e Eu Não Quero Voltar Sozinho (2010); Marcelo Reginaldo, premiado pelo curta regional A Vaca (2009), e Diego Costa, vencedor do mesmo prêmio por Argentino, em 2011; Helvécio Ratton, melhor roteiro por Pequenas Histórias (2009); e Nelson Hoineff, premiado pelo documentário Caro Francis (2009) também vieram a Paulínia para receber a Medalha Regina Moura. Assim como a atriz Maria Clara Spinelli, premiada pelo longa Quanto Dura o Amor (2009).

O crítico e idealizador do Festival e do Polo, Rubens Ewald Filho, foi o último homenageado da noite, que encerrou a exibição do filme O Lobo Atrás da Porta, com Leandra Leal, Juliano Cazarré e Fabiula Nascimento.

Durante o festival, que aconteceu de 11 a 14 de dezembro, foi realizado um seminário sobre coprodução internacional com a convidada Geórgia Araújo, produtora do filme Onde Está a Felicidade? (2011), de Carlos Alberto Riccelli, vencedor do Prêmio do Público em Paulínia, que teve filmagens na Espanha; e do inédito Praia do Futuro, com Wagner Moura, uma coprodução que teve 80% das filmagens na Alemanha. O debate também contou com o crítico Rubens Ewald Filho e com a mediação de João Nunes, jornalista e crítico do jornal Correio Popular de Campinas.

O V Paulínia Film Festival também foi espaço para discussão de profissionais sobre os benefícios de acordos entre países. Responsável pelas políticas do audiovisual do governo da Catalunha, o espanhol Carlos Cuadros encontrou os produtores Leonardo de Barros (da Conspiração Filmes) e Fabiano Gullane (Gullane Entretenimento) para conversar com o público sobre coproduções internacionais para a TV e para o cinema.

Ao explicar as vantagens de coproduções entre países, Leonardo listou razões econômicas – não é preciso levantar todo o dinheiro da produção sozinho -, estratégicas – a certeza de exibição do filme em outro país, no caso de uma coprodução Brasil e França, por exemplo – e culturais, como a troca de experiências e conhecimento.

Fabiano lembrou das descontinuidades das políticas audiovisuais no Brasil e analisou o momento vivido pelo país com a Lei da TV Paga, que estabelece a obrigatoriedade de exibição de uma cota de produções brasileiras e de produções independentes nas TVs por assinatura.

A edição de 2014 do festival já está programada para final de julho.

Publicado em: http://revistadecinema.uol.com.br/index.php/2013/12/festival-de-paulinia-presta-homenagens-em-sua-edicao/. Último acesso em: 3/1/2014

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